I Know You Wanna Kiss Me
3 Minha Coluna Dói!
No capítulo anterior…
"- Aria conheceu um garoto!""- Hmm… e quem é o pretendente?""- Bem… o nome dele é Ezra Fitzgerald…""- O namorado da Aria é um riquinho!""- Oi… Ben…""- Não quer sair qualquer dia desses?""- Ei!– Hmmm… foi mal…?""- Meu nome é Emily Fields.– Hm, prazer, Emily Fields. Sou Hanna Marin.""- Como se fosse a única que se interessou por mim, baby…– Ei! Não me interessei por você! Argh, sou 99% hétero!– 99%?– Você não sabe do que sou capaz, Fields.– Bem, tenho que ir, Han. Realmente gostei de te ter como uma amiga.""- Sim. Parece que seremos colegas. Sou Paige McCullers.– Sou Emily Fields.""- O que foi aquilo, Srta. Fields? — Spencer""Se não a conhecesse… diria que estava com alguma espécie de ciúmes…" ______________________________– Hm, aquela garota… Paige… esbarrou em mim com a bicicleta… — comecei sem dar muita importância.– Não se faça de inocente, Em. — disse Spencer.– Então, Emily Fields é gay? — questionou Aria um pouco empolgada demais…– Vocês… vocês tem… algum problema…? — perguntei um pouco nervosa. Se Spencer e Aria não me aceitassem… – Claro que não, Em! — exclamou Aria — Respeitamos sua opção sexual, só fiquei um pouco… surpresa. Aliás você já chegou no campus conquistando corações…– Como?– Ben. — ela disse.Aria dizia, Spencer ainda me olhava um pouco enfurecida, porém quando a olhei para ela, a mesma disfarçou rapidamente o olhar para o chão, depois para Aria.– Er… que bom. Estava com medo de… não me aceitarem por conta disso… Spencer suspirou, levantou da poltrona e me abraçou, eu contribuí.– Relaxa, Em. Gostamos de você do mesmo jeito. — ela disse.– Talvez um pouquinho mais, agora… — disse Aria debochada erguendo as sobrancelhas, fazendo-me rir, vermelha, e Spencer se incomodou um pouco. — Calma, Spence. É brincadeira, você continua sendo nossa amiga, Em.Sorri e abracei Spencer, que sorriu.SPENCER TIMENão sei o que está havendo… fiquei um tanto incomodada quando vi a McCullers à alguns centímetros de Em. Aria ficou contente, acho que em parte pela Emily ter arranjado uma admiradora e possível futura namorada. Mas… não acho que Paige seja uma boa. Não sei porque, só sinto isso… devo estar sentindo algum tipo de proteção pela minha amiga ou coisa do tipo… ain… acho que aquele taco não me fez bem… E então Emily resolve me abraçar de lado depois do comentário galanteador de Aria. Ela sorriu pra mim e eu forcei um sorriso de volta. Estava louca para passarmos disso e pularmos para a parte do jantar, sabe…aaaand… WE'RE BACK TO EMILYSpencer se soltou levemente do meu abraço de lado e nos convidou para a cozinha, onde o forno apitou anunciando o início de nosso jantar. Nos sentamos eu ao lado de Aria e Spencer à nossa frente.– Então… — comecei.– Então o quê? — Aria se fez de desentendida.– O motivo do nosso jantar… — continuei.– Nos fale sobre o Fitzgerald! — exclamou Spencer.– Ah, fala sério! Só o conheci na aula de Prosa… e o nome dele é Ezra. E ele prefere que o chamem só de Fitz, Ezra Fitz. — explicou Aria, naturalmente.– Ela diz a biografia do cara e ele é só conhecido. — comentou Spencer.– Disse o que ele me disse! — Aria protestou.– Aria Montgomery Fitzgerald… — suspirei debochada.– Oh, não, Emily! É só Fitz! — retrucou Spencer, rindo comigo. Aria cruzou os braços e fez um bico irritado.– Qual é, Aria? — disse Spencer.– Ele é bonito? — perguntei.– É… bonitinho… — murmurou Aria.Depois disso o jantar se passou calmo. Conversamos, rimos, conversamos mais… então eu me despedi das garotas e fui para casa. Entrei no meu quarto e me joguei na cama, recebendo no mesmo instante uma mensagem do meu pai."Uma Nova Mensagem"Abri. "Emily, passei em casa mas você não estava. Embarquei no vôo para o Iraque com os outros soldados. Fique bem. Te amo, filha.– Pai." DROGA! Agora seu pai foi pro Iraque e você só o verá quando? Daqui à… uma semana? ARGH! Joguei meu celular na outra ponta da cama e me larguei no meio, esticada, de costas, mirando o teto. Então vejo minha mãe abrindo a porta.– Emily?– Oi, mãe.– Onde você estava? Só chegou agora? — mamãe perguntou preocupada.Às vezes minha mãe me trata como se fosse um iPhone. Se ela me perde acabou o mundo.– Mãe, não sou mais criança, relaxa. Fui jantar com umas amigas, já que papai foi embora. — disse sem dar muita importância.– Seu pai passou aqui. Mas você não estava. — ela disse um pouco magoada.– Eu sei. Papai me mandou uma mensagem. — disse sentando na beirada de minha cama.Minha mãe, suspirou. Acho que sem saber mais o que dizer.– Iraque… — ela soltou.– Sei disso, mãe.
Ela suspirou novamente.– Bem… boa noite, querida. Gostei de ver que já está se enturmando. Sorri para ela. Ela me deu um beijo no rosto e saiu, fechando a porta. Me joguei novamente na cama e apaguei em cerca de poucos segundos…No dia seguinte… AND BACK TO SPENCER'S POV! YEY!Acordei com uma leve dor na coluna. Devo ter dormido de mal jeito… Me levantei lentamente, com as costas ainda mais doloridas, e toquei com as pontas dos meus dedos dos pés no chão. Fiquei de pé em alguns demorados segundos, apoiei minha mão nas costas como uma velhinha, e andei lerdamente até o banheiro do corredor. Procurei por algum gelol no armário debaixo da pia, no armário por trás do espelho e, por fim, achei um no armário ao lado do box. Podíamos entiquetar tudo, não? Me pouparia um tempo. Passei uma notável quantidade da pomada em minhas mãos, esfreguei as duas, levantei a aba de trás da minha blusa do pijama e deslizei minhas mãos melecadas na parte baixa da minha coluna. Soltei um pequeno gemido de alívio. Minha mente estava uma bagunça. Como assim Emily era gay? Não que eu tenha algum problema com isso, só achei que… não sei… a grande verdade é que não sei porque estou assim com o lance da Em ser gay. Me senti estranha, talvez porque seja uma surpresa, ou uma grande novidade… acho que é isso. Ela é minha amiga, e fiquei surpresa por descobrir esse fato assim.Passava o gelol delicadamente nas minhas costas, quando ouço o rangido da porta abrir. Me viro imediatamente, assustada, largando a aba da minha blusa e endireitando minhas costas na hora. No que fiquei ereta uma dor se espalhou pela minha coluna inteira até chegar ao ponto da nuca, ao mesmo tempo da minha blusa se lambuzando com o excesso de creme que ainda tinha em minhas costas. Toby Cavanaugh.– Toby… o que faz aqui? — perguntei após meu gemido de dor acabar. Ele agarrava sua toalha e uma muda de roupa contra o peito e me mirava de um modo estranho, provavelmente me estranhando, até porque eu dei a razão. – Seu pai fez algo na obra dele no celeiro que cortou a água da minha casa, então sua mãe me deixou tomar banho aqui… me desculpe, não sabia que estaria aqui. — ele dizia doce.Logo sua visão, que fitava meu rosto vermelho, baixou para minhas mãos, brancas de pomada. Então percebeu o pequeno frasco aberto de gelol sobre a pia.– Dor na coluna?– Sim… acho que dei um jeito enquanto dormia. — expliquei.– Vem cá. Eu o olhei desconfiada e ele me devolveu com um olhar seguro e relaxaste. Virei de costas para ele, puxando meus cabelos para a frente de meus ombros, deixando minhas costas livres. Logo senti suas mãos firmes massageando a parte de baixo de minha coluna. Soltei um gemido de prazer, Aaahhhh… como isso é bom… Toby apanhou o vidro de gelol sobre a pia, derramando um pouco do creme em suas mãos e passando nas minhas costas. – Sente-se melhor? — Toby perguntou, ainda espalhando a pomada.– Com certeza… — ele terminou e limpou as mãos na toalha. Então virei-me para ele. — Obrigada.– Não tem de quê. Ele se aproximou um tanto mais de mim, deixando-me nervosa. Ele sorriu com meu nervosismo.– Tenha um bom dia, Spence. — ele disse.– O mesmo pra você, Toby. — disse. O contornei e saí do banheiro, com as mãos melecadas de pomada, ainda. Desci para a cozinha e lavei minhas mãos lá mesmo. EMILY AGAAAIINN! TIRED OF THIS? HA-HA!Voltei com a marcha para o zero, estacionando em frente à moderna casa que visitei ontem mesmo. Desci do carro e caminhei até a entrada da casa. Bati na porta.– Já vai!Ouvi passos se aproximando e logo a porta é aberta. Uma mulher, aparentemente jovem para ser mãe, de cabelos ruivos próximos ao castanho abriu a porta. Era magra e baixa, e tinha olhos azuis claros.– Posso ajudar? — ela perguntou. – Olá, Srta. Marin, certo? — ela me olhou confusa — Deve ser a irmã da Hanna.– Na verdade sou a mãe dela. — me corrigiu lisonjeada.Uau. Mãe? Nossa…– Hm, er… me perdoe, achei que era meio jovem para ser… mãe… bem, eu vim buscar a Hanna.– É alguma amiga dela? – Hm, sim.– Você é uma linda garota, por que nunca te vi aqui? — perguntou.– Ah, eu… a conheci ontem, no shopping. E meio que estraçalhei o carro dela, então a devo algumas… caronas…– Ah, sim. Hanna me falou de você. Além do acidente e da disputa pela blusa… — Emily corou de vergonha na frente da Sra. Marin. — …disse que era uma garota adorável.Emily sorriu.– Bem, sinto dizer que Hanna já saiu.– Saiu? — buguei agora.– Sim, com o namorado, Caleb. Ele ofereceu de a levar. — explicou Sra. Marin.– Bem… combinamos outro dia então… hm, desculpe o incômodo, Sra. Marin. — me desculpei.– Não foi nada, querida…?– Emily, Sra. Marin. Emily Fields. — me apresentei.– Emily Fields. Me chame de Ashley.– Tá, então eu já vou indo, … Ashley. — ela sorriu — Tchau.– Espero te ver mais vezes, Emily.– Igualmente.Entrei no carro e dei a partida. Então eu sou uma garota adorável, Hanna Marin?Abri um sorriso.Cheguei no estacionamento ao lado do gramado de Stanford em alguns minutos. Estacionei e entrei no campus. Logo encontro Spencer.TCHURURU… JUST TO MAKE YOU MAD, LET'S BACK TO SPENCEEERR!– Hey, Spence. — disse Emily sorrindo, se aproximando de mim.Me senti bem com aquela aproximação. Amizade é uma coisa agradável, não? – Ah, oi, Emily. — sorri.– Como vai?– Agora bem, mas acordei com uma dor nas costas terrível. — bufei, levando a mão às costas.– Oh, mas… está melhor agora? — Emily perguntou com um olhar de leve preocupação.– Um pouco… ainda está um pouco dolorido… — murmurei.A verdade é que Toby massageia até um pouco forte demais… mas a dor realmente voltou no que eu dei um tranco com uma freada no carro.– Hm, vem cá. — ela disse.Ela chegou por trás de mim e levou suas mãos às minhas costas, começando a me massagear. Hoje eu TÔ pra receber massagem, hein?Mas a de Emily estava diferente… ela tem mãos mais macias, faz movimentos mais suaves… aquilo estava tão bom… O QUE DIABOS ESTÁ ACONTECENDO COMIGO?Me virei para ela, desta vez realmente melhor, e fiquei cara-a-cara com Emily.– Ajudei? — Em perguntou sorrindo.Eu me arrepiei com nossa proximidade.– Er… sim… estou bem melhor. Obrigada. — disse rápida e nervosa.Emily pareceu nervosa também. Acho que nunca ficamos tão perto. Claro que não, a conheci ontem! E já estou assim… devo estar parecendo atirada pra cima dela… o que será que ela deve estar pensando de mim? Não devia agir assim, principalmente agora, que sei que Em é gay! Mas… não sei… acho que nunca me senti assim… segura, entende? Nós nos olhávamos, mas nos afastamos imediatamente quando ouvimos uma voz conhecida por trás de mim.– Spencer, Emily! Oi!– Ah, er… oi, Aria… — disse Emily nervosa.– Quero te apresentar uma pessoa, acho que Spence já a conhece…Logo uma garota loira se aproxima. Sorri para minha amiga. UHUHUHUHU EMILYYYYY– Garota-da-blusa?– perguntei incrédula.– Emily! — Hanna exclamou.– É, acho que já se conhecem. — suspirou Aria.– Não sabia que estudava em Stanford! — exclamei.– Igualmente… hm… desculpa por hoje… Caleb me buscou e eu…– Sua mãe me explicou. — disse sorrindo.– Conheceu minha mãe?– Tá, donde se conhecem? — perguntou Spencer farta.Aria nos olhava confusa, enquanto Hanna e eu rimos da situação.– Emily roubou minha blusa ontem no shopping. — disse Hanna.Aria e Spencer nos estranharam.– E estraçalhei o carro dela. — completei.– Uau. Hm… quer dizer… Nossa. — soltou Aria. — Então… tá. Tenho aula de Naturalismo agora, então… hm, nos vemos no almoço? – Claro. — dissemos eu, Hanna e Spencer.– Quais as aulas de vocês agora? — perguntou Spencer.– Tenho aula de Angiologia. — eu disse.– Putz, eu tenho de Fisiatria, lá do outro lado do campus! — reclamou Spence, me fazendo rir — Para qual lado você vai, Han?– Vou pro prédio B. — ela disse — Onde é a sua, Em?– Prédio B. — sorrimos e Spencer bufou.– Argh! Vou sozinha pra aula, mas vejo vocês no almoço, certo? — ela confirmou.– Com certeza. — concordamos. Spencer sorriu e se afastou. Então eu e Hanna começamos a andar em direção ao Prédio B.– Então, vai se formar em quê? — perguntei um tanto curiosa à Hanna.– Design. — ela afirmou orgulhosa.Eu sorri. Parece interessante.– Parece legal. — admiti.
– E você… medicina, certo? Digo… "Angiologia", né…? – Sim, medicina. — confirmei. — Então… Hanna Marin tem um namorado? – É… Caleb… namoramos à alguns meses… — Hanna me contou com um sorrisinho apaixonado. Sorri com sua felicidade. Nossa, tô realmente carente, sorrindo com a felicidade DOS OUTROS.– Ele deve ser um cara legal. Digo, a julgar pela namorada merecedora. — afirmei com um sorrisinho amigável.– Sim… Caleb é um fofo. Um fofo que não poderá me pegar amanhã, então, aceito sua carona. — ela disse rápida, enquanto entrávamos no prédio B.– Eu não lembro de ter me oferecido de condução. — disse debochada.– Bom, eu me lembro do seu magnífico carro amaçando toda a lataria lateral do meu. — ela disse convencida.– E paresse que eu serei sua condução, te pego às 8h? Ela riu.– Te esperarei. — ela disse virando num corredor. Mas antes eu a puxei pelo braço.– Ah, Hanna, me diz uma coisa… — ela me olhou curiosa — Então, sou uma garota adorável, hãn? Ela pareceu indignada e eu corri para minha sala.– Te vejo no almoço! — gritei para ela. Os dois primeiros tempos foram um tanto tediosos, ambos de Angiologia. Não conhecia ninguém daquela turma, deixando tudo ainda mais chato. O terceiro tempo e último antes do almoço foi de Citologia, aula a qual eu dividia com Spencer. Entrei na sala de aula, procurando Spence com os olhos, porém ela ainda não havia chegado. A turma me olhou no momento em que entrei, provavelmente porque sou uma aluna nova e ninguém ali nunca me viu na vida, mas logo voltaram a me ignorar e conversar com seus colegas. Acho que só me notaram mesmo pelo barulho da porta se abrindo. Sentei-me na filheira do meio em uma das últimas cadeiras. Havia somente um garoto sentado atrás de mim, que pareceu se encolher de vergonha quando me aproximei e sentei à sua frente. Estava esperando a aparição de Spence, mas ela não chegava! Logo as cadeiras ao meu redor lotaram-se e o professor entrou em sala, já escrevendo seu nome em giz branco no centro do quadro negro. Sr. Silver. Uau. "Sr. Prata", traduzindo. Eu, hein.Então, no momento em que o professor se virou a porta se abriu e uma Spencer ofegante entrou na sala.– Correu bastante, Srta…? — indagou Sr. Silver.– Hastings, senhor. Desculpe, tive aula de Fisiologia, no prédio C. Vim correndo. — ela se explicou nervosa.Coloquei rapidamente a mão sobre a boca para não gargalhar da vergonha alheia de Spencer.– Percebe-se. — Spencer formou uma feição confusa — O suor a denunciou. — completou o Sr. Silver. — Agora sente-se, Srta. Hastings. E que não acontece mais.Spencer assentiu e se sentou na primeira carteira da filheira do canto, ou seja, BEEEEEEEMMM afastada de mim. Quando ela olhou para mim fiz uma cara de reprovação para caçoá-la, como se estivesse chateada por ela ter se atrasado. Ela entendeu e me mostrou língua. 45 minutos com Spencer sentada lá no fim do mundo.TÉDIO.Bem, nem tanto. Como não podíamos conversar ficamos fazendo gestos caçoando o que o professor falava. As vezes fingíamos ânsia de vômito, ou fingíamos desmaiar, e ambas ríamos mudas das imitações da outra. Quando chegou ao fim da aula, o sinal bateu e o professor saiu de sala. Como agora seria a hora do almoço, ninguém saía apressado. Os alunos começavam a se levantar devagar e conversar, gargalhar, saindo de sala aos poucos. Spencer enfiava seu material na mochila e eu colocava a minha sobre o ombro, quando ouço vozes e risadas debochadas atrás de mim. Me virei. O garoto que sentava atrás de mim recolhia seus livros e cadernos, enquanto um grupo de moleques maiores ria do mesmo. Então o aparente "chefe" da gangue derrubou os cadernos do garoto no chão.– Opa! — ele exclamou debochado — É melhor pegar seu material antes que alguém pise, não? — ele completou fazendo todos os outros garotos gargalharem. O garoto olhou envergonhado e humilhado para mim antes de se abaixar para pegar os livros derrubados. Olhei com piedade para o menino, agora abaixado recolhendo tudo. Logo, o mesmo rapaz que derrubou o material do garoto apoiou o pé direito sobre as costas do humilhado e empurrou, fazendo com que o mesmo caísse de peito sobre os cadernos novamente derrubados. Só pode estar de brincadeira!– Ei, qual é a sua? — perguntei dura para o "durão" dali.Logo o vi sorrindo maliciosamente para mim, enquanto escutava uns assobios de sua turminha direcionados à mim.– E aí, gostosinha? — ele disse aproximando-se de mim. EU, HEIN. QUEQUEISSO, RAPÁ??Empurrei seu peito para longe de mim, o que só pareceu mais atrativo pro cara, pelo visto, por que ele continuou sorrindo, até mais.– Relaxa, seu nerd vai ficar bem, não vai, Hermie?– outro do grupo disse, enquanto o líder ainda me encarava sorrindo.Olhei para o garoto no chão, que me olhava pedindo piedade, humilhado. Assim que ele percebeu que eu olhava para ele, recomeçou a catar seus materiais.– Só vão embora, pelo amor! — exclamei incrédula.O "líder" somente me deu uma última olhada e se afastou, arrastando o resto da turminha. Andou até a porta e parou. Ficou esperando o garoto terminar de arrumar tudo e escondendo risadinhas de mim. Como alguém pode ser tão retardado? Voltei meu olhar ao garoto ao chão, que terminou de catar o mais rápido possível o material do chão. Apertou os livros e cadernos contra o peito magro, lançou sua mochila ainda aberta sobre os ombros largos e saiu em disparada dali, provavelmente já humilhado o suficiente. – E lá vai ele! — exclamaram os garotos.– Te vejo por aí, gata. — ele se direcionou à mim e logo olhou para Spencer — Como vai, Hastings?Spencer forçou um sorriso debochado e eles foram embora.Logo Spencer se aproxima de mim.– Gunther e sua turma. Sempre catam os menores para atingir e parecerem cada vez mais superiores. — disse Spencer — Covardes.– Por que sempre há valentões? – São poucos os que ousam enfrentá-los. Só por serem muitos e andarem em bandos. Como veados. — soltei uma risada.– Já enfrentou eles? — perguntei enquanto saíamos de sala.– Se são poucos, é claro que a Hastings está incluída. — ela afirmou. — E agora parece que Fields está nessa porcentagem também.Logo Hanna e Aria correm até nós, nos alcançando no corredor.– Hey, Em. Hey, Spence. — elas cumprimentaram.– Sobre o que falavam? — perguntou Aria entediada.– A turma do Gunther. — disse Spencer.Hanna nos lançou rapidamente um olhar preocupado.– O que eles fizeram dessa vez? — perguntou Aria farta.– Atacaram o garoto que sentava atrás de mim. — respondi.– Quem era? — perguntou Hanna.– Lucas Gottesman.– respondeu Spencer. — Emily o defendeu.Hanna levou a mão à boca.– Ele te fez alguma coisa? — Aria me perguntou.– Não, "me deixou passar". – Ah, fala sério! — exclamou Spencer — Gunther praticamente a comia com os olhos!Eu revirei os olhos.– Vamos falar de outra coisa? — perguntei, pisando no gramado da frente do campus.– Claro, já viram o novo clipe da Katy Perry?– perguntou Hanna, tentando começar assunto.E assim se passou meu almoço.
Notas finais
O que acharam, bitches? (Não sei traduzir essa frase à inglês e tô com sono demais para abrir o Google Tradutor então vai em português mesmo)
-J
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