I Knew You Were Trouble
39 I Knew You Were Trouble
Notas iniciais
Obrigada a todos pelo apoio, desde o começo da fic. Todo mundo que vem acompanhando só para ver a reação dela, o que vai acontecer, o que ela vai fazer. De coração, tentei ser a Charlie nesse momento.
Eu gostaria também de fazer uns agradecimentos especiais. Bom, obrigada Nikkey, por ser a primeira ouvinte dessa minha ideia louca. Você sempre será minha escritora favorita, estou esperando seu livro ficar pronto para ter minha dedicatória especial. Se você não tivesse me ajudado lá em 2011, eu não seria a pessoa que sou hoje. Obrigada Ange, por sempre me ouvir e me dizer coisas boas. Eu adoro ouvir você falar das suas ideias, e quando você me pede ajuda, ou para escrever um pov eu fico muito, muito feliz mesmo. Obrigada por tudo! Obrigada Yas, por me ceder grandes pensamentos. Grande parte das partes sentimentais da Charlie são minhas inspirações vendo você falar dele, e eu nunca vou me cansar de te ouvir. Obrigada por confiar em mim! Obrigada Lulis, por ser tão incrível. Por parar tudo que está fazendo na aula, só para escutar uma ideia louca. Obrigada por ceder uma partezinha sua para compor a Charlie. Obrigada por ajudar com cada detalhe, por me dar apoio e por me dizer as coisas que eu quero ouvir e que só você sabe dizer. Obrigada mais que especial a todas vocês, queridas leitoras, que comentam e acompanham, torcem e se descabelam com a Charlie e com o Dan. Sem vocês, eu não seria nada, eu digo e repito ♥
Espero que gostem! Quero saber o que acharam, de verdade.
Comentem, tipo, gostei, não gostei, precisar melhor isso, amei aquilo. Até um legal já é emocionante, quando vocês escrevem textos, eu quase infarto :)
Boa leitura!
"I think when it's all over it just comes back in flashes, you know? It's like a kaleidoscope of memories; it just all comes back. But he never does. I think part of me knew the second I saw him that this would happen. It's not really anything he said, or anything he did ― it was the feeling that came along with it. Crazy thing is, I don't know if I'm ever going to feel that way again. But I don't know if I should. I knew his world moved too fast and burned too bright, but I just thought, 'How can the devil be pulling you toward someone who looks so much like an angel when he smiles at you?' Maybe he knew that when he saw me. I guess I just lost my balance. I think that the worst part of it all wasn't losing him. It was losing me." — Taylor Swift
P.O.V Charlie
Eu estava estática. Minha cabeça estava girando em circulos, e eu não sentia minhas pernas.
–Hanna, fecha a porta — Ethan gritou, fazendo sinal para Hanna.
Eu não consegui me mover, só senti uma mão me puxando para dentro do comodo e o barulho da porta sendo fechada. Todas as vozes das pessoas atrás de mim foram abafadas, eu estava em outra dimensão, eu estava paralisada. Minha boca ainda estava aberta pelo espanto, e minha testa enrugada. Não desviei nenhuma vez o olhar de Dan. Quer dizer, Sebastian. Esses pensamentos me trouxeram de volta, e sem conseguir controlar derrubei o telefone celular que estava em minha mão no chão. Foda se, não era meu mesmo. Era de Allyssa.
Então ela já sabia, eu deveria ter desconfiado quando ela veio toda boazinha no inicio da noite me pedindo desculpas. Como prova de sua "lealdade" era iria me conceder um presente que eu jamais esqueceria. Um primo, tio, sei lá o que, trabalha na rádio em que uma das minhas bandas favoritas daria uma entrevista e ela teria como me colocar no ar, tanto para realizar minha fantasia de fã, quanto para divulgar a feira. Uma coisa que Luke queria. Essa nojenta ainda usou Luke para fazer uma coisa dessas.
Desviei meus olhos dele e com uma rapidez de tigre e com uma força que eu não sei de onde veio, eu fiz uma coisa que quero fazer há anos. Dei um tapa na cara dela. Ela nem viu de onde veio, apenas caiu ao chão com as mãos no rosto.
–Ai — Ela passou a mão no rosto.
Com seu grito eu voltei a realidade, eu não sou assim, violência não resolve nada. Olhei em volta, Hanna me olhava de uma maneira estranha, assim como Ethan. Já Ele, me olhava de uma maneira inexplicável.
–Porque você mentiu pra mim? — Depois de umas dez tentativas minha voz saiu.
–Charlie, eu nunca quis magoar você — Ele foi se aproximando ao mesmo tempo em que eu ia recuando.
–Como você foi parar lá? Como eu não te reconheci, como eu fui burra — Levei minhas mãos a cabeça.
Eu estava tão cega com tudo acontecendo, a morte de Luke, a feira, tudo, que nem percebi que meu maior ídolo estava na minha casa. Espera, eu beijei ele. Eu fiquei com meu ídolo. Levei minhas mãos a boca.
–Charlie, eu sempre quis te falar a verdade — Ele fitou o chão — Eu sempre tive medo, que você não aceitasse.
–Aceitasse o que? O fato do meu ídolo estar morando na minha casa? Meu Deus, não pode ser verdade. — Ri nervosa — Como você foi parar na minha casa? O que você está fazendo lá? Como você conhece meu pai? — Era a maior pergunta.
–Eu não conheci seu pai, primeiro eu conheci o delegado Bob.
– O que..
–Ele o ajudou — Ethan interviu, o que me fez encara-lo melhor — Sim, eu sou o Blake — Falou e sorriu.
–Não, eu tenho que contar a verdade. Obrigada, Blake — Ele falou sem desviar o olhar do meu — Charlie, eu causei o incêndio no galpão.
–O que? — Minha cabeça girava e as lágrimas já estavam descendo em meus olhos. Ele era o maldito motorista bêbado. Senti um enjoou, ao pensar em tudo que passamos juntos. Era ele o causador das feridas novas, as que se rasgaram mais ainda agora.
–Eu bebi e acabei sofrendo um acidente enquanto passava pela cidade, eu bati em um poste e ele caiu. Um curto circuito fez o fogo começar, mas eu estava desmaiado de tão bêbado e não consegui chamar os bombeiros ou conter o começo do incêndio. — Minhas mãos tremiam — Seu pai me ajudou, e eu falei para meu empresário onde estava. Eles fizeram um acordo, minha fama não estava muito boa, e o acidente iria comprometer a banda. Eu não podia deixar eles pagarem pelos meus erros, então eu aceitei o tal acordo.
–E o acordo era fazer a filhinha do delegado que é uma fã de idiota, fazendo ela acreditar que você é uma cara legal e prestativo, que ajuda todo mundo e ainda mais, que ajuda a preparar um evento importante pra ela que um filho da puta estragou, mas não, espera. Na metade do caminho ele ainda tem que fazer a burra se apaixonar por ele, mas é claro. Parabéns, Sebastian Campbell, além de cantor você é um ótimo ator. Interpretou muito bem o papel de mocinho. E eu aqui, a burra da história — Cuspi as palavras em meio ao choro.
–Não, Charlie, eu não estava fingindo — Ele se aproximou — Eu nunca menti em relação a isso, eu gosto de você, gosto de verdade — Ele pegou nas minhas mãos.
Soltei elas bruscamente e bati com força uma delas em seu rosto. Foi mais forte ainda do que o de Allyssa, esse tinha mais raiva. Ele cambaleou e levou as mãos ao rosto. Os olhos verdes estavam vermelhos.
–Não ouse falar isso de novo, você não sabe o peso que as palavras tem? — Comecei a rir nervosa — Eu sabia, eu sempre soube. Desde a primeira vez que eu te vi, eu sabia que você era um problema. Meu Deus, você acabou com tudo — Eu o encarei.
–Charlie, o Sebastian gosta mesmo de você — Hanna falou se aproximando de mim. Ela colocou a mão em meu ombro.
–Você sabia? Você sabia que era ele? — Ela me olhou, e eu consegui entender sem ouvir nenhuma palavra. Me esquivei dela, me afastando.
–Charlie, me escuta, eu.. — Ela começou a falar mas eu a interrompo.
–Então você sabia que ele é o cara que destruiu tudo, que destruiu a coisa mais importante que eu tinha. A única coisa que sobrou de Luke — Eu já chorava descontroladamente — Eu nunca imaginei que você pudesse fazer uma coisa dessas, você era uma irmã Hanna. Todo mundo sabia disso — Me dei conta de que eu era a única burra da história — Só a idiota aqui que não sabia de nada. Como eu fui burra, como eu pude me deixar levar assim? Como eu não percebi que eu tinha um mentiroso dentro de casa?
–Charlie, tudo que eu disse, é tudo verdade. — Ele me fez virar para encara-lo — Hanna não teve culpa, ninguém teve. Eles só aceitaram manter segredo, era importante que ninguém soubesse. Eu quis te contar Charlie, diversas vezes, mas eu nunca consegui.
–E você tentou pelo menos? — Os olhos verdes estavam sem brilho, estavam escuros. — Não, você mentiu e mentiu. Sabe, o fato de você ter escondido quem você é não é o pior, mas você ter escondido o que fez, sabendo o quanto isso é importante pra mim, não dá. É demais — Olhei em volta procurando a saída, e vi uma Allyssa ainda no chão, me olhando assustada. Blake abraçando Hanna, essa chorando. Achei a porta e caminhei até lá, eu não tinha mais como respirar esse ar.
–Charlie, não.. — Ele segurou meu braço — Eu amo você.
–Sabe, lá no fundo, meu coração deu um salto agora. Mas então, quando chega na minha cabeça, eu consigo diferenciar o real do imaginário. Você acabou com o resto de vida que eu tinha, quando eu achei que estava me recuperando, você me afogou mais e mais. Sabe, da mesma maneira que você entrou na minha vida, eu espero que saia. — Uma lágrima escorreu em seus olhos — Eu to cansada de viver uma mentira, na verdade, eu nem sei mais o que é viver. Obrigada, Sebastian Campbell, você me matou de novo. — Me larguei dele e abri a porta.
Um mar de adolescentes estava do outro lado, e eu tentei me esquivar de todos eles.
–Charlie! — Escutei ele gritar, mas eu continuei subindo, cada vez mais e mais.
Saí do andar e catei minha bolsa em cima da mesa. A música alta e as luzes piscando estavam me deixando tonta. Fui até o jardim a procura de ar, e então vi um táxi parado em frente a casa deixando duas garotas. Esperei elas saírem e entrei nele.
–Para onde moça? — O taxista com um sotaque latino perguntou.
E agora? Para onde eu iria?
–Pra qualquer lugar bem longe daqui, por favor — E encostei minha cabeça na janela.
E eu sabia, era tudo culpa minha. Eu deixei ele entrar, eu não fiz nada.
And I realize the blame is on me..
Cause I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
'Til you put me down
Oh, I knew you were trouble when you walked in
So shame on me now
Flew me to places I'd never been
Now I'm lying on the cold hard ground
Oh, oh, trouble, trouble, trouble
Oh, oh, trouble, trouble, trouble
And the saddest fear comes creepin' in,
That you never loved me or her or anyone or anything....
Notas finais
Não deixem de dar a opinião de vocês, esse capitulo é muito importante.
O que será que a Charlie vai fazer?
Bom, próximos capítulos serão cheio de emoções.
Uma boa semana,
Fiquem bem!
Mil Beijos,
Ju
♥
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