I Knew You Were Trouble
27 Do u think she'll accept u? After all these lies?
Notas iniciais
–Charlie! — Dan gritou, mas já era tarde demais.
Espera, eu não estava falando em morrer.
(...)
P.O.V Charlie
Dor.
Essa era a unica coisa que eu estava sentindo agora. Minha cabeça latejava muito, e acho que em uma escala, eu estava tipo Bella Swan quando foi mordida por Edward Cullen.
–Charlie? — Dan estava falando baixinho, senti ele mexendo em minha mão.
–Ahn- Falei ainda de olhos fechados. Estava impossível abri-los.
–Tá tudo bem com ela? — Era uma voz familiar.
–Ela parece bem por acaso? — Dan falou grosso, e eu tive que rir, tentei pelo menos.
–Ela parece melhor — A voz falou.
Abri os olhos com calma, notei que estava deitada na rua, com os faróis de um carro apontados para mim. Dan segurava minha cabeça em seu colo, e segurava minha mão.
–Vem, Charlie — Dan foi me levantando — Vamos para o hospital.
–Não, tá tudo bem, não precisa. — Segurei firme nele, e tentei me apoiar no carro, estava meio tonta.
–Charlie, vem, eu levo você — Olhei para esquerda e vi que era Derek.
–Claro que é você, seu babaca. Você que atropelou ela! — Dan falou raivoso.
–Ela que saiu correndo pela rua, aposto que estava discutindo com você. Talvez a culpa não seja minha..
– Parem! Eu to cansada, e quero ir pra casa. — Falei de saco cheio — Tchau pra vocês. — Fui andando devagar deixando os dois para trás.
Eu to cansada disso, eu só quero ficar sozinha.
–Charlie, meu deus, como você é teimosa — Dan segurou meu braço, com muita força. Mesmo.
–Me deixa em paz, eu não quero conversar com você — Puxei meu braço e sai andando.
O tempo estava feio, já estava de noite, e a chuva de antes parecia que estava voltando. Que ótimo. Senti Dan atrás de mim, ele andava em silencio.
Pingos gelados caíram sobre meus ombros e foram se intensificando. Estava difícil andar com dor de cabeça e mancando, e até tentei disfarçar, mas não deu certo.
–Charlie, você nem consegue andar. Pare com isso, eu vou ajudar você.
–Não — Continuei andando
–Me deixa ajudar você — Ele me segurou forte e me pegou no colo.
Maldito.
–Não fala nada. — O encarei por alguns instantes e voltei a encarar meu esmalte preto que estava pela metade.
Não sei quanto tempo demoramos para chegar em casa. A unica coisa que eu escutava era a respiração ofegante de Dan. O calor do corpo dele, misturado com seu cheiro me deu uma vontade imensa de beija-lo. Eu consegui me controlar, graças a Deus.
Chegamos na frente de casa, e ele me largou no chão. Murmurei um obrigada, mas não sei se ele ouviu. Abri a porta da frente e não havia ninguém na sala. Fui sorrateiramente até a escada.
–Charlotte! Mas que diabos aconteceu com você? — Minha mãe falou saindo da cozinha.
–Nada, mãe — Tentei mudar de assunto.
–Você está toda suja, e sua calça tem uma mancha.. é sangue isso?
–Não foi nada.
–Ela foi atropelada, Lily — Dan idiota me entregou.
–Obrigada, Dan — Falei subindo o primeiro degrau.
–Eu falei pra ela ir ao hospital, mas ela não quis.. — Minha cabeça estava doendo.
–Charlie, como assim? Que irresponsabilidade... — Tudo estava girando.
Não sei o que aconteceu, eu senti um cansaço imenso e me entreguei.
P.O.V Dan
Ela ficou pálida de repente e eu vi que não estava bem.
–Charlie? — Falei me aproximando, e ela caiu.
–Ai Meu Deus! Dan, vamos leva-la ao hospital, agora! -Lily correu até a cozinha para pegar a bolsa.
Fiquei com Charlie o tempo todo em meus braços. Ela parecia um anjo dormindo, tão diferente de quando estava acordada. Ela fazia um biquinho, e a respiração estava pesada. Só de imaginar que ela estava mal, senti um aperto no peito. Eu só queria que tudo ficasse bem.
Não demorou muito, e estávamos no hospital. Não abandonei Charlie um minuto sequer, e ela permaneceu em meu colo até que os enfermeiros trouxessem uma maca.
Lily era conhecida ali, assim como Charlie. Todos ficaram preocupados e foram examina-la. Eu fiquei no corredor esperando enquanto isso acontecia. Quase 2 horas olhando para a parede azul com azulejos branco. Estava tirando um cochilo, quando Lily tocou em minha mão.
–Dan — me chamou carinhosamente — Ela já está melhor. Torceu o tornozelo e teve alguns arranhões na perna. Ela é tinhosa, e não sofreu nada de grave.
–Que bom, fico aliviado — soltei o ar — Eu posso vê-la?
–Ela está dormindo agora, quem sabe amanhã. Você pode ir para casa agora, obrigada por ter ficado aqui. Vá descansar — Eu queria dizer a ela que ficaria ali, e que passaria a noite no hospital. Não o fiz, não era meu direito ficar ali. Ela não sabe sobre nós, e é melhor que continue assim.
Ela me abraçou, e voltou para o quarto.
Levantei da cadeira e minha bunda já estava quadrada por causa da longa espera. Senti meu celular vibrando.
"Sebastian, mesmo hotel da outra vez, urgente. — Blake"
Alguma coisa muito séria deve ter acontecido, ele ficou de conversar com Foster. Resolvi não passar em casa primeiro, fui direto para o hotel.
O recepcionista me deixou entrar, já me conhecia da outra vez. Subi até o quarto 201, e bati na porta.
–Entra aí, cara — Blake me deu um abraço.
Entrei e percebi que não estamos sozinhos. No outro lado do quarto, estava Foster falando ao celular, gritando como sempre. Fiquei em silencio — já que Blake não falou nada — esperando Foster desligar o telefone. Depois de quase quinze minutos ele o fez.
–Onde é que você estava com a cabeça, Sebastian? — Ele me encarou furioso -Nós já conversamos sobre isso! Você não pode revelar para ninguém quem você é, é tão difícil de entender?
–Foster, eu gosto dela. De verdade — Ele riu fraco.
–Você diz isso de todas! E eu ainda pedi para que você não se envolvesse com essa garota. E o que você fez? Se envolveu justo com ela! Olha, Sebastian, você já me trouxe problemas demais, e eu já os consertei milhões de vezes. As pessoas cansam das mesmas histórias nas revistas, mas você sempre está nelas. Não consegue se controlar, e assim vai levando a Underground Legends com você. Você só está causando problemas!
–Peraí, Foster. Não é bem assim — Blake interviu.
–É assim, sim! Você só não está fora da banda por causa de um contrato. Assim que ele acabar, você vai estar fora!
–Quem vai estar fora é você! Não sei se você se lembra bem, Ezequiel — Esse era seu nome — Mas você só está onde está, porque nossa banda escolheu você como empresário, achando que estava fazendo grande coisa.
–Olha você de novo, pensando em si mesmo. Você é um egoísta Sebastian! Sempre deixando o lado pessoal interferir no profissional.
–Foster, eu sei que ela pode guardar segredo. Eu não quero mais mentir para ela. Eu realmente estou apaixonado por ela — Era tudo verdade.
Ele riu ironicamente.
–E você acha que ela vai te aceitar? Depois de todas essas mentiras? Você vai contar para sua Charliezinha que você foi o responsável por tudo o que a fez sofrer? — Ele me encarou.
Eu não tinha pensado nisso. Fiquei sem palavras, estava confuso.
–Não faça mais nada! Você ficará pouco tempo aqui, daqui a pouco voltará. Não se envolva mais, me ouviu bem? — Ele falou seco, e voltou para o outro lado do quarto para falar ao celular.
–Hey, Sebastian — Blake me chamou — Eu vou ficar por aqui por uns tempos, tá bom? Vou te ajudar com tudo isso. É melhor assim, você vai conseguir cara.
–Eu não sei, eu realmente não sei.
Respondi ele e me despedi, minha cabeça estava em turbilhões. Eu precisava pensar, muitas decisões a serem tomadas.
Sai do hotel e tive a sensação de estar sendo seguido. Olhei para os lados e não vi ninguém. Continuei andando.
–Sebastian? — Me virei. Não pude controlar, era reflexo.
–Eu sabia que era uma boa ideia seguir o Foster.
Você?
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