I Just Wanna Be Your Girl
14 Who Are You?
Notas iniciais
O dia passou mais rápido do que o esperado e já se passava das 18:00. Rachel teve que ameaçar a latina, dizendo que pararia de tomar os remédios,caso ela não fosse para casa descansar.
Ela até foi, mas, duas horas depois já estava de volta. Leroy e Hiram chegaram no aeroporto um pouco antes do meio dia e Blaine foi buscar os Berry's.
Desde que eles chegaram no hospital, não desgrudaram da filha.
– Estrelinha, você está com fome? — Leroy perguntou novamente.
– Não,papai. — Rachel respondeu de novo tentando manter a calma. — Vocês já me perguntaram isso várias vezes!
– Nós nos preocupamos contigo, filha. — Hiram afirmou e ouviram a porta sendo aberta.
– Eu sei,mas, tem cinco pessoas que não desgrudam de mim e eu me sinto mal por dar esse trabalho todo para vocês! — a pequena declarou chateada por ser um ''incomodo''.
– Sete, na verdade. — Santana corrigiu sorrindo. — E você não é um incomodo,pare com isso. — repreendeu.
– Como assim sete pessoas? — Rachel questionou confusa.
A latina fez um sinal de ''espere'' com uma das mãos e andou rápido até a porta.
– Kurt, pode trazer. — pediu.
Rachel olhava curiosa para a porta.
– Baixinha! — Puck gritou entrando no quarto.
– Noah! — Rachel gritou de volta feliz ao ver o moreno de moicano. — Não acredito, queria poder abraçar você agora. — lamentou se sentando devagar.
– Tudo bem, eu fico satisfeito com um beijo no rosto. — o judeu respondeu abaixando e mostrando uma das bochechas para que a pequena beijasse.
– Eu estou muito feliz mesmo por te ver,mas do jeito que a San falou,parecia que seria mais de uma pessoa. — Rachel afirmou pensativa.
– Serve eu? — Quinn apareceu no batente da porta.
– Quinn! — Rachel gritou novamente. — Vem cá! — chamou e a loira se aproximou. — Eu estava com tanta saudade de vocês. — afirmou beijando o rosto da loira.
– E nós de você. — Puck respondeu. — Não só de você,como de todos,claro. — acrescentou.
Kurt e Blaine entraram no quarto.
– Ai gente... — Rachel suspirou quando viu as sete pessoas que cercavam sua cama. — Eu me sinto péssima em fazer todos vocês virem me ver. — lamentou de novo.
– Rach, eu tenho certeza que ninguém aqui está se importando. — Quinn declarou.
– O que nos incomoda mais, é ver você neste estado. — Blaine afirmou.
– E a culpa não é sua! — Hiram exclamou.
– Eu sei. — a baixinha sorriu de lado. — Mas como os enfermeiros deixaram vocês todos entrarem no meu quarto? — perguntou .
– Uma palavra: Snixx. — Santana respondeu e todos os outros riram.
**
Já era tarde da noite e Rachel estava dormindo. Dessa vez Hiram e Leroy que ficariam com a filha.
Os outros tinham ido para a casa Klaine/Pezberry.
– Quinn,Puck, já que as donzelas foram dormir, eu queria pedir um favor para vocês. — Santana declarou se aproximando dos amigos.
– E qual seria? — Quinn perguntou arqueando as sobrancelhas.
– É que eu disse para a Rach,Blaine e Kurt, que eu só iria acertar as contas com a Brittany depois que a minha pequena levasse alta,mas eu não estou me aguentando,preciso fazer algo! — a latina desabafou.
– A gente entende, Tana, eu acho que ficaria assim também, se alguém machucasse uma pessoa que eu amo. — Puck afirmou olhando de relance para Quinn. — Quando Kurt me contou que tinha sido a Britt a agressora, me deu vontade de ir apertar o pescoço dela. — confessou.
– Puck está certo. — Fabray concordou com o judeu. — Mas onde entra o favor? — indagou.
– Amanhã de manhã eu quero ir na delegacia e preciso que vocês me acobertem,caso alguém desconfie de algo. — Lopez explicou.
– Tudo bem, pode ir tranquila. — Puck assegurou.
– San, só peço que aja com a razão e não por emoção. — Quinn pediu. — Nós não precisamos de mais uma tragédia. — afirmou.
– Pode deixar, eu já sei como vou agir amanhã. — Santana respondeu tranquilizando a loira.
***
– Ô loira, tem visita pra você. — uma carcereira avisou à Brittany.
– Quem é? — a loira indagou se levantando.
– Sei lá, mas é uma mulher bem gostosa. — a mulher respondeu pensativa.
Brittany bufou revirando os olhos e seguiu a carcereira, assim que a cela foi aberta.
*
Santana estava sentada em uma cadeira, numa sala um pouco escura, enquanto esperava Brittany chegar.
Assim que ouviu um barulho, olhou na direção da porta e lá estava a loira.
Quando Brittany identificou quem era a visita, deu um passo largo pra trás, esbarrando no policial que a guiou até lá.
– Ei, cuidado. — o homem advertiu.
– Desculpa... — a loira pediu agora encarando a latina que a observava.
– Sente-se. — Santana ordenou. Ou pelo menos o tom que ela usou,não dava muita opção para a outra.
E assim Brittany fez.
– Vocês têm 10 minutos. — o policial informou. — Vou esperar do lado de fora da sala. — avisou se retirando do local.
As duas ficaram alguns segundos em silêncio, Santana encarava os olhos azuis da loira, que tentava desviar o olhar.
– San, eu... — Brittany tentou mas foi interrompida.
– Eu vou falar agora. — a latina afirmou em tom frio.
A loira assentiu com a cabeça e se encolheu.
– Quem é você? — Santana perguntou e a outra lhe olhou confusa.
– C-como assim?
– Quem é você? — a latina repetiu a pergunta. — Porquê eu acho que não te conheço. — afirmou.
– Eu sou... — a loira começou e foi novamente interrompida.
– Você parece muito com uma garota que eu conheci no colegial. — Santana declarou. — Mas a garota que eu conheci, era minha melhor amiga, foi até minha namorada. — acrescentou parecendo pensativa. — A loira alta,de pele clarinha e olhos azuis como o oceano,que eu conheci, era doce. Fazia o possível e impossível para ajudar os amigos,agia e falava com inocência. Engraçada e espontânea, encantava a todos. Sempre contagiava o ambiente,por mais triste que ele estivesse,com seu jeito sempre alegre e sorriso cativante. A garota que eu conheci no colegial,nunca foi capaz de matar uma mosca. — a latina descrevia tudo mantendo a tranquilidade. — No entanto, a minha frente eu vejo uma pessoa podre,psicopata,calculista,fria,egoísta,espancadora... — Santana declarou agora encarando os olhos de Brittany, que estavam vermelhos e lacrimejavam. — É, definitivamente ela não é a garota que eu conheci no colegial. — constatou,apoiando o queixo em suas mãos. — Então me diga...quem é você? — perguntou novamente e dessa vez parecia realmente esperar a resposta.
– San, eu ainda sou aquela garota! — a loira exclamou. — Eu não sou um monstro... — afirmou chorando.
– Não? — Santana arregalou os olhos. — Então porquê tem uma garota toda machucada, que está internada por sua causa? — questionou em tom de deboche.
– Eu não aguentei saber que você nunca me amou como mulher... — Pierce confessou. — Não consegui aceitar que você preferia ela o tempo todo!
– E então por quê você não ME espancou? — Lopez questionou. — Afinal,quem nunca te amou como mulher foi EU e quem preferia a Rachel era EU! — completou.
– Eu sei, mas nunca conseguiria te machucar... — a loira afirmou.
– Mas você machucou, Brittany. — a latina declarou. — Ver minha pequena naquele estado e ainda saber que foi por causa da pessoa que eu sempre amei e considerei como melhor amiga, está me matando aos poucos! — Santana agora tinha lágrimas nos olhos.
– Me perdoa... — a outra pediu segurando as mãos da latina.
– Não, eu não posso. — San negou se levantando. — Eu poderia te bater,te xingar, te matar até, mas eu só quero te dizer uma coisa. — Santana apoiou as mãos na mesa e aproximou seu rosto. — Eu odeio você. — afirmou e se afastou novamente.
Vendo a movimentação da latina, o policial abriu a porta.
– Está tudo bem aqui? — o homem indagou.
– Está sim, eu já acabei. — Santana afirmou se aproximando da saída.
– Até nunca mais, Brittany Susan Pierce. — a latina declarou e saiu das vistas da loira.
Brittany começou a chorar desesperadamente.
Será que tinha valido a pena perder uma das únicas pessoas que a compreendia de verdade?
**
Quinn e Puck agora faziam companhia para Rachel.
– A San disse para onde ia? — Rachel perguntou para os dois.
– Ela falou que ia ver alguma coisa de trabalho, eu acho. — Puck afirmou.
– Okay... — a baixinha assentiu ainda desconfiada.
– Cheguei! — Santana exclamou abrindo a porta. — Já estava com saudades. — afirmou se aproximando da namorada.
– Eu também, Tana. — Puck declarou fazendo as meninas rirem.
– Algo me diz que não era da gente que ela estava com saudades. — Quinn comentou divertida.
– Ridículos. — a latina mostrou a língua para eles.
– Então, amor... — Rachel começou. — Conseguiu alguma coisa? — perguntou.
– Como assim? — Santana ficou confusa.
– O Puck disse que você ia ver algo de trabalho. — a baixinha respondeu avaliando a namorada.
– Ah tá. — Santana olhou para Puck. — Não, ainda não. — afirmou forçando um sorriso.
Rachel apenas assentiu. Ela sabia que tinha algo errado,mas decidiu não perguntar mais nada.
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