I Hate You Too!

17 XVII- Escalando uma árvore.


Notas iniciais
Ahhh com esse título fica fácil saber, onde vai se concentrar as atenções desse capítulo... Gente, mil desculpas pela demora de um mês... Mas eu me tornei escravo da faculdade... (Literalmente) Eu estou fazendo uma pesquisa de extensão e não ganho nada por isso! Escravidão na UFC!
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Vocês vão entender o título!
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Vamos aos agradecimentos? OBRIGADÃO!
UchinaMarina, PezHummel, Sakuchan, Caio, Kira, Didira, Konichiwaclara, Guilherme, Yume, Lady, Giovana, Natan, Sheiko, Mickey, bii devon, Midichan, Bella e Lief. Obrigadão aos linducos!
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Quer ser um lindo do Sketcher? É muito fácil, basta você
mandar um review depois de ler esse capítulo!
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Esse capítulo vai especialmente para a Sakuchan18 e o Guilherme DiCarmello. Pois, ambos recomendarão a fic e merecem esse capítulo! Sakuchan, ela é uma fofa que elogiou a fic demais na recomendação e que, com certeza, quem estava a fim de ler a fic e leu a recomendação dela, começou a ler a fic! Já o Guilherme que é um querido, elogiou bastante a fic e disse que tudo estava dez e eu amei isso! Embora, eu como escritor seja muito auto-crítico e não costumo elogiar o meu próprio trabalho. Obrigado pelo carinho Gui e Sakuchan!
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Quer um capítulo? Manda uma recomendação aê! kkk

Pegamos a pá. João não estava entendendo nada, mas ele pegou a pá e caminhamos juntos para a moto. Saímos da casa dele, ele trancou a porta e a janela e subiu na moto, me dando um capacete.

-Você tem que me explicar essa história direito!

-Eu explico, mas você promete não surtar?

-Ok. Vem, você me conta no caminho e me mostra também para onde quer ir...

-Certo!

Subi na garupa da moto e logo indiquei o caminho para o moreno seguir. Ele usava uma jaqueta apertada de couro e como eu segurava a pá com uma das mãos, eu tinha que segurar a cintura dele com a outra.

-Então, conta!

-É... Não surte, ok? Eu namoro meu meio-irmão e bem... Nós temos um relacionamento secreto.

-Interessante!

-Não é só isso! Eu descobri naquele mesmo domingo que ele havia matado um garoto e que havia o enterrado no lugar que nós vamos agora!

-Ok... Deixa-me adivinhar agora! Você quer que nós dois juntos desenterremos um corpo, é isso?

-É... Tipo isso! Calma, João. É que tem algo nessa história que não se encaixa e eu tenho um pressentimento de que o que eu vou ver agora, vai mudar todo o rumo da minha vida!

-Claro que vai. Você vai ver um cadáver que seu namorado matou, não tem que mudar o rumo da sua vida?

-Eu preferia que você não tivesse me dito isso!

Medo. Meus sentimentos sempre foram confusos demais para serem entendidos por mim mesmo, mas eu sempre sabia quando algo dentro de mim dizia que eu deveria me meter em algo. Principalmente, por isso aparecer poucas vezes. Eu sempre fui tímido, calado e concentrado no meu eu, mas quando essa sensação aparecia, eu só conseguia ter paz interior quando eu resolvesse o que me afligia. Continuamos indo em direção ao terreno baldio no meu bairro. Não eram muito comuns em bairros de elite, mas sempre se viam um ou outro terreno assim... Meu telefone tocou e eu já sabia perfeitamente quem era antes de tirá-lo do bolso do jeans.

Era ele mesmo...

-Alô?

-Onde você está?

-Jonathan? Estou quase chegando em casa, só vou passar em um amigo antes!

-Que amigo? Você só tem um amigo, que é o Luck. Onde você está, Hassan Mebarak?

-Calma, eu já vou... Minha mãe já chegou?

-Já e você sabe muito bem que ela está subindo pelas paredes de nervosismo.

-Avisa para ela que eu estou chegando, tchau!

-Has... –E eu desliguei. Aproveitei e desliguei o aparelho também, claro que aquilo me renderia confusões, mas era melhor assim. Eu tinha que resolver esse problema logo!

-Namorado ciumento? –Perguntou o moreno se divertindo.

-É... Vamos resolver isso logo?

-É arriscado, mas pra quem perdeu os pais e viveu alguns anos em um orfanato cheio de drogados e estupradores... É mole!

O moreno continuou nos guiando para o caminho, na verdade, eu estava guiando. Ele não sabia onde era... Dobramos na rua da casa de Eliza e meu coração quis sair pela boca nessa hora. Estávamos a poucos metros de onde Jonathan tinha feito a maior burrada da vida dele e eu ia desenterrar essa burrada... Afinal, quem era mais burro eu ou ele?

-É aqui, João! –Avisei quando estávamos em frente ao terreno baldio ao lado da mansão de Eliza. Desci da moto ainda com a pá na mão e João desceu em seguida.

-Que lugarzinho estranho? Foi aqui que seu namorado matou esse garoto?

-Sim, foi aqui sim! Eles enterraram bem ali! –Apontem para o lugar embaixo da árvore onde a grama já estava começando a crescer.

-Eles? Não foi o Jonathan? –Que idiota que eu sou! Agora ele estava mais envolvido ainda nessa loucura.

-É... Ele teve ajuda de um amigo dele! Vamos logo desenterrar esse corpo? Estou começando a sentir frio.

A temperatura à noite costumava cair bastante. Dias quentes e noites frias, dias frios e noites quentes... Vai entender o clima dessa cidade!

-Me dá aqui essa pá! –João tomou a pá da minha mão e a jogou no chão. –Toma minha jaqueta... –O moreno tirou a jaqueta de couro e jogou para mim. Peguei a peça de roupa e vesti em seguida, me abraçando com ela. –Tem certeza que você não vai se arrepender?

-Não, pode ir logo!

O moreno pegou a pá que estava jogada no chão e foi para o lugar que eu já havia indicado anteriormente. E logo foi a enfiando com vontade para dentro da terra. Eu estava nervoso e assustado. Continuava agarrado à jaqueta do moreno e olhando para os lados assustados.

João cavava com velocidade. O clima frio fazia eu me abraçar cada vez mais com a jaqueta do moreno. Seus braços se moviam e dava para perceber que ele tinha um porte forte, não exagerado. A calça era bem justa à sua pele e os fios dele estavam esvoaçantes com a brisa fria da noite.

-Esse corpo foi enterrado em um buraco profundo?

-Não! Até bastante superficial, continua nesse ritmo que logo achamos...

Eu não via nada, ele movia depressa e estava bem escuro. Eu continuava perto da moto e via a rua vazia.

-Achei alguma coisa... Mas não é um corpo.

Aproximei-me assustado, estava tremendo como uma vara verde, mas eu tinha me metido naquilo era melhor ir logo conferir. João estava agachado com a mão dentro do buraco que ele havia aberto. Estava escuro e eu tive que aproximar mais ainda para poder ver, me agachei assim como o bartender estava e vi ele tirar algo do buraco.

-Um saco de lixo? –Perguntei vendo um saco preto de lixo cheio de terra.

-E tem mais sacos assim! –Afirmou o moreno colocando a mão e tirando mais e mais sacos. Dava um total de cinco sacos de lixo completamente sujo de terra. –Tem certeza que seu namorado enterrou uma pessoa aqui?

-Ele não mentiria para mim, não sobre isso... E ele disse que o corpo foi enterrado dentro de sacos como esse...

-Sabe o que isso quer dizer né? –João tirou de dentro de um dos sacos, uma camisa verde, toda suja de resquícios de sangue e de terra. –Armaram para ele!

[...]

Já passava de dez da noite. Depois de toda a confusão de saber que Jonathan tinha matado um garoto e que havia o enterrado sem qualquer humanidade, eu descubro que tudo não passou de um golpe e que o dito corpo na verdade não estava ali. Mas onde estava? Quem tirou um corpo de um buraco e não avisou a polícia? Como um cadáver poderia ficar circulando assim sem ser notado?

Eu tinha voltado junto com João para a casa dele. Ele já havia tomado banho e vestido outra roupa, um jeans e uma camiseta mais descolada. Eu, estático, como qualquer pessoa ficaria, continuava ali, sujo de terra e com a cabeça trabalhando em teorias para explicar o sumiço do corpo.

-Tá quentinho. Bebe! –João me deu uma xícara grande cheia de chocolate quente. –Eu sei que você não quer dormir aqui, deve estar acostumado com o luxo, mas se quiser pode tomar um banho e vestir uma roupa minha. Acho que tem alguma que cabe em você.

-Não, obrigado. Eu já estou abusando demais de alguém que eu conheço tão pouco...

-Fico extremamente feliz em ter um amigo como você, Has. Mas o que você está pensando?

-Em como desumanos são as pessoas! Como tiraram um corpo dali? Pra onde levaram? Como ninguém reparou?

-Você não está pensando direito! Esse corpo nunca existiu. Armaram para o seu irmão, Has. Armaram para ver ele atordoado e exposto, isso era muito comum no orfanato onde eu morei...

-Deus, mas que monstro poderia fazer isso com o Jonathan? –E como um estalo um nome veio na minha mente. Como eu poderia ter sido tão inocente em não desconfiar do ser mais desprezível da terra? Era notável que tinha dedo dele naquela história. –Como eu não reparei que tinha dedo daquela lacraia loira?

-O quê?

-Eu tenho que ir! –Me levantei deixando a xícara meio cheia sobre a mesinha daquela sala simplória. Eu ainda estava com a jaqueta do moreno.

-Já vai? Não, está louco? Você não pode sair desse bairro uma hora dessas. Vai ser assaltado ou morto!

-Então me leva para casa... Mas Jonathan tem que saber de toda a verdade! –Eu estava alterado, nervoso. Essa palavra é o meu adjetivo atual. Afinal, vocês já devem ter notado que eu sempre estou nervoso, mas não podem me julgar. Afinal, quem não ficaria nervoso com toda essa bagunça que eu chamo de vida? –Vai me levar?

-Eu tenho outra escolha? Vamos! -O moreno pegou a chave da moto e logo fomos saindo da casa pobre e ele a trancou. –Tem certeza que não deseja tomar um banho ou trocar de roupa?

-Isso é urgentíssimo, João. Vamos logo!

O maior obedeceu e logo subiu na moto, colocando o capacete e me dando o outro. Eu subi, já com o equipamento de segurança e ele acelerou.

[...]

-Muito obrigado, João. Você é um ótimo amigo. –Desci da moto, em frente a minha casa, João desceu logo em seguida e pegou o capacete que eu dei a ele. Ele retirou o próprio capacete e sorriu.

-Espero que da próxima vez que sairmos juntos tenha menos adrenalina.

-Não gosta de uma aventura? –Sorri divertido.

-Gosto, mas não uma tão macabra!

-Verdade, acredite na próxima vez, será mais calma! –Abracei o moreno e logo ele retribuiu o carinho. –A sua jaqueta! –Lembrei tirando a peça de roupa e dando para o moreno.

-Ficou boa em você!

-Detesto jaquetas, me sinto menor do que já sou. –Ele pegou a jaqueta e eu ouvi a porta bater com força. Alguém arriscar adivinhar quem fez isso?

Virei e vi aqueles olhos azuis se aproximando. Olhos vivos, firmes e escuros... Olhos escuros... Isso era sempre tão ruim? Acho que vão perceber que sim!

-Então esse é o seu “amigo”? –Como todo bom irônico, ele deu bastante ênfase à palavra amigo. –Não sabia que gostava de fazer boa ação e dar para garotos favelados! –Como sempre pegando pesado.

-Maneira nas palavras cara, eu e o Has somos apenas amigos!

-E eu sou o coelhinho da páscoa! –Ele se aproximou com aqueles olhos azuis escuros, me puxou pelo braço e me tirou de perto do moreno. –Com você, eu me resolvo depois! –Avisou.

-Que droga você vai fazer? –Não deu tempo terminar de perguntar e logo a resposta veio. Um soco, forte e firme, bem na boca do moreno. –JONATHAN! –Gritei tentando segurar ele, afinal como todo animal ele atacaria o moreno.

Mas era burrada, afinal ele era maior do que eu. E logo me derrubou no chão, felizmente o meu pouco tempo que eu atrapalhei ele, João levantou e desferiu um soco no rosto do loiro raivoso.

-Tá louco, garoto? Acha que só porque é riquinho tem direito de bater nos outros? –Como o loiro foi ao chão, ficou mais fácil de eu segurá-lo. Sentei sobre seu colo, como estava bem tarde mesmo, ninguém passava pela rua que morávamos.

-Você vai se arrepender! Saí de cima, Has!

-João! Vai embora, esse loiro não vai se acalmar até tentar te matar!

-Quer defender o amante é? Que lindo. –Ele continuava tentando me tirar de cima dele, mas uma força divina, agradeço por isso, conseguia me manter ali em cima.

-Não somos amantes! –Respondeu o moreno subindo na moto. –Depois agente se fala, Has! –E o moreno saiu dali.

O loiro segurou meus cabelos, como sempre, e me jogou para o lado, fazendo eu sair de cima dele e machucar meu joelho com o impacto.

-Seu idiota!

-Sou mesmo, em ter acredito em você. Seu vadio! –Ele levantou e foi para dentro de casa.

Eu sabia que naquela noite eu não conseguiria nenhuma conversa sensata com o loiro. Afinal, ele não estava nada calmo e muito menos compreensivo.

[...]

A noite passou lenta e a minha falta de sono dificultava mais ainda a sua passagem. Pela minha janela eu só conseguia ver a árvore que tínhamos no quintal. Era grande e com galhos fortes, ela dava até a janela do loiro, que eu suspeitava estar aberta. Já estava amanhecendo. Era quase umas cinco da manhã.

Pulei minha janela, eu tinha tomado banho e o meu ferimento no joelho ainda ardia. Estava de camiseta preta e de moletom. O que dificultou a minha escalada. Era hora de ser um pouco louco e tentar ver o que se passava dentro daquela cabeça cheia de fios loiros. Subir em árvores nunca foi o meu grande talento, aliás, eu nunca fui bem visto em nenhum aspecto esportivo, apenas minha inteligência era admirável.

Eu só havia tentado subir em uma árvore aos doze anos, quando meu avô, alguns meses antes de morrer, quis que eu pegasse um ninho de passarinhos azuis que existia numa árvore do parque do meu antigo bairro. Eu como um bom neto que era, me arrisquei em subir e pegar o ninho que o meu único pai tinha pedido, afinal a presença paterna nunca existiu na minha vida, apenas meu avô conseguia substituir. Eu subi, era alta, o ninho estava bem alto, mas antes de chegar nos primeiros três metros de altura... Eu caí, sentado, choroso e prometendo a mim mesmo que nunca mais subiria numa árvore.

Mas só o amor para fazer nós quebrarmos nossas promessas, e foi esse sentimento que me fez criar coragem para tentar subir na minha segunda árvore. Jonathan era o meu loiro e ele precisava ter certeza disso, ciúmes não fazia o perfil dele, mas antes de eu o conhecer também não fazia o meu!

Estava ali, olhando para a árvore do meu quintal, alguns metros a cima a janela de vidro do quarto do loiro, aberta, com as cortinas voando devido à brisa e a minha coragem... Não a coragem, mas o meu amor iria me deixar fazer loucuras.

A árvore velha, com o caule úmido era o desafio e era hora de eu o enfrentar. Minhas mãos entraram em contato com a madeira da planta e eu tremi, comecei a fazer força, agarrei o primeiro grande galho e com a maior força que pude conseguir suspendi meu corpo para poder sentar e em seguida ficar de pé sobre esse galho.

A asma, minha fiel inimiga, começava a castigar meu corpo. Respiração faltando, nariz e pulmões falhando, mas não é bem verdade quando dizem que o amor nos dá força nessas horas?

Fui para o próximo galho, mais fino, porém resistente. A mesma força de antes voltou, puxei meu corpo para cima e consegui-me por de pé sobre o galho. Agora, era o último galho, este parecia mais com um graveto, ele era magrinho e fininho, não parecia aguentar nem seis quilos. Estiquei meus braços e agarrei a madeira. Faltava pouco, mas alguns centímetros a janela estava ali. O corpo do loiro já era notável. Estava enrolado sobre as cobertas, afinal ele adorava o frio, mas não ficava desprotegido nele.

Minha primeira mão chegou até a janela, segurei a madeira da parte da casa e o galho estalou. Impulsionei meu corpo para frente impaciente, e o galho quebrou de vez... Voltei para minha infância. Senti que iria cair, pelo menos, minha outra mão estava segurando a janela, mas eu não aguentaria muito tempo, não suportaria meu peso com apenas uma mão. O nervoso piorou minha asma. O ar já não era tanto assim... Só poderia pedir ajuda...

-Jo-Jonathan! –Minha voz era sofrida, mas alta. Afinal, falar baixo não ia o fazer acordar. O loiro sentou na cama e me procurou pelo ambiente, coçou os olhos como se estivesse apenas sonhado. –Ja-Janela... –Senti minha mão começar a se abrir. Parece que ideia de subir numa árvore agora, seria pior do que dá última vez, se caísse de mão jeito, acho que não conseguiria viver. O ar acabou de vez, fechei os olhos.

A mão grande e forte segurou meu antebraço e logo a outra veio e ajudou a puxar meu corpo para dentro do quarto. Não percebi nada de imediato, apenas quando senti meu corpo bater em outro e juntos dois corpos indo ao chão. Abri os olhos...

Meu rosto estava escorado no melhor travesseiro do mundo, o peitoral largo do loiro. O calor dos braços ao redor do corpo. O ar começava a voltar.

-Garoto, você é doido? –Me repreendeu, eu sabia que ele estava apenas de cueca, dava para sentir o seu membro acordando no meu abdômen liso.

-Vo-você... Que é... Muito... Incompreensivo! –Falei respirando devagar. –João é... Apenas, meu amigo! –O ar começava a voltar, afinal o frio estava passando com o calor que seus braços me passava e o cansaço de subir na árvore também já ia embora.

-É assim que chamam agora? –Ironizou, como sempre. Ele segurou meu corpo e começou a levantar ainda me segurando, até porque se ele me soltasse, eu iria ao chão. Minhas forças estavam ainda se recuperando. –Vem, deixa eu te colocar na cama.

Ele me segurou como um noivo segura a noiva na lua-de-mel, me levou com a força que possuía até a cama, e logo deitando ao meu lado, seus fios estavam bagunçados, os ombros largos ficavam rentes aos meus mais finos. O peitoral grande e o abdômen definido e o belo volume na cueca negra que eu tanto sentia falta de ver pela manhã.

-Aliás, nem sei por que eu tô te dando carinho, se você até me corneando já está...

-Estúpido. –Com força consegui sentar e olhei para a infinidade azul dos olhos do loiro. –Eu e João apenas descobrimos algo que explica muita coisa e te tira de uma armação...

-Descobriram o quê? Como é bom o ato de trair, espero que você não se acostume... –Eu reparei que ele já estava brincando, acho que depois de eu ter subido até o quarto dele, da pior maneira possível e quase morrer tanto de crise de asma como de um possível acidente, o fez acreditar na minha fidelidade.

-Yuri armou para você... –Ele não entendeu a priori. –Você não matou aquele garoto... Yuri armou para você achar que matou. –Jonathan riu. Acho que ele acha que eu estou brincando.

-Você bebeu essa noite? Has, isso não é filme americano, não!

-Eu e João fomos até o terreno baldio, embaixo da árvore e não encontramos nada. Apenas os sacos pretos que você disse que tinha colocado o corpo e uma camisa suja de pouco sangue e terra. Olha só! –Saquei o aparelho celular do bolso do moletom. O vento começava a esfriar, iria chover logo.

Jonathan viu a foto do buraco aberto e dos sacos pretos com a camisa suja de sangue e ficou perplexo.

-Mas é impossível!

-Claro que é possível! Não tinha luz quando você bateu no garoto, quem disse que ele estava morto foi Yuri e não foi você que constatou isso. Eles podem ter muito bem armado para você...

-Aquele... –Jonathan tentou sentar, mas segurei seu corpo e empurrei para trás. Eu sabia que ele ia explodir os olhos já estavam escurecendo, mas não era isso o certo. Eu sabia o que devíamos fazer.

-Não! Você não vai fazer nada agora! –Sentei-me sobre seu abdômen malhado e ele sorriu com a minha iniciativa. Me aproximei dos seus lábios e o beijei com vontade. Como todas às vezes, ele foi até meus cabelos e os puxou com agressividade. Desci os lábios pelo seu pescoço e logo passei para o ouvido. Sussurrei. –Vamos comemorar sua inocência!

Notas finais
Alguém se surpreendeu com o golpe que o Jonathan levou?
João e Hassan, que lindos juntos, esses belos amigos!
Hassan ultrapassando seus medos pelo amor que sente pelo loiro, alguém curtiu?
Jonathan sempre esquentado né? Aí aí!
Será que vai rolar lemon? O que vocês acham/querem?
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IMPORTANTE: Muita gente disse que leria e eu espero que leiam mesmo, a fic sobre o Mid e o Luck... Vai ser curtinha, no máximo 7 capítulos e eu queria mesmo, que vocês comentassem o máximo de capítulos possível, que é para atrair uma boa margem de leitores! Vai o link da fic: http://fanfiction.com.br/historia/359427/Amor_Nos_Treinos_De_Volei/ Leiam, quem quiser e comentem, também quem quiser!
Fiz com carinho enorme!
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Comentem e Recomendem!