I Hate You Too!

49 XLIX - Aniversário (parte I)


Notas iniciais
Hi guys, eu demorei um pouquinho, mas tá aqui a primeira parte do aniversário do Jonathan. Espero que vocês gostem! — Obrigado aos quatro magníficos seres de luz que comentaram, vocês me ajudam muito a fazer isso acontecer, obrigado: Kit Kat, Zephtx, Amanda e Mahii. — COMENTEM E RECOMENDEM.

Na sexta, eu deveria fazer algo especial. Dia doze de fevereiro. Era o aniversário de Jonathan, ele fazia dezenove anos, embora eu me sentisse ainda um pouco distante dele, afinal nossa discussão não havia sido resolvida e se eu não fosse atrás, Jonathan nunca viria. Eu poderia estar parecendo fraco de tantas vezes que eu tinha que abrir mão das minhas convicções para a melhoria do nosso… Relacionamento? Envolvimento?

Eu acho que eu sempre me perguntaria de verdade o que eu e Jonathan tínhamos. Naquele dia eu havia decidido que faltaria às aulas, avisei a Felipe sobre isso e ele disse que me cobriria com o conteúdo, se ele entendesse. O dia exigia algo legal, talvez Jonathan e eu pudéssemos ir ao cinema, ver algum filme bom e poderíamos comer no próprio shopping, poderia ser um dia incrível.

Jonathan também havia sido liberado, mamãe havia me informado que ele não iria trabalhar hoje por ser seu aniversário, algo unicamente exclusivo quando você é enteado do seu chefe. Era óbvio que eu só conseguiria falar com ele no início da tarde, ele não iria acordar antes disso.

E eu… Estava nervoso! Aquele seria o primeiro aniversário dele que passaríamos juntos. Será que seria tudo tranquilo? Iríamos ficar bem? Iria ser um dia bem legal para nós dois? Jonathan iria gostar do presente? Não era bom eu ficar com isso rondando minha cabeça.

Deitei na cama, enquanto esperava ficar próximo de uma da tarde. Seria uma boa hora para ligar para Jonathan e chamá-lo para minha casa, talvez hoje fosse finalmente um dia de calma entre nós e em que tudo meio que… Funcionasse?

Relacionar-se com Jonathan era como engolir sapos constantemente. Nada era fácil e exigia que eu fosse um pouco menos complicado pra que tudo pudesse fluir… Às vezes era um saco pensar nisso, porque minha cabeça nunca parecia bem disposta a ver o Jonathan com bons olhos, não como o meu coração via!

Olhei para o teto branco do meu quarto. Ali estava um calor infernal, eu estava com o ar-condicionado desligado, apenas com a porta da pequena varanda aberta entrando um pouco de vento, pelo menos eu estava apenas de cueca. Peguei meu telefone que estava sobre a cama e resolvi ligar, disquei o número conhecido e esperei um pouco.

—Alô? —O loiro atendeu logo, o que queria dizer que ele deveria estar acordado.

—Oi, Jonathan… Ei… Você quer… Não sei, vir aqui? -Suspirei enquanto esperava a resposta.

—Hm… Fazer o quê?

Facada número um!

—É… A gente pode sair, você tá de folga por um motivo especial e eu não fui pra aula, acho que a gente poderia se ver, não? Você não quer?

—Hm… Então você faltou aula?—Ia confirmar, mas o loiro me interrompeu. —Certo… Tô indo aí, mas vou com o carro avisa pro porteiro me deixar passar.

—Ok, até mais!

—Até!

—Beijo!

E antes de qualquer resposta, Jonathan desligou. Reações secas nunca devem ser bem interpretadas, não? Será que era isso que a nossa relação estava fadada? A relações geladas? Na real, eu e Jonathan nunca fomos imensamente carinhosos um com o outro, mas também não éramos tão indiferentes quanto estava parecendo. Levantei-me e fui me vestir. Me irritar e ficar louco em relação a isso era a última coisa que eu estava querendo.

Jonathan viria logo e tinha que avisar o porteiro da sua entrada. Eu tinha que parar de pensar, isso só estragava qualquer coisa que eu quisesse fazer… A nossa mente às vezes é nossa pior inimiga.

Cerca de cinco minutos depois de avisar ao porteiro, ele me interfonou dizendo que Jonathan havia chegado. Fui até o quarto e vesti a minha camiseta. Estava com uma camiseta bem simples e um short curto que eu costumava usar pra dormir. Num dos raros contatos íntimos em que estávamos de boa, Jonathan havia dito que gostava daquele short no meu corpo, era pouco maior que uma samba-canção e tinha um tecido bem similar. A campainha tocou e eu fui atender, lá estava Jonathan, com seus fios loiros arrepiados, com uma camisa branca típica dele e um jeans e tênis. Ele também carregava uma mochila, o que me deixava feliz, poderia ser um sinal de que ele ficaria para dormir, embora não tivéssemos combinado nada disso!

—Oi! -Sorri ainda abraçado a porta e o loiro sorriu entrando. -Ah… Feliz aniversário, loiro! -Fechei a porta e abracei Jonathan.

—Só recebo um abraço? -Jonathan perguntou apertando meu corpo contra o dele. Sorri com aquela frase e me separei do abraço para beijá-lo.

O beijo foi calmo e lento, com a porta sendo fechada e ainda ali na entrada do meu apartamento. O loiro me abraçando e eu com os braços ao redor do corpo dele, mas sem colocar força. Jonathan acabou tirando a mochila que caiu no chão e me empurrando contra a porta, logo eu senti o impacto da minha cabeça batendo contra a madeira.

—Calma… -Ri me afastando do loiro que pegou a bolsa.

—Onde eu guardo minha mochila?

—No quarto, você quer alguma coisa? Tem suco…

—Café? -Confirmei que sim. -Aceito!

O loiro se encaminhou até o quarto e eu fui na cozinha pegar um pouco de café. Pela chegada dele tudo parecia bem normal entre nós. O que me acalmou bastante. Coloquei duas xícaras de café sobre a bancada de granito e logo vi Jonathan voltando do quarto, de pés descalços e pegando a xícara.

—Liguei o ar-condicionado…

—Sério? -Perguntei… Ok, pergunta estúpida, era melhor eu explicar. -Achei que você iria gostar de sair… A gente poderia pegar e ir no shopping, sei lá… Lanchar e ver algum filme que estivesse passando, pra comemorar seu aniversário.

—Não… -Jonathan riu e tomou um gole do café. -Você tem um quarto com uma TV, conexão com internet e um ar-condicionado. Qual a diferença disso pra um cinema? Aliás, tem uma diferença. -Jonathan se apoiou na bancada e ficou com a boca a poucos centímetros do meu rosto. -Aqui eu posso te pegar!

No cinema também poderia, mas eu não iria levantar essa questão de relacionamento público, só iria nos trazer um estresse desnecessário e um estrago pra um dia que não precisaria disso.

—Tudo bem. -Respondi sorrindo.

—Tem pipoca? -Falou se debruçando sobre a bancada e ficando próximo a mim. -Você poderia fazer pra gente, enquanto eu escolho o filme, sua TV tem conexão com o Netflix?

—Tem sim. Eu faço, mas não tem Coca-Cola.

—Não tem problema, eu tomo com café. Vou lá escolher o filme.

O loiro saiu e eu fui procurar a pipoca no armário, pelo menos eu faria no microondas e não demoraria mais do que cinco minutos. Coloquei o pacote com a pipoca no microondas e logo servi o café enquanto esperava o tempo estipulado. Depois de uns três minutos e meio, eu abri o microondas e coloquei todo o conteúdo num recipiente maior e logo me encaminhei para o quarto.

Ao entrar encontrei Jonathan deitado, o ar condicionado estava ligado e fazia bastante frio já. A porta da varanda estava fechada e a cortina cobria tudo. A TV estava ligada com os créditos iniciais de algum filme pausado e o loiro estava deitado apenas com a cueca e a camisa. Eu ainda me mantinha com a minha camiseta e meu short.

—Não tá muito frio?

—É pra ficar mais parecido com o cinema. -Respondeu pegando a pipoca e uma das xícaras.

—Pelos trajes que estamos usando, tá bem parecido com cinema.

—Algum tipo de vantagem tinha que ter, né? -Rimos e eu deitei ao lado do loiro, com a xícara e em cima da barriga dele. -Coloquei um filme de terror.

—Sério, Jonathan! -Comentei irritado, ele sabia que eu odiava ver filmes de terror.

—Meu aniversário, minhas escolhas!

—Você vai ver só, deixa chegar o meu!

Eu não era nenhum tipo de garota assustada que não conseguia ver filmes de terror, isso na verdade chegava a ser patético. Eu só não achava filmes de terror interessantes. Eram envolventes por envolver sangue e espíritos e tal, porém não era algo que deixasse algum tipo de marca ou discussão. Era apenas um filme e eu não era muito fã disso.

Jonathan apertou o play e logo começou o filme, ainda com os créditos iniciais e logo começou as primeiras cenas. Jonathan parecia bastante atento e eu estava bem disperso. Olhando pra tudo ao meu redor, estávamos comendo a pipoca e tomando o café até rápido, cerca de quinze minutos de filme já haviámos acabado tudo.

—Ei, pra onde vai? -Levantei pegando todos recipientes sujos. -Quer que eu pause?

—Não, eu vou só deixar isso na pia, volto logo!

E foi o que eu fiz. Fui até a pia, soltei todas as coisas lá e lavei minhas mãos, detestava o sujo que ficava com a mistura de manteiga e sal da pipoca. Ao voltar, Jonathan ainda via o filme, mas agora estava coberto com o edredom que eu usava pra dormir.

—Quer que eu aumente a temperatura? -Perguntei.

—Não, tá bom assim! -Ele respondeu sem olhar para mim. -Vem, deita!

Fiz o que ele pediu, me deitei ao seu lado, coberto pelo edredom, estava quentinho e gostoso daquele jeito, devia estar fazendo uns dezoito graus ali dentro e lá fora deveria estar em quase trinta e cinco. Aquele verão era um dos mais quentes que eu já tinha visto, estar no meu apartamento com ar condicionado foi uma ótima escolha.

Deitei-me quase em cima do loiro, com a cabeça encostada no seu peito, perto do pescoço, sentindo aquele cheiro de perfurme dele, levei minha mão até a barriga dele e fiquei fazendo voltinhas com os dedos. Olhei para a tela e estava com uma moça bonita, com uma camisa ensaguentada num corredor que parecia sem fim, com uma luz terrivelmente mal posicionada e uma música de fundo bem típica de cenas de suspense. Não havia nada mais previsível do que filmes de terror.

—Has? -Levantei a minha cabeça e logo senti meu corpo ser puxado contra a cama e Jonathan subiu sobre mim, sentando em cima da minha barriga, me assustei com a velocidade. -Porque você não tá prestando atenção?

—Mas eu tô! -Tentei me puxar pra cima, mas Jonathan se inclinou para frente, dificultando meus movimentos, colocando suas mãos contra as minhas. -Porque diz que eu não tô?

—Você não tá prestando a menor atenção, tá muito disperso!

—Você também tá disperso, afinal tá percebendo que eu não estou prestando atenção. -Arqueei uma das sobrancelhas e Jonathan riu, dando um selinho rápido na minha boca.

—Ok. Um a zero pra você.

Jonathan deitou-se novamente, dessa vez a minha esquerda e eu deitei novamente sobre ele, na mesma posição que estávamos antes. A brincadeira acabou que nós perdemos alguns minutos do filme. A mulher que antes estava no corredor com a camisa ensanguentada, agora estava deitada no meio de uma floresta estranha com as mãos presas e com uma espécie de sutiã e uma calça jeans. Ela chorava e se mexia e logo foi possível ver um homem vindo atrás, com uma máscara e todo sujo de sangue segurando um facão enorme e enferrujado, também com sangue. Talvez fosse que ele usou para matar outros personagens que apareceram no início do filme.

—Has…

—Hm… -Sussurrei ainda olhando para tela, enquanto Jonathan passeava com a mão direita pelas minhas costas. O cobertor me cobria até o pescoço e cobria o loiro até um pouco abaixo do peito.

—Vem cá… -Olhei para o loiro e logo senti a mão dele encostar na minha e encaminhar minha mão até o pau dele. Jonathan estava duro como uma rocha. O edredom era bem grosso e não tinha marcado nada, embora eu estivesse bem perto.

—Que foi?

—Nada… -Ele riu, estava de olhos fechados. Apertei o pau dele com força e logo deu pra sentir suas pernas juntas. -Au! Tá doido?

—O que você quer? -Levei minha cabeça até o queixo dele e mordi.

—Você sabe, vai!

Coloquei minha mão por dentro da cueca dele. O filme, pouco estava importando mesmo. Ali estava quente, mais quente que embaixo do edredom. Apertei a cabeça do loiro e ele se contorceu com aquilo. Estava bem duro e já era perceptível alguma lubrificação vindo dali. Beijei o pescoço do loiro e comecei a mexer minha mão lá embaixo, indo devagar da cabeça, passando pela extensão indo até a base.

—E o filme? -Perguntei irônico mordendo o pescoço dele, uma mordida de leve pra não marcar, Jonathan odiavas marcas.

—Foda-se! -Respondeu jogando a cabeça pra trás e gemendo alto quando eu apertei a glande dele.

—Você quer que eu chupe?

Frase bem direta, algo que eu não costumava fazer, porém eu estava bem interessado.

—Não. Só bate… -O loiro parecia em transe e eu ajudar que ele permanecesse assim.

Com minha mão fui puxando a cueca dele pra baixo, ele ajudou ao levantar o corpo para diminuir o atrito com a cama. Massageei o saco dele e logo voltei ao membro, seguindo os movimentos de vai e vem. Óbvio que eu não iria permanecer apenas ali, continuei beijando o pescoço dele, alternando entre o queixo e a parte de encontro entre o pescoço e o peito.

—Mais rápido… Ahh…

Bati mais rápido, estava até mais rápido que o usual. Jonathan começou a se contorcer, aquilo era um sinal. Desci um pouco mais e comecei a chupar o peito dele, mesmo que por cima da camiseta, dava para dar algumas mordidinhas, sentindo o gosto do algodão da peça.

—Ahh… Has… -Continuei rápido e continuando, Jonathan continuou a gemer e de repente quase gritou, senti minha mão ficar úmida mas não parei, continuei os movimentos rápidos. -Ahh… Ahh… Para! -Falou, a sensibilidade já havia chegado ao máximo.

Sorri irônico e beijei sua bochecha.

—Uau… -Jonathan sussurrou.

—Eu vou no banheiro. -Falei me levantando.

—Você devia tomar tudo! -Jonathan falou se referindo ao líquido da minha mão e eu dei o dedo pra ele. Ao lavar a mão e sair do banheiro, vi ele andando em minha direção, apenas de camiseta, com o pau balançando. -Quer me ajudar a limpar? -Falou encostando próximo a mim me deixando encurralado contra a parede do banheiro.

—Acho que já te ajudei com muitas coisas, não? -Questionei e ele me beijou. Um beijo rápido. Ali mesmo, na parede, ambos seminus naquele quarto gelado, porém logo foi encerrado para que ele fosse limpar as partes baixas.

Quando deitei, eu não tinha mais ideia sobre o que estava acontecendo no filme, pouco tempo depois o Jonatha voltou e pausou.

—Vamos continuar vendo? -Perguntou deitando, dessa vez ele me abraçou e ficamos numa conchinha meio torta para que pudéssemos ver a TV.

—Não sei… Já perdemos boa parte do filme mesmo.

—Hm… Você quer ver House of Cards? É bem sua cara!

—Eu já assisto, mas se quiser… Eu ainda estou nos primeiros episódios, posso rever com você.

Jonathan me apertou no abraço.

—Seria uma boa. -Falou pegando o controle e saindo da tela do filme, buscou pela série que estávamos falando e colocou para iniciar. Eu tinha visto só cerca de três episódios, então revê-los não me faria nenhum mal.

Passamos o resto da tarde inteira vendo House of Cards. Jonathan não falava nada, deveria estar empolgadíssimo e eu também não estava falando afinal já tínhamos passado do episódio que eu havia parado e eu estava querendo me concentrar naquilo. A série não era lá muito movimentada, mas fazia você pensar. O que era bem interessante. Saquei meu celular do bolso e vi a hora, já era quase sete da noite, estávamos no quinto episódio, quase no fim e eu iria esperar concluir para falar com o loiro.

—Gostou?

Virei o rosto e Jonathan estava dormindo. Simplesmente com os olhos fechados e a cabeça encostada no travesseiro. Aquilo seria um bom momento pra que eu conseguisse realizar a parte total do presente.

Levantei-me o mais lentamente possível, sem que qualquer movimentação pudesse fazê-lo acordar. A ideia mesmo era entregar um presente com um jantar, mas eu não havia encontrado nenhuma forma de fazê-lo, agora parecia que tudo aconteceria.

Não seria nada muito elaborado. Apenas uma massa com algum refogado e frango grelhado, Jonathan não era muito fã de massas, mas seria algo prático e ele comeria de boa. Comecei o preparo rápido. Fui colocando o macarrão no fogo e enquanto temperava o frango para grelhar. Aquilo deveria demorar pouco e talvez o sono de Jonathan fosse rápido. O presente já estava guardado e embrulhado. Eu também havia comprado um vinho que estava escondido. Seria uma noite agradável, eu espero.

Enquanto o frango estava grelhando, fui até a mesa e a montei, algo rápido, apenas os pratos, com o macarrão já feito no meio e duas taças com o vinho também sobre a mesa. O frango eu colocaria depois de feito, porém meus planos não foram de acordo com os planejados, antes de tudo finalizado me aparece na cozinha um Jonathan descabelado, com o rosto inchado e apenas de camisa.

—Ei… O que você tá fazendo?

—Porque você tá pelado na minha sala? -O loiro olhou pra baixo e riu.

—Grande coisa. Fala ai, porque tá aqui? Acordei cê já tinha saído.

—O plano não era dormir, era? -Sentei-me na mesa. Não sabia se ele tinha percebido ou não.

—Não era, mas eu nem sei porque dormi… Ahh lembrei. -Jonathan sentou na minha frente, ainda pelado. -Aquela série é muito chata. -Ok, ele estava falando mal de House of Cards, mas no fundo eu sabia que ele ia fazer isso mesmo. -O que é isso?

—O nosso jantar…

—Jantar? -O loiro pegou meu celular na mesa e conferiu o horário, eram 7 e 30. -Caralho, eu dormi muito.

—É… -Levantei e fui até a cozinha. -O frango tá quase pronto. Você vai ficar assim? Não dá pra se vestir não?

—Poxa, Has! -Jonathan levantou e veio até a cozinha, eu estava tirando o frango e colocando sobre a bancada quando senti seu corpo atrás de mim. -Eu não posso jantar assim... Desse jeito? -O loiro beijou meu pescoço e me deu uma grande vontade de dizer que sim.

—Não… Melhor você se vestir! É um jantar sério!

—Jantar sério... -O loiro riu. -Tem alguma roupa minha aqui?

—Tem, tem umas camisetas e umas bermudas que você deixou. Está no meu armário, na porta da direita.

Enquanto o loiro foi se vestir, eu terminei de pôr a mesa. Estava tudo bem simples, fui até a estante da sala e peguei o pequeno embrulho, levantou até a mesa e colocando no chão, escondido embaixo dela, próximo ao meu assento e logo me sentei.

—Porque eu tenho que me vestir se você tá seminu?

—Seminu não é estar nu. -Respondi e ele sentou.

—Caraca, isso tá com cara de que tá ótimo!

Servi o vinho enquanto ele colocava o macarrão no próprio prato. Depois disso foi minha vez e Jonathan escolheu os seus pedaços de frango. Tudo era bem simples, mas eu estava bastante feliz por ter feito tudo sozinho e se a cara estivesse condizente com o sabor, tudo estaria bem gostoso.

—Feliz aniversário! -Levantei a taça de vinho e o loiro brindou comigo e logo começamos a comer.

Tudo foi bem silencioso enquanto nos deliciavámos com a comida, óbvio que não era a melhor comida do mundo, mas pelo menos estava bem temperada. O frango estava grelhado num bom ponto e o macarrão estava saboroso. Eu poderia fazer aquele jantar mais vezes. Jonathan comia calmamente e bebia pouco do vinho.

—Não gostou do vinho?

—É ótimo… Mas eu tenho que ir em casa. -Franzi as sobrancelhas. Ir em casa? -Combinei com meus amigos de irmos numa festa.

É… Tava tudo indo bem demais pra ser verdade, as típicas festas de fim de semana não iriam sumir, não quando se trata de Jonathan Maserati. Ainda mais ao ser no seu aniversário, seria muita ingenuidade minha achar que ele não iria deixar de sair pra me ver.

—Qual é? -Perguntou me olhando. -Vai ficar puto por causa disso?

—Não! -Menti e sorri. Se eu quisesse ser a pessoa maior, eu tinha que ser agora. Nada de ciúmes, nada de cena. -Normal você querer sair com seus amigos, além do mais é seu aniversário.

—Isso é sério?

—Claro, poxa! -Respondi ainda sorrindo. -Ahh eu queria te entregar isso.

Era melhor mudar de assunto. Era inútil pensar que as coisas poderiam mudar rapidamente. Nada na vida era assim, principalmente quando uma pessoa relacionada a sua vida era Jonathan.

—Eu vi numa loja e gostei, achei sua cara. -Peguei o pequeno embrulho e passei pra ele que sorriu ao receber o presente.

O loiro abriu e logo viu a pequena caixa e a abriu. Era um relógio. Jonathan gostava de relógios, embora não usasse tanto. Principalmente pela maioria dos relógios que ele tinha serem mais formais e para serem usados em ambientes diferenciados, não tanto no dia-a-dia.

—Caraca, Has… É lindo! -O loiro agradeceu já colocando no pulso.

Foi relativamente caro, mas eu estava recebendo uma boa grana da minha mãe por mês. Talvez aquilo me fizesse passar fome por algum tempinho, até eu conseguir estabilizar as contas direito mas nada que pudesse ser fora do normal. Jonathan levantou-se e veio até mim. Me levantando da cadeira e me dando um abraço.

—Obrigado, Has… Fazia tempo que eu não tinha um aniversário tão bom. -E me beijou. Um beijo com um abraço que eu não queria largar nunca, mas só de pensar que logo depois daqui ele seria da noite, eu ficava triste.

Notas finais
Eaí? Gostaram? Eu adorei esse cap. — Jonathan e Has... Gostaram do dia deles? Has ajudando o Jonathan a aliviar e ainda teve um jantar e o presente, o que vocês acharam dos presentes do Has, afinal não foi só o relógio que o Jonathan ganhou. A parte II vai ser narrada pelo Jonathan. Saudades do nosso loiro tendo um pouco de voz? Eai, o que vocês acham que vai ter na parte do Jonathan? Ideias? Obrigado guys, beijão! Uma notícia, o próximo capítulo vai demorar um pouco, tô no final do semestre e tem muita coisa pra fazer, estudar e tal, então... Acho que vai sair daqui a um mês. — COMENTEM E RECOMENDEM!