I Hate You Too!

2 II- Você é namorada dele?


Notas iniciais
Capítulo novo, desculpem demorar. Estava com falta de criatividade. Espero que gostem e me digam o que acharam.
Vamos aos primeiros agradecimentos?
Obrigado aos lindos.
LadyRafaela, Puing, Midichan e VanessaTVaz. Vocês são os primeiros lindos, obrigado.
Quer ser um lindo também? É só me mandar um review depois de ler o capítulo.

O sol dava seu bom dia com pequenos raios que teimavam em ultrapassar a janela, meus olhos começaram a se irritar com a claridade, já que no meu antigo quarto não entrava luz solar, e isso me fez acordar. Olhei para um lado e para outro e não estava reconhecendo o lugar, minha cabeça começou a se lembrar de tudo: mudamo-nos para a casa do esposo da minha mãe, ele tem um filho grosso e muito mal educado. Olhei de um lado para o outro para ver se eu o via, mas não o achei. Levantei e fiz meus pequenos alongamentos que eram rotineiros, continuei conhecendo o quarto. Era realmente grande, o armário era perfeito. Fui até o lado direito e ameacei abri-lo, seria muita covardia fazer aquilo, me afastei meneando um negativo com a cabeça e fui até o banheiro. Entrei e me assustei com a voz grossa e ríspida.

-Que merda você faz aqui? –Me assustei e olhei para o Box, felizmente o vidro estava todo embaçado devido à temperatura quente da água. –Já quer transar comigo, seu gayzinho?

-Cala a boca, seu idiota! –Saí do banheiro e fiquei na porta. –Eu não imaginei que você estaria no banheiro.

-Deveria bater antes de entrar! –Gritou lá de dentro.

-Geralmente as pessoas trancam a porta antes de usar o banheiro!

-Geralmente eu não precisava fazer isso, porque tinha o banheiro só para mim. –Permaneci ali na um pouco perto da porta até ela abrir e eu ver aquele idiota. Ele estava com a toalha amarrada um pouco abaixo do umbigo, mostrando o abdômen liso, mas com leves gominhos, a água descia lentamente e sensualmente por ali, o peitoral largo e os braços largos também, os fios loiros molhados caídos sobre a testa e o brilho no olhar azul com uma tonalidade escura. Eu continuei olhando para ele até sentir a sua mão indo de encontro ao meu peito e me empurrando forte pra trás. –Saí do meio do caminho.

-Idiota. –Levantei do chão.

-Dá para você deixar de ser viado e parar de ficar me olhando, eu não gosto muito.

-Estúpido. –Vociferei entrando com raiva no banheiro. Fui direto ao Box e tomei um banho quentinho e delicioso. Saí do quarto já com a cueca trocada, mas com a toalha amarrada ao corpo. Olhei por todo o quarto e Jonathan não estava tirei a toalha e vesti uma calça jeans. Procurei no lado esquerdo uma camisa apresentável e interessante para ir a escola.

-Pega aí! –Gritou o garoto jogando uma camisa para mim, analisei e percebi que era um exemplar do uniforme.

-Valeu, hoje vou comprar as minhas e devolvo a sua.

-Não precisa devolver, eu não quero! Se me der ela de volta eu vou queimar, não quero ficar gay feito você! –Falou e saiu fechando a porta.

Continuei me arrumando. Seria meu primeiro dia de aula e aquilo era assustador. Iria entrar em pleno meio das aulas, meio das matérias, ainda bem que eu sou bem inteligente e consigo acompanhar as coisas de maneira depressa. Comecei a descer as escadas e ouvi um barulho forte da porta.

-O que foi isso? -Perguntei já chegando à parte de baixo.

-Jonathan. Como sempre mau criado, mas hoje eu vou dar uma boa surra nesse moleque! –Falou Paulo chegando próximo a mim e tocando meu ombro. –Como passou a noite, Hassan?

-Com medo. –Rimos. –Na verdade, foi boa. A cama é bem confortável e o quarto do Jonathan é bem frio à noite, mas isso é bom.

-Não diga quarto do Jonathan. É seu quarto também! Vamos tomar café?

-Espera! Se ele saiu, como eu vou para escola? Eu não sei onde fica!

-Não se preocupe, filho. –Falou continuando indo para a cozinha. –Eu te levo até lá.

Chegamos até a cozinha e minha mãe estava tomando seu café. Ela vestia uma roupa social, já que seu trabalho exigia isso.

-Bom dia mãe.

-Bom dia filho, preparado para nova escola?

-Não!

-Calma meu amor!

-Você vai adorar o programa de esportes da escola Has! –Falou Paulo tomando um longo gole de café.

-Tenho certeza que ele vai preferir a biblioteca, querido. –Falou minha mãe passando a mão pelos meus cabelos, desmontando meu topete. –Filho, vou para o trabalho quer um carona?

-Opa! –Falei ficando de pé.

-Não precisa amor. –Falou Paulo. –Eu e o Has vamos para a escola andando. Para nos conhecermos melhor. –Falou e piscou para mim, minha mãe foi até ele e compartilharam um beijo. Logo ela pegou a bolsa que estava sobre o sofá, me mandou um beijo e saiu.

Eu e Paulo fomos conversando até a escola. Rimos e ele me contou um pouco sobre a mãe de Jonathan. Falou-me que ela se chamava Mariana e que era uma modelo, descendentes de suecos. Disse que eles se apaixonaram a primeira vez que se viram, mais ou menos como foi com minha mãe. Disse que na primeira noite dos dois, ela engravidou e teve que desistir de modelar. Logo depois que Jonathan nasceu ela teve que ser internada por depressão profunda. Como o estado dela melhorou, ela voltou para casa. Anos depois, quando Jonathan já tinha uns oito anos, ela morreu de depressão. Cortou os pulsos. Pude ver lágrimas brotar nos olhos azuis de Paulo. Ele continuou, disse que Jonathan tinha chegado da escola com um arranhão no joelho depois de cair e ia mostrar para mãe. Logo que ele entrou na cozinha a encontrou jogada no chão, mas branca do que já era e com muito sangue ao redor. Jonathan correu para o quarto e passou o resto do dia lá, Paulo quando chegou viu a mulher morta e já fazia horas. Depois de todos os procedimentos de velório e enterro, os dois mudaram da casa que viviam para a casa que Paulo ganhou dos pais de Mariana, para criar o filho. Ele disse que Jonathan também teve depressão e que passou dias sem comer e sem sair do quarto, apenas olhando as fotos do book que sua mãe tinha.

Chegamos à escola, era um prédio grande, atrás tinha uma quadra de esportes e uma piscina, devia ter dois andares. Era mesmo uma escola de ricos. Logo que chegamos avistamos Jonathan com uns dois garotos. Um deles apontou para nós e logo ele veio, irritado como sempre.

-Pai? O que faz aqui?

-Vim trazer seu irmão aqui. –Sério, ele não precisava dizer isso. –Já que você não consegue nem ajudá-lo. A proposito, vamos ter uma conversa em casa.

-Esse garoto não é meu irmão.

-Nem você é meu! –Falei.

-Hoje eu só vou ficar no turno da manhã, então acho bom você estar em casa ao meio dia para termos uma conversinha, nada de ir para motéis ou levar nenhuma garota pra casa. –Pelo visto, Jonathan era um dos pegadores da escola. –Agora, vai pra dentro da escola, nada de ficar ai fora com seus marginais. Quero ótimas notas no boletim desse bimestre. -Falou empurrando o filho. –Boas aulas Has, espero que se dê bem na nova escola. –Falou e logo saiu e eu também.

Entrar na nova escola foi completamente diferente, quando você é novato no início de um ano escolar é normal, geralmente as pessoas não ligam, porque sempre tem pessoas novas. Já quando se é novato quando um ciclo já tinha iniciado todos olham para você, e isso estava acontecendo. Eu havia acabado de por os pés ali, e todos os alunos que já estavam ali me olhavam tentando me reconhecer, alguns chegavam até a cochichar. Entrei e vi uma plaquinha pregada ao teto dizendo onde ficavam as partes mais importantes da escola. Diretoria, biblioteca, quadra esportiva, piscina, secretária, banheiros e vestiários. A secretária ficava no último andar. No segundo, subi as escadarias e fui até o último andar, entrei na secretária e avistei uma mulher morena bonita e com um sorriso nos lábios.

-Pois não?

-Ahh, eu vim para saber onde vou estudar e comprar três uniformes.

-Então, diga seu nome. –Ela sentou e começou a mexer num computador.

-Hassan, Hassan Mebarak.

-Ahh senhor Mebarak, você estuda no terceiro ano, turma “B”. É no primeiro andar. Quanto aos uniformes. –Ela se levantou e pegou três uniformes em um armário e me entregou. –Eles serão acrescidos na sua próxima mensalidade.

-Obrigado. –Fui em direção à porta, mas algo estava me martirizando. –Eu gostaria de saber mais uma coisa. O aluno Jonathan estuda nessa turma?

-Jonathan o quê? –Perguntou voltando ao computador.

-Jonathan Maserati.

-Ahh não. Senhor Maserati estuda na turma “C”. A turma dos repetentes.

-Repetentes?

-Sim, ele reprovou o terceiro ano, no ano passado.

-Ok, obrigado novamente.

Desci até o primeiro andar e procurei minha sala, ela era a última sala do corredor e ficava em frente à sala do terceiro ano “C”. Pelo menos eu não iria estudar junto com aquele estúpido. Entrei na minha nova turma e ainda tinham poucas pessoas. Melhor assim, pelo menos poderia escolher o melhor lugar. Olhei para todos os lugares e alguns alunos já olhavam para mim com dúvida. Vi uma garota ruiva muito bonita, então como ela era a mais gata da turma, fui sentar próximo a ela. Sentei na cadeira que ficava atrás dela, mas não falei nada. Logo a turma começou a entrar era sinal de que a professora já estava chegando. Uma mulher de cabelos castanhos claros e bastante bonita. Entrou e sentou na cadeira do professor.

-Turma, temos um aluno novo. Pode vir à frente, querido? –Falou e eu levantei, a vergonha estava me matando.

-Oi pessoal, eu me chamo Hassan e vim morar no bairro há pouco tempo.

-Has o quê? –Um aluno no final falou.

-É um nome israelense Fábio. –Explicou a professora.

-Na verdade, é afegão.

-Então você é terrorista? –Não respondi essa pergunta idiota, simplesmente voltei para o meu lugar.

A professora falou por quase que a aula toda sobre respeito e não julgar as pessoas por sua descendência.

-Oi Hassan! –Falou a ruiva bonita. –Me chamo Camila.

-Oi Camila, pode me chamar de Has. É mais fácil.

Eu e Camila conversamos por quase a aula toda, exceto quando a professora passou uma atividade gramatical. Marcamos de conversar no intervalo, ela disse que ficaria nas mesas de trás com o namorado e alguns amigos e amigas. Nossa, eu ainda pensei que poderia ter uma chance com ela. E ainda iria conhecer o namorado dela.

Intervalo, eu fui até a cantina que ficava no térreo. Depois de comprar meu lanche. Procurei Camila e o grupinho dela, quem sabe os amigos dela não seriam legais? E poderia ter uma garota tão bonita quanto ela? Fiquei olhando para todas as mesas que ficavam no final e tentei avistá-la.

-Has! –Ouvi um grito e só poderia ser ela, só ela me conhecia em toda a escola. Viro e vejo-a com alguns garotos e garotas. Ela estava abraçada justo com Jonathan, ele já estava com cara de poucos amigos. Percebendo que eu não estava indo, ela veio até mim e me puxou com um braço. –Amor... –Falou se dirigindo ao Jonathan. –Esse é o Hassan, aquele que eu disse que foi o aluno novo da minha sala.

-Eu já conheço. –Falou sem apresentar qualquer surpresa.

-Já?

-Já sim. Infelizmente ele está morando lá em casa.

-Infelizmente mesmo. –Completei. –Você é namorada dele?

-É minha namorada sim, por quê? –Perguntou Jonathan irritado.

-Calma amor. –Segurou ele com as duas mãos pequenas, impedindo dele vir até mim. -Nossa, não sabia, amor. Porque ele está lá? São parentes?

-Não. –Completei. –Minha mãe casou com o pai dele e estamos morando na mesma casa agora.

-Então? Posso ir lá conhecer sua mãe Has? Já conheço o pai do Jonathan mesmo.

-Não! –Respondeu ele. –A mãe desse aí, deve passar o dia trabalhando e meu pai não quer nenhuma garota lá em casa, ele quer conversar comigo.

-Has, você sabia que o Jonathan faz parte do time de futebol?

-Quanto menos eu souber desse aí, melhor. –Falei baixinho. Jonathan se irritou e veio até mim, segurou pela gola da camisa que ele havia me emprestado e apertou com força.

-Você tá querendo brincar com fogo né?

-Sabia que não, eu estou querendo é manter distância de você! –Empurrei ele fazendo ele me largar no chão. –Agora vou voltar pra sala. Até já Camila. –A cumprimentei e saí. Ele continuou com aquela cara de idiota que ele sempre tem.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim.
O que vocês acharam? Esse capítulo foi fraquinho eu sei, mas foi de transição. O que estão achando do Jonathan? do Has? Do Paulo? Da Gabriela? E da Camila? Curtiram saber sobre a mãe do Jonathan?
-
Obrigado desde já e até mais!