I Hate You, Don't Leave Me
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Killian POV
No domingo de manhã eu acordei com uma enxaqueca e muito tonto, eu sabia queria ressaca. Peguei um remédio no banheiro e desci. A sala ainda estava um zona, mas no dia anterior eu limpara a piscina e o jardim, então sobrou um trabalho curto. Mas o engraçado é que eu não não lembrava do que eu havia feito noite passada e isso era preocupante.
Durante o dia, eu conseguira deixar tudo em ordem. De vez em quando, entrava no quarto de Regina para ver se ela estava bem, mas estava dormindo todas as vezes.
À tarde, minha mãe e Henry chegaram. Regina já havia acordado e saiu no momento que percebeu que eles voltaram
– Pai!!!!! — ela correra até Henry e quase pulara em cima dele. Minha mãe mal me olhava nos olhos enquanto verificava nossa sala de estar
– Agora que nós voltamos, conversaremos sobre o que houve — disse minha mãe fazendo meu sangue gelar
– Lucy… — suplicou Henry dando a entender que ele não queria aquilo
– Não! Temos que resolver isso logo. Foi inaceitável o que Killian fez! — eu olhava para Regina, que tinha um enorme sorriso no rosto, o que me fez borbulhar de raiva — Henry vá arrumar nossa coisas no quarto enquanto eu resolvi isso… Sentem- se no sofá — ela falou e nós cumprimos as ordem. Após estarmos acomodados, ela começou a tortura — Killian, Regina me ligou e disse sobre essa sua festa, ou melhor, baderna. Como eu não tenho nenhum motivo de desacreditar nela, conte sua versão, me convence.
– Bom, creio que minha irmãzinha exagerou em algumas partes, mas eu só chamei apenas alguns amigos, foi uma pequena reunião… Tanto que a casa nem ficou suja. — Regina me fuzilava com o olhar, mas não parecia estar com muita raiva, o que me preocupou — assumo que a música ficou um pouco alta, mas não aconteceu nada demais.
– Isso é grave. Você está dizendo que Regina mentiu? — perguntou minha mãe
– Não, estou dizendo que ela exagerou e que a festinha não foi nada demais — respondi calmamente
– Se me permite falar — intrometeu-se Regina com um tom calmo e um sorriso nos lábios — eu fui um pouco mais experta do que vocês pensam…Eu tirei fotos e fiz vídeos. — meu sangue gelou e minha mãe deu um sorrisinho. Regina tirou o celular do bolso, levantou-se e mostrou algo para minha mãe, que parecia estar surpresa: “To ferrado”– pensei. Fui despertado de meu transe por um celular jogado em minhas mãos, então peguei-o e me deparei com a imagem de pessoas peladas na piscina.
Ao passar da imagem pude ver pessoas vomitando, gente se drogando, se pegando, mas a ultima imagem que me deixou atordoado foi minha com duas garotas em meu colo me beijando. Eu fiquei com raiva e quase avancei na Mills, que ria , enquanto minha mãe tinha o olhar longe
– VOCÊ É LOUCA! VOCÊ JOGOU MUITO SUJO!! VOCÊ TIROU FOTOS!!!! ISSO NÃO É UMA ATITUDE DIGNA!
– E você acha que fazer uma festa em casa, ficar se pegando com duas piranhas, enquanto pessoas destroem a minha casa é digno? Acho que não — ela respondeu calmamente e quando eu abri a boca para rebater, a voz de Lucy preencheu o cômodo
– CHEGA! — limpou a garganta e continuou — Já decidi seu castigo Killian… Você vai fazer a maioria das coisas que Regina mandar, claro, com o meu consentimento. E nem adianta protestar, porque você sua situação pioraria… — ela virou para Regina e falou — se ele não fizer uma das coisa, pode falar ok? — ela assentiu — Então, tem uma primeira ordem?
– Sim, hoje eu vou ter que buscar um trabalho na casa de uma amiga, mas é um cartaz e com a moto não daria. O Killian pode me levar?- Regina falou na maior inocência do mundo
– De jeito nenhum, eu não sou seu motorista! — mas ninguém pareceu escutar meu protesto
– Claro que sim! Vai se arrumando enquanto ele tira o carro da garagem- Lucy respondeu por mim, então eu não tive outra coisa para fazer a não ser pegar o carro e dar carona para a vadia da Mills.
***
Acho que esperei uns 40 minutos, mas me distraí escutando um cd do Avicii e relaxando de olhos fechados. Mas minha paz acabo quando ela entrou no carro e desligou a música
– Vamos? — perguntou ela colocando os pés no painel do carro, me deixando furioso e, para completar, estava comendo uma maça
– Olha, eu vou falar com toda a educação que eu tenho. Primeiro, ninguém te deu direito de desligar a música. Segundo, tire seus pés do meu painel. Terceiro, coma sua maça antes de entrar no carro
– Não. — ela deu mais uma mordida na maça e pôs uma música desconhecida para mim
– Esse carro é a coisa mais importante para mim, então colabore e pelo menos tire seus pés do painel — ela aumentou o som e tirou os pés do painel.
Durante o caminho, tinha vezes que eu olhava para ela disfarçadamente. Ela cantava com a música e balançava a cabeça, eu queria rir, mas tinha que permanecer com minha expressão fechada.
Ao chegar ao destino dela, ela saltou do carro e andou até a casa. Quem abriu a porta foi uma das nerds lá da escola, acho que o nome dela era Katheryn ou algo do tipo. A menina entregou um enorme cartaz para Regina, que tinha uma cara de tédio. Assim que ela entrou no carro bateu a porta fortemente:
– NÃO DESCONTE NO MEU CARRO! — aumentei a voz
– Tanto faz… — ela rolou os olhos e pôs o pé no painel
– O que eu falei sobre o painel? — perguntei
– Aquela nerdzinha acabou com o meu humor e com minha paciência,então não vou colocar música e, além disso, eu já joguei fora a minha maça, então me deixe em paz
– Nossa, o que ela falou?- perguntei curioso
– Nada demais, só disse que eu sou muito irresponsável e se eu não entregasse o cartaz amanhã, ela iria falar para o professor que ela havia feito o trabalho sozinha, o que é mentira…- contou ela — Eu nem sei porque eu to te falando isso. Continua a dirigir que é a melhor coisa que você faz, escravo. — ela finalizou com uma gargalhada seca
***
No meio do caminho, eu tive que parar num posto, porque a madame queria um biscoito e uma coca-cola. Eu aproveitei para por gasolina no carro.
Mas ela demorou muito tempo e eu estava com pressa dessa vez pois tinha um jogo de basebol que iria começar. Então um carro cheio de garotos estacionou do meu lado e eram todos do meu colégio
– Killian!! O que você está fazendo aqui? E o jogo? — perguntou Jefferson, um amigo meu
– Eu to preso à Regina, que está a quase 1 hora lá dentro. — respondi
– Vem assistir o jogo com a gente — falou Graham, outro amigo — deixa ela aí
Eu fiquei preocupado de como ela iria voltar pra casa, mas lembrei o que ela havia me feito e resolvi dar o troco, abandonando-a lá lojinhas do posto e indo para a casa de um amigo para assistir o jogo.
Regina POV
Ao sair da lojinha do posto, procurei pelo carro de Killian, mas não o encontrei. Então saí gritando por ele, quando um homem que trabalhava no posto me perguntou:
– Você está procurando o cara que veio com você ?
– Sim, você sabe onde ele está? — retruquei
– Ele foi embora com um grupo de garotos…acho que eles foram ver o jogo. — respondeu
– Você tem certeza?? Estamos falando do mesmo cara?
– O garoto que veio com você, moreno e tal…
– Sim, é ele mesmo… Aff, você tem algum telefone? Eu deixei o meu no carro
– Bom… — ele disse me analisando com um sorriso malicioso- Ter eu até tenho, mas vai custar um pouco
– Você é um tarado!! Eu não preciso dessa bosta de telefone… Vou usar um público! Mas eu não tenho dinheiro nem para isso… — eu pensei um pouco mais e decidi saber o preço do homem. -Ok, o que você quer em troca do telefone?
– Deixa eu apertar sua bunda? — perguntou ele receoso. Na hora, eu quis dar um soco nele, mas minha vontade de ir para casa falou mais alto e o cara não parecia um psicopata, tirando o fato dele querer apertar minha bunda…
– Uma nádega, pode ser? — ele assentiu — Me dê o celular e você pode fazer isso durante
Eu peguei o celular dele e pensei em quem ligar. Lembrei de August, que já era mais velho que eu e tinha seu próprio carro
– Alo? — falou a voz no telefone
– August? Aqui é a Regina, ta ocupado?
– Não, porque?
– Sabe o posto que fica perto da sua casa? É aquele que tem o lava a jato.
– Sei sim, porque?
– Bom, eu estou nele e não tenho como voltar para casa, estou aqui sozinha, junto com um cara tarado que está apertando minha bunda. Me ajuda.
– Ok, vou te buscar daqui a 5 minutos.
– Obrigada, lindão.
Em exatos 5 minutos ele apareceu e durante o percurso até minha casa, eu expliquei toda a história e, por fim,eu o agradeci.
Ao chegar em casa, não encontrei Killian, que devia estar vendo o jogo. Isso me deu tempo de pensar no meu próximo passo: Eu iria esquecer o que acontecera sobre o posto de gasolina pois sabia que assim eu iria atingi-lo e eu teria outras táticas de atingir Killian Jones...
Fale com o autor