I Hate You Darling
27 Somethings Never Change.
Notas iniciais
Kurt dançava sensualmente e Blaine estava praticamente babando pelo seu namorado ali, na sua frente, no momento igual a ele, apenas de cueca, rebolando com aquele olhar... Aquele olhar que incendiava Blaine.
– Amor... V-vem pra cá... – Blaine dizia e mal conseguia esconder a excitação na sua voz. Muito menos na sua cueca.
– Por que você não vem até aqui? – Kurt sussurrou sedutoramente sem parar de dançar e o moreno deu um pulo da cama indo até o namorado. Eles estavam um de frente para o outro e o sorriso mágico de Kurt era o melhor de tudo.
O castanho começou a passar as mãos delicadamente nos braços com alguns músculos de Blaine. Depois passou para o peito e ouvia o moreno suspirar.
– Isso lembra a nossa primeira vez... – O menor sussurrou e pode ver Kurt sorrindo.
– Eu amo tanto você... Tanto... – Kurt dizia baixo mordendo os lábios. Blaine não perdia um movimento do mais alto. Kurt puxou o namorado mais para perto passando agora as mãos nas suas costas e na sua bunda. Com um puxão o castanho tirou a cueca de Blaine.
Kurt colocou o seu corpo no de Blaine e o deixou tirar a sua cueca. Depois o castanho com uma mão segurava os cabelos do menor e atacava o seu pescoço o empurrando contra uma parede enquanto Blaine deixava suspiros escaparem de vez enquanto.
– P-podíamos deitar... – Kurt disse no ouvido de Blaine e ele, com um movimento rápido pegou Kurt no colo.
– Como recém-casados? – Kurt perguntou sorrindo.
– Como recém-casados meu amor. – Blaine terminou e deitou Kurt na cama, caindo por cima dele.
O moreno estava deitado em cima do castanho, no meio das suas pernas.
– O que foi? – Kurt perguntou vendo que Blaine o encarava com um sorriso bobo no rosto.
– Você é lindo sabia? – Ele respondeu fazendo Kurt corar.
– E você é mais ainda Hobbit. – O castanho disse puxando com a mão o pescoço de Blaine para baixo, beijando-o.
– E-eu não sei... Como c-consegui passar t-tanto... Tempo... Sem o seu toque... S-seus carinhos... S-seu corpo... – O castanho sussurrava no ouvido do menor o enlouquecendo.
Blaine agora passava suas mãos na parte interna das coxas de Kurt enquanto atacava o pescoço do castanho.
– Shh Kurtie... O que seus pais vão pensar? Você acabou de me apresentar pra sua família... Eles nem sabem que eu estou dormindo aqui... – Blaine dizia para o namorado já que seus suspiros e gemidos estavam ficando cada vez mais altos. Kurt tentava se controlar, mas sentir o corpo quente de Blaine em cima do seu, suas mãos percorrendo as coxas, a barriga e o peito do castanho, enquanto Blaine atacava o seu pescoço... Ah era demais para Kurt.
Com um movimento dos seus quadris, Kurt conseguiu ficar por cima de Blaine praticamente sentado em sua barriga. O atrito das ereções arrancava suspiros dos dois. O castanho foi descendo seus beijos pela barriga de Blaine chegando até o umbigo. O moreno sabia o que viria a seguir. Quando Blaine achava que Kurt desceria mais os seus beijos até seu membro, ele subia novamente os beijos até o pescoço do menor que à essas alturas revirava os olhos de prazer.
– V-você v-vai m-me enlouque-enlouquecer K-kurt... – Blaine sussurrava puxando os cabelos de Kurt que atacava seu pescoço.
– Blaine... – Kurt chamou olhando agora no rosto do namorado.
– ...Hm...? – O garoto respondeu abrindo os olhos.
– Sabe... Eu tive uma ideia... Talvez... Podíamos tentar... Você sabe... Inverter um pouquinho as coisas... – Kurt sussurrou com os olhos fechados apenas sentindo as mãos do menor trabalhando em seu corpo. Ele sentia mãos subindo e descendo nas suas costas e no seu bumbum. Depois nas suas pernas...
– Como assim inverter as coisas Kurtie? – Blaine perguntou, mas logo entendeu. – Ah... Entendi... – Ele disse corado.
– S-se você não quiser... Tudo bem... – Kurt disse, mas foi interrompido por um Blaine movendo-se abaixo de si. Logo as pernas do moreno estavam entrelaçadas nas costas de Kurt e o mesmo estava no meio das pernas do menor.
– Por que não...? – O moreno disse com um sorriso cafajeste logo tendo seus lábios atacados por Kurt.
O castanho preferia e gostava de ser o passivo da relação, mas Blaine... Ah Blaine, ele havia despertado a curiosidade e o desejo de Kurt.
O castanho posicionou-se da melhor maneira possível e depois de ter “preparado” o moreno, com os seus dedos, ele começou penetrando Blaine devagar.
O moreno tinha os olhos fechados e uma pequena careta. Aquilo doía mas de uma maneira inexplicável, Blaine sentia prazer com aquilo. Ele nem viu de onde Kurt tinha tirado um pequenino vidro de lubrificante. O moreno puxou Kurt para baixo para Beija-lo enquanto suas mãos arranhavam as costas do castanho conforme ele se mexia. Kurt começou devagar e com calma arrancando suspiros abafados e arrastados de Blaine, mas vendo que o moreno se soltava cada vez mais, ele aumentou o ritmo e a força.
Os dois encontravam-se em perfeita sintonia e no momento em que Kurt atingiu o lugar certo, Blaine abafou seu próprio gemido com as mãos, lutando desesperadamente para não acordar ninguém da casa.
O moreno mordia os ombros e o pescoço de Kurt que por sua vez tinha os olhos fechados e sussurrava coisas obscenas no ouvido de Blaine apenas para enlouquece-lo mais.
Não demorou muito até Blaine ter um orgasmo, sendo seguido de Kurt que teve a boca tampada por Blaine para que não gritasse.
O castanho saiu de cima e de dentro do moreno e deitou-se ao seu lado.
– Kurtie... E-eu não sabia... Que isso e-era tão b-bom... – Blaine dizia ofegante. – Eu não me importaria... Se você me desse presentes de Natal como esse, sempre...
Kurt riu.
– Eu sei que é bom... E-eu por incrível que pareça gostei mais do que eu achei que gostaria... Podemos repetir isso mais vezes, com certeza... – O castanho disse com um sorriso bobo no rosto. – Mas não se acostume, ainda prefiro o tradicional. – Kurt disse virando-se para o namorado.
– Eu também, seu idiota. – Blaine falou abraçando Kurt e beijando-lhe a testa.
– Sabe, eu não me importaria de acordar todos os dias ao seu lado... Desse jeito... – O castanho disse passando as mãos no peito de Blaine.
– Eu adoraria isso amor... Mas nós vamos realizar isso... Assim que nos casarmos... – O menor falou fazendo Kurt saltar da cama e olha-lo nos olhos.
– Você fala sério quando diz que quer realmente se casar comigo? Não me iluda Hobbit. Não é legal brincar com os desejos e sonhos das pessoas. E-eu sempre sonhei em me casar. – O castanho dizia sério.
– Eu nunca falei tão sério em toda a minha vida. Eu te amo Kurt. E você é o meu primeiro amor. E eu quero que seja o meu único. Meu coração nunca será capaz de amar outra pessoa que não seja você. Eu vou realizar esse seu sonho e prometo te fazer o homem mais feliz do mundo. – Blaine disse olhando nos olhos de Kurt que agora estavam marejados.
– Eu também quero ficar com você... Pra sempre. – O castanho falou jogando-se nos braços de Blaine, que o abraçou, puxou-o para si e beijando sua testa disse;
– Eu te amo Porcelana.
– Eu te odeio querido. – Kurt disse com um sorrisinho nos lábios.
IHYD
– Você nos apresenta o rapaz numa noite e já o trás pra dormir aqui sem nem me consultar meu filho? Você perdeu o juízo? – Burt dizia em pé enquanto Kurt e Blaine estavam sentados lado a lado. Finn e Rachel estavam no outro sofá.
– Pai nós namoramos a um bom tempo, e eu só queria ter certeza antes de apresenta-lo a família. – Kurt se defendeu.
– Certeza de que? – Burt perguntou e todos da sala, inclusive Blaine, esperavam uma resposta.
– Certeza de que o amo. Que não é só uma paixão. Certeza de que assim que eu terminar o ensino médio no ano que vem, é com ele – Kurt apontou para Blaine. – Que eu quero viajar pra NY.
– Então você realmente o ama. Se o está incluindo no seu sonho chamado New York, quer dizer que a coisa é séria. – Burt falou e agora olhava Blaine. – E você? Gosta dele como ele gosta de você?
– Eu amo seu filho em segredo a mais ou menos uns 3 ou 4 anos. Meus sentimentos por ele nunca mudaram. E como eu disse ontem, eu quero me casar com ele. E se New York é pra onde ele vai, então eu vou também. – Blaine disse firme e segurou a mão de Kurt.
– Querida você está ouvindo isso? – Burt disse para Carole.
– Pare de ser chato homem. Dê logo a sua benção por que as crianças precisam ir pra escola. – A mulher respondeu arrancando risadas de todos.
– Como eu sou um bom marido... Vocês tem o meu consentimento. Mas lembrem-se: Porta do quarto aberta, sem gracinhas. Bem vindo a família Blaine. – O Hummel mais velho terminou e abraçou os dois rapazes.
– Ah Blaine, seu segundo presente. – Kurt disse assim que se separaram do abraço, entregando uma caixinha para Blaine. O moreno abriu e viu uma gravata borboleta de couro preta.
– Ela é linda Kurtie. Obrigado. – O moreno falou sorridente.
– Sempre achei que você ficaria charmoso de gravata borboleta. E quando eu digo isso, quero dizer apenas de gravata borboleta. – Kurt disse piscando maliciosamente para Blaine que sorriu envergonhado. Ainda bem que ninguém além dele tinha ouvido aquilo.
IHYD
Kurt e Blaine chegaram na escola na mesma moto. Estacionaram perto da moto de Finn e foram de mãos dadas até seus amigos que estavam em uma rodinha conversando.
– Então resolveram assumir pra McKinley inteira? Whanky. – Santana disse fazendo todos gargalharem.
– Sobre o que estão conversando? – Kurt perguntou.
– Elas estão falando dos beijos que dei em Josh na noite passada. – Seb disse sorrindo maliciosamente para o garoto.
– E-eu estava bêbado... – Ele tentou se justificar.
– Você gostou garoto. E muito. Dá uma olhada aqui. – Seb disse tirando a camiseta. Tinha várias marcas de chupões no peito, na barriga, mas principalmente no pescoço.
– E-eu fiz isso? – Josh perguntou espantado. Tudo bem que finalmente aquela paixão por sua amiga tinha passado e ele tinha o coração livre agora. Mas... Até que envolver-se com Seb não parecia ruim. Ele era bonito, charmoso e Josh nunca teve problemas em relacionar-se com meninos nem com meninas. Claro que ele lembrava de cada marca que tinha deixado em Sebastian. Mas ele não admitiria isso.
– Sim. Você fez. Qual é – Seb disse puxando Josh pela cintura, deixando o seu nariz bem perto do dele sem se importar com seus amigos ali olhando. – Diz que não quer me beijar agora. – Sebastian sussurrou, provocando e Josh sentiu cócegas seguido de um arrepio em um lugar onde não deveria. Além de bonito, Sebastian era um cara legal.
Ainda sentindo a respiração irregular de Josh contra o seu rosto, o castanho de olhos verdes sorriu e ia tentar falar algo, mas nem conseguiu pronunciar a primeira palavra pois sua boca havia sido atacada pela boca do outro garoto ferozmente.
– E eu achando que ele era hétero. – Blaine disse de boca aberta.
– Meu gaydar nunca falhou com ele Blaine. Geez como você é burro. – Kurt disse revirando os olhos.
– Já sei!! Vão se chamar Joshian! Assim como Brittana, Klaine, Finchel e Quick. – Brittany exclamou e só depois de ver o sorriso no rosto de Quinn sumir foi que se lembrou de Puck.
Continuaram conversando até ouvir um barulho ensurdecedor de motos vindo em sua direção.
– Quem são aqueles? – Sebastian perguntou ofegante – separando-se de um Josh completamente vermelho que lhe segurava a mão – vendo umas 10 motos sendo estacionadas com pessoas estranhas, mas que lembravam o tempo em que participavam de suas gangues.
– Ei essa moto é minha! – Blaine gritou e correu até a sua moto que estava sendo chutada por um cara. Logo atrás dele vinham: Finn, Rachel, Quinn, Mercedes, Brittany, Santana, Kurt, Artie, Sebastian, Josh, Jeff e Nick.
– Quem você pensa que é para fazer isso com a minha moto? – Blaine perguntou colocando o dedo no peito do garoto mal encarado.
– Sou Jake McHale. E esses são os meus amigos. Ou melhor, minha gangue. E quem é você? – Ele perguntou empurrando Blaine pra trás que logo foi amparado por Kurt.
– Blaine Anderson e Kurt Hummel. Nossa gangue. – Ele disse apontando pra trás. – Somos os Reis desse lugar. Pode dar o fora. – O moreno rosnou desafiadoramente para o líder da outra gangue.
– Acho que não hein. – O garoto gargalhou e de trás dele saiu um garoto loiro com um canivete na mão indo na direção de Kurt. – Esse aí é o Sam.
O garoto loiro continuou indo até Kurt, mas Finn se colocou em sua frente.
– Afaste-se. – Foi tudo o que o grandão disse.
O garoto começou a ameaçar Finn e então uma voz foi ouvida assim como um barulho familiar de faca sendo afiada.
– Ninguém ameaça meus amigos. – Puck disse entrando na frente de Finn, Kurt e Blaine.
– PUCK?!??!! – Finn exclamou e Kurt estava de boca aberta.
– Kurt, Blaine – O garoto com moicano se virou para eles. – Me perdoem. De verdade. Eu estava fora de mim e... Me perdoem... Vocês são a minha família... – O garoto terminou com os olhos marejados. – Eu.. E-estou fazendo tratamento para me livrar desses vícios. Eu vou melhorar. – E virando-se para Quinn ele continuou. – Me perdoe Quinnie. Eu te amo.. Se ainda me quiser... – A voz do garoto de moicano estava embargada. Quinn com lágrimas nos olhos sussurrou;
– Quem bom que você voltou... Eu te amo Puck...
– Argh chega de melação. – Jake falou revirando os olhos. – Vamos resolver isso ou não?
Puck, Finn, Nick e Jeff olharam para Kurt e Blaine. O casal direcionou aos amigos o mesmo olhar.
– Vamos mostrar quem manda no McKinley. – Blaine disse antes de avançar em cima do chefe da outra gangue.
Puck e Finn foram juntos, como antigamente, pra cima do cara com canivete e os outros avançaram sobre os que sobraram da gangue inimiga. Até Artie participou e quando ia levar um soco, Mercedes apareceu e o tirou do foco do agressor.
Kurt havia sido derrubado e Blaine o ajudou a levantar com os olhos brilhando.
– Você está bem? – Ele perguntou preocupado.
– Sim querido. Algumas coisas nunca mudam não é mesmo? – Kurt disse e Blaine sorriu, logo partindo para cima de Jake até que o garoto caiu exausto.
A gangue Hummel-Anderson, como Brittany tinha denominado, festejaram a vitória daquela briga e a volta de Puck.
– Vocês sabem que isso não terminou não é? – Jake disse irado levantando-se do chão com ajuda.
– Nós sabemos. E estaremos prontos pra você Zé Colmeia. – Kurt disse e logo Blaine o abraçou dando-lhe um beijo rápido nos lábios, rindo do apelido que Kurt havia colocado no mais novo inimigo.
Blaine lembrou quando Kurt o apelidou de Mr. Gel na sua primeira batalha de gangues onde o Hummel saiu vencendo.
Afinal, algumas coisas nunca mudam.
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