I Hate You Darling
4 Something Happened.
Notas iniciais
Kurt estava com os olhos fechados, tirando a espuma dos cabelos e não viu Blaine ali do seu lado, com um corante azul, colocando o pó em cima da sua cabeça. Blaine tentava ignorar a bunda sexy de Kurt, mas era quase impossível então ele falhava algumas vezes.
Conforme Kurt ia colocando água na cabeça, o corante ia escorrendo deixando-o totalmente azul. Todo o corpo. Blaine saiu de perto dele, escondeu o celular do mais alto, e voltou para o seu esconderijo novamente.
Kurt terminou o banho, pegou sua toalha e foi pra frente do espelho. Secou todo o corpo e por último o rosto. Quando ele abriu os olhos, soltou o grito mais ensurdecedor possível. Ele não podia crer naquilo.
– Você esta parecendo um smurf agora. – Blaine ria na cara de Kurt.
Então tinha sido ele. óbvio, quem mais teria coragem de fazer aquilo?
– Mas que merda! Como eu vou sair daqui assim?! Você é louco?! Brincadeira tem limite! – Kurt gritava com o moreno que apenas sorria. Então o castanho teve uma ideia. Ele ligaria para Britt.
Kurt terminou de se vestir, e começou a procurar freneticamente o seu celular.
– Está procurando isso? – Blaine tinha o celular dele na mão. Sentindo um frio na espinha, Kurt correu até ele mas o baixinho foi mais rápido e com um arremesso certeiro ele jogou o celular de Kurt na privada.
Kurt estava prestes a ter um colapso nervoso. Ele seria capaz de chorar agora. Não por causa da estupidez de Blaine, mas por que estar daquele jeito, azul, o lembrava dos slushies que ele levava na cara e ficava manchado no ensino fundamental.
Toda a dor e frustração que ele havia sentido estavam voltando. Ele realmente tinha trauma daquilo. Ele não sairia daquela maneira do banheiro, não suportaria mais gente rindo dele.
– Como eu vou sair daqui agora? – Ele pensava alto.
– Se vire. – Blaine disse. – Eu avisei que teria vingança. A propósito: Sorria. – Blaine disse tirando uma foto do castanho assim que ele lhe olhou. O moreno esperava o ataque físico de Kurt mas ele não aconteceu. Kurt tirou toda a roupa sem se importar com Blaine ali e entrou no chuveiro novamente.
– Isso não vai funcionar. Quanto mais você esfrega, mais manchado fica. – Blaine dizia enquanto Kurt apenas o ignorava. Então depois de longos minutos friccionando a pele, o castanho desistiu. Vestiu-se novamente e ficou sentado ali no banco tentando fazer seu celular funcionar.
– Não tenho o dia todo, eu preciso ir. Ah, você esta lindo Porcelana. – Blaine dsorriu e saiu do banheiro, deixando Kurt sozinho.
Cinco minutos depois, Blaine voltou ao vestiário, pois tinha esquecido sua jaqueta, mas antes de chegar lá ele conseguiu ouvir nitidamente alguém chorando. Entrou devagar no banheiro e viu Kurt aos prantos sentado num banco.
– Você está chorando... ? – Ele perguntou fazendo Kurt dar um salto do banco.
O castanho virou para o outro lado negando energicamente. – Claro que não seu idiota. Voltou pra que? Pra tripudiar ainda mais? – A irritação era completamente nítida em sua voz.
– Vim buscar minha jaqueta. – O moreno sentiu o coração apertado. Não achou que faria Kurt chorar. Blaine havia vencido, havia derrotado Kurt, mas ele não se sentia um vencedor, na verdade ele sentia vontade de cuidar do castanho e esse sentimento o apavorou completamente.
Por que ele estava chorando? Havia sido apenas uma brincadeira estúpida. Mas Blaine percebeu que havia realmente magoado o castanho. Então deixando sua consciência o consumir, o moreno tomou uma decisão. Rapidamente colocou a mão na sua mochila tirando de lá um produto.
– Olha eu sei que vou me arrepender disso, mas aqui esta o creme que tira a tinta do corpo. – Blaine entregou a um Kurt que lhe olhava de maneira confusa.
O castanho estava assustado. Por que ele o estava ajudando? Kurt pensou em recusar, mas sentiu um calafrio só de pensar em sair daquele lugar todo azul.
Kurt pegou o creme da mão de Blaine e por um momento seus dedos se tocaram. Era a primeira vez que eles se tocavam sem estarem com ódio um do outro. O menor sentiu um arrepio no corpo todo, e seus olhos se cruzaram com os do castanho.
Blaine realmente ainda adorava aqueles olhos.
Depois de meia hora Kurt estava novo em folha. Blaine havia até se oferecido para ajuda-lo, mas Kurt apenas rosnou um “Não força a barra, hobbit”.
– Se você contar isso para alguém eu nego até o fim entendeu? – Blaine dizia a Kurt.
– E se você acha que o que fez por mim, nos tornou amigos, esta muito enganado. Eu ainda vou te dar o troco anão. – Kurt falou virando as costas e saindo dali deixando Blaine sozinho com seus pensamentos.
O que ele havia acabado de fazer? Havia livrado o Hummel de uma humilhação gigantesca, esteve literalmente babando por ele enquanto ele tomava banho e sentiu vontade de correr até ele, quando ele havia saído do vestiário e te-lo beijado.
A vontade que ele estava sentindo de tocar e beijar Kurt o estavam queimando por dentro e sentir aquilo era além de burrice, completamente inadmissível.
Blaine chutou alguns armários com ódio. Ele sabia que sensação era aquela. Aquilo não podia estar acontecendo de novo, ele não poderia estar gostando do Hummel novamente.
Mas uma única e problemática questão não saia da sua cabeça: Ele realmente havia deixado de ama-lo algum dia?
IHYD
Sebastian e o restante da gangue estavam sentados no lugar combinado para ver Kurt passar todo azul e zoá-lo. Nick e Jeff não entenderam nada, assim como todo mundo, quando Kurt passou lindo, com seus óculos e acenou para eles. Ele não tinha nada azul em si.
– Mas que porra aconteceu lá dentro? – Sebastian exclamou irritado. Santana também sem entender, levantou-se e correu até o vestiário atrás de Blaine. Alguma coisa deveria estar muito errada ali.
Quando chegou lá, a cena que viu partiu seu coração. Blaine estava sentado em um canto isolado do banheiro, abraçando os próprios joelhos e chorando enquanto batia a cabeça levemente contra a parede fria atrás de si.
– B? Ei, o que aconteceu? O que o Hummel te fez? Me conte, e eu irei atrás dele e o farei cuspir aquele cérebro purpurizado. – Santana disse tentando imaginar o que havia acontecido.
Blaine apenas bateu no chão com as mãos, pedindo à melhor amiga que sentasse ao seu lado e quando ela o fez, o garoto não precisou pensar muito. Ele colocou a cabeça em seu colo e chorou durante longos minutos enquanto sentia as mãos macias de Santana sobre os seus cabelos. Depois, mais calmo, ele contou tudo a Santana. Ela era a única que não o julgaria.
No fim ele ainda completou: – Eu estou ferrado Sant... Achei que já tinha superado isso... Mas pelo visto não.
– Nossa... Bom, se esse sentimento for correspondido, vocês poderiam tentar... Mas você disse que não sabe... – Santana realmente não sabia o que falar. Como Blaine ainda poderia estar apaixonado por Kurt depois de todo aquele tempo? De todas aquelas brigas?
– Ele tem namorado Sant, não olharia pra mim nunca. – Blaine revirou os olhos sentindo seu estômago embrulhar.
– Ele está solteiro faz um mês. Britt me contou.
Os olhos de Blaine brilharam ao ouvir aquilo. Mas como faria o ódio de Kurt se transformar em amor? E ele realmente tinha certeza de que queria Kurt? Não era só o antigo desejo infantil?
– Bom, vou pensar nisso Sant. Obrigado... – Os dois abraçaram-se e assim saíram do vestiário. Blaine colocou seus óculos escuros e foi até sua gangue.
– Mas que porra foi aquela Blaine?! – Sebastian gritou assim que o moreno aproximou-se o suficiente.
– Pare de gritar, agora. Eu ainda mando nessa merda. – Blaine soou frio e ameaçador, fazendo o castanho calar a boca.
– Mas o que aconteceu la dentro? E o nosso plano? – Jeff perguntou cauteloso e todos concordaram com ele.
– Kurt, deu uma rasteira em Blaine que caiu, bateu a cabeça e perdeu o corante, ele estava lá até agora procurando. – Santana antecipou-se recebendo um olhar de gratidão do moreno.
– Maldito porcelana! – Sabastian socou o ar e logo todos os outros começaram a falar o quanto odiavam Kurt e a sua gangue.
– Tentaremos novamente outro dia. – Blaine disse dando de ombros tentando parecer chateado enquanto se juntava aos seus amigos.
Ninguém percebeu que, sorrateiramente, Sebastian levantou e caminhou discretamente até o vestiário enfiando-se lá o mais rápido possível. Lá ele pode ver o box usado por Kurt para tomar banho. Ele estava todo azul, tinha toalhas com diversas manchas de tinta.
Com certeza Kurt havia sido pintado. Mas por que Blaine o deixou sair invicto daquela brincadeira? Sebastian ainda amava loucamente o moreno e ele descobriria se havia de fato alguma coisa ali.
IHYD
Kurt havia chegado em casa e mal passando pelo hall de entrada, ele já corria as escadas trancando-se no quarto. Depois de trancar a porta e suspirar, como se algo o estivesse perseguindo, o castanho jogou-se de bruços na cama, fechando os olhos imediatamente.
O que havia acontecido no vestiário? Blaine o havia ajudado, mesmo o castanho não entendendo o porque daquilo. No lugar dele, kurt teria tripudiado em cima do moreno. Isso o deixava confuso. Por que Blaine havia feito aquilo? Kurt não sabia o que pensar, ele apenas sabia que havia sentido um frio na barriga quando sua mão encostou na do menor.
Nunca havia sentido isso com Carl, seu ex-namorado, e fora por isso que Kurt terminou com ele. O castanho não sentia nada pelo namorado a não ser simpatia e carinho. O que seria aquele frio na barriga que havia sentido por Blaine? Talvez apenas um pouco de gratidão por ele o ter ajudado.
Sim, era isso, não poderia ser jamais outra coisa. Kurt sacudiu a cabeça tentando não pensar em Blaine e na sua atitude, mas era impossível. Ele não saia da sua cabeça.
O castanho estava repetindo que odiava Blaine com todas as suas forças. Mas por dentro ele sempre quis ser amigo do moreno. Seria demais o ter na sua gangue! Os motivos eram muitos. Os dois eram parecidos em alguma coisa. Bom, Kurt pensava assim no inicio, mas depois ele aprendeu a ter ódio de Blaine – ou ele esperava que fosse isso – Afinal ele só odiava o menor por que o mesmo o odiou primeiro e ele não sabia o motivo.
Kurt tentava pensar em outras coisas, mas volta e meia, o anão estava presente em seus pensamentos. O castanho levantou e bateu com a cabeça na parede. – Ele sempre fazia isso quando não conseguia parar de pensar em algo – e depois voltou para a cama frustrado.
Aquilo realmente não estava funcionando.
– Mas que droga Hobbit.
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