I Hate You Darling
6 O.m.g.
Notas iniciais
Blaine chegou praticamente voando ao estacionamento, procurando a latina alucinadamente. Ele apenas queria o nome de quem havia feito Sant chorar, afinal para Santana Lopez estar aos prantos, ela devia estar muito machucada. Mas com certeza não mais do que o idiota que a fizera chorar, ficaria.
Porém e se fosse uma garota? Blaine com certeza mandaria Quinn ou Rachel fazer o serviço, afinal homem não bate em mulher. E por falar em Rachel, fazia muito tempo que ela anda sumida. Blaine cuidaria dela depois.
Depois de longos minutos procurando, o menor havia encontrado Santana. Ela estava dentro do seu carro, com certeza ouvindo alguma música triste e com a cabeça encostada no volante. Aquela cena partiu o coração do garoto. Ele entrou no carro lentamente, a latina pareceu não tê-lo notado.
– Sant...? – Blaine a chamou.
– Oi... – Ela levantou a cabeça devagar e tentou simular um sorriso, mas seu rosto contraiu-se e ela voltou a chorar.
– Venha cá querida. – Blaine disse puxando-a para um abraço. O garoto, em todos os seus dezesseis anos de amizade com a latina, só a havia visto chorar uma vez – quando seu cachorro comeu a cabeça da sua boneca preferida – Vê-la naquele estado, tão frágil, o deixava indignado. Sempre quem chorava no colo de Santana era Blaine, o “manteiga derretida”, como ela o chamava.
– Quem fez o que pra você estar assim, Sant? – Blaine sussurrou beijando-lhe o topo da cabeça.
– E-ele... Estava... Estava certo... S-sobre t-tudo... E-eu sou um horror de pessoa.... E-eu me odeio! – Sant dizia jogando-se completamente nos braços aconchegantes do menor.
O garoto já estava vermelho de raiva. Ele seria capaz de pulverizar com as próprias mãos o infeliz, tamanha era a sua raiva e a sua tristeza ao ver sua melhor amiga daquele jeito.
– O nome. Eu quero o nome. – Blaine perguntou sério sem conter o ódio na sua voz.
Santana sabia o que Blaine faria e ela não queria isso. Sabia que Kurt estava certo em tudo o que ele havia dito. Isso magoava, por que até o Hummel sabia mais dela do que ela mesma. Tentando fazer Blaine desistir de ir atrás de Kurt, ela disse: – Olha B, esquece isso. Ele realmente estava certo em tudo o que ele disse. E eu sei que você vai se arrepender de qualquer coisa que faça de cabeça quente. – Santana realmente conhecia o amigo.
– Santana, o nome. É a última vez que eu pergunto. Se você não me contar, sabe que eu dou um jeito de descobrir não é? – Blaine inquiriu ainda mais sério.
– Ok... Bom... Foi... O hummel. Mas B, esquece isso, e... – Santana não conseguiu terminar, Blaine já tinha saltado do carro e corria para dentro da escola.
Ele sabia onde encontrar o Porcelana sozinho.
IHYD
Kurt que estava terminando de se vestir depois de tomar um banho, foi surpreendido com um anão que parecia muito irado, em sua frente.
– Wow, você me assustou. Ei você realmente gosta de me seguir até o vestiário não é? – O castanho sorriu com uma de suas sobrancelhas arqueadas.
Sem esperar qualquer resposta, Kurt virou as costas para sair, mas Blaine que, até então se mantivera calado, segurou o maior pelo ombro, obrigando-o a olhá-lo.
– Quem você pensa que é para agredir Santana daquela maneira? Seu ódio por mim, você deve descontar em mim, mas deixe Sant fora disso, entendeu Purpurina? – Blaine exclamou empurrando Kurt com as duas mãos.
– Ok, primeiro: Eu não consegui prestar atenção no que você disse, pois tenho quase certeza que eu vi um elfo me dando oi aí de dentro desse mundo mágico de gel que você carrega na cabeça. – Kurt disse apontando para o cabelo de Blaine. – Segundo: Desde quando dizer a verdade a alguém é considerado agressão? E terceiro: Pra sua felicidade, isso não tem nada a ver com você.
Depois de recuperar o fôlego, ele continuou: – Ah e sobre o seu cão de guarda: Mantenha-na afastada de Brittany ok? Eu não a deixarei chegar perto de Britt novamente. – Kurt agora estava sério.
– Você não tem o direito de fazer isso! Ela ama Brittany! – Blaine disse ainda mais irritado.
– Mas que engraçado, não foi isso o que ela me disse. Se ela não admitiu isso para mim, acha que ela vai admitir isso pro mundo? – Blaine estava quieto sem saber se acreditava no castanho ou não. – Santana Lopez não passa de uma vadia lésbica com tesão. – Kurt terminou debochando.
– Você a fez chorar! Ela está se odiando agora! Você tem noção do que é isso? – O menor gritou perdendo o autocontrole.
Kurt deu de ombros com uma expressão de tédio no rosto. – Eu não me importo. Era essa a minha intenção.
Aquilo foi a gota d’agua para Blaine. Ele se arremessou contra Kurt fazendo o castanho cair e levar o moreno consigo. O menor, que havia caído em cima do castanho, tentava estapeá-lo enquanto Kurt ria desviando dos tapas.
– Eu vou matar você! – Blaine disse fechando a mão e levantando o punho.
Kurt viu que não ia ter como desviar daquele soco, pois com uma mão Blaine tentava imobilizar sua cabeça. Então ele apenas fechou os olhos esperando o golpe.
Mas para a sua surpresa, ele não aconteceu.
Blaine, vendo Kurt ali com os olhos fechados, desistiu de acertá-lo. Não queria ferir Kurt de verdade. Ele só estava de cabeça quente, mas sabia que não odiava o Hummel.
O castanho percebendo a confusão do moreno, com um movimento das suas pernas e quadris, derrubou o menor, invertendo a situação.
Blaine agora estava esperneando-se embaixo de Kurt que estava sentado em sua barriga. Ele tinha os dois braços de Blaine embaixo de cada joelho seu que estavam localizados aos lados da cintura do anão. O moreno estava quase que imóvel.
– Ei, calma garoto. – Kurt disse debochando. Blaine parou de se debater. Seria inútil.
Blaine sentia a sua cabeça girando alucinadamente. O castanho estava a uma distância perigosamente curta, o outro podia sentir em seu rosto o hálito de menta, e o perfume inebriante de Kurt.
Eles nunca estiveram tão próximos um do outro. Aqueles olhos azuis penetrando os seus, e aquela boca aparentemente deliciosa gritando pela do menor.
– Agora... Eu vou soltar você, vou sair de cima, vou embora e você não vai me seguir ok? – Kurt dizia devagar. Ele estava ainda mais perto.
Toda a raiva de Blaine sumiu como num passe de mágica. Ele estava quase que hipnotizado pelo garoto que estava em cima dele.
– O-ok... – Blaine disse em transe. Novamente aquele sentimento, aquela vontade louca de ter Kurt em seus braços o estava queimando por dentro.
Kurt estava confuso. Não sabia que estava sentindo mais ou menos a mesma coisa que Blaine, mas estava enfeitiçado por aquele baixinho que agora o olhava fixamente e com cara de bobo. Kurt, mesmo não admitindo muito para si, sentiu vontade de jogá-lo contra uma parede e fazer com ele coisas nada românticas.
O maior balançou a cabeça tentando afastar aquela ideia que parecia cada vez mais atraente, afinal ele adorava coisas proibidas. Ele reagiu. Soltou os braços de Blaine, que colocou as mãos na altura dos ombros num gesto de paz. O castanho ainda o olhou por um tempo. Parecia que era a primeira vez que o via.
Blaine não resistiu. Antes que Kurt conseguisse se levantar, o menor foi mais rápido e colocando as duas mãos no colarinho da jaqueta de Kurt o puxou para baixo beijando-o imediatamente.
O Anderson não conseguia distinguir o que estava sentindo. A boca de Kurt, a maciez e o sabor dela eram os melhores do mundo. Ele havia esperado muito tempo por aquilo. Havia imaginado esse momento diversas vezes, mas o que estava acontecendo no momento, não esteve nem nas suas melhores fantasias. Ele estava quase que em êxtase.
Kurt, que de início não havia reagido, logo começou a corresponder, colocando uma mão no peito de Blaine e a outra em seu cabelo, puxando-o e bagunçando-o. Ele sabia que aquilo estava extremamente errado, mas, droga, o beijo daquele Hobbit era perfeito. Kurt beijava-o urgentemente como se quisesse arrancar todo e qualquer fôlego do moreno. E talvez, ele realmente quisesse.
Blaine e Kurt beijavam-se e não conseguiam não gemer entre o beijo. As mãos do menor estavam nas costas do castanho, e Blaine o arranhava por ali. Kurt mordia e beijava os lábios de Blaine em sequência. Eles sabiam que aquilo não estava certo mas nenhum dos dois conseguia parar. E eles não queriam isso.
O moreno apertava o castanho contra si, sem esse ao menos resistir. Kurt passava suas mãos no cabelo, nos braços e no peito de Blaine, arrancando suspiros dele.
Beijavam-se com mais e mais intensidade, até terem que se separar para respirar. Os dois distanciaram-se e ficaram de olhos fechados tentando por as ideias no lugar, suas cabeças fervilhavam.
Blaine abriu seus olhos primeiro, e viu Kurt abrindo os seus. A confusão dele era completamente visível.
O menor não ligou para isso, inclinou-se para cima na intenção de beijar o castanho novamente, mas este, resistindo ao desejo intenso que estava sentindo, levantou-se rápido e correu para fora do vestiário. Ele sabia que se Blaine o beijasse novamente, ele não conseguiria se controlar.
Blaine ficou ali, deitado no chão, estático, sem acreditar no que tinha feito. Ele ainda sentia a boca de Kurt sobre a sua, e colocando a mão sobre os lábios, ele fechou os olhos e sorriu.
Ele havia beijado Kurt Hummel, e melhor: Ele realmente havia correspondido.
– Ah você está aí, eu te procurei pela escola toda. – Santana havia chegado ao vestiário.
– Eu o beijei Sant. – Blaine dizia com um sorriso bobo no rosto assim que notou a presença da amiga.
– Você fez o que? – Santana estava com a boca aberta tentando imaginar se Blaine tinha caído e batido a cabeça com força no chão.
– Eu beijei Kurt.
A latina levou as duas mãos à boca.
– O.M.G e ele? Como reagiu? – Santana perguntava.
– Ele correspondeu... – Blaine disse suspirando.
– Você está contente?
– Estou muito mais do que isso. – O moreno suspirou mais uma vez, só que agora rindo.
Santana apenas riu junto e ajudou Blaine a levantar do chão.
– Quero todos os detalhes ok? – Sant disse piscando para o garoto com cara de bobo ao seu lado.
IHYD
Kurt havia passado correndo por sua turma e por Finn logo mais a frente, que estava beijando uma garota. O castanho nem percebeu que a garota que seu irmão beijava era Rachel.
– Cara eu preciso falar com você. – Finn o chamou colocando-se em frente ao irmão.
– Agora não. – Kurt falou passando reto por ele.
O castanho correu até a arquibancada mais próxima e se deitou. Sua cabeça estava fervilhando. Ele havia correspondido ao beijo de Blaine. E céus, que beijo, que boca, que corpo.
Kurt sentia o desejo o consumindo por dentro. Então suspirando, ele admitiu para si mesmo: Definitivamente Blaine Anderson mexia com os seus sentimentos. E aquilo com certeza não era uma coisa boa.
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