Notas iniciais
Ooi, gente. Boa leitura.

Dessa vez não teve nenhum Charles pra atrapalhar. E o Jason realmente ficou puto porque chamei ele de gay. Depois da noite de ontem, cheguei a conclusão de que preciso chamar ele de gay mais vezes.

- Demorei? — Mathew perguntou. A reunião com ele era hoje, mas… cadê o pai dele?

- Não… Cadê teu pai?

- Hoje é só a gente. — Ah, meu pai amado...

- Bom, eu estava pensando em botar a baixo aquela parede que divide os quartos.

- Mas… Um quarto só pros dois?

- Pensei em colocar vários brinquedos e uma pintura na parede atrás das camas. — Comecei a explicar pra ele. Até que ele entendeu rápido o que eu pensei. — E você não me mandou as medidas.

- Acho que é melhor você ver o quarto. — Porra.

- Tudo bem. Quando posso ir lá?

- Agora, se você quiser.

- Ok. Só preciso passar no escritório pra pegar a fita métrica e meu último exame. — Estávamos na sala de reuniões.

- Vai no médico?

- É. Vou fazer ultrassom.

- Você tá com problema digestivo? — Olhei pra ele.

- Não, eu to grávida.

- Ah… — Ele ficou me esperando no carro enquanto eu pegava tudo. Depois, fomos pra casa dele. Estava vazia. Olha, abusar de uma grávida é muito feio!

- Pode subir. — Subi as escadas e ele me indicou uma porta. Entrei. Era um dos quartos dos meninos.

- Hm…

- Se tirar a parede, eles vão ter mais espaço?

- Lógico.

- Quer que eu peça pra empregada fazer um suco? — Ah, não estamos sozinhos.

- Não, obrigada.

- De nada. — Me virei. Ele estava perto, mas ainda não estava na “zona de perigo". Desviei dele e fiz algumas anotações no meu caderno.

- Quer que eu te levo onde você vai fazer a ultrassom?

- Ah, não precisa.

- Imagina. Eu te levo. — Já que insiste… — Sempre achei mulheres grávidas mais bonitas.

- Meu MARIDO também acha. — Disse pra ele se tocar.

- É o primeiro filho?

- Segundo.

- Quantos anos tem o outro?

- É uma menina. Tem 15 anos. — Continuei fazendo anotações.

- Você teve ela na adolescência?

- Acha que eu tenho quantos anos? — Perguntei rindo e olhando pra ele dessa vez.

- No máximo 30.

- Tenho 34. — Minha auto-estima foi lá em cima com isso. Ainda mais vindo de um cara bonito. E mulher sempre mente a idade. Não tenho 34. Tenho 37.

Continuei fazendo minhas anotações. Quando terminei, entramos no carro e ele me levou na clínica que vou fazer o exame. Ele estacionou o carro e eu estranhei. Saí e vi o carro do Jason do outro lado da rua.

- Tchau, Mathew.

- Eu vou lá.

- Vai lá onde? — Perguntei já andando e ele do meu lado.

- Te acompanhar.

- Meu marido tá aqui já.

- E o que tem?

- Mas… Pra que você quer entrar? Obrigada pela carona, mas o Jason já tá me esperando.

- Jenny! — Ouvi a voz dele na porta da clínica. Vi que ele vinha até a gente. — Tá fazendo o que aqui? — Ele perguntou daquele jeito fofo e educado dele.

- Vim acompanhar a Jenny.

- Jennifer. — Corrigi.

- Você ficou louco?! Você é só um cliente dela.

- Posso ser mais que isso. — Jason socou a cara do Mathew!

- Jason!

- Não tem vergonha de falar isso de uma mulher casada?! E grávida ainda por cima! — Já tinha uma rodinha em volta. JESUS, ME ESCONDE!

- Jason?

- Que é?! — Ele berrou. — E não te quero mais como cliente da Jenny!

- Ele não vai ser. Agora dá pra gente entrar? — Ele bufou e pegou na minha mão, me puxando pra dentro da clínica. Falei com a recepcionista e sentei do lado do Jason, esperando me chamarem.

- Veio com ele?

- Ele se ofereceu pra dar carona. E eu tava sem carro.

- Ele mexeu com você?

- Não, Jason. — Ele grudou a mão dele na minha.

- Babaca.

- O que interessa é que hoje talvez dê pra ver o sexo do neném. — Ele sorriu e me deu um selinho.

(…)

Não deu pra ver o sexo do neném. Pelo menos sei que meu neném vai ser um neném de família, porque ele ficou tímido e não queria mostrar a parte íntima pra eu saber se é um menininho ou uma menininha. Depois dessa, acho que é menina. Todo menino é safado né.

- Foi tão diferente de você, Sophie. — Minha mãe disse. Ela acompanhou a ultrassom que eu soube que a Sophie era uma menina. — Na primeira oportunidade, já estava mostrando tudo. — Ri.

- Vó!

- Verdade. A enfermeira até ficou impressionada. Ela disse que é difícil ver logo de primeira.

- Ajudou a enfermeira e não quis ajudar a mãe. Na hora do parto ficou sentada.

- E te chutando ainda. — Jason disse rindo. Vadio.

- Eu queria sair, ué. — Sophie disse.

- Então colocasse a cabeça pra baixo! — Disse e ela revirou os olhos.

- Sophie adora complicar até antes de nascer. — Simon disse e eu ri.

- Você que complica as coisas. — Ele levantou as mãos em forma de rendição.

- Eu não complico nada.

- E, mãe… Eu posso ir no shopping? — Ri.

- Esqueceu do castigo?

- Mas é só um dia!

- Não.

- Pai!

- Se continuar pedindo, eu aumento uma semana. — Jason disse e ela soltou um muxoxo.

- Não precisa ser tão mal com a menina. — Charles disse e eu revirei os olhos. Sim, ele e minha mãe vieram aqui só pra ver o resultado da ultrassom. A campainha tocou e eu fui atender.

- Caleb! — Disse sorrindo.

- Oi, querida! Cheguei em má hora? — Ele perguntou entrando.

- Melhor, impossível. Acabei de pedir pizza pelo celular.

- Jenny, você vai fazer eu engordar quilos!

- Meu bem, eu to obesa e meus pés vão inchar. Não reclama. — Entramos na cozinha onde estava todo mundo.

- Mãe, lembra do Caleb? — Perguntei.

- Meu Deus! Como você cresceu! — Ri. Ela olhou pra mim desesperada. Depois ficou olhando dele pro Jason.

- Relaxa, tia. Da fruta que a senhora gosta, como até o caroço. — SOCORRO!

- Senhora é sua vó, moleque! E não acredito que você virou gay. — Charles parou de olhar pro corpo de cerveja e levantou a cabeça.

- Interessado, Charles? — Jason perguntou, fazendo todo mundo rir.

- Tá de brincadeira né?

- Quando entrei, achei que você fosse gay. — Caleb disse. Eu gargalhei. — Desculpa, é que parecia.

- Relaxa. — Charles disse e depois levantou. — To indo recuperar minha masculinidade.

- Ruth tá longe. — Minha mãe disse.

- Não, vó. Ruth quer pegar novinho agora. — Sophie disse.

- Verdade… To sabendo, senhor Simon! — Ele fingiu que nem era com ele.

- Mas Ruth não é aquela sua prima que mais parece uma tábua de carne, Jenny? — Caleb perguntou confuso.

- É. Mas ela e o Simon se pegaram no aniversário da Sophie.

- Tia!

- Menti?

- Acho que chega desse assunto né! — Sophie disse irritada.

- Bom, eu vou indo. Jason, sabe se a sua secretária tá disponível? — Charles perguntou e eu olhei pro Jason.

- E eu vou saber! Deve tá.

- Hm. — Disse e tomei um gole de suco.

- Então, tchau, gente. — Charles disse. Caleb me cutucou.

- Bonito né. — Ri.

- Aquele é hétero até a morte, Caleb.

- Que desperdício. — Ri.

Notas finais
Eu to postando só de madrugada ultimamente, né... Mas posto quando o capítulo fica pronto, so... Se eu deixasse pra postar amanhã, ia ser lá pras oito da noite, então postei agora. E desculpa pela merda do capítulo. Como eu disse, escrevi agora e não to lá muito bem. O próximo vou tentar fazer melhor. Xoxo.