I Hate You - 2 Season
36 Oh Really?
Notas iniciais
- Então, né, gente… — Disse pra quebrar o gelo.
- Tá fazendo o que aqui? — Simon perguntou pro Lucas, me ignorando totalmente. Sinto que estou no meio da terceira guerra mundial.
- Estávamos conversando até você chegar e atrapalhar.
- Ah, eu atrapalhei? Você chegou que nem um intruso no meio da gente. Tá falando o que?!
- Não tenho culpa se você é covarde.
- Pelo menos não fui rejeitado.
- HEY! Parem de berrar no meu ouvido, por favor! — Berrei e eles soltaram um muxoxo. — Por que demorou? — Perguntei olhando pro Simon.
- Minhas notas caíram. Professor ficou enchendo o saco. — Lucas riu com deboche. — Tá rindo de que, palhaço?
- Você se acha melhor do que os outros, mas na verdade é um otário. — Simon levantou e eu entrei na frente, me levantando também.
- Pelo amor de Deus! Barraco em público não. Se vocês continuarem e até se a coisa ficar realmente séria, eu juro que não olho mais pra cara de vocês! — Simon sentou. Lucas se levantou, murmurou um “tchau” e foi sentar em outra mesa. — O que deu em você?
- Não. O que deu em você pra falar com ele?
- Simon, ele é meu amigo.
- Você falava a mesma coisa antes daquele cinema. — Apoiei meus cotovelos na mesa e meu rosto nas mãos. Eu to tentando achar a paciência que eu não tenho.
- Sim, mas aquela vez eu gostava do Lucas. Isso não vai mais acontecer.
- Certeza?
- Se você continuar enchendo o saco, vai acontecer! — Olhei pra ele. — Sério, só estávamos conversando.
- Não gosto dele.
- Ah, jura? — Ri. — Eu sei. — Ele pegou na minha mão.
- Ele ainda tá te rondando.
- Suas amiguinhas também.
- Não ligo pra elas.
- Elas estão olhando pra cá. — Disse olhando disfarçadamente pra um grupinho de meninas do segundo ano.
- Elas sempre olham. — Ri. Não era mentira.
- Ahn… Simon, você gosta do Caribe? — Ele riu. — Tá rindo de que?
- Espera, você perguntou sério?
- É lógico. Virei retardada agora?
- Sempre foi. Mas ahn… gosto.
- Então… Você podia desistir da viagem pra Los Angeles. — Ele ficou olhando pra mim confuso. Até que parece que uma luz acendeu naquela cérebro lerdo.
- Você vai pro Caribe?! — Ele perguntou quase tendo um troço. — Que tipo de pais resolvem passar o ano novo no Caribe?!
- Qual o problema com o Caribe?
- Bebidas, mulheres, sexo… — Revirei os olhos.
- Depende da onde você vai.
- É né, seus pais casaram em Vegas. Só aí já dá pra ver que não são normais.
- Simon! Enfim, você vai?
- Não sei. Eu… Sua mãe tem que falar com a minha.
- Eu sei.
- Eu quero muito passar o ano novo com você.
- Você vai?
- Ahn… Vou.
- Não senti firmeza, Simon.
- Eu vou, Sophie.
- Se não quiser, tudo bem.
- Eu quero. Tudo bem, Los Angeles é perfeito. Mas Caribe é mais. Ainda mais porque você vai tá comigo. — Sorri sentindo minhas bochechas corarem.
POV Jenny
Aqui estou eu batendo na porta da casa do Simon. Isso é quase uma prova de amor a Sophie, já que a mãe dele não vai com a minha cara desde a vez que eu perguntei de quantos meses ela estava, sendo que era gordura. Não tenho culpa.
- Ah, é você. — Ela disse com um sorriso irônico. Oushe.
- Eu preciso falar com você.
- Sobre o Simon e a Sophie, suponho. Entra. — Entrei e fomos pra sala. Nos sentamos no sofá. — Por incrível que pareça, com ela, Simon tem juízo. Apesar da sua filha ter um fogo maior que o normal.
- O seu filho que quase não aguenta ficar sem uma relação entre homem e mulher! E eu não vim falar disso.
- Hm…
- Bom, vamos passar o ano novo fora. Então, Simon pode ir junto?
- Pra onde?
- Caribe.
- Você tá me pedindo pra deixar meu filho ir sob sua responsabilidade pro Caribe?
- Ele ia pra Los Angeles sem nenhum adulto por perto…
- Quando vocês saem?
- Dia 30 de dezembro.
- Hm… Pelo menos eu acho que seu marido tem juízo. — Revirei os olhos. Eu vou dar nessa velha!
- Oi, tia Jenny! — Simon disse quando chegou sei lá de onde.
- Oi, meu bem. Falei com a sua mãe sobre o Caribe.
- Ah… Então? — Ele perguntou.
- Tenho que falar com o seu pai. — A velha disse.
- Bom, eu já vou indo. — Disse me levantando. — Tchau, gente. — Simon abriu a porta pra mim e eu voltei pra casa.
(…)
- Odeio a sua sogra. Só pra avisar. — Disse assim que a Sophie entrou na cozinha, onde eu comia uma salada de frutas.
- Que sogra? Não tenho sogra. — Ela disse abrindo o armário.
- Ela é estúpida. — Sophie deu de ombros.
- Ela deixou, pelo menos?
- Disse que vai falar com o pai do Simon primeiro. Ela deixa o menino ir com nenhum adulto por perto pra Los Angeles e não deixa ele viajar com a gente, que somos uma família? Absurdo!
- O tio vai deixar. Ele sempre deixa.
- Aquela vadia! Só porque eu perguntei se ela estava grávida. Isso é motivo pra não gostar de alguém?
- É, mãe. — A voz da Sophie saiu abafada por ela estar com a cara dentro da geladeira.
- Tu é uma traíra! — Ela me olhou.
- Mas o que eu fiz?!
- Ficou do lado dela.
- Não fiquei, não!
- Tudo bem. Eu supero. — Ela olhou pra mim e não disse nada. Pegou uma lata de coca e um pacote de salgadinho.
- Tá parecendo uma louca. — Ela disse antes de sair da cozinha.
- Olha aqui, garota, louca é a sua vó paterna!
(…)
- Ai, tá gelado! — Disse quando o médico passou o gel na minha barriga. Ainda mais que hoje tá frio.
- Só mais dois meses, Jenny. — Bateram na porta e o Jason entrou.
- Deu um problema no trabalho. Desculpa o atraso. — Ele disse e sentou em uma cadeira que tinha do lado da maca. A ultrassom foi a mesma coisa de sempre. Tá tudo bem, desinchei um pouco… Fomos almoçar, já que eu tinha que estar em jejum antes da ultrassom.
- O médico disse que tudo bem, já que, na viagem, ainda vai faltar um mês pra ela nascer. — Disse depois que fizemos os pedidos.
- Então, vamos. Mas, no máximo, cinco dias.
- Tudo bem. Minha mãe já viu na internet os preços. Eu achei que ficaria mais caro.
- O ruim é que a gente não vai poder aproveitar muito.
- Como assim?
- Nós… Paraíso… Um quarto… — Revirei os olhos rindo.
- Idiota.
- Mas totalmente sexy. — Ri.
- Eu, gorda como estou, sou mais sexy que você.
- Só acho que não. Só acho.
- Shiu! — Ele riu. A comida chegou e eu quase comecei a devorar o prato de fome. — Ui! — Disse e o Jason me olhou.
- Que foi?
- Senti uma pontada.
- Na barriga?!
- É. Ai! Ô menina! — Disse olhando pra baixo. — Ela só tá chutando. Mas tá doendo pra cacete.
- Será que tá na hora?
- Não, Jason. Realmente só foi uma pontada.
- Mas tão forte assim?
- É. — Peguei a mão dele e coloquei na minha barriga. — Ó, ela tá chutando ainda.
- Acho que teremos uma atleta na família. — Ele disse sorrindo. Sorri também.
- Nem ficou feliz né.
- Não, imagina… — Ele disse irônico, me fazendo rir. — Mariah vai ser uma jogadora de futebol.
- Pelo jeito, ela vai jogar melhor que você.
- Nasci pra jogar basquete, não futebol.
- Até porque, se você resolvesse ser jogador de futebol, trabalharia como açougueiro.
- Tá muito zoera hoje, Jenny.
- Melhor parar. To sabendo…
- E sabe o que tem amanhã né?
- Sei. Dia de jogo. Já vou avisando que não to com saco pra ouvir gente berrando no meu ouvido.
- Eles vão ter consciência e não vão fazer muito barulho. — Sei… Aham… Jason vai ser o primeiro a gritar. Tenho certeza.
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