Notas iniciais
Ooi gente! Capítulo grandinho pra vcs :3 Boa leitura!

Estava entrando em casa e fui tomar um copo com água até que eu ouço essa vindo do jardim:

- Seu idiota! Sai daqui! — Sophie exclamava sussurrando. Mas pelo silêncio, eu podia ouvir. — Minha mãe daqui a pouco tá chegando e… Ai meu Deus! O Lucas também vai vim!

- Ainda não tem ninguém. — Era a voz do Simon.

- Mas daqui a pouco vai ter, seu estrume! — Arqueei a sobrancelha. Se eu for até lá, to com medo do que eu vou encontrar.

- Só um beijo, Sophie.

- Eu namoro!

- E tem ciúmes de mim, não dele! — Bocudo!

- Isso é coisa que minha mãe colocou na cabeça dela!

- Então por que ficou irritadinha quando eu falei da Barbara?

- Porque ela é um vaca! Para de tentar me agarrar!

- Eu to longe de você! — Eles ficaram em silêncio por um tempo. — Eu sempre gostei de você. — Não conseguia ver o que acontecia. Se eu fosse até a janela da cozinha. Eles iam me ver. E não quero fazer a tia chata que estraga tudo.

- Não. Eu… Simon, eu… — Não aguentei. Botei a cara na janela e vi os dois se beijando. Jesus! Isso é um milagre! Finalmente! Peguei o copo com água e fui pra sala.

- Oi! — Jason disse entrando. — Ué, cadê a Sophie? — Parecia o Phineas perguntando. Saudades Phineas e Ferb. Saudades.

- Tá lá fora com o Simon. — Ele me beijou.

- Vamos sair hoje!

- Pra onde? — Ele só sorriu. — Jason?

- Uma coisa só minha e sua.

- Meu Deus! Você vai levar uma grávida pra um motel! — Ele riu.

- Não vou te levar pra um motel.

- Pra onde então?

- Vamos no cinema. E depois vamos jantar. E depois… Eu, você, casa, quarto, cama…

- Safado! — Ele riu me abraçando e deu um beijo no meu pescoço. Ouvimos passos e nos afastamos.

- Tchau. — Ouvi a Sophie dizer da porta e depois fechar a mesma. Olhei pro Jason.

- Já entendi. Já entendi. To dando o fora. Vou me arrumar. — Jason disse e subiu. Sentei no sofá e Sophie também. Esperei ela começar a falar, mas ela ficou quieta.

- Pode falar. — Disse.

- To me sentindo a pior pessoa do mundo! — Ela disse e puxou as pernas pra cima, afundando a cara nos joelhos.

- “Não vou beijar o Simon". — A imitei e ela olhou pra mim.

- Hey! É feio ouvir conversa alheia!

- Ouvi sem querer. E o que você vai fazer?

- Eu não sei. Eu quero morrer!

- Para de drama, menina.

- Mãe, é normal eu ficar com vontade de…

- De…? — Perguntei incentivando ela a continuar.

- De… Beijar alguém que não é meu namorado? — Ela disse rápido.

- Ahn… Sim.

- Sério?!

- Claro. Passei minha adolescência inteira com vontade de beijar o Adam Levine. Até depois, na verdade. Até hoje… Enfim, o caso aqui é você.

- Eu não tava falando de pessoas famosas.

- Eu sei. — Ela mordia os lábios e balançava os pés. — Você tem ser sincera com o Lucas.

- Eu sei. Mas como eu vou chegar nele e falar que eu to vontade de beijar o Simon? Ele nem gosta do Simon!

- Sophie? — Olha, eu acho que fudeu. Ela não olhou pra porta e o Lucas continuou parado ali. Chega de crise de adolescente por hoje. Subi pra me arrumar.

(…)

- Você tá tão cheiroso. — Disse pro Jason enquanto me vestia.

- Normal né. — Sei lá, fera. Acho que não.

- Metido! — Olhei pro espelho e ele só sorria.

- Jenny?

- Eu… — Voltei a me vestir.

- Eu vi umas coisas hoje depois do trabalho.

- Que coisas?

- Comprei um berço. — Olhei pra ele através do espelho.

- É sério?

- Lógico que é sério. Chega até o fim de semana. Tenho que desmontar aquela cama do quarto de hóspedes.

- Mas tem que pintar o quarto. E colocar aquela tira tipo papel de parede. E falta ainda os ursinhos…

- Hey, calma. Tem sete meses ainda. — Ele disse rindo. — Parece a primeira vez né?

- É… — Disse me olhando no espelho. A barriga ainda não aparecia. Escutei uma porta bater com força no andar de baixo.

- O que aconteceu?

- Briga de casal.

- Casal? Que casal, Jenny? A gente tá aqui em cima.

- Sophie e Lucas.

- Que porra de casal o que! — Ele murmurou.

- Ela beijou o Simon. — Jason me olhou com os olhos arregalados. — Quer dizer, Simon beijou ela. Lucas ouviu ela contando pra mim.

- E aí?

- Não sou xereta igual você! — Ele soltou um muxoxo.

- Vai ser pra hoje, Jenny? — Ele ironizou o fato de eu estar demorando e revirei os olhos.

- Terminei, idiota.

(…)

- E aqueles ali? — Jason me perguntou sobre um casal que estava atrás dele no restaurante. Geralmente, quando jantávamos fora só nós dois, tentávamos descobrir sobre o que as outras pessoas conversavam.

- Bom… Vai mais pra sua esquerda, por favor? — Ele foi. — Obrigada. Enfim, ela é prosti. Certeza. E tá falando coisas inapropriadas para menores no ouvido dele.

- Como tu tem tanta certeza?

- Ele tá fazendo umas caretas de gemido. E ele parece ser empresário.

- Fala sobre ela.

- Já falei.

- Ela tem bastante peito?

- Jason!

- Que foi?

- Acho que eu tenho de sobra. — Mas que porra de peito. Tudo quer saber de peito.

- Você tem razão.

- Ah, obrigada. — Sorri irônica. — E aqueles ali? — Apontei pro lado direito.

- Tá difícil saber. Ela é vadia. Ele… parece aqueles cafetões. — Ri. — É sério. Ai meu Deus.

- Que foi?

- Ele é traficante.

- Que? — Ele pirou?

- E ele tá vindo pra cá! — Olhei pro lado. O cara vinha na direção do Jason e… passou reto. Foi no bar. Ri.

- Tu ficou com o cu na mão agora!

- Não tem graça, Jenny! — Gargalhei.

- Nem uma agulha passava! — Ver ele olhar sério pra mim era o mais engraçado.

- Tá. Para de rir! — Já tinha passado alguns minutos e eu ainda gargalhava!

- Tá. — Disse parando de rir. — E aquele alone ali? — Apontei pra um homem sentado sozinho.

- Parece que tem grana. Não sei porque tá sozinho. É bonitão.

- Tá afim, Jay? — Perguntei sorrindo.

- Vá se ferrar, Jenny! — Olhei pra mesa e o cara olhava pra gente. Ele levantou e veio até nós. Só falta rolar barraco.

- Com licença, posso me sentar? — Ele perguntou.

- Claro. — Disse e o Jason olhou pra mim. Dei de ombros.

- Eu queria propor uma coisa. — Olhei pro Jason e ele pra mim. Peguei o copo de vinho — Já fizeram a três? — Me engasguei.

- Isso é sério? — Jason perguntou visivelmente irritado.

- Achei que você era gay. Desculpa. — Ri.

- Ele é meu marido. — Disse rindo.

- É q tem cada bofe enrustido. Não me leva a mal, bonitinho.

- Tá tudo bem. — Disse ainda rindo. — Ele tem um pouco de jeito de gay mesmo. Até falou que você era bonitão. — A desgraça que se chama Jason me chutou debaixo da mesa! Cachorro!

- Jenny! — Ri.

- To brincando.

- Enfim, vou voltar pra minha mesa. — O cara disse.

- Hey! — Chamei ele de volta. — Tenta aqueles dois ali. — Apontei pro casal atrás do Jason. — Ela é prosti.

- Obrigada, linda. — Sorri.

- Jenny.

- Que? Tá doendo ainda, seu idiota!

- Eu tenho jeito de gay?

- Sei lá. As vezes. Quando você tá nervoso parece uma mulher. E quando quer esconder algo, faz a egípcia. — Ele chamou o garçom.

- A conta, por favor? — Ele pediu. Menos de cinco minutos depois, ele já tinha pagado e saíamos do restaurante.

- Você vai ver quem é o gay. — Ele sussurrou no meu ouvido e apertou minha bunda enquanto esperávamos o manobrista trazer o carro.

- Tarado! — Ele sorriu malicioso e eu ri.

(…)

Chegamos em casa já prestes a ir pro quarto, até que escutamos um “até que enfim!".

- O que você tá fazendo aqui? — Perguntei pro Charles.

- Visitinha. E achei que ia ter comida pra mim.

- Vou começar a cobrar, Charles.

- Essa foi a ultima vez. — Ele sempre diz isso. — E como vocês deixam a menina aqui sozinha?

- To legal, tio. — Sophie disse sem se virar.

- To vendo nessa sua cara de enterro.

- Terminaram? — Perguntei. Ela resmungou algo. — Fala mais alto, minha filha. Não sou adivinha.

- SIM! — Ai que mau humor. Mas não é pra menos né coitada.

- Ele foi só o primeiro. — Charles disse.

- E o ultimo.

- Jason! — Repreendi. Coitada da menina.

- Simon veio aqui. — Charles disse como quem não quer nada.

- Sim, tio, eu expulsei ele daqui. E acabou o assunto! Boa noite. — Sophie disse na revolta e subiu.

- Jenny, compra barra de chocolate e aqueles potões de sorvete pra essa menina. — Charles disse. Ri. Mas na verdade eu estava com vontade de matá-lo. Esfriou total minha noite com o Jason.

Notas finais
Xoxo :3