I Hate You - 2 Season
22 I like you... Maybe
Notas iniciais
POV Simon
Estava na casa da Karen. Saímos por uns dias desde o domingo passado. E agora ela me encurralou na casa dela. Ok. Ruth foi embora e eu to sem ninguém. Mas cara... Os pais dela estão no andar de baixo.
- Eles não vão ouvir. — Karen disse quando eu citei o fato que os pais dela estão aqui. — E é só meu pai. A vadia é minha madrasta. — Não, gata. A vadia é você.
- Mesmo assim. É constrangedor. — Ela revirou os olhos.
- Tá broxando, Simon?
- Que?! Lógico que não! — Meu celular começou a tocar. Olhei no visor e era da casa da Sophie.
- Deixa tocar. — Ela disse chupando meu pescoço.
- Não. — Empurrei ela pro lado. — Alo?
- Simon! A Sophie tá com você? — Isso é um pouco impossível considerando que agora ela me odeia.
- Não, tia. Ela não saiu com o John?
- Não sei! — Ela estava desesperada.
- Eu vou atrás dela. Fica tranquila, tia.
- Eu to tentando! Eu vou matar aquela menina!
- Tia, cuidado por causa do neném.
- Eu to bem e ele também! Eu vou ter um troço quando eu ver aquela menina!
- Vou procurar ela. — Desliguei. — Tenho que ir.
- Mas agora? — Karen olhava pra mim como se eu tivesse ofendido ela.
- É. Agora. Quer que eu more no seu quarto?
- Não seria nada mal.
- Pelo amor de Deus... Que podre, Karen. Abre a porta pra mim? — Disse digitando o número da Sophie. Ela atendeu depois de um tempo e estava um barulho do cacete. — Sophie?
- Eu não acredito! — Karen disse parando na minha frente me impedindo de descer. — Você tá me recusando pra ligar pra ela?!
- Não enche, Karen.
- Porra! Justo a Sophie?
- Para de ser chata. Ela sumiu! — Consegui descer e ela me seguiu. Eu mesmo abri a porta. — Tchau, Karen. — Ela bufou e bateu a porta logo depois que eu passei. Se eu tivesse passado um segundo depois, eu perderia a bunda.
Entrei no carro pensando. Pelo barulho, era uma festa. Onde o idiota do John poder ter levado a Sophie? Aí eu lembrei que ele faz faculdade. Lógico que é lá. Mas qual delas? Liguei pra um amigo meu que era certeza ele saber.
- Brendon, em que faculdade tá tendo festa hoje?
- Na Universade do Tennessee. Vai lá?
- Vou ser obrigado a ir. Valeu. — Não esperei ele responder. Desliguei, joguei o celular no banco do passageiro e fui.
(...)
Cheguei no local e já tinha gente caída no gramado. Qual é, galera, não é nem uma hora ainda.
- 25 dólares. — Um garoto me parou na porta e disse.
- Que 25 dólares! Não fode! — Empurrei ele pro lado e passei. Ele já estava mais bêbado que eu no último baile. Estava quase entrando em coma alcoólico. Subi na arquibancada e procurei a Sophie com os olhos. Ouvi um grito. Mas não de horror, e sim aquele histéricos que as meninas dão quando estão... felizes demais. Ou bêbadas. Olhei pro lado e o John subia com a retardada da Sophie.
- Deplorável! — Disse quando cheguei perto deles.
- Mas... Tu de novo? — John perguntou. Sophie olhou pra mim e começou a rir. Sim, ela estava bêbada. E sim, ele levava-a pra um lugar afastado da festa. Ou seja, os últimos degraus da arquibancada. A iluminação era mínima ali.
- Vou levar a Sophie embora.
- Sonha. — John disse rindo. — Se ela for embora, ela vai comigo.
- Eu vou levá-la embora. Vamos Sophie. — Ela parou de rir e ficou olhando pra mim. Fui me aproximando deles.
- Simon... — Ela começou a dizer, mas parou.
- Que é? Vem. Vou te levar.
- Você é um babaca. — John começou a rir.
- Eu sei. Eu to aqui atrás de você, não to? — Peguei na mão dela e ela se soltou do John.
- To com a vista embaçada. — Ela disse andando e se apoiando em mim.
- Imagino. — Senti que me puxaram pela gola da blusa e acertaram um soco no meu queixo. John. Claro. Dei um soco nele e me cambaleou pra trás. Metade da festa já olhava pra nós. Ele veio de novo pra cima de mim e vi de relance que a Sophie estava quase apagando. Ele passou reto por mim enquanto eu me abaixava.
- Sophie? — Me abaixei do lado dela. — Você drogou a menina?! — Berrei.
- Lógico que não! — Minha vontade de arrebentar a cara dele era gigante, mas eu precisava ajudar a idiota que estava quase desmaiando na minha frente.
Peguei a Sophie no colo e fui o mais rápido que tudo pro carro.
- O que ele deu pra você? — Perguntei já dirigindo.
- Nada.
- Ele deu algum copo pra você?
- Não sei.
- Só não dorme.
- Minha cabeça dói.
- A gente já tá chegando.
- Eu ainda te acho um babaca. — Ela disse com a voz sonolenta e eu ri.
- Eu sei. — Fiquei tentando fazer ela falar o caminho todo. Chegamos e eu levei ela pro meu quarto.
- Posso dormir?
- Não. — Respondi e arrastei a Sophie pro banheiro. Enfiei ela debaixo do chuveiro.
- Tá frio.
- Se não tivesse se metido com aquele tipo de gente, não estaria aqui. — Ela me puxou e eu escorreguei no box, mas não caí, porque ela me abraçou.
- Eu to com frio. — Ri. Desliguei o chuveiro. Ela me empurrou e vomitou no ralo. Que nojo, cara.
- Sua nojenta!
- Cala a boca, palhaço. Eu quero dormir. — Peguei uma toalha e enrolei nela. Fui guiando a Sophie pra minha cama. Ela nem tinha posto a cabeça no travesseiro e já tinha dormido. Peguei meu celular e liguei pra tia Jenny.
- Tia, achei ela.
- Onde ela tá?!
- Aqui em casa. Ela dormiu. Acho melhor a senhora falar com ela amanhã.
- Senhora é sua vó, Simon. Ela foi na festa com o John, não foi?
- Foi...
- Ela estava quase entrando em coma alcoólico?
- Ahn... Acho que ele deu alguma coisa pra ela. Mas ela tá bem. Ela tá dormindo aqui em casa.
- Pelo menos agora ela está com você. Qualquer coisa me liga.
- Ok. — Desliguei. Sophie resolveu dormir em cima de todos os travesseiros que estavam na minha cama. Fui no quarto da minha mãe torcendo pra ela ou meu pai não acordarem, abri o guarda-roupa e peguei dois travesseiros e cobertas. Arrastei o colchão do quarto de hóspedes até o meu, forrei e deixei do lado da minha cama. Depois, fui tomar banho. Quando saí, a idiota tinha caído da minha cama e foi parar no colchão. Peguei ela no colo.
- O que tu tá fazendo? — Ela perguntou quase dormindo.
- Te colocando na cama.
- Eu to fudida?
- Um pouco.
- Minha mãe vai me arrebentar.
- Talvez. — Ela deitou.
- To com dor no corpo. — Peguei um moletom meu no guarda-roupa.
- Veste. — Ela pegou da minha mão e me virei. Ainda tenho um pouco de inocência (por incrível que pareça) e também ela me mataria se eu ficasse olhando. Tenho amor a minha vida.
- Pode virar. — Ouvi ela dizer. Deitei no colchão. Ela colocou a cabeça perto da beirada da cama, me olhando. — Obrigada. — Sorri de canto. — Mas ainda te acho um babaca.
- Você já falou isso três vezes em menos de duas horas.
- Apesar disso, eu gosto de você. — Isso pode soar gay, mas senti meu coração falhar uma batida. — Do outro sentido, eu quero dizer.
- Qual sentido?
- Igual o seu. — Arqueei uma sobrancelha. — Boa noite. — Ela virou pra parede e dormiu. Ao contrário de mim. Quando eu dormi, o sol já estava bem visível. Devia ser mais de 07h00.
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