I Hate You - 2 Season
29 I Need a Cake
Notas iniciais
POV Sophie
Eu e o Simon estávamos sentados no banco que tem no jardim de casa. Eu não sabia como começar a falar e o Simon me olhava esperando que eu fizesse isso.
- Então...? — Ele começou. Suspirei.
- Mesmo o erro não sendo meu, nem pense em falar que não tenho erro nenhum, eu... — Limpei a garganta. — Eu... Peço desculpas.
- Sophie Turner pedindo desculpas pra mim? — Ele disse rindo.
- Para de piadinha. Eu to falando sério.
- Fiquei até com medo agora. — Simon disse ainda rindo.
- Para de ser babaca. É sério. — Ele suspirou.
- Tá... Desculpa. E eu não fui lá.
- Lá onde?
- Na casa da Karen no domingo.
- Hm... E aconteceu uma coisa. — Ele continuou me olhando. Mordi o lábio olhando pra baixo. — Lucas me procurou.
- Vocês vão voltar? — Fiz que não com a cabeça.
- Só achei que você devia saber. — Ficou um silêncio totalmente constrangedor. Eu olhava pra tudo quanto é lugar, menos pra ele. Mas sentia o olhar dele em mim. Eu senti que corei. Ele deslizou a mão dele e grudou na minha. Eu estava tão corada, que estava me dando dor de cabeça. Pelo amor de Deus! Eu já dormi na mesma cama que o Simon! Óbvio que não rolou nada. Se eu tinha 12 anos era muito.
- Tá com frio? — Ele perguntou quando me arrepiei.
- Um pouco. — Ele me puxou, me fazendo ficar de costas pra ele, mas abraçados.
- Adoro você. — Sorri. — Apesar de você ser chata pra cacete. — Me virei pra ele.
- Eu chata? E você que vive enchendo o saco? — Ele me deu um peteleco na cabeça!
- Olha como fala, pirralha.
- Nossa, falou o vovô!
- Sou mais velho que você.
- Nem dois anos, Simon.
- E daí? Continuo sendo mais velho. — Ele disse rindo, me fazendo rir junto.
- Quero entrar. To com frio. — Ele concordou com a cabeça. — Espera. — Ele parou e ficou olhando pra mim. — O que a gente agora?
- Toda vez você vai perguntar pra mim? — Dei de ombros. — Ainda não sei. — Mordi o lábio.
- Eu sou...
- Única? Sempre foi. — Sorri. — Vem. Vamos entrar. — Peguei na mão dele e entramos.
(...)
- Mãe, um dia só! Eu compenso depois. — Disse pela milésima vez. Ia ter a festa do ano sábado e minha mãe não quer deixar eu ir por causa do castigo.
- Tu é que nem teu pai. Acha que tudo dá pra compensar. — Sentei no sofá do lado dela.
- É um dia só.
- Você não vai. Para de encher o saco.
- Maldade sua.
- É. Me traz uma capa que agora eu virei uma bruxa. Alias, a capa tem que ser gigante, porque se estiver frio, ela vai ter que fechar né. — Revirei os olhos.
- Mãe, não viaja. Pensa na festa.
- Só se você comprar um frango frito pra mim. — Revirei os olhos.
- Não.
- Tá vendo! Você não colabora!
- Você não pode comer fritura. Compro bolo recheado, pode ser?
- Não sei. Vou pensar.
- A festa é amanhã!
- Então! Posso te falar mais tarde.
- Tá né. — Fui pro meu quarto. Peguei o celular e liguei pro Simon.
- Preciso de dinheiro. — Disse quando ele atendeu.
- Oi pra você também. — Ele disse e eu revirei os olhos. — E você fez eu parar o jogo só pra isso?
- Só vou na festa se eu comprar bolo recheado. E tem que ser da padaria porque eu já conheço minha mãe.
- Que feio, menina! Fica comprando tua mãe.
- Ela que sugeriu, não eu.
- Ela pode comer bolo?
- Não sei. Um pedaço não vai matar ninguém. Você vai me ajudar né? — Ele ficou em silêncio.
- GANHEI! — Ele berrou no meu ouvido!
- Ganhou o que, menino?
- Nada. É no jogo. Ganhei do Scott. E só tenho dinheiro pros convites. — Bufei.
- Preciso de um bolo.
- A gente pode fazer.
- Ah, claro! Simon, você imagina algum de nós dois cozinhando algo comestível?
- Bom, é óbvio que eu tenho problemas na cozinha. — Capaz de ele botar fogo se tentar cozinhar alguma coisa. — Mas... Sua vó é dona de um restaurante. Vai me dizer que não sabe nada? — Já disse que eu tenho vontade de beijar esse menino?!
- Algumas vezes, você é a pessoa mais inteligente que eu conheço! Te ligo mais parte pra gente combinar sobre como eu vou sair daqui.
- Sophie, eu não entendi. — Ele resmungou isso. Ou acho que resmungou.
- Bye! — Desliguei e liguei pra minha vó.
- O que você quer dessa vez? Se livrar do castigo? — Nossa, que meiga.
- Oi pra você também, vovó.
- Tem festa hoje?
- Hm... Por que?
- Porque eu te conheço. — Revirei os olhos.
- Preciso de um bolo.
- Aniversário de quem?
- Ninguém! Eu só preciso.
- Vou ver aqui... Preciso desligar.
- Ok. — Murmurei.
- Te amo.
- Também te amo.
- Agora que você tá com o Simon, não esquece de ler o livro que te dei!
- Eu não vou ler esse livro, vovó.
- E por que não? É sempre bom saber coisas novas.
- É um livro sobre sexo. E mesmo que eu quisesse... Meu pai confiscou, lembra?
- Eu te dou outro.
- Não precisa! Bom, você tem que desligar, né? Beijo! — Desliguei. Agora é só pensar em como sair daqui amanhã a noite.
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