Notas iniciais
Hi! Boa leitura :3

- Esse jantar é pra que mesmo? — Sophie perguntou assim que nos sentamos a mesa no restaurante da minha mãe.

- Seu pai virou vice-presidente da empresa. — Falei.

- Ah! Então, eu vou trocar de celular?

- Quem te deu essa ideia? — Jason perguntou rindo.

- Eu. — Ela respondeu. — Seu salário extra também. — Jason continuava rindo.

- Deixa de ser interesseira, menina. Você já vai pro Caribe! — Simon disse e ela revirou os olhos.

- Você também, babaca.

- Falando em Caribe, regras: sem agarramento, sem dormir junto, sem beijo-desentupidor-de-pia, sem mão-boba, sem apelido que dá vontade de vomitar...

- Ou seja, eu tenho que fingir que o Simon não existe? — Sophie perguntou emburrada.

- Não. Eu não proibi nem selinho e muito menos abraço.

- Pai, como você e a mãe namoravam?

- Eu não tenho nada a ver com a conversa de vocês. — Disse. Capaz de sobrar pra mim.

- E o que tem? Tenho curiosidade. Era aqueles namoros de igreja?

- O que é um namoro de igreja? — Jason perguntou rindo já sabendo que vinha merda por aí.

- Aqueles que só dão a mão.

- Ah, minha filha, no caso dos seus pais, era primeiro dar a mão, depois o pé, depois...

- Ok, mãe. Já deu né. Ela já entendeu. — Disse antes que saísse uma besteira.

- Sabia! O senhor não era santinho. — Sophie disse com cara de sabe-tudo.

- Na verdade, seu pai foi o menino mais santo que já conheci. — O que não era mentira.

- Mãe! Então era você que botava fogo no negócio?!

- Menina! Olha o respeito. Sou sua mãe.

- A Jenny tirava a pureza dos outros, Sophie. — Mereço. Até minha própria mãe!

- Eu não tirei a pureza de ninguém! Jason ia morrer virgem? — O queixo da Sophie e do Simon despencaram e eles ficaram olhando pra minha cara.

- Jenny, cala a boca. — Jason disse irritado. Mas o que tem de mais?

- Nossa, como vocês são antiquados. — Falei.

- Eu esperava isso da vovó, não de você. — Sophie disse. Nem ligo.

- Por que de mim? — Minha mãe perguntou.

- Bom, senhora Mollison, digamos que é mais fácil eu ser meigo, inocente e puritano do que a senhora. — Simon disse e eu ri.

- Você? Puritano? Tá brincando comigo? — Minha mãe disse.

- A verdade é que ninguém aqui é santo. — Sophie falou. — Só o papai. Apesar que deixou de ser faz tempo, creio eu.

- Acho que o mendigo da esquina tá querendo um celular novo. — Jason falou.

- Mas... O que eu fiz?! — Essa Sophie é cara de pau, não é?

- Nada, Sophie, nada.

- Bom, acho que tá na hora de pedir a sobremesa! — Minha mãe disse animada e eu pude ouvir os sinos de aleluia.

- Bolo de chocolate com morango! Não! Não! O bolo de bem-casado! — Disse já lambendo os lábios.

- Menos, Jenny, bem menos. — Minha mãe falou.

- É, sossega essa lombriga. — Tinha que ser o Jason. Nem respondi. Eles decidiram o que iam comer e eu só esperava meu bolo de bem-casado.

(...)

- Juro por Deus que ainda não to acreditando que você trouxe o restante do bolo pra casa. — Jason disse assim que entramos no quarto. Meu bolo estava lá embaixo, na geladeira.

- O que tem? Ia pro lixo se eu não trouxesse.

- Se sua mãe doa a comida, como ia pro lixo? — Dei de ombros. — A gente podia perder as calorias do jantar. — Lá vem. Eu to aqui, quieta, na minha, e o Jason vem pedindo isso.

- Eu to de sete meses, Jason! — Senti as mãos dele na minha cintura (ou coisa oval gigantesca) e sua respiração no meu pescoço.

- E o que tem? O médico disse que é saudável. — Virei de frente pra ele.

- Você perguntou pra ele?

- Perguntei. — Mereço.

- Enfim, Jason, é totalmente desconfortável pra mim.

- Há quantos meses foi a ultima vez, Jenny?

- Para de fogo! Se você quiser, te dou o dinheiro pra comprar revista.

- Revista? Que revista... — Ele arqueou as sobrancelhas olhando pra mim. — Que absurdo, Jenny! — Ele disse e riu.

- Por que? Nunca viu uma?

- Há muitos anos, diga-se de passagem. Você sabe que só tenho olhos pra você.

- Tenho cara de otária?

- Mas é a verdade!

- Você é homem!

- Tá bom, então. Eu vejo.

- Jason! Que tipo de marido você é?!

- Mas... Jenny, você tá ficando louca? — Cruzei os braços. — Aquilo era mentira.

- Aham... Sei... Agora mente pra mim também?

- Você pediu pra eu mentir! — Fiz bico. — Para de graça, Jenny! Quer bolo?

- Não.

- Agora a situação tá crítica. Quer beijo?

- Não.

- Banho de banheira?

- Para de pensar em sexo.

- Não to pensando em sexo. Falei na maior inocência. — E eu sou um Smurf. — Quer massagem nos pés? Até nas costas se você quiser!

- Junto com um pedaço de bolo?

- Você falou que não queria.

- Mudei de ideia.

- Tá. Bolo e massagem. Só né?

- Só. Eu vou tomar banho. Vai antes de mim ou depois?

- Pra mim tanto faz. — Assenti. — Nem um beijo?

- Não. — Tadinho! Olha a cara de cão sem dono do cidadão! — Brincadeira. — Dei um beijo nele e entrei no chuveiro logo em seguida.

POV Sophie

- O que é isso? — Perguntei quando vi uma caixinha do lado da cama do Simon. Estava esperando a princesa se arrumar pra gente sair.

- Nada demais.

- Posso abrir? — Ele deu de ombros. — Posso ou não? Tudo bem se não puder. Sério mesmo.

- Abre logo, Sophie. — Abri. Dentro tinha uma foto antiga pra cacete (acho que era do aniversário do Simon de 07 anos), uma outra foto com a primeira namorada dele (aquela vaca. Nunca tinha nada contra ela, mas também nunca tive nada a favor), outra foto (mas dessa vez eu to sozinha e era atual), um encarte de CD e um colar. Alias, o colar era meu.

- Por que meu colar tá aqui?

- Você esqueceu aqui em casa. Eu guardei e esqueci de devolver.

- Hm... E as fotos?

- Qual?

- Primeiro a minha.

- Qual das duas?

- Para de enrolar, Simon. A que eu to sozinha. — Ele riu sorrindo com vergonha. Jesus! Amo quando ele faz isso!

- Eu guardo as coisas importantes pra mim aí dentro. Não posso te colocar dentro de uma caixa, então... — Hmmmm sou importante. Me invejem. Mas, pra falar a verdade, eu estava me segurando pra não perguntar sobre a foto da outra lá.

- E qual é a do encarte do CD?

- Meu CD preferido ué.

- Ah, é. Verdade.

- Qual a outra pergunta?

- Já perguntei tudo.

- Duvido! Te conheço, Sophie.

- Nada não. É só um detalhe. — Mentira! Se fosse um buraco, seria um arrombo! — Tem uma terceira foto dentro da caixa. Assim... Na minha humilde opinião, tu não tinha nem que ter. — Ele riu.

- Para de ciúmes. É só uma foto. E ela foi minha primeira namorada. Não é importante?

- Não. Eu não tenho foto do Lucas.

- Vocês ficaram quanto tempo juntos? Quatro ou cinco meses?

- Ela era legalzinha até.

- É... Não falo com ela faz um bom tempo. — Que bom. — To pronto.

- Já não era hora né, Cinderela.

- Não reclama, garota. Vamos. O povo deve tá esperando a gente.

- Jura, Simon?

- Não tenho ideia de que filme vamos ver. — Ele disse enquanto descíamos as escadas.

- A gente vê na hora. — Nos despedimos dos pais dele, que estavam na sala, e fomos pro shopping. Algo me diz que essa não vai ser uma noite qualquer.

Notas finais
Well... To com várias ideias pro próximo capítulo. Só não sei se meu tempo livre vai colaborar pra isso. Ainda mais q, mesmo q eu só vá prestar ano q vem, to vendo o q eu preciso estudar pro vestibular e.e Se eu não começar agora, vou ficar fudida ano q vem. Enfim, até o fim de semana é certeza eu postar. Bye!