Notas iniciais
Ooi!! Bom, não sei se esse cap tá pequeno pq nao tinha word pra eu ver quantas palavras tinham pelo note q eu escrevi. Ahn... Boa leitura

POV Jenny

– Sophie, cadê aquele sapato que eu te emprestei no outro final de semana? — Perguntei. Olhei no relógio. Pelo menos eu acordei mais cedo com o choro do Logan e to adiantada.

– Tu não me emprestou nada. — Ela me respondeu.

– Ah, merda! Eu perdi meu sapato. — Disse ainda dentro do closet. — Jay! — Ele resmungou. Botei a cabeça pra fora da porta. — Jay? — Ele não respondeu de novo. Olhei no relógio e fui até o quarto. — Acorda.

– Que é, Jenny?

– Já viu que horas são? — Ele olhou pra janela.

– Dá pra dormir ainda.

– Jason Turner, se você não levantar agora, juro que eu jogo gelo em você. — Ele revirou os olhos e sentou na cama. — Você viu meu sapato azul turquesa?

– Que?

– O sapato azul turquesa. Comprei antes do Natal.

– Aquela com laço?

– Não to falando da sapatilha. To falando do sapato. O peep toe. Ele é o único que combina com esse vestido.

– Não sei o que é peep toe.

– Eu perdi meu sapato. — Resmunguei.

– Você me acordou por um sapato, Jenny! E muda a roupa.

– Hoje eu tenho uma reunião. Queria ir bonitinha, pelo menos. — Ele levantou e andou até meu closet. Saiu de lá com outro vestido e um sapato preto. Colocou do meu lado.

– Boa noite. — Deitou e se cobriu.

– Já viu que horas são? — Repeti a pergunta. — Ah, foda-se.

– Agora não quer mais os sapatos né. — Fingi que nem me ouvi. Me troquei no quarto mesmo. Me maquiei e Jason ainda não tinha levantado. Desisti. Desci, com o Logan no colo, e comecei a preparar o café da manhã.

Depois de um tempo, Jason resolveu ir se arrumar e Sophie desceu já pronta, só que quase dormindo. Logan mamava no meu peito enquanto eu comia.

– Foi dormir tarde ontem? — Perguntei pra ela, que deitou a cabeça no ombro do Jason.

– Acordei e vim beber água. Encontrei ela aqui na cozinha. Aí fomos ver filme. — Jason disse.

– Entendi…

– Cheguei! — Ouvi vindo da sala. Logan parou de mamar e eu deitei-o no meu colo.

– Ah, pai. Logo cedo não. — Sophie resmungou e enfiou um pedaço de pão na boca.

– Cheguei junto! — Ouvi outra voz. Logo eles entraram na cozinha. Os escandalosos, Charles e Simon. E a babá.

– Bom dia. — Disse. Simon deu um selinho na Sophie e sentou do lado dela.

– Posso voltar pra cama? — Sophie perguntou ainda de olhos fechados.

– Não. — Simon respondeu por mim.

– Cala a boca. — Sophie resmungou.

– Pode sentar, Claire. — Falei quando vi que ela ainda estava parada na porta da cozinha. Ela entrou e sentou no único lugar vago. Entre eu e o Simon.

– Quer que eu seguro ele? — Ela me perguntou.

– Não precisa. — Respondi. Continuei comendo.

– Sabe o que tem sexta né, Jenny? — Charles me perguntou. Olhei pra ele.

– O que? Você vai num puteiro? — Claire me olhou assustada. Coitada… Não ouviu nem a metade de todas as merdas que falamos.

– Ele tá falando da abertura da loja, Jenny. — Jason disse com a cara quase deitada na mesa de tanto sono.

– Ah sim…

– Você vai… Claire né? — Simon perguntou. Sophie abriu um olho e olhou pra ele de canto de olho.

– Sim. E… Não vou. Eu acho.

– Vou trazer um ingresso pra você hoje. Amanhã de manhã tu pega. — Jason falou. Sophie fez careta. Fingi que nem percebi. Ela fechou os olhos de novo.

– Ah! E eu preciso de uma ajuda feminina. — Charles disse. Sophie apontou pra mim. — Jenny! Como se compra um berço? — Olhei pra ele.

– Tu vai numa loja, escolhe e paga. — Falei como se fosse óbvio. E realmente era.

– Isso eu sei. O que eu não sei é como escolher o melhor.

– Tá, Charles. Eu te ajudo. E coloca na lista, Jason: comprar roupinha pra filha do Charles. — Falei.

– Candice. — Charles disse.

– Quem? — Perguntei junto com o Simon.

– Minha filha. — Charles falou como se fosse óbvio. Tenho bola de cristal agora. Virei a mãe Diná pra adivinhar o nome da menina. — Na próxima consulta vamos marcar o parto. — Ele fez uma pausa. Esperamos. — To com medo.

– Vai virar frouxo logo agora que vai ter uma filha? — Sophie perguntou.

– Pelo menos eu não vou desmaiar. — Ele respondeu olhando pro Jason.

– Vá se fuder, Charles. — Jason falou.

– Agora eu sou um pai de família. Não posso ficar fazendo esse tipo de coisa. — Todo mundo na mesa gargalhou. Até a Sophie acordou pra rir.

– Você é engraçado as vezes, tio Charles. — Ela disse. Ele olhou sério pra ela, que sorriu como se fosse meiga. Acha que engana…

POV Sophie

Senti alguém me cutucar e abri os olhos.

– Já bateu o sinal pro intervalo. — Eric disse depois que eu acordei. Legal. Cadê meus amigos pra me acordarem?

– Valeu por me acordar.

– De nada. — Catei minhas coisas, saí da sala e deixei os livros dentro do armário. Quando eu estava indo pro refeitório, sinto duas mãos na minha cintura. Solto um grito. Tiram a mão da minha cintura e tapam minha boca. Me puxam pra dentro de uma sala e aí eu vejo quem é.

– Mas qual é o seu problema, Simon?! Eu quase morri do coração porra! — Ele sentou numa mesa e ficou olhando pra mim.

– Queria falar com você. Só isso. Calma. — Cruzei os braços.

– Que é?

– Tá brava comigo?

– Não. — Ele continuou olhando pra mim. Depois de um tempo, Simon riu.

– Não mente, Sophie. O que eu fiz?

– Eu não to brava. Só achei desnecessário você perguntar se a babá ia na festa.

– Tá com ciúmes por causa disso? Qual é, Sophie…

– Não to com ciúmes. Só to curiosa pra saber o porquê.

– Pra ter assunto. Só isso. — Ele veio até mim e me abraçou, beijando a minha bochecha.

– To de olho em você, Simon.

– Te amo também. — Olhei pra cara dele.

– To falando sério.

– Mas eu também to. Amanhã vou acampar. — Ele disse sorrindo.

– É. Eu sei. — Ele me deu um selinho.

– Não fica brava.

– Não to brava. — Ele me deu outro selinho.

– Agora vamos porque to com fome.

– E eu achando que íamos ter um momento romântico. — Ele me olhou e deu risada.

– Tá brincando né?

– Infelizmente, não. Eu me iludo as vezes. — Simon continuou com um sorriso safado no rosto enquanto íamos pro refeitório.

– Quem sabe você não se surpreenda algum dia? — Olhei pra ele.

– Como assim? — Ele não respondeu. — Simon? — Ele só riu baixo e não respondeu. — Eu tenho medo das suas ideias.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Bye