I Hate You - 2 Season
31 Birthday
Notas iniciais
*LEIAM AS NOTAS FINAIS. É IMPORTANTE!*
TODAY IS MY BIRTHDAY! Antigamente esse era um dia tão agradável e perfeito. Nesses últimos anos só me faz lembrar das rugas que surgem nos cantos dos meus olhos. Triste… Fora que eu ainda tenho que acordar cedo pra trabalhar.
- Sabe que dia é hoje? — Jason sussurrou no meu ouvido enquanto ainda estávamos deitados. Eu estava de costas pra ele.
- Sei. — Respondi sorrindo.
- Te ligo se eu virar vice-presidente da empresa.
- Como é, Jason Turner?! — Ele riu.
- Eu estava brincando contigo. Feliz aniversário. — Ele disse ainda sussurrando e um buque surgiu na minha frente. Me virei pra ele.
- Obrigada! — Disse sorrindo. Ele se inclinou pra me beijar. — Sem nojeira. Tenho que escovar os dentes ainda. Já te beijo. — Levantei e fui pro banheiro. Quando saí, ele ainda estava deitado. Me joguei na cama e beijei o Jason.
- Vamos sair pra jantar hoje. — Ele disse me abraçando e fazendo carinho na minha cintura.
- Você adora me levar pra jantar.
- Mas é lógico. E eu comprei um presente pra você.
- O que é?
- Depois você vê. — Ele dizia no meu ouvido.
- Quero ficar o dia todo assim. Deitada aqui. — Ele sorriu. Bateram na porta e eu pedi pra entrar. Não podia ser outra pessoa a não ser a Sophie.
- Feliz aniversário! — Ela disse enquanto colocava uma bandeja de café da manhã do meu lado na cama.
- Você tiraram o dia pra me mimar, é isso? — Perguntei rindo.
- Você merece. — Jason disse. Awn! — Não derrubou nada na escada, Sophie?
- Não. Por que?
- Isso é um milagre, já que você subiu carregando a bandeja.
- Nossa, que graça. Bom dia pra você também, pai. — Ela disse irônica. — Eu vou me arrumar. — Sophie pegou cortou um pedaço do cacho de uvas e saiu comendo.
- Você ajudou? — Perguntei pra ele sobre a bandeja.
- Só dei dinheiro pra ela comprar as coisas.
- Não acredito que ela fez suco!
- Nem eu. — Jason disse rindo. — Bom, tenho que me arrumar. — Ele disse olhando pro relógio na cabeceira da cama.
- Não! — Passei um perna e um braço por ele.
- Vamos almoçar juntos.
- Daqui a horas!
- Quer almoçar as 07h00 da manhã?
- Sophie tem razão. Você tá cheio de gracinha.
- Passo pra te pegar na hora do almoço. E também quando der 18h00 e vamos direto pro shopping.
- A gente não só ia jantar?
- Vamos dar uma volta. Por que não? — Dei um selinho nele.
- Ok. Eu vou comer enquanto você se arruma, então. — Me desgrudei do Jason e liguei a televisão num filme qualquer, enquanto comia.
(…)
- Feliz aniversário! — A secretária do meu chefe disse com um bolinho pequeno nas mãos. Havia uma vela minúscula em cima do bolo.
- Obrigada! — Juro que não aguentava mais falar isso. Foi pra moça do caixa da padaria, o padeiro (like Peeta. Jesus!), o moço do posto de gasolina, minha mãe, Robert, Simon e a Angel. Fora o Jason e a Sophie!
- É, isso aí, Jennifer. Muitos anos de vida e aquela coisa toda. — Meu chefe, meigo, disse.
- Obrigada. — Resmunguei virando os olhos. Assoprei a vela do bolinho. Cortamos em três pedaços, já que era minúsculo, e eu fui pra minha sala. Senti um negócio na barriga e sorri. Na hora liguei pro Jason.
- Já tá com saudade de mim? — Ele perguntou assim que atendeu.
- Ela chutou! — Disse ainda sorrindo.
- Sério?! Doeu?! Foi muito forte?! Não era só gases? — Revirei os olhos.
- Lógico que não eram gases, seu idiota! E doeu um pouco só.
- Então não foi forte?
- Minha filha não é uma jogadora de futebol, Jay. — Podia imaginar ele revirando os olhos rindo.
- Mas pode ser. Nunca se sabe. Sophie jogava comigo.
- Sophie é quase um menininho. — Disse rindo.
- É… Tenho que concordar. Charles disse que comprou uma roupinha. — Tive que rir.
- Não imagino ele entrando numa loja de nenéns e escolhendo alguma coisa.
- Disse isso pra ele. Ele falou que eu penso que ele é um canalha. O que digamos que não é mentira. — Ri de novo. — Amor, eu tenho uma reunião agora.
- Tudo bem. Até mais tarde.
- Até. Te amo.
- Eu também. — Desliguei.
(…)
- Ai, Jay. — Briguei com ele quando ele me puxou pra dentro de uma loja no shopping. Depois do trabalho, ele foi me buscar e viemos pra cá.
- Eu queria te mostrar! Olha que bonitinho pra por na cozinha. — Olhei com a testa franzida pra ele.
- Passou no boteco pra beber antes de ir me buscar?
- Óbvio que não, Jenny. Por que?
- Desde quando você se interessa pelas coisas da casa? Te conheço, meu filho.
- Vai falar que é feio? — Ele perguntou segurando um arranjo de flores nas mãos. Realmente, era lindo.
- Não é feio. Mas tu tá estranho.
- To normal. Vai querer? — Ele apontou pro arranjo.
- Não… Não vou ter onde colocar. Eu to com fome.
- Então, vamos. — Ele deixou o arranjo e pegou na minha mão de novo. — Pensei em pedir um fast food. — Olhei pra ele.
- O que tá acontecendo, Jason?
- Nada.
- Você deixando eu comer fast food sendo que eu to grávida? Desde quando isso?
- Eu quero chegar cedo em casa. Hoje o trabalho me cansou. E subway é um fast food saudável.
- Sei… — Falei ainda desconfiada. — Vamos então. — Fomos até a praça de alimentação. — Vou guardar uma mesa pra gente. Só não pega aqueles lanches cheios de mato, por favor. — Ele riu.
- Ok, Jenny. — Me sentei em uma mesa. JESUS! Eu preciso tirar esses sapatos. Bom, ninguém aqui vai olhar pros meus pés, então… Sabe quando você fica horas apertada pra fazer xixi? A sensação de tirar um sapato fechado depois de horas é a mesma. Me senti na libertação dos escravos.
Depois de uns minutos, Jason veio com duas bandejas. Uma em cada mão. Ele colocou na mesa e depois se sentou.
- Obrigada. — Disse sorrindo.
(…)
- Achei que a gente ia jantar. — Disse irritada já dentro do carro. Entendam meu lado: é meu aniversário e o cara me leva pra comer fast food. Se não fosse o pai das minhas filhas, juro que eu matava o Jason.
- Ué, tu não jantou? Com pão de 30 centímetros ainda. — Bufei.
- Cala a boca, Jason. — Ele riu. Jason estacionou o carro na frente de casa e entramos. Quase morri quando acendi a luz e brotaram seres humanos berrando “surpresa" na minha frente.
- Jesus! Vocês vão me matar do coração! — Eles riram. — Apesar disso e de você terem rido da minha cara de susto, isso foi meigo.
- Parabéns, querida! — Minha mãe disse me abraçando. — Jason conseguiu te enrolar?
- Ela queria me bater! — Ele falou se defendendo.
- Jason me levou pra comer fast food! Absurdo!
- Pelo menos agora tem bolo! E aquela hora que eu te puxei pra loja do arranjo, era porque a Sophie e o Simon estavam saindo da doceria com o bolo. Alias, eles podiam ter pego o bolo de tarde.
- Eu estava ocupada com as coisas aqui em casa. E mandei fazer uma salada de frutas, mãe. — Sophie disse. — Você não pode comer salgadinho. — To cansando disso. Juro.
- Então vamos direto pro bolo! — Disse e todos comemoraram.
- Comprei uma roupinha pra neném, Jenny. — Charles disse conseguindo passar pela povo que me encurralava na porta ainda.
- Obrigada, Charles.
- Espero que não seja tão chata quando essa aí. — Ele indicou a Sophie com a cabeça e eu ri.
- Também espero.
- Mãe!
- Não menti.
- Eu já disse: tenho dó dessa criança! — Simon gritou lá do fundo e eu ri de novo.
- Bom, eu quero bolo! — Falei.
- Sophie, traz as velas! — Minha mãe gritou pra ela enquanto trazia os bolos.
- Já tá aqui. — Minha mãe acendeu e cantaram parabéns pra mim. Mais um ano de vida… Pelo menos eu ainda posso mentir a idade.
*LEIAM AS NOTAS FINAIS. É IMPORTANTE!*
Fale com o autor