I Hate That I Love.
57 Capítulo 57.
Notas iniciais
Cristiana já está no 6 més de gravidez. Depois de muita discussão decidimos colocar o nome dele de Augusto. Eu realmente queria colocar Adolf, mas ela achava esse nome sangrento demais. Ontem foi a festa de 7 anos da minha pequena e foi tudo perfeito. Meus pais finalmente conheceram minha casa e se encarantaram por ver ela arrumada. Eu agora desvia um pouco minha função na empresa e entrega tudo nas mãos de Beto — que finalmente virou homem e decidiu casar. A mulher dele não era como uma Cristiana, mas ela é bem durona.
– Você quer ir comigo na empresa ? .- Perguntei surpreso com a história que Cristiana inventou sobre querer ir comigo para a empresa.
– Sim. — Ela respondeu. — Está barriga está me matando e eu não suporto ficar em casa.
Era uma ótima ideia em ter Cristiana comigo na empresa. Ela já estava arrumada e Laura estava na casa de uma amiga. Cristiana não parecia estar gravida, com aquele corpo maravilhosamente perfeito ela tinha uma barriga bem pequena, não muito escandalosa.
Pedi o carro à Michel e então fomos. Cristiana ia acariciando a barriga enquanto eu desvia meu olhar da rua para ela. Eu queria que a vida parece ali e fica-se ali, amando aquele tempo.
– Sabe.... — Cristiana começou. — Eu acho que deveríamos viajar.
– Viajar ?.
– É, viajar. — Ela respondeu. — Quando Guto nascer podemos tirar um dias de férias deles dois e ficarmos a sós.
– E você conseguirá ficar longe deles ?. — Eu sabia que ela não conseguiria ficar sem Laura.
– Não. — Ela riu e o riso dela ecoou por todo o carro.
Eu ? sinceramente estava apaixonado por aquele riso. Eu acho que era por que nunca o ouvi por tanto tempo que agora que ele convive comigo, parece a coisa mais linda do mundo.
Finalmente chegamos na empresa. Os motoristas e quase todos os empregados elogiavam Cristiana. As meninas à olhava com os cantos do olhos, sentindo inveja e isso me fazia ainda mais feliz, saber que a minha mulher provocava inveja nos outros era maravilhoso. Tudo o que ela faz e refaz é maravilhoso.
– Você viu ?. — Cristiana sussurrava. — Sua secretária praticamente se atirou para você.
– Foi ? nem percebi. — Falei sentando na poltrona.
– Para de mentir. — Ela sentou bem à minha frente. — Vai me dizer que você nunca deu umas olhadinhas nela ?.
– Não. — Respondi.
– Não ?. — Ela perguntou surpresa.
– Não. — Afirmei. — Por que eu só tenho olhos para uma garota. — Cristiana fez um riso meio vergonhoso. — Você.
três meses depois.
Acordei no meio da noite com um grito. Quando olhei para o lado, Cristiana estava com as mãos no pé da barriga respirando fundo.
– Vai nascer. — Ela falou rápido. — E doí igualzinho quando tive Laura.
– Minha mãe falou que não doía tanto. — Levantei da cama correndo procurando as coisas deles.
– É, mas doí. — Ela afirmou.
Pedi ajuda à Gloria para arrumar as coisas deles e acalmar Laura. Ela ainda dormia e eu só viria buscar ela quando Augusto já tivera nascido. Michel apareceu e levou Cristiana direto para o carro, desta vez era ele quem ia dirigindo. Eu tinha que ir atrás para acalmar Cristiana.
– Doí muito ?. — Perguntei.
– Doí. — Ela respondeu.
– Demais ?. — Insisti em saber.
– Sim, demais.
– Doí quanto ?.
– Sei lá, muito.
Nos minutos em que passamos no carro foi como uma tortura para mim. Ela apertava minha mão à cada contração e não deixava eu falar nada, nem ao menos reclamar da dor. Chegamos no hospital e Alberto finalmente apareceu. Nanda estava bem mudada e não parecia nada da menina que eu via brincar com minha irmã.
– Vai você na sala de parto. — Falei para Alberto.
– Bernardo você é o pai. — Ele retrucou. — Você tem que está lá.
– Eu não gosto de sangue. — Falei. — Eu vou desmaiar vendo aquilo.
Alberto decidiu ir enquanto eu ficaria ligando para algumas pessoas. Eu conhecia metade dos amigos de Cristiana e liguei para todos, inclusive amigos meus. Aos poucos iam chegando milhares de pessoas e inclusive Beto — todo desarrumado e com cara de sono.
– Ela ainda está lá dentro ?. — Ele perguntou.
– Acho que está. — Falei. — Eu não entrei lá.
Depois de ver as dezenas de pessoas chegarem e não ter noticia nenhuma de Cristiana fiquei completamente preocupado. Eu queria saber como ela estava, mas não tinha coragem de entrar lá. Todos na sala de esperava estavam murmurando algumas coisas ou bebendo café — já que era 4:00 da manhã — eu não fazia nenhum nem outro. Apenas mordia o canto da boca esperando alguém de branco sair pela porta bem à minha frente com uma ótima notícia.
– Deve doer pra caramba. — Beto sentou ao meu lado.
– Deve mesmo né ?. — Eu pensei em como ela estaria me xingando lá dentro daquela sala de parto.
– Olha, se um dia minha namorada engravidar ela tem todo o direito de me xingar. — Ele comentou. — O que você...
Ele não falou mais nada. Um homem de branco passou pela porta e chamou meu nome. Meu coração começou à pular no exato momento. Ele pediu para que eu o acompanha-se e eu não sabia se sentia felicidade ou desespero. Era o primeiro dia em que eu estava encarando a responsabilidade de ter um filho.
Quando entrei no quarto com várias camas e luzes bem fracas vi a imagem mais bonita da minha vida. Era Cristiana segurando o meu filho, o meu pequeno filho. Ela estava toda suada e quando me viu entrar jogou um pano em mim.
– Doeu tá ?. — Ela riu baixinho já que Augusto dormia.
– Muito ?. — Perguntei rindo.
– E Laura ?.
– Pedi para Beto ir buscar ela. — Respondi. — E agora ?.
– E agora teremos que contar o dia para nossas férias.
Augusto era bem parecido comigo, mas tinha os olhos encantadores de Cristiana. Eu estava feliz por ele ter nascido assim, um pouco meu e um pouco de Cristiana. Laura adoraria ver ele e agarrar ele. Ela não parava de falar nele.
Depois de um tempo, Laura finalmente chegou. Entrou correndo no quarto e pulou na cama para abraçar Cristiana. Eu estava com Augusto no colo e me aproximei para deixar ela segurar um pouquinho, depois de tanta insistência dela.
– Por que ele é assim, pequenininho ?. — Laura perguntou inocente.
– Porque ele ainda vai crescer; meu amor. — Cristiana respondeu. — Está fácil segurar ele ?.
– Sim. — Ela sorriu. — Faz mais um ?.
– Sua mãe não quer mais nenhum. — Comentei observando as três coisas mais especiais em minha vida. — Por mim, teríamos mais dois.
Por mim eu faria uma família de olhos claros com traços de Bernardo. Por mim eu comia pitangas, viaja para Londres, voltava e ia para uma casa no lago idiota só para ter Cristiana só para mim.
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