Notas iniciais
Olá amores, só faltam 5 capítulos para acabar. Irei parar de contar imediatamente. Enfim, boa leitura.

POV CRISTIANA.

Tudo ficou perfeito depois daquela declaração. Já passaram dois meses e descobri que terei um menino. Bernardo ficou literalmente feliz, assim como toda à família. O que foi horrível só foi a mídia cair encima de nós três. Com esse feito, conseguimos ter a mídia na porta da nossa casa, escola de Laura, meu estúdio, empresa de Bernardo e shopping todo o momento. Eu decidi morar na casa de Bernardo só para eles não mostrarem minha casa — já que o dono do condomínio acha que é exposição demais.

– Vamos. — Ouvi a voz de Bernardo. — Levante.

– Eu não quero. — Murmurei ainda sonolenta cobrindo-me com o cobertor.

– Querer não é poder. — Ele rebatou. — E temos que ir na escola da Laura, lembra ?.

Laura brigou com um colega depois que ela chamou eu e Bernardo de idiotas. Ele quebrou o nariz e Bernardo adorou a atitude da filha. Eu fui a única que à repreendi. Obvio que não gostei ou gostei, eu não sabia.

Minha barriga estava literalmente perfeita aos olhos de todos. Não havia nenhuma pessoa que me conhece-se que não acaricia-se minha barriga enquanto conversava comigo.

– Você sabe o que eu tenho hoje ?. — Perguntei à Bernardo.

– Tem uma reunião com seu amigo e depois tem que ir no seu estúdio. — Ele respondeu.

Isso era literalmente chato, mas ainda era minha obrigação. Tomei meu banho enquanto Bernardo falava sobre sua reunião na empresa do pai. Eu não prestei atenção em nenhuma palavra, apenas assentia com a cabeça ou murmurava alguma coisa para fingir.

– O que você acha que irá acontecer lá ?. — Ele perguntou meio nervoso.

– Ah. — Suspirei. — Pais revoltados querendo nos processar, mídia na porta da escola, diretora revolta e crianças nos olhando curiosos.

– Melhorou muito.

– Melhorei mesmo. — Rebati.

Quando descemos Laura já estava lá. Estava comendo um pão e mantinha sua cabeça baixa. Ela havia parado de falar comigo só porque à deixei de castigo. Era o certo, eu não faria igual ao pai dela e daria parabéns à ela.

– O que a nossa pequena tem ?. — Glória perguntou. Glória foi outra coisa que eu trouxe da minha casa.

– Birra. — Respondi. — Ela não quer ficar de castigo.

Laura me fuzilou com aqueles olhos azuis iguais ao meus. Eu também à encarei. Era uma troca de azuis: um bravo e o outro repreensivo.

– Quer continuar com isso ?. — Perguntei séria.

Laura não respondeu nada, apenas desviou o olhar e continuou a comer. Todos nós comemos em silêncio. Bernardo pediu à Michel que deixa-se algum carro já preparado para quando partimos.

Antes de entramos no carro, liguei para Fernanda — minha assessora — e pedi para ela me encontra no estúdio. Laura sentou logo atrás com os braços cruzados olhando para o lado.

– Laura para com está birra. — Murmurei à olhando através do retrovisor.

– Não paro. — Ela retrucou séria.

– Você está fazendo birra só por que fiz o certo ?.

– Ele chamou a mamãe de idiota. — Ela finalmente olhou para mim. — E o papai também. Como eu iria deixar isso ?.

– Meu amor tem uma coisa que você precisa aprender. Você crescerá cercadas por pessoas que só iram falar coisas sobre nós e você. Você tem que se acostumar, não pode sair batendo em qualquer pessoa que nos chamar ou chamar você de idiota. — Fiz uma breve pausa. — Isto é ser filha de famosa.

Laura deu um suspiro grande e voltou a olhar pela janela. Desta vez ela entendeu já que ela sempre suspirava quando entendia. Durante todo o caminho eu pedia em silêncio para manter a calma na frente dos pais do garoto e da diretora. Eu não poderia me exaltar.

Quando chegamos na escola foi tudo como antes, vários paparazzi parados na porta à gritar nossos nomes para ter uma foto melhor. Bernardo pegou Laura no colo e eu fui ao lado dele.

Ei, a pequena parece mesmo durona. — Um dos paparazzi gritou. — Será que quando tirarmos fotos dela ela dará um soco nos nossos narizes ?.

Olhei para Bernardo e continuei em silêncio. Os idiotas sempre gostavam de atacar fogo na madeira só para provocar. Quando entramos na escola a diretora já nos esperava com um olhar raivoso. Deixamos Laura ir para a sala e seguimos ate a sala da diretora. Os pais do garoto — Rafael — já estavam nos esperando com olhares mais furiosos e fortunosos.

– Bom já estou todos aqui. — A diretora começou. — Queremos discutir sobre Laura e Rafael. Os dois sempre estão brigando e sempre acabam na diretora. Vocês precisam tomar uma decisão rápida sobre isso.

– É só a Laura parar de brigar com o Rafael. — A mãe do menino que tinha olhos claros e cabelos curtos murmurou.

– Olha quer saber ?. — Iniciei. — Eu e Bernardo eramos assim. Acho que já fomos milhares de vezes para a diretoria quando eramos adolescentes. Não precisamos tomar nenhuma relação quanto a esta. Eu sei que Laura quebrou o nariz do seu filho, eu ate cobri o custo. Mas não adianta querer mudar o comportamento de ambos. São crianças.

– Sua filha bateu no meu filho. — A mulher rebateu.

– E qual é o problema ? Qualquer menina aqui deve bater no colega da escola. Eles são crianças. — Retruquei. — Não adianta querer arrancar dinheiro de mim, eu não vou lhe dar e nem mesmo a justiça.

Depois de muita discussão conseguimos chegar no acordo. A mulher conseguiu entender que o filho e Laura eram crianças e sempre brigaram ate crescerem. Bernardo iria para a empresa enquanto eu ia no estúdio. Desmarquei a reunião com Ricardo e marquei para outro dia. Meu pequeno estava me deixando cansada e meus pés estavam doendo.

De repente flask e flask, estávamos mais uma vez no lado de fora da escola com os paparazzi a tirar fotos nossas. Bernardo segurou minha mão enquanto íamos caminhando pelo corredor.

Ei, e agora ? terá que pagar indenização ?. — Outro paparazzi perguntou.

Novamente silêncio entre nos. Dei o último beijo em Bernardo e fui para o carro com Michel. Durante o caminho senti ainda mais tontura. Fechei meus olhos ate ficar em pé firme na frente do meu estúdio.

Na entrada algumas novas modelos estavam lá e tinha as velhas da qual eu já as conhecia. Subi ate o meu estúdio e encontrei Fernanda conversando com Bruno — o fotografo.

– Ei, sabe o que eu descobrir ?. — Ela falou depois de me abraçar.

– O que ?. — perguntei.

– Quem é o Oliveira. — Ela respondeu. — Você já sabe né ? É claro que sabe.

– Não, não sei. — Franzi a testa. — Quem é ?.

– Meu Deus como você não sabe ? está na sua cara. — Continuei com a cara de taxo sem saber nada e ela continuou: — Venha aqui. — Ela me puxou ate o sofá e tirou o livro do Oliveira da mão. — Leia.

'' Par de olhos azuis.

Primeiro capítulo.

Eu acho que preciso dela, mas ao mesmo tempo o mundo não quer isso. Ele acha que somos imperfeito juntos que ela e eu só sabemos brigar. Transar era uma das poucas coisas que nos faziam ficar com as bocas caladas sem falar absolutamente nada. Ela com aqueles olhos azuis intensos e eu com meu cabelo bagunçado... ''

Li e reli a parte grifada duas vezes e continuei sem entender.

– E então ?. — Perguntei.

– Você não entendeu ? — Ela sorriu. — Olhos azuis e cabelo bagunçado. — Ela me olhou significava. — Meu Deus, o Oliveira é o Bernardo. Você tem olhos azuis, ele tem cabelo bagunçado. Vocês vivam brigando e só sabiam transar. Eu tenho um contado que descobriu que foi ele.

Notas finais
Como será a reação de Cris ? KK. Até o próximo.