I Hate That I Love.
42 Capítulo 42.
Notas iniciais
Collet tentou me beijar, mas eu desviei meu rosto. Não conseguia mover meu corpo, ele é bastante pesado. Mesmo sem gritar, recebi outro tapa no rosto, aquilo ardeu bastante. Ele voltou a beijar todo meu corpo. Eu sentia nojo, nojo de mim, nojo dele. Fechei meus olhos e deixei as lágrimas escorrerem, não tinha outra alternativa. Ele terminou de tirar o resto da minha roupa, exclamava as vezes como eu era gostosa. Tudo vai ficar bem, você sabe disso. Eu pensava isso toda hora, enquanto sentia ele me penetrar.
Gritei. Eu sabia que não era para gritar, mas mesmo assim gritei. Ele não gostou daquilo e depositou mais uma vez sua mão no meu rosto. Fechei meus olhos novamente e senti Collet sair decima de mim. Abri meus olhos e vi Bernardo louco. Ele socou a cara de Collet e gritava algumas coisas, mas eu não conseguia ouvir. Estava tão abalada, tão louca que não ouvia nada. Collet tentou revidar, mas quando levantou a mão recebeu outro soco de Bernardo. Por um momento senti que estava livre, mas depois eu lembrei de tudo que aconteceu. Uma confusão de sentimentos se misturaram com ódio, desprezo e nojo.
Depois que os seguranças tiraram Collet dali e acalmaram a situação. Bernardo sentou ao meu lado. Eu já estava vestida, na verdade nem sabia o por que, mas estava. Ele tentou segurar minha mão, mas eu retirei ela antes que ele chega-se.
– Você está bem ?. — Ele perguntou.
– Estou. — Eu estava segurando o meu choro, não queria chorar na frente de Bernardo. — Vou tomar um banho, licença.
Foi apenas uma desculpa, eu queria sair dali. A banheira já estava cheia, liguei o chuveiro e sentei lá. O maldito momento não queria sair da minha cabeça, era horrível sentir aquilo. Ninguém estava lá para me ajudar, a idiota da Neide tinha saído, queria me deixar a sós com aquele outro idiota. Lagrimas começaram a rolar pelo meu rosto. Eu só queria que aquele momento não tivesse acontecido.

– Cris... ?. — Bernardo colocou a cabeça pela porta. — Posso entrar ?.
– Sei lá. — Respondi. — Entra.
Ele entrou, ficou meio calado e sentou na beira da banheira. Ele tentou passar a mão no meu cabelo, mas eu também desviei. Eu não queria a pena de ninguém, não queria a dó, nem apoio. Só queria ficar sozinha, mas ninguém parecia ouvir isso. Muito menos Bernardo, ele nem devia estar aqui, deveria estar com a vadia da mulher dele, mimando o idiota do filho dele.
– Você vai fazer...
– Cala boca. — interrompi Bernardo. — Não aconteceu nada, eu já sou adulta, provocava Collet, ele estava na razão, agora sai daqui, volta pra tua mulher, ele deve estar lhe esperando.
Bernardo ficou espantado. Ele afastou um pouco a cabeça e tentou passar novamente a mão nos meus cabelos, mas eu afastei novamente. Ele se retirou. Ele não ia entender como eu falei, ninguém iria entender.
Fiquei na banheira pensando em tudo, no estupro, nas vezes que sempre provocava Collet. Eu era culpada, eu sabia disso. Ouvi um barulho na porte, deduzi que era Neide. Levantei e procurei minha roupa. Neide apareceu com um sorriso no rosto, ela ainda não sabia. Deixei meu corpo encostado sobre a parede.
– Sabe o que você fez ?. — Eu comecei a gritar. — Sabe ? Você fez aquele idiota me estuprar e sabe como eu mê sinto ? Eu sinto nojo do meu corpo, nojo dele, nojo do que aconteceu, eu sinto desprezo de tudo.
– Mas Cristiana... — Ela tentou tentou me abraçar, mas eu me afastei.
– Mas nada Neide; nada. — gritei. — Você não devia ter saído. Você é uma idiota. — Vi Neide abaixar a cabeça e mesmo assim continuei: — Você fez eu ter o pior momento da minha vida, você fez isso. Você.
Deixei Neide sozinha com Laura e sai correndo pela porta. Entrei no elevador e em poucos minutos já estava na recepção. As pessoas de lá me olhavam assustadas, com dó, murmuravam algumas coisas e me encaravam. Perguntei na recepção se tinha alguma coisa livre e elas falaram que havia uma bicicleta. Agradeci e peguei a magrela. Eu estava correndo feito louca pelas ruas de Paris, já conhecia um pouco o lugar, era fácil de descobrir aonde eu estava. Pedalei ate o mesmo lugar que fui a poucos dias, era aquele lugar afastado do qual dava para sê ver toda Paris. Ninguém estava lá, a mesma placa que dizia:solte todo seu amor ou ódio aqui, no vento, pode ser que chegue aonde você quer. Deixei a bicicleta no chão e sentei perto de uma árvore cheia de folhas.
Eu sabia que nada iria funcionar se fica-se chorando, a tempestade não iria passar, eu não voltaria a ser tão feliz como antes, mas eu chorei, eu precisava tirar aquele sentimento do meu peito. Eu queria estar no Brasil, estar ao lado de Nanda, contando para ela tudo que aconteceu. Eu queria estar nos braços do meu pai, sentindo o conforto que ele traria, Eu queria que nada daquilo tivesse acontecido.

Flaskblack.
Eu sabia que estava gostando de Bernardo. Não era atoa que brigávamos sempre. Todos percebiam isso, mas nós queríamos esconder. Ao mesmo tempo que queria correr e abraçar Bernardo eu queria enforca ele, ate acabar a respiração. Nanda e Gabi praticamente jogavam na minha cara que toda vez que Bernardo passava, um sorriso tímido surgia nos meus lábios.
– E então Cristiane ?. — O próprio surgiu. Eu estava tentando ler na beira da piscina, Bia e Clarinha brincavam lá e fiquei de cuidar das duas, já que os 'adultos' tinham saído. — Lendo o que ?.
– É Cristiana; com A no final. — retruquei. — E não lhe interessa.
Ele riu e sentou ao meu lado. Encarou um pouco as meninas e voltou novamente seu olhar ate mim.
– Vamos lá Cristiana, vamos lá, vamos se diverti um pouco. — Ele jogou um pouco d'água no meu rosto.
Ele é um completo imbecil e me fez toda molhada.
– Bernardo, larga de ser idiota. — gritei. — Por que não apronta isso com suas amiguinhas ? Elas vão adorar.
– Por que você não é um pouco mais esportiva ?. — Ele sorriu sarcástico. — Você precisa de diversão.
– Eu preciso ficar um pouco longe de você. — Falei. — Um pouco não, completamente longe.
Bernardo riu e pulou na piscina. Ele mê dava raiva, amor, ódio. Ele é um completo imbecil, um idiota.
Atualmente.
Eram bons tempos aquele. Eu devia ter aproveitado mais, curtido mais e não fica-se com aquela amolação de sempre. Se tudo que eu quisesse acontece-se, eu não teria sido estrupada, não estaria me sentindo culpada. Estaria feliz, não desabando.
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