Notas iniciais
Então, tô na casa da minha tia e o pc aqui é super bom!. Vou conseguir postar só esse capítulo, se chegar a postar o outro vai ser puta sorte!. Boa leituuura para vocês :3333

– Cristiana qual é o problema ? — Ricardo perguntava. — Vocês vão atuar e não beijar de verdade.

Era incrível aquilo, mas era verdade. Acho que eu estava um pouco paranoica com isso, com Bernardo, com tudo.

– Tá, tá, tá. — sentei na cadeira derrotada com aquilo. — Se for para beijar ele, eu beijo.

Todos ficaram feliz com minha resposta. Eu estava nervosa, nervosa demais. Eu sei que aquele beijo era um perigo, igualzinho o outro, aquele que nós demos anoite, aqui mesmo em Paris. Bernardo ficou feliz quando eu aceitei o fato do beijo e aquilo me intrigou bastante. Ele é um vagabundo, por isso estava feliz, ia beijar a Cristiana. Era obvio isso.

– Vocês sabem muito bem como faz... — Steven nos explicava a cena do beijo. — Vocês só tem que deixar rolar naturalmente. Vocês cruzam os olhares e ficam um pequeno tempo se encarando depois.... é o beijo.

– Falando assim ate parece ser fácil. — Murmurei impaciente.

A cena parecia fácil. Passei meus braços pelos ombros de Bernardo e ele me agarrou pela cintura. Minha respiração estava bastante ofegante para aquele momento, me concentrar já não era fácil.

– Prontos ?. — Steven sorria com a cara na mão. Olhei para Bernardo e assenti com a cabeça. — Ótimo, então vamos lá.

Foram três fotos sexy. Eu conseguia ver a felicidade de Ricardo, a aceitação de Steven e a alegria de Bernardo. Ele estava feliz, pois eu ia beijar ele ou ele ia me beijar. Comecei a fazer o seguinte passos: cruzar meu olhar com Bernardo por várias vezes. O único problema era que aquele olhar me deixava ainda mais desconfortada. Era o mesmo que fazia eu correr e beija-lo no mesmo momento. Era o olhar do nosso ''namoro''. Depois que começamos a nos encarar e a coisa piorou. Eu já não seguia os passos que Steven falou, eu estava indo pro lado sentimental e louca por beijar Bernardo.

Enfim aconteceu, Bernardo selou nossos lábios e começou nosso beijo. De nada era beijo técnico e sim, o nosso beijo. Tinha o mesmo gosto, o gosto que me fazia pirar. Era tão bom sentir aquela sensação maravilhosa, sentir o gosto da boca dele. Era gosto de passado e saudades. Tudo veio na minha mente, tudo como era quando nós namorávamos. Foi tão bom aquele tempo, quando nós eramos nós. Bernardo grudou ainda mais nossos corpos, o que me fez beijar ele ainda com mais intensidade. Por um momento esqueci que tinha pessoas na sala e que aquilo era um beijo técnico, só me toquei quando Steven veio nos atrapalhar.

– Isso que é beijo técnico.

– É... é... — Sorri constrangida.

– Ficou genial, agora só precisamos editar isso aqui. Ricardo você pode me acompanhar ?. — Steven apontou para Ricardo que assentiu. — Vocês são ótimos. — Ele olhou para nós. — Ate parece que ainda se amam.

Assenti com a cabeça e procurei sair daquela sala o mais rápido possível. Entrei na sala de maquiagem e fiquei encarando minha imagem no espelho. Aquele beijo me deixou desconfortada, me deixou feliz, me deixou com milhares de reações. Respirei fundo e sorri, sorri por que aquilo me fez pirar.

– Sabe,... — Daiana entrou com minhas roupas na mão. — Aquilo não foi um beijo técnico.

– Foi sim um beijo técnico. — rebati sabendo que estava mentindo. — Qual é o problema de vocês ?.

– O nosso problema foi você e Bernardo saírem completamente desconfortáveis da sala. Cristiana, todo mundo percebeu, aquilo não foi um beijo técnico. — Daiana insistiu. — Bernardo ainda mexe com você, de um jeito ou de outro, ele ainda mexe com você.

– É... — Era a verdade. — Mas não tem como rolar nada entre nós dois. Estamos em mundo, galáxias diferentes, o que rolou entre nós foi nossa malcriação querendo brigar com o destino.

– Mas ele ainda mexe com você. — Daiana sorriu.

Ela estava certa, tem alguma coisa nele que ainda mexe com ele. Deve ser aquele sorriso lá, ou aquele olhar, sei lá, alguma coisa. Ouvi a porta bater e comecei a colocar minhas roupas. Aquele beijo bagunçou todo meu dia e ficar ali lembrando iria bagunçar mais. A noite já tinha caído, ficamos muito tempo ali. Liguei para Neide e quis saber de Laura. Ela estava bem, só um pouquinho irritada.

Sai da sala e não encontrei ninguém, só Bernardo sentado no chão com um papel em mãos.

– Cade tudo mundo ?.

– Você quer que eu saiba ?. — ele perguntou ignorante. — Eles deixaram isso daqui. — Bernardo entrou o papel da minha mão. — São grandes filhos da puta.

Cris e Bernardo, vocês precisam ficar um tempinho juntos, assim... sem ninguém.

Curtam bastante a noite de vocês, vocês precisam tirar essa tensão de vocês.

– Filhos da puta. — Exclamei. — Teve ideia sua aqui não teve ?. Obvio que teve, Bernardo você é um idiota.

– Eu ? — ele levantou.- O que eu tenho a ver com isso ?, você acha que eu quero ficar com você sozinho ?.

– Vindo de você eu não espero nada. — joguei o papel no peito dele. — Você é incrível, para ter uma noite com qualquer garota fecha a porta e espera que ela reage super bem, né ?.

– Eu não fechei porta nenhuma. Você que está inventando coisas.

– Eu inventando coisas ?. — perguntei indignada. — Quer saber ?, você é um idiota.

– Você também é idiota. — ele rebateu. — Uma chatinha, idiota, sem-graça, bobona...

– Cala boca. — interrompi ele.

– Cala boca ?, você quer que eu cale minha boca ?, então tá.- No mesmo momento em que ele falou isso, senti nossos lábios colarem. Bernardo me puxou pela cintura e me beijou.

O beijo estava bastante intenso, acho que estávamos nos beijando ali uns dez minutos. Passei minhas mãos pela costas de Bernardo e puxei sua camiseta. Ele me colocou contra a parede e tirou minha roupa, literalmente. Aquilo era errado, mas era bom pra caramba. A respiração de Bernardo estava ofegante. Eu estava bastante exitada com cada toque que Bernardo me dava, com cada beijo no pescoço. O ruído que ele fazia toda vez que respirava, fazia meu corpo estremecer. Então Bernardo me penetrou, no momento segurei um gemido, mas logo deixei soltar com a sensação de felicidade entrando pelo meu corpo. E foi assim por uma longa noite.

Notas finais
tá, beeeeeeeeijos no ceis, e tchau.