I Hate That I Love.
38 Capítulo 38.
Notas iniciais
Pov. Bernardo.
Como estava sendo minha vida depois que Cristiana partiu ? Uma grande bosta. Pensei que ser feliz na vida era ganhar dinheiro, ter bastante mulheres, viver de luxo, ter carrões e mansões, mas não, não é. Felicidade não depende dessas coisas banais que se ganha com dinheiro, felicidade é uma coisa que vem de dentro, vem do teu agrado. É obvio que eu odeio a Cristiana, não quero ter mais nada com ela. Ela só faz parte de um motivo na minha vida, Laura. Laura agora é tudo na minha vida, nem mesmo o filho de Débora vai me dar é tão especial quanto Laura, deve ser por que Laura me encantou no primeiro momento e menos eu ainda estar estranho em relação à ela, ela sempre será o amor da minha vida.
– Pensando em que, amor ?. — Débora entra no quarto enrolada em uma toalha, tentando ser sexy, obvio.
– Nada de interessante. — Desviei meu olhar. — E ai, como foi o exame ? já dá para saber qual é o sexo do bebê ?.
– Calma, calma. — ela sentou ao meu lado, abriu a gaveta do criado mudo e sorriu. — Está aqui.
Peguei o envelope branco e respirei fundo. Eu deveria estar radiante, mas não consigo. Aquela criança seria outro problema na minha vida, tomaria todo meu tempo. Vitória e Lauren ficariam bravas por eu não às visitarem todos os dias como eu sempre fazia. Débora é farta para mim, usei aquele corpo pra caramba e hoje aquele corpo não me satisfaz mais. Na verdade nenhum, todas são um grande passa-tempo que arrumei para me deixar um pouco menos insatisfeito com a vida.
– Menino. — Bati com o envelope nas minhas mãos. — Já tem um nome ?.
– Na realidade não, achei que você poderia escolher. — Ela respondeu radiante.
– Pensaremos nisso depois. — Me levantei e selei meus lábios com os delas. — Vou tomar um banho.
Peguei uma toalha e me dirigi ao banheiro. Tudo que Débora fazia era me entediar, ela não era mais como antes, agora ela sempre quer falar de Cristiana ou do sucesso dela. É uma otária como as outras.
Flaskblack.
O clima entre eu e Cristiana estava bastante forte. Eu metia nela com pressão e ela segurava seus gemidos, já que estávamos no carro e ninguém poderia perceber. Os vidros já estavam embaçados, Cristiana estava sentada no meu colo, me provocando com aquele corpo sexy que só ela tem. Minhas mãos deslizavam por todo aquele corpo, à agarrando com forças, provocando diversas reações nela.
– Ber...nardo... para..... é a garagem da sua... casa. — Cristiana sussurrou entre gemidos no meu ouvido.
Aquilo me fez eu ir ainda mais fundo. Eu não pararia só porque estava na garagem da minha casa, ninguém estava ouvindo, já era tarde, quem ali ouviria ?. Cristiana veio ficando mais safada, era transa quase todo dia, na moral ? era tudo de boa. Eu queria muito aquilo, era queria e nada impedia agente.
Quando tudo acabou e Cristiana conseguiu colocar sua roupa. Abri os vidros do carro para ninguém desconfiar.
– Como foi ?. — perguntei com um sorriso meio malicioso.
– Desconfortável. — ela respondeu.
– Prometo que na próxima procuro um lugar melhor. — Sorri.
Abri a porta do carro e Cristiana saiu. Eu tinha que levar ela ate a casa dela e arrumar uma desculpa pela demora. O pai de Cris era legal, mas ele desconfiava de muitas coisas, inclusive das demora da filha dele.
– Amanhã a gente sê vê ?. — Perguntei antes dela entrar.
– Acho que sim. — ela respondeu.
– Eu te amo. — Sorri.
– Eu também te amo. — Ela sorriu. Maldito sorriso.
Flaskblack of.
– Vem amor, vem cá. — Débora gritava no quarto. — Tô com tantas saudades de você.
– Tá... já... já vou. — Me encarei no espelho.
Quem era eu naquele momento ?. Lembrando do passado, lembrando de uma que precisa ficar no passado. Nesses últimos dias ela direto vinha visitar minha mente e ficava lá. Eu queria tirar ela de lá, mas isso era impossível.
Entrei no quarto e não me senti confortável ao ver Débora só de calcinha na cama. Inventei uma desculpa qualquer e sai do quarto. Eu precisava esfriar minha cabeça ou sei lá, só sair daquele quarto. Cristiana estava no corredor, ele e um otário francês. Ele segurava ela pela mão e os dois sorriam feito belos idiotas.
– Ora, ora... olha quem vai curti a primeira noite de solteira. — Disparei assim que Cristiana passou por mim.
– Dá pra ficar no seu lugar garoto ?. — Ela respondeu como fazia antes de tudo.
– Ué, só falei a verdade. — ri da minha ironia. — Oh, aproveita bem em, aproveita antes que ele faça igual ao outro e chifre você.
– Cala boca garoto irritante. — ela revirou os olhos. — Por que você não volta para tua mulher ? ou melhor mulheres ?.
– Eu bem que queria, mas elas não estão disponíveis. Talvez estejam com Arthur. — rebati com um sorriso triunfante no rosto.
– Eu odeio você. — Ela retrucou.
– Ótimo, por que eu também odeio você. — retruquei e logo em seguida ela saiu.
Ouvi um riso meio tímido atrás de mim, era Neide. Ela deve ter visto toda nossa cena e com certeza tirado sua própria conclusão.
– Quem é o cara ?. — perguntei interessado.
– Collet. — ela respondeu. — Conheceu Cristiana em uma festa.
– E já tão saindo ?. — uma raiva surgiu dentro de mim. — Por que assim tão rápido ?.
– Foi tão rápida quanto você. — ela respondeu.- Sabe Bernardo, acontece que quando anoitece, o dia se abastece, de ''ai se eu pudesse.''
Senti a ironia na voz dela. Ela não entendia, na verdade ninguém ali merecia entender, eu realmente odeio Cristiana. Entrei um pouco para ver Laura e fiquei por lá, conversando com Neide. Ela acabou contando que iria embora, só estava esperando Cristiana encontrar alguém para cuidar de Laura.
Já passava das 4:00 da manhã em Paris quando voltei pro meu quarto. Felizmente Débora já dormia, parecia ter me esperado demais e acabou se cansando. Deitei ao lado dela e olhei pela janela. A noite era bem interessante em Londres, muitas estrelas e luzes se via pela janela. Respirei fundo e voltei ao meu mundo atual. Mulher, amantes, filhos, bebidas, discussões, amor, sexo. Nada ali era de má felicidade, mas também não trazia uma ótima felicidade. A última vez que me senti realmente feliz foi quando eu passei minha última noite com Cristiana, foi logo uma semana antes dela me revelar que estava gravida. É, Neide tinha razão, quando a noite cai, eu passo ela toda pensando 'ai se eu pudesse.'
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