I Hate That I Love.
23 Capítulo 23.
Dois meses já se passaram, Laurinha estava linda e forte e eu estava mais confiante, talvez mudada ou talvez mais fria. Eu não sabia mesmo, era o dia de voltar para a casa do meu pai, voltar à reencontrar algumas pessoas especiais demais para sentir falta. Eu tinha que agradecer Ciça, por tudo mesmo, eu abracei ela com tanta força quando ia embora que ela ate reclamou da dor na costas.
Entrei no meu carro, com minha ''cadeira de modelo'' eu consegui várias coisas, ate fui indicava para um fotografo da minha região, Obrigado Flávio. Eu coloquei Laurinha na cadeirinha, ela dormia, fiz ela dormi para ter uma viagem mais tranquila, não era muito longe mas ficar com uma criança, chorando do seu lado não seria nada bom ou uma maravilha. A estrada estava calma, nada acontecia, eu dirigia meu carro com calma, não podia correr feito louca, coloquei minha mão para fora e ia fazendo linhas imaginárias conforme ia andando. Eu comecei a lembrar de tudo que passei na casa que eu queria voltar, minha primeira vez, meu primeiro tombo, essas coisas, eu que queria fugir de lá estava voltando. Olhei para Laurinha pelo retrovisor e tudo ver ela, dormindo, ela tinha um gênio forte, metade Cristiana, metade Bernardo, era meio que os dois misturados.
Finalmente cheguei à mansão, estacionei meu carro e respirei fundo, Você vai encontrar ele lá, você sabe disso, sim, ele tem uma esposa. Peguei a cadeirinha de Laurinha, eu não queria tirar ela de lá, seria muito difícil depois para faze-la dormi. Quando entrei na casa do meu pai, vi que todos estavam lá, Nanda com Victor, Gabi, Rafa, Lília e Jorge, Clarinha, ate mesmo Beto. Abracei todos e apresentei Laura.
- Cris, cara que linda. — Nanda sentou no meu lado . — Parece muito com você e Bernardo.
- É... meio a meio. — respondi.
Rafa e Gabi sentaram-se ao nosso lado.
- Rafa, é sério, você mudou pra caramba, nem parece aquele nerd que conheci.- falei.
- É, você também, não parece aquela menina com antes, agora você tem uma filha. — ele sorriu.
Conversei bastante com todos, ate com Beto, eles queriam me contar sobre tudo que aconteceu... menos de Bernardo. Eu já sabia o que precisava, ele estava casado com a Débora, era só isso. Beto insistiu em trocar o nome Laura por BernaCris, já que ela era super parecida conosco, palhaço e idiota como sempre. Com tanta gente encima, Laura acabou acordando e chorando, peguei ela no meu colo e sai, para acalmar ela e me acalmar.
- Você sabe que não vai se esconder todo tempo dele né ?. — Lília apareceu.
Assenti com a cabeça.
Lília me abraçou mais uma vez e entrou na sua casa. Eu fiquei pensando no que ela falou, mas não dá para evitar ele ?. Claro que não. Eu comecei a ninar Laura que constantemente chorava, ela não parava de chorar.
- Então... a Cristiane acabou voltando. — Uma voz surgiu atrás de mim. Eu já conhecia aquela ironia em pronunciar meu nome... era Bernardo.
- É Cristiana, com ''A'' no final. — me virei.
Meu Deus como ele estava lindo, não mudou nada, seu cabelo continuava bagunçado, seu olhar era o mesmo de antes, sua boca rosada como sempre, suas camisetas em gola ''v''.. enfim, a única coisa que mudou foi sua aliança no dedo anelar.
- Essa é minha filha ?. — ele perguntou.
- Aquela que você negou ?. Sim é ela sim. — respondi.
- Posso pegar ela um pouco ?. — ele sorriu. Maldito sorriso.
- Claro. — entreguei Laura no seu colo.
Bernardo não levava nenhum jeito com criança, mal sabia segurar à própria filha, arrumei Laura no seu colo e me afastei. Bernardo conseguiu fazer Laura parar de chorar, ela sorria e ele também. Era uma cena ate que linda, a não ser Débora, que chegava correndo.
- Quem é vivo sempre aparece né ?. — Ela provocou.
- É... infelizmente. — respondi.
- Vamos Bê ?, quero lhe dar a melhor noite de amor de todas. — ela praticamente gritou.
Revirei meus olhos. Voz de gente morta.
- Vai na frente, eu vou logo depois. — Bernardo respondeu.
Débora sorriu e saiu.
- Eu... ela parece você. — Bernardo sorriu.
- E você. É metade de nós dois. — respondi.
- Você vai ficar aqui ?. -
- Não sei... vou procurar algum apê, por aqui por perto mesmo. — respondi.
Um silêncio surgiu entre nós.
- Mê de Laura, você precisa subir, sua esposa está lhe esperando. — Falei com desprezo.
Me aproximei de Bernardo para pegar Laurinha, grande merda. Como eu era um pouco menor que ele, assim que olhei para cima, nossos rostos estavam praticamente colados, Cris, não, você precisa odiá-lo, lembre-se disso. Em uma atitude nada pensava, eu aproximei mais meu rosto, eu já sentia a respiração de Bernardo que constantemente encarava meus olhos e minha boca, ele foi se aproximando mais e mais, e eu também. Senti os lábios de Bernardo selarem o meu, sua língua pediu passagem e eu aceitei.Iniciamos um beijo ali mesmo, Bernardo não colou meu corpo no dele devido à Laurinha está no me colo, ele só colocou sua mão em minha nuca.
- Bernardo, você tem esposa. — falei em meio ao beijo.
- É... é... verdade. — Bernardo gaguejava.
- Isso aqui, não aconteceu. — Acrescentei.
Bernardo acabou indo embora e eu suspirei fundo, o coração engana você. Eu não podia ter beijado Bernardo, cara o que foi aquilo ?, ele tem esposa e você, você odeia ele. Você não devia ter feito isso.
Rafa estava se aproximando com seu sorriso convencido no rosto.
- E aquele papo de não gosto mais de Bernardo ?. — Rafa sorriu convencido.
- É... ai Rafael, vai dormi. — reclamei.
- Vocês dois ainda voltam. — ele acrescentou.
- Não, eu nunca vou voltar com Bernardo. - respondi.
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