Notas iniciais
tô aqui eba ( merda :c )
vou adiantando cadique pensei nesse capítulo uns 3 dias para montar: a Cris ganha o bebê. (que bontin :3)

Eu acordei estranha, minha barriga estava doendo um pouco e Laura já amanheceu chutando. Levantei com dificuldade e fui tomar um banho. Tudo estava estranho, saía um líquido, um líquido branco. Deve ser normal. Coloquei uma roupa e fui andar com Ciça, ela iria na feira, era bem perto de casa, seria pouca a caminhada já que minha barriga era enorme e a dor nas minha costas também. Laurinha já estava com tudo pronto, suas roupas, brinquedos, tudo.

Ciça caminhava devagar comigo na feira, eu já não conseguia andar rápido demais. Entre barracas e outras eu ia reencontrando alguns vizinhos e amigos. As pessoas comentavam o quanto eu estava linda com aquela barriga, baita mentira, eu estava enorme. Alguns amigos de infância falavam de suas carreiras e como a cidade era calma e que eu não deveria sair de lá.

- Vou esperar Laurinha nascer e ficar com uns 2 meses, ai eu volto e vejo o que faço lá. — exclamei.

- Você deveria ficar. — Ciça retrucou.

- Eu não sei se.... — Fui interrompida por um empurrão de leve. Quando virei para trás, era um homem alto, olhos azuis e barba bem feita. Gostoso. Seu sorriso era intimidador, eu não consegui retrucar alguma coisa, eu apenas desviava o olhar.

- Não lembra de mim ?. — ela sorriu. — O joão ''xixi nas calças'' ?.

Meu deus, como ele mudou. Ele não estava gordo ou usando óculos, ele estava alto, forte e lindamente perfeito.

- Caracas Heitor... — o abracei. — Tá mudado...bonito.

- Ah, faz tempo que não vejo você também. — ele ironizou.

Revirei meus olhos em tom de brincadeira.

- E faz o que aqui ?. — ela começou a andar do meu lado.

- Me afastar um pouco das pessoas. Voltar a encontrar amigos feios que agora tão gatos pra caramba. — respondi.

Ele começou a rir.

- E pra quanto é ?. — ele olhou para minha barriga.

- Sei lá, na real ela já pode nascer. — sorri.

Eu conversei com Heitor muito tempo, ele ate me levou em casa. Como eu sempre penso, reencontrar pessoas faz um bem danado. Ele contou que tinha um filho, Thor era o nome dele. Thor porque o cara do martelo era legal pra caramba. Como ele sempre repetia, ele ate combinou um dia de me levar ate a casa dele e assim eu poderia conhecer o filho dele.

Antes que eu pudesse pegar uma barra de chocolate eu senti uma enorme dor da minha barriga, não era como as outras, aquela doía muito, doía de verdade. Outra, e mais uma, eu não conseguia ficar em pé mas precisava saber o que era aquilo, gritei por Ciça que apareceu com Rafaela, uma das suas filhas.

- Cris, seu bebê... seu bebê vai nascer. — Ciça exclamou feliz.

Pude sentir uma felicidade surgi dentro do meu corpo. Finalmente. Mas a dor, a dor era terrível. Ciça me colocou na cama, eu não conseguiria chegar em qualquer hospital a tempo e Rafaela era enfermeira, ela poderia fazer meu parto. Mais uma contração e eu morro. Senti uma enorme dor da minha barriga, a enorme dor que ecoava pelo meu corpo e eu não entendia nenhuma palavra ou instrução, mesmo assim pude entender quando Rafaela falou que eu já estava dilatada e só precisava fazer força. Eu fiz força, respirava 5 segundos e voltava a fazer força, eu sentia as gotas de suor escorrendo pelo meu rosto, meu corpo já estava dolorido, minha cabeça não pensava em nada além de tirar Laura dali. Ai veio uma dor muito mais forte, dores não tem tamanho, elas aumentam em segundos. Eu ouvi um choro, um choro tão espero por mim, um choro de desespero.... Laurinha.

- Parabéns Cristiana, um lindo trabalho. — Rafaela colocou Laura nos meus braços.

Assenti com a cabeça.

Meu Deus, como ela era linda, olhando ela assim eu podia sentir mais nada, só alegria, alegria em ver ela e o quanto ela era saudável. Ela se parecia bem com Bernardo, os rostos tinham os mesmo formatos, os olhos era parecidos, a única coisa que Laura puxou à mim foi o cabelo, castanho claro.

- Vá, dê seu peito à ela. Ela precisa se alimentar. — Ciça falou.

Eu parecia uma garotinha com 15 anos ganhando um bebê, mesmo eu sabendo cuidar muito bem de crianças eu me sentia uma garota desesperada pedindo por ajuda a todo momento. Ofereci meu peito à Laura e ela começou a mamar, era bem estranho no começo mas logo depois eu me acostumei, ela puxava com força, me lembrei de Beto, mesmo sem motivos, nesse exato momento se ele estive-se lá ele pensaria '' Ai papai, Quanta sorte. '', safado como ele era, não iria pensar se era uma criança ou não.

- Então você vai deixar isso aqui ?. — Ciça sentou ao meu lado.

- Sim. — respondi. — Mas vou ficar um pouquinho, preciso da ajuda de um certo alguém que já tem experiência com crianças. Eu preciso aprender a como dar banho em uma criança.

Ciça balançou a cabeça negativamente e começou a rir.

- Se cuida tá ?, só cuida melhor do seu coração tá ?. Você já se machucou antes. — Ciça parecia querer chorar.

- Não, tudo bem. Hoje em dia meu coração só está preocupado com essa coisinha linda aqui. — Falei olhado para Laura.

Eu decidi ser fria e eu seria. Não importa, Bernardo já não fazia parte de mim, só do meu passado e qualquer envolvimento com ele seria só Laurinha e mais nada. Laurinha era linda, era sem duvida a coisa mais linda que vi. Ela dormia no berço, sua roupa era perfeita, tudo nela era perfeito. Ciça ficou de arrumar minha cama e tirar o lençol, pedi para ela ficar uns 15 dias me ajudando ate eu pegar à pratica da coisa. Cuidar de criança não seria fácil mas também não seria impossível.

Notas finais
beeeeeeeijos ♥