I Hate Loving You

7 Capítulo 7


Notas iniciais
Ooooooi galero! O último capítulo foi um fracasso, mas eu não vou parar de escrever, até porque minha história não é movida de comentários. Anyway, grande beijo para aqueles que gostam da história e se manisfestam O/, vocês são demais!

Annabeth

Estou em frente a minha nova turma, com todos os olhos voltados em minha direção.

Antes de começar a falar corro os olhos pela sala. A cada dez meninas, somente uma não está em excesso de maquiagem, roupa excessivamente justa – o que me faz pensar como ela vestiu tal coisa — o cabelo tão arrumado que nem parece ser natural e salto alto.

Os garotos utilizam roupas de marca e tênis de skatista, no entanto, o único skate que vejo é o de Percy, jogado embaixo de sua carteira.

85% da sala me lembram dos bonecos da Barbie. Poucos fazem exceção a esse meu pensamento, e concluo que são esses poucos os que eu quero ter ao meu lado.

– O que você quer que eu diga? – Pergunto à professora desviando os olhos da turma.

– Hum... Conte-nos, quem é você? Porque veio estudar aqui? Seus sonhos? Coisas de que você gosta... – Diz ela. – Esse tipo de coisa.

– Meu nome é Annabeth Chase, eu tenho 17 anos e me mudei pro Brasil recentemente. Tenho muitos sonhos, mas o maior é me tornar uma grande arquiteta, como minha mãe. E por falar em mãe, acho que ela escolheu essa escola por ser perto de casa. Minhas maiores paixões são cachorros e livros. – Termino, e corro mais uma vez os olhos pela sala. Alguns alunos perderam o interesse, e agora estão mexendo no celular ou batendo papo com seus amigos.

– Alguém tem alguma pergunta? – Diz a professora. Uma menina de cabelos cacheados ergue a mão. Sua pele é morena, e seus olhos são doces e de um tom dourado. – Pode falar Hazel.

– Você disse que se mudou para o Brasil recentemente, onde morava antes? E eu também adoro ler.

– Nova Iorque. – Respondo, e isso atrai a atenção da sala. – Em algum intervalo a gente pode conversar sobre livros. – Sorrio para Hazel, que retribui.

– Por que alguém em sã consciência iria querer se mudar de Nova Iorque para o Brasil? – Bianca, irmã de Nico, pergunta.

– Se eu tivesse escolha teria ficado lá. – Respondo. – Mas o Brasil é um país maravilhoso, apesar de tudo.

– E porque você foi obrigada a se mudar para cá? – Um garoto de cabelos cacheados e um físico magricela – que eu achei totalmente fofo – pergunta.

– Na verdade, essa é uma longa história... – Digo, olhando para professora. – Acho que não temos tempo, talvez um dia eu conte para você.

– Annabeth está certa – diz a professora – vamos perder muito tempo de aula, é melhor encerrarmos...

A turma inteira fez um sonoro “Ah...”, concluo que apesar da aparência, eles podem não ser tão ruins assim.

– Tudo bem! – Dina diz. – Vocês têm só mais duas pergunta...

Fico surpresa ao constatar que metade da sala ergue a mão, mas a professora escolhe... Nico e uma garota muito, mas muito bonita mesmo.

– Meu nome é Silena – diz a garota. Seus cabelos são negros e caem pela lateral de seu corpo, veste um vestido rosa claro e salto alto preto, seus olhos são castanhos e seu rosto delicado. – Onde você aprendeu a falar português tão bem? Quero dizer... Você se mudou de Nova Iorque recentemente, isso é incrível.

– Minha mãe nasceu e passou boa parte da vida aqui. – Respondo sorrindo. – Quando ela se mudou para Nova Iorque tinha acabado de se formar na faculdade, e lá conheceu o meu pai. Desde pequena ela me ensinou os dois idiomas. Ambos eu falo fluentemente.

– Continua sendo incrível. – Silena sorri.

– Obrigada.

– Próxima pergunta... – Diz a professora.

– Você é muito bonita, seu coração já deve ter um dono, estou errado? – Pergunta Nico.

Todos os olhos me fitam curiosos. No entanto, procuro os olhos verdes — que durante os últimos dias se recusam em deixar meu pensamento. Percy me encara com o seu costumeiro sorriso maroto.

– Meu coração ainda não tem dono, mas digamos que está no caminho certo para conseguir um. – Respondo, ainda encarando seus olhos.

Um estrondo é feito na sala. Todos começam a falar e perguntar ao mesmo tempo. E mesmo com tamanha bagunça, Percy continua encarando meus olhos, seu sorriso sumiu e uma expressão de surpresa tomou conta de seu semblante.

– Chega! – Dina grita. – Annabeth vá para o seu lugar. – A sala não fica em silêncio. Rachel me chama para sentar ao seu lado. O lugar dela é atrás de Hazel, e o meu atrás de Leo. Bastou eu me sentar para o sinal bater.

– Que aula é agora? – Pergunta Rachel.

– Química. – Hazel faz uma careta.

– Droga! – Leo coloca a mão no rosto. – O Demetrio me odeia.

– Demetrio? – Pergunto.

– O professor – diz Rachel – Leo, isso já faz um ano! Aposto que ele nem se lembra.

– Eu acho que ele lembra sim Rachel, um aluno explodir seu laboratório é algo inesquecível. – Hazel sorri.

– Verdade, eu retiro o que disse. – Nós começamos a rir, exceto por Leo.

– Obrigado meninas! – Leo diz.

– Você sabe que nós te amamos Leozito. – Diz Rachel se levantando e apertando as bochechas de Leo. – Vamos para sala de química?

– Tente não explodir nada dessa vez. – Sorri Hazel, também se levantando.

Gosto do Leo de cara, ele é divertido e fofo – tão fofo que tenho vontade de levá-lo para casa e colocar na mesa de centro só para ficar observando. Hazel é doce, e conversa sobre qualquer assunto. Rachel tão extrovertida e gente fina que, parece que somos amigas há anos. O tempo passa rápido ao lado deles, e depois de algumas aulas é hora do intervalo.

O refeitório é bem organizado e self-service. Leo me alerta que é melhor ficar com fome, do que comer a comida fornecida pela escola, porém vejo muitas pessoas se servindo, inclusive Rachel e Hazel, mas como não estou com fome escolho somente o suco e uma maçã.

Vou até o jardim da escola, e sento-me em meu skate, coloco o suco no chão e mordo um pedaço da maçã. Observo as pessoas, e absorvo o ar pensando que passarei a frequentar este lugar por um ano.

– Posso saber quem é este que está prestes a ganhar o posto de dono do seu coração? – Percy senta em seu skate, ao meu lado.

– Ninguém que você conheça. – Digo, e bebo um pouco de suco.

– É mesmo? Pois tenho a impressão de que o conheço muito bem. Pinta de surfista, olhos irresistivelmente verdes, corpo atlético e extremamente gostoso, um metro e oitenta de altura e cabelos negros.

– Essa é uma descrição interessante de si mesmo. – Respondo, sorrindo. Ele pega o suco de minha mão e dá de ombros bebericando um pouco.

– Faço o que posso.

Sorrio para o nada. É bom estar com ele ao meu lado. O desejo de beijá-lo me domina. “Controle-se Annabeth” penso.

– Sabe... – Percy começa – eu também tenho uma menina em mente, mas você não a conhece.

– Sério? – Encaro-o sorrindo de canto.

– Seriíssimo! – O moreno sorri. – Ela tem cabelos loiros, um olho cinza que me dá vontade de beijá-la toda vez que ela me encara como está fazendo agora, e o corpo? Mesmo que eu só tenha visto com roupas, o que eu espero no futuro ver completamente sem... – Dou um tapa nele. – Ai! Só estou dizendo a verdade, mas continuando, o corpo é perfeito. Quero dizer, essa garota é perfeita. Totalmente perfeita para mim.

Ergo uma sobrancelha e mordo o canto do lábio.

Percy coloca a mão em minha nuca e nós nos aproximamos. Perto o suficiente para que eu sinta seu hálito doce, e seu cheiro de maresia. Fecho os olhos e...

– Ei gente, o sinal tocou. – Thalia aparece.

Percy abre os olhos e faz uma cara de quem está xingando, e muito, Thalia por dentro. Eu o compreendo, pois estou fazendo o mesmo. Poxa, ela tinha que aparecer agora?

– Vamos Annie. – Percy se levanta e estende a mão para me ajudar.

Notas finais
Sim, eu também quero matar a Thalia hahaha ;P Beijos no core.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.