Notas iniciais
mil desculpas pela demora meu hd tinha queimado, mas tá tudo normal agora! Bom, espero que curtam o final da fic =D

Todo meu amor pelo Frank havia se quebrado em mil pedaços e eram apenas cacos, meu coração estava tão pequeno... tão machucado! Oh Frank! Como pôde levar Jamia Nestor para dentro de nossa casa?!

Eu não entendia o propósito de tudo isso!! Não entendia de verdade! Eu era um cara feliz com seu namorado e seu caderno de desenhos, bom agora éramos só eu e meus desenhos. A vida toma rumos diferentes do que imaginamos...

Por que foi me apaixonar tão perdidamente por ele? A verdade é que eu faria qualquer coisa por ele, eu o amava com tanta intensidade que nem ao menos eu mesmo sabia a expansão de nosso amor, amor... palavra pequena mas de grande significado. Amor, palavra carregada de significados tão profundos que palavras não podem descrevê-los. Amor, sentimento tão lindo mas que pode trazer consequências tão desastrosas. Ah amor!

Como era difícil tentar esquecer Frank, os dias foram se passando e eu tinha uma raiva absurda, Jamia Nestor sua vaca. Logo os meses se passaram e eu pensava \"o que foi que eu fiz\". Mas passaram-se cinco anos e eu já sabia que não poderia viver mais sem Frank Anthony Iero.

Eu sentia falta de seus abraços quentes e de seus olhos cor-de-mel, dos seus sorrisos tão doces, de suas palavras sinceras, de seu cheio de suor e álcool, de como tudo a sua volta era tão bonito, de como a vida para ele parecia tão simples, de como sua presença me fazia feliz.

Droga! Tudo me lembrava o Frank! Aquela franja que lhe caía sobre os olhos, e aquele sorriso sarcástico, porém eu não o via haviam CINCO ANOS, acho que nunca o veria novamente estava arrependido.

Eu havia terminado a faculdade de artes já fazia um ano, mas como não queria ser professor, fiquei vagando por aí sobrevivendo do dinheiro que minha mãe me mandava. Ah sim... eu havia largado a pacata New Jersey e agora eu morava em New York, tudo para esquecer Frank.

Pois bem, ocorreu a mim a idéia de ir à New Jersey visitar minha família Donna, minha mãe, Donald, meu pai e é claro meu irmão e cúmplice Michael Way. Fui para lá mergulhado em pensamentos. Nem olhei a estrada, não vi nada em minha frente, nem sei como não sofri um acidente.

Acho que era a saudade que fez chegar ileso, como foi bom rever mamãe, papai e Michael. Como foi bom sentir o ar fresco do interior, como foi bom relembrar meus tempos de escola...

Mas estar em New Jersey não significava nada sem estar com Frank ao meu lado, ele olharia tudo como se nunca tivesse visto antes, apontaria todas as coisas, sorriria como uma criança e faria com que meu coração ficasse leve e eu ficasse mais feliz.

Me peguei na frente do apartamento em que morava com Frank, ao ver aquela porta em minha frente desabei a chorar, todos os sentimentos que reprimi durante aqueles cinco anos vieram a tona e eu apenas chorava, chorava...

Naquele dia não voltei para a casa de meus pais, deitei na escada do prédio e passei a noite lá chorando. Mas chorar não adianta. No dia seguinte vaguei por New Jersey, e acabei me encontrando no beco em que Frank me salvara certa vez. Estava escurecendo, e parecia um deja vú, homens pularam em cima de mim e tentaram me roubar. Uma voz \"peguem meu dinheiro e saiam de cima dele\", meu coração se acelerou, aquela voz conhecida, aquele cheiro de suor e álcool, a franja caindo sobre os olhos, meu Deus, Frank Iero estava parado ali em minha frente!
- Frank... — suspirei surpreso

- Será que eu sempre terei que te salvar? — respondeu com um sorriso no rosto me ajudando a levantar

- Frank, quanto tempo — falei o abraçando ivoluntáriamente.

- Nossa, esse não parece o mesmo Gerard que me tocou para fora de casa a uns cinco anos atrás, fiquei sabendo que foi para New York, o que te fez voltar?

- Droga Frank! Você sabe o quanto senti saudades? Por quê? Por que desistiu tão facilmente de mim? — lágrimas corriam em minha face — Nunca, nunca deixei de pensar em você. Houve momentos em que tentei te esquecer com toda a minha força, mas a raiva passava e eu voltava a amá-lo, também houve momentos em que eu chorava de tamanha desesperança, mas em algum lugar eu encontrava forças para seguir em frente. O tempo todo, nunca deixei de te amar, nunca deixei de te querer, de te desejar. Merda! Por que fugi de tudo isso dessa maneira? Por que nunca cheguei até você e falei como me sentia e procurei esclarecimentos? Por que Frank? Por que? Seria possivel você me perdoar?

- Sabe Gee, já te perdoei há tempos, sempre soube que voltaria, que poderia ver novamente o mundo dentro de seus olhos verdes, sempre sonhei que você voltaria, sempre tive esperanças.

- Me esclarece uma coisa Frank — falei tímido — o que a Jamia fazia em nossa casa aquele dia?

- Ela foi em casa implorar por dinheiro para pagar suas dívidas, atualmente ela é uma prostituta, nunca dei o dinheiro à ela, e no momento em que você chegou ela estava me implorando.

- Me desculpe Frank! De verdade!

- Já disse que o perdoei! Não há com o que se desculpar. Gerard, eu amo você isso é o que importa.

- Me ama mesmo? Por que eu sempre te amei e sempre te amarei...

- Também sempre te amei Gee, e sempre irei te amar.

- Isso quer dizer que somos... namorados?

- Se você quiser...

A partir daí nunca mais larguei de Frank, afinal éramos dependentes um do outro, nossas vidas era interligadas, e tudo em nós se completava. Frank e eu agora éramos um só, uma só vida, um só coração. Apesar de todas as dificuldades pudemos vencê-las e alcancar o ápice da felicidade. Afinal \"O amor é constituido de uma única alma que habita dois corpos\".

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!