I Dont Need You

10 Poderes a ativa...


– Eu desejava, desde de criança, que eu tivesse uma conversa com a minha namorada em um banco na frente da minha casa enquanto nevasse... — Ele disse olhando para a janela do banheiro.

– S-sua namorada? — Eu perguntei corando mais ainda.

Todo esse tempo ele gostando de mim e eu com vergonha! Que raiva! Deveria ter vindo falar com ele antes.

– É... Mas como eu não tenho nenhuma e ainda vim morar em um lugar onde nevou apenas 2 vezes em séculos... Já tinha desistido... — Ele disse com um sorriso no canto da boca.

Ele não parecia estar com vergonha de dizer aquilo.

– V-você não vai me perguntar nada? — Eu perguntei lembrando do que ele tinha falado antes de eu entrar no banheiro.

– Por que deveria? Uma hora ou outra você vai acabar me contando... — Ele disse passando a mão em seus cabelos úmidos.

Eu sai do banheiro e me sentei na poltrona que tinha sentado antes e fiquei olhando a neve cair.

– Você quer ir lá fora? — Ele perguntou apontando para a porta do seu quarto.

– Claro... — Eu disse me levantando e me direcionando a porta.

Eu sai do quarto e ele demorou um pouco para sair.

Ele saiu com um casaco. É verdade... Ia estar frio lá fora... E eu estou com uma blusinha.

Saímos da casa dele e nos sentamos no banco na frente da sua casa.

– Brrrr... — Meus dentes batiam graças ao frio repentino.

Onde eu moro é sempre frio, só que nunca neva, no máximo geadas.

– Vem aqui... — Pether abriu o casaco dele e me puxou para junto dele. — E-está melhor?

Ele me perguntou corando.

Naquela hora meus olhos brilharam ao ver seu rosto corado e sentir finalmente o seu calor, sua pele em contato com a minha.

– Está...

– Quer me contar agora por que você fugiu e depois conseguiu congelar a porta? — Ele perguntou calmo.

Depois de um tempo contando toda a história desde meus pais, meu irmão, os acordos, até 10 minutos atrás, ele não parecia muito surpreso.

– Nossa... A sua vida é...Totalmente esquisita... — Ele disse rindo.

– É... — Eu concordei.

Ele virou seu rosto para o meu e falou.

– Era assim que eu imaginava a cena com a minha namorada... Mas não está conversa... — Ele disse rindo novamente.

– ... — Eu não respondi nada.

Ele realmente gostava de mim.

– Poderia provar que você tem esse poderes de gelo? — Ele perguntou curioso.

– Eu ainda não ousei muito deles, talvez seja a hora. — Eu falei rindo.

Me levantei do banco, sentindo o vento gelado bater no meu corpo quente, mas não estava me afetando. Os flocos de neve caiam em mim, mas eu não ligava.

Levantei as duas mãos e com a neve que havia no chão, eu a transformei em gelo e escrevi o nove de Pether em letras grandes, "de pé".

– Então, o que achou? — Eu perguntei me virando para ele.

– Incrível! Eu queria poder fazer isso também... — Ele disse sorrindo e observando as letras.

– Eu vou ter que desmanchar antes que meus pais desconfiem. Eu ainda não contei a eles, só ao meu irmão... A reação dele não foi a das melhores como eu já falei... — Eu disse envergonhada.

– Tudo bem... Talvez você faça mais um para mim algum dia... — Ele disse sorrindo.

Eu levantei as minhas mãos novamente e as abaixei rapidamente, fazendo com que o gelo quebrasse e tomasse sua forma passada.

Me virei para Pether e falei.

– Eu acho que vou indo para casa antes que meus pais se preocupem comigo... — Eu disse sorrindo.

Eu mandei um "tchauzinho" e me virei e ia andando em direção a minha casa, até sentir uma mão segurar meu braço.

Eu me virei e Pether me olhava de modo em que começei a me sentir sem graça.

Ele me abraçou e falou.

– Tome cuidado amanhã... Por favor, não morra... — Ele disse.

Meus olhos estavam arregalados, eu não conseguia retribuir seu abraço.

Ele me soltou e me beijou de maneira delicada e gentil.

Meus olhos se fecharam involuntáriamente.

Paramos o beijo e eu mandei um tchauzinho novamente, sorrindo de maneira explêndida, pelo menos para mim.

– Tchau Sa! — Ele dizia sorrindo e mendava tchau.

– Tchau Pether... — Eu disse e entrei em casa.

Encostei a porta e sai correndo para o meu quarto.

Tranquei todas as entradas possíveis para o meu quarto e fui até o banheiro.

Chacoalhei a cabeça, tentando fazer as memórias irem embora.

Me olhei no espelho, minha aparência estava normal. Como antes...

"Elda, por que fez minha aparência voltar ao normal?"

Eu perguntei a ela.

"O que está acontecendo no seu interior Sabina?! Esta queimando aqui dentro... Está muito calor para mim, eu tentei fazer uma barreira de gelo, mas ela derreteu!"

"O que?! Eu não sinto nada, não fiz nada demais hoje..."

"Não pode ser... Não pode. Isso é impossível!"

Ela gritava na minha mente fazendo ecoar na minha cabeça.

"Do que você está falando Elda?!"

Notas finais
Gente, me mandem suas fics para eu ler! Estou lendo algumas, mas as meninas estão demorando para postar novos capítulos...