I Dont Need You

8 O primeiro beijo! Acordo quebrado!


Eu já sabia que ele tinha feito uma canção para mim, então era só dar um empurrãozinho até ele cantar para mim.

– Sabe tocar alguma coisa? — Eu perguntei, deixando meu objetivo bem claro.

– Sei... Mas nada demais... — Ele sorriu.

Nossa, eu quase morro com aquele sorriso. Eu quase derreti...

Seu sorriso era simplesmente lindo. Seus dentes perfeitamente brancos e alinhados. Seus lábios avermelhados contornando eles.

Meu deu uma vontade de beijá-lo, mas eu não podia.

Maldito acordo!

Ele reparou que eu fitava sua boca. Eu quase babava.

– Então... Por que você veio aqui exatamente? — Ele tentou tirar minha atenção dele.

A sua perguntou me tirou do meu transe, ainda bem.

– Ahn... Eu trouxe uns doces da minha festa de aniversário... Era uma festa surpresa. Nada demias, só os parentes lá... — Eu tentei me explicar por não tê-lo convidado.

– Aa... É seu aniversário... Parabéns! — Ele disse envergonhado.

Eu nunca vi alguém sentir tanta vergonha só por estar comigo.

Eu queria tirar aquele clima tenso, então comecei a mexer nas coisas dele, só para perguntar o que era e para que servia cada coisa que ele tinha.

Me levantei da poltrona e me direcionei para um pequeno móvel, cheio de gavetas.

Abri a primeira e vi vários papéis amassados e desdobrados ali dentro.

Eu peguei um deles e li. Era um poema, aliás, muito bonito.

– Então... Para quem é? — Eu perguntei me virando e sorrindo para ele amigavelmente.

– Ahn?! Ninguém... É s-só um hobbie! Nada demais... — Ele disse totalmente vermelho e sem graça.

– São muito bonitos... — Eu disse sem graça.

– Sério? Na verdade eu fiz para uma garota que eu gosto muito... — Ele disse ainda envergonhado.

– É? Qual o nome dela? — Eu perguntei.

–Sa...Samantha... — Ele disse coçando a cabeça.

– Samantha? — Eu perguntei pasma.

Minhas mãos congelaram, minha mente se esvaziou.

Eu pensei que ele gostasse de mim. Que todo aquele amor e aquela timidez era por minha culpa.

– É... Sabe, ela é uma garota muito legal e muito bonita... — Ele disse se soltando um pouco.

– É? — Eu falei sem o mínimo interesse.

Quando ouvi a palavra que ele a definiu uma onda de choques percorreu minha espinha e eu senti minhas mãos tocarem em gelo.

Eu tinha congelado a folha, tinha coberto ela com o gelo mais cristalino e transparente que já tinha visto.

"É isto que acontece quando não se controla minha querida..."

Elda disse rindo de mim.

– Você está bem? — Ele perguntou levantando da cama e vindo em minha direção.

Ele olhou a folha e ficou totalmente assustado.

– O-o que você fez? Como você fez?! — Ele falou.

– Não fui eu... — Eu tentei mentir.

Depois de 5 segundos, o gelo tinha sumido e a folha era apenas uma simples folha entre as outras.

Por instinto, me direcionei a Pether e coloquei uma de minhas mãos em sua cabeça e a apertei.

Uma luz roxa apareceu e em um "flash" apagou a memória de Pether, restando, somente, as de eu estar em pé me direcionando para seu móvel.

"Nossa! Me surpreendi! Achei que nunca chegaria a saber usar este poder no primeiro dia! A propósito... Não me lembro de ter passado este poder para você..."

Elda falou pensativa.

"Não interessa! O que eu fiz com ele afinal?"

Eu perguntei rapidamente, eu não sabia o que tinha feito.

"Apagou as memórias recentes dele..."

Ela disse entediada.

Eu arregalei os olhos e logo voltei a realidade.

– Você esta bem?

– Ahn... Estou! — Sorri e tentei me recuperar da breve tontura.

Andei, meio bamba, para a direção da sua cama e me sentei.

Eu nem percebi, mas Pether chegava cada vez mais perto de mim.

Ele se sentou ao meu lado e soltou um suspiro.

Eu me virei e olhei para ele.

Nós ficamos corados e ele começou a aproximar seu rosto do meu.

"Isso! É agora!"

Elda disse soltando uma risada maléfica.

Ele estava realmente muito próximo, sentia sua respiração bater em meu rosto.

– E-eu não p... — Eu tentei avisar a Pether que não podia beijá-lo.

Mas era tarde demais. Ele já havia me beijado.

Seu beijo era delicioso. Nossas línguas pareciam ser feitas uma para outra.

Ele estava de olhos fechados. Meus olhos logo se abriram assim que ouvi Elda gargalhar dentro da minha mente.

O acordo! Merda!

Eu olhei no meu relógio, eu ainda tinha 5 segundos antes que ela tomasse conta do meu corpo.

– Eu tenho que ir Pether! Eu volto logo! — Eu disse desesperada.

Eu vi seus olhos arregalados. Mas eu não tinha tempo.

Aquilo aconteceu em alguns segundos.

Eu tentei me teletransportar para o mais longe possível de todos que conhecia.

O máxmo que consegui foi ir até a cidade vizinha.

Logo meus olhos se escureceram e eu perdi controle de tudo em mim.

Eu logo acordei. Era uma dimensão totalmente preta, escura. Não tinha nada, além de mim, ali.

Onde eu estava?

Será que Elda já tinha tomado conta do meu corpo?

Ela não poderia quebrar o acordo... Eram apenas 10 segundos... Apenas 10 segundos...