I Dont Need You
4 Feliz aniversário! Vamos ter uma invasão!
15 anos depois...
– Acorda... Você vai se atrasar...
Eu ainda estava com a visão embaçada, mas estava com a mente acesa.
– Já vou, o meu celular já vai despertar. — Eu disse franzindo a testa em sinal de desaprovação.
Alguém balançava o meu corpo e eu estava quase caindo da cama.
– Já são 7 horas, era para você estar saindo de casa agora.
– O QUÊ?! 7 HORAS?! — Eu gritei e dei um pulo da cama.
– Brincadeirinha... Hoje é sábado... — Meu irmão disse passando a mão na cabeça e bagunçando o seu cabelo.
– NÃO ACREDITO?! POR QUE ME ACORDOU?! NÃO TEM NADA MELHOR PARA FAZER NÃO?! — Eu disse irritada, me cobrindo novamente e me virando para o outro lado.
– Eu ia te falar uma coisa, mas deixa... — Ele disse tentando me deixar curiosa.
E conseguiu.
– Pode falar. — Eu disse me virando para ele, mas ainda irritada.
– Feliz aniversário! — Ele gritou.
Ficou pulando em cima de mim, me sufocando com o travesseiro, bagunçando (mais ainda) o meu cabelo. E com o objetivo de me acordar.
– Ah! Sai daqui! — Eu disse rindo jogando um travesseiro nele.
– Eu vou ficar aqui até você acordar! — Ele disse pulando do meu lado.
Ele nem parecia ter 20 anos...
Tudo bem que ele não tinha, devia ter uns 200, mas tinha mente de 5.
Eu decidi pregar uma peça nele.
– Ai minha perna! Ai! Você pulou em cima dela! Seu inútil! Que doooor! — Eu disse colocando uma das minhas mãos sobre a minha perna "ferida", fazendo uma cara de dor e me contraindo.
– Ta bom que eu vou cair nessa... Eu nem senti nada! — Ele disse zombando de mim.
– Claro! Porque não foi em você! — Eu disse atuando.
– Quer que eu dê um beijinho?! — Ele disse se aproximando da coberta.
– NÃO PRECISA! JÁ TA MELHOR! TIRA ESSA MÃO DAI! — Eu disse assustada.
Eu me lembro muito bem do dia em que ele deu um beijo no meu dedo depois que eu o prendi na gaveta. Ele lambeu, babou e sei lá mais o que que ele fez com o meu dedo!
– Vamos tomar café da manhã! — Ele disse descendo da minha cama, já ofegante.
– Já vou. — Eu disse me levantando devagar.
Eu fui até o banheiro e fiz minha higiene pessoal, voltei para o quarto e troquei de roupa.
Nada demais, só uma calça e uma blusa de moletom cinza.
Desci e vi todo mundo sentado na mesa já.
– FELIZ ANIVERSÁRIO! — Todo mundo gritou e eles tiraram a barreira celestial que tinha na porta da cozinha.
Tinham familiares, crianças e uns amigos dos meus pais lá. Eu só conhecia o pessoal da família e olhe lá.
Minha família não era normal... Olha o tipo de festa surpresa que eles fazem...
Tirando a parte da barreira celestial de kidou, que eu reconheci só depois, estava normal...
Eles usavam seus poderes para poucas coisas como não precisavam deles nunca.
Toda vez que eles usavam este poder os humanos normais não viam, era como se estivesse acontecendo algo invisível ali, como se não estivesse acontecendo.
-
Eu fui para a sala, para não fazer disfeita com a festa e fiquei assistindo televisão enquanto milhões de criançinhas corriam uma atrás da outra gritando e se esguelando.
Eu estava começando a ficar com raiva, eu odiava gritos, não consiguia pensar direito.
Eu me levantei e fui até a cozinha.
– Pessoal, me desculpa, mas eu tenho muita tarefa para fazer. Eu volto assim que possível. — Eu disse acenando para todos.
– Que orgulho de menina. — Ouvi uma de minhas tias falar.
Se ela soubesse que eu nem preciso estudar, ficaria impressionada.
Eu não tenho médias abaixo de 9,5 desde que entrei na escola.
Eu subi as escadas entrei no meu quarto e me tranquei.
Abri a janela para entrar um ar e vi o meu vizinho tocando violão.
Ele fazia uma cara tão fofa quando cantava.
Deixe-me apresentá-lo.
-
Pether, meu vizinho desde sempre.
Ele morava aqui antes de mim.
Ele é mais velho que eu, um ano.
Está na mesma escola que eu só que esta em outra série por ser mais velho, por mais que eu tente me adiantar por ser a mais inteligente, a diretora não deixa.
Eu tenho uma queda por ele faz muito tempo, desde sempre.
Ele tem vários amigos legais e bonitinhos também. Mas ele se parece de longe o mais fofo, bonito e inteligente.
Ás vezes eu me pego olhando para ele e quase babando. Tipo agora...
-
– Acorda! Terra para mente confusa da Sabina! — Leight disse passando a mão no meu rosto.
– Eu já falei para parar de escalar a parede para entrar pela janela do meu quarto! E se os vizinhos verem?! — Eu gritei, mesmo já sabendo a resposta.
– Eles não veêm, dãr! — Ele disse colocando o dedo indicador na minha testa e me dando um peteleco.
– Eu vim aqui estudar com você... — Ele disse irônico.
– Pode contar... — Eu disse sentando na minha cama.
– Contar o quê? — Ele disse se virando para mim surpreso.
– Contar o que você quer contar, eu sei que você não veio aqui para nada. — Eu disse me deitando na cama e brincando com meu urso de pelúcia.
– Então né... Nós vamos ser atacados, amanhã de manhã... — Ele disse tranquilamente enquanto brincava com minhas canetas peludinhas.
– Como assim?!
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