I Dont Love You.
11 Não é mais segredo.
Notas iniciais
P.O.V DANIEL
Julie fechou a porta com força, eo quarto ficou em silêncio por um momento. O que me pareceu muito estranho, pois ela tinha acabado de nos informar a todos que estava pronta para se encontrar com seu namoradinho. Ela deveria estar pulando de felicidade. Mas não estava, até parecia ... enfurecida? não me importo.
Ok, eu me importo sim, muito, mas eu não estava disposto a mostrá-lo.
Foi então que notei que todos os olhares estavam em mim.
– O que aconteceu?
– Você não vai fazer nada? — Falou a menina que tinha se comportado estranho o tempo todo.
– Eu? fazer o quê? por quê? — Na verdade, todos estavam se comportando estranhos, e eu estava me sentindo como um idiota por não saber o porquê. Ou talvez eu sabia o porquê, e simplesmente me recusava a acreditar.
– Você está brincando, não é? — Dizem Felix e Martim em coro. Eu podia ver a Bia estendendo os braços como se quisesse me estrangular, eu juro que essa mulher me assusta às vezes.
–Não estou brincando. O que diabos vocês querem que eu faça? correr atrás dela como um cachorrinho e recitar alguma frase brega saída de uma comédia romântica, tipo: "Deixe-o, eu sou seu verdadeiro amor" — disse sarcasticamente.
–Sim! — Gritou Beatriz — bem, não exatamente assim! mas algo parecido.
–Espera aí! você sempre esteve do lado do Nicolas, e agora de repente você quer separá-los? Oh meu Deus, eu juro que a cada dia entendo menos as mulheres.
– Tudo bem, eu admito, eu estava torcendo pelo Nicolas porque pensei que a Julie ia ser feliz com ele, mas, acredite em mim ... — Ela parou de falar, como duvidando de contar o que ela estava a ponto de dizer — Ele é totalmente chato! Eu juro! Ele e Julie não tem nada a ver! — tentei esconder meu sorriso, em vão, ela estava confirmando para mim tudo o que eu já sabia sobre o panaca- Eu já os vi juntos, e ela não é nem a metade do feliz quanto é quando ela está com você. Você a faz rir, você entende seu humor, e eu não estaria te dizendo isso se não tivesse certeza de que ela gosta de você também. Ela estava se morrendo de ciúmes! você não viu?
Eu soltei uma risada sarcástica.
–Julie? Com ciúmes de mim? sim, claro ...
–Por que é tão difícil de acreditar ? — "Porque eu tenho sido rejeitado uma vez, por isso, é difícil recuperar a confiança quando alguém te nega um beijo e vai correndo para os braços de outro" eu queria dizer. — Ela gosta de você, Tá na cara , e você sabe.
–Ei ... — disse com uma voz totalmente calma — Eu realmente aprecio tudo isso, mas eu já tinha dito vocês, ela e eu não podemos ficar juntos.
– Oh, por favor! você vai me dizer que não quer ficar com ela? — Esta menina era osso duro de roer, ela não iria me deixar em paz até eu dizer o que ela queria ouvir. Mas não contava com que eu era igualmente teimoso.
–Não, eu não quero.
– Daniel, eu mesma te ouvi dizer que você a adorava e que ela era a sua vida, isso sim soou como uma cena de uma comédia romântica.- Abri os olhos, perplexo, esta era facilmente a coisa mais embaraçosa que vivi em toda a minha morte. Não é necessário dizer que minha reputação como um roqueiro cínico e frio tinha ido ao chão. A pior parte era que eu realmente tinha dito isso, e realmente me sentia assim.
Fiquei paralisado.
– Sim, vamos Daniel — diz Martin, cansado da minha teimosia — Admita que você quer ficar com a Julie.
– TÁ! — não sabia se era porque queria fazê-los calar, ou porque não conseguia segurar este sentimento dentro de mim por mais tempo — EU AMO ELA! Eu adoro ela, ela me fascina, me mata... ela é o melhor que já me aconteceu, e sim, eu quero estar com ela, mais que qualquer coisa neste mundo!. Vocês estão felizes agora? — Eu suspirei, não porque eu precisava, mas sim porque me senti tão aliviado depois de deixar fora tudo isso.
E pode apostar que estavam felizes! não sei se eles estavam felizes por mim, ou simplesmente orgulhosos por me fazer confessar. Era difícil saber. Até que Felix e Martim se aproximaram sorrindo. Felix pôs uma mão no meu ombro e sua cara tornou-se mais séria.
–Apoiamos você, mano.
–--------------------------------
P.O.V JULIE
"Que diabos está acontecendo com você?" Eu disse para mim , tentando me acalmar. enquanto descansava minhas costas na porta da edícola.
Oh, mas eu sabia, eu sabia perfeitamente o que estava acontecendo comigo, eu estava com ciúmes. Ciúmes de aquele ... descuidado .... egoísta .... antipático ... o simples fato de saber que ele estava lá dentro, flertando com a minha melhor amiga, estava me afetando de uma maneira que não podia controlar.
Tenho certeza de que Bia não esta afim de Daniel, ele não é seu tipo, nem em um milhão de anos, mas ainda assim, ele não parecia incomodado por seus elogios, ou a maneira como ela acariciava seus cachos.
Arrg! Ninguém deveria acariciar seu cachos, ou qualquer outra parte do seu corpo, esse homem é proibido, proibido!
(...)
Oh meu Deus, é oficial, estou morrendo de ciúmes. Isso só pode significar uma coisa ...
Foi então que ouvi a voz de Martim. "Sim, vamos, Daniel!" , disse. Eu me senti um pouco culpada por ter ficado lá, mas não vou negar que, parcialmente , fiz isso porque estava esperando para ouvi-los falar alguma coisa sobre mim, mas ninguém me preparou para ouvir o que estava a ponto de ouvir.
"Eu Amo ela"
Duvidei por alguns segundos de que tinha sido Daniel quem disse essas coisas, e quando tive certeza, duvidei que ele estava falando de mim. Mas era verdade, essas belas palavras vieram dele ... para mim.
Eu quase podia ouvir meu coração batendo nos meus ouvidos. Ele havia me dito que me amava, ta , não diretamente, mas ele tinha dito. Não conseguia parar de sorrir. Senti uma lágrima quente caindo pela minha bochecha.
– Aquele idiota... ele poderia ter me dito pessoalmente.
Meus pensamentos foram interrompidos por uma ligação. Por sorte, meu celular estava no vibrador. Era Nicolas.
Eu tinha esquecido completamente, o fato de que tenho namorado, tenho um encontro com ele hoje, é ruim ficar com ciúmes de um outro cara, e é ruim se sentir tão feliz depois de ouvir esse cara dizer que ele te ama. Me senti terrivelmente culpada.
– Oi amor
–Oi — respondi fraca. Lhe dizer "amor" teria sido uma enorme hipocrisia.
– Aconteceu alguma coisa?
–Não, eu estou bem.
– Uh ... ok ... a propósito, você não esqueceu o encontro de hoje, é?
–Não — menti, não tinha pensado nisso desde esta manhã. E na verdade não era um encontro, iríamos ele, eu, e seus amigos do roleplay para gravar outra cena do jogo.
–Tem certeza que nada aconteceu?
– Na verdade ... — era agora ou nunca, eu precisava saber. — Acontece sim. — Eu fiz uma pequena pausa — Nicolas ... você .... você me ama?
Notas finais
Enfim, o que você acha que Nicolas irá responder?
Fale com o autor