Notas iniciais
Boa leitura!!!

O vestido branco balançava suavemente à medida que Isabella andava. A sua saia em seda com uma fenda à frente era leve deixando com que a morena se pudesse mexer livremente. O seu busto estava coberto por bustier forrado a seda e com alguns pormenores em renda em volta do decote em coração e que se alongavam pelo restante bustier, as finas alças mal se notavam devido ao tecido transparente que as formava. Ela sentia-se linda. Avançava firmemente, com o braço dado com ao seu pai, pelo altar. As flores penduradas no teto eram pequeninas e brancas, mas o facto de serem bastantes e de estarem caídas dava uma dimensão fantasiosa aquela cena. Edward estava de smoking tradicional. O fato preto e branco por cima de uma camisa branca, a gravata era azul escura, combinando com a cor escolhida para o casamento. Não era muito normal escolherem-se cores escuras, mas tanto Bella como Edward adoravam aquele azul. As flores do ramo de Bella eram rosas brancas, mas no meio destas encontravam-se algumas rosas azuis. Finalmente a morena alcançou o seu destino. Tinha chegado a Edward. Ele estendeu-lhe a mão e ela pegou-lhe....

O despertador tocou, despertando a morena. Ela rolou para o lado na esperança de encontrar um corpo quente ao qual se pudesse agarrar. Mas em vez disso, encontrou o espaço vazio, os lençóis frios e a almofada com o cheiro a lavado. Um suspirou saiu pela sua boca.
Com preguiça levantou-se na sua confortável cama e encarou a fotografia de casamento dela e de Edward. O seu vestido magnífico, a sua maquilhagem perfeita, o seu penteado impecável... nada disto superava o sorriso que ambos tinham no rosto. Isso sim era a parte mais bela da fotografia. As saudades apertaram ao ver o seu marido. Ele tinha-se ausentado durante uma semana porque tinha ido até Los Angeles gravar um novo tema. Embora houvesse um estúdio em Nova Iorque, Edward também teria de atender aos Grammys... Bella não pode ir com ele pois tinha um projeto muito importante para entregar no dia a seguir em que aconteceria a cerimónia e os horários não eram compatíveis.
Depois de um banho revigorante a morena vestiu-se para mais um dia de trabalho. A empresa de arquitetura onde trabalhava era uma das melhores da cidade, era requisitada para planear diversos edifícios ou até para restaurar edifícios mais antigos da cidade de Nova Iorque. Bella adorava o seu trabalho.

Enquanto conduzia pelas ruas de Nova Iorque a sua mente voou para longe. Voou para Edward. Ele estava quase a voltar, só faltavam mais dois dias e ele estaria de novo nos braços dela. A vida deles era complicada, havia alturas em que ela mal via o marido devido ao trabalho dele, mas para compensar ele tirava grandes períodos de férias que os dois aproveitavam muito bem.
Estavam casados quase a cinco anos, casaram-se um ano depois do pedido de casamento, e nesses cinco anos houve várias crises. Motivadas pelos ciúmes, pela insegurança, por aquilo que os media diziam à cerca deles... não apenas da parte de Bella, da de Edward também. Mas eles sempre superaram. Devido ao amor deles, mas também aos amigos que tinham e que os apoiavam sempre, mesmo com as suas famílias.

Alice e Jasper depois de Mia acolheram na sua família mais um pequeno. Josh nasceu quando a irmã tinha três anos, foi planeado e muito bem recebido por todos os elementos da família, inclusive pela sua irmã. Rosalie e Emmett casaram-se um ano depois de Bella e de Edward e no ano passado tiveram a pequena Olivia, que tal comos os primos de coração era um amor de criança. Bella era a típica tia babada. Sempre que podia arrastava os seus sobrinhos para casa dela, principalmente Mia e Josh uma vez que a pequena Olivia, ou Liv como era carinhosamente chamada, tinha apenas cinco mezinhos. As crianças adoravam Bella e Bella adorava as crianças.

A morena já não podia ouvir mais os pais a pedirem-lhe por um neto. Dava sempre a mesma reposta não se querendo comprometer. "Quem sabe daqui a algum tempo" dizia ela, e Renée e Charlie suspiravam audivelmente depois de ouvirem isto vezes e vezes sem conta ao longo dos últimos cinco anos. Não que ela não quisesse um bebé... ela queria desde que pegou em Mia pela primeira vez há seis anos..., mas ainda não era o momento indicado para ela ser mãe.

Chegou ao trabalho e cumprimentou alegremente todos os seus companheiros de trabalho. Afinal era sexta feira... o último dia da semana. E isto para além de significar que teria dois dias de descanso significava que havia jantar especial, desta vez em casa de Rosalie e Emmett. Ou seja, ela poderia passar o seu serão a apaparicar os sobrinhos em vez de o passar sentada a ver televisão ao mesmo tempo que comia uma embalagem de Ben&Jerry's de Karamel Sutra, o seu preferido. Sim estava frio, afinal estavam em fevereiro, mas... há altura melhor para comer gelado do que quando está frio?? É quando ele sabe melhor... e além disso o aquecimento central do apartamento estava ligado!

O final do seu horário chegou lentamente. Mesmo depois de a resposta ao projeto que ela tinha apresentado ter sido dada e ter sido positiva o entusiasmo bania-se da morena que notava agora estar exausta. Não apenas deste dia, mas da semana toda. Dirigiu novamente para casa e ainda conseguiu encontrar-se com Ella. A senhora tinha agora o seu horário reduzido, ia apenas algumas horas por dia, pelo que Bella quase nunca a apanhava. A conversa entre as duas foi rápida, mas soube bem a Isabella, chegar a casa e não a encontrar vazia. Sem querer pensar nisso foi até ao seu quarto e voltou a tomar um banho para ver se a exaustão se esvanecia. Em vez de se vestir logo decidiu vestir um dos robes fofinhos e deitar-se um pouco na cama a ver televisão... ainda era cedo para ir para casa de Rosalie.

O telemóvel dela tocava insistentemente Isabella mexeu-se irrequieta na cama. Esticou o seu braço e atendeu o irritante aparelho sem ver quem era.

—Sim? — perguntou ela com a voz rouca de sono. Nem se tinha apercebido que tinha adormecido até ser acordada.

—Bella? — suou a voz de Rosalie.

—Rose??

—Bella, está tudo bem? -perguntou Rosalie com a voz preocupada

—Sim... porquê?

—Já são oito e meia e ainda não chegaste nem avisaste que te ias atrasar... estamos preocupados contigo...

—São oito e meia? O quê? Desculpem eu... eu adormeci. Eu já vou para aí okay? Desculpem mesmo! Ai Meu Deus...

—Calma Bella. Vem com calma... não precisas de vir a correr! — disse Rosalie tentando tranquilizá-la.

As duas despediram-se e Bella foi para o closet vestir-se. Dez minutos depois saía pela porta do seu apartamento.

—Desculpem! — disse ela mal Rosalie abriu a porta.

—Não faz mal Bella. Nós só ligámos porque estávamos preocupados. Tu és sempre a primeira a chegar. — disse Alice que estava logo atrás de Rosalie.

— Eu sei. Só que quando cheguei a casa ainda era cedo então fui tomar banho e deitei-me a ver televisão. Devo ter acabado por adormecer porque depois só me lembro de acordar com o telemóvel a tocar.

—Isso acontece a todos... — começou Alice, mas foi interrompida por uma alegre Mia, saída do escritório, que mal pôs a vista em cima da tia Bella desatou a correr e se atirou contras as pernas dela.

—Tia Bella!!! — disse ela. -Eu hoje na escolinha falei da letra do teu nome. A professora escreveu no quadro o B de bola e de bolo e de bota e depois perguntou se nós sabíamos mais palavras e eu disse Bella. Só que a professora só escreveu com uma daquelas letras estranhas — disse Mia fazendo um “l” com a mão. -E eu disse que tinha duas. Então ela perguntou-me onde é que eu tinha visto e eu disse que a minha tia se chamava Bella e que o nome dela tinha duas dessas letras estranhas porque uma vez eu vi o Tio Edward a escrever o teu nome e tinha duas letras estranhas. Então a professora mudou e escreveu como o teu nome! — a rapidez com a que a menina falou isto deixou Bella a olhar para ela. — Eu vou buscar o desenho que fiz para te mostrar!

—Bem... já vi que a minha sobrinha mais velha está ótima! — disse Bella e todos se riram

—Ela estava mortinha para te dizer que aprendeu a escrever o teu nome. — disse Jasper. -Olá Bella! -. cumprimentou.

—Olá. — disse Bella e sentou-se num sofá.

—Estava a ver que não chegavas estou com fome! — surgiu Emmett com Olivia ao colo.

—Já podemos comer! — disse ela notando que também estava com fome. — O Josh?

—Ele...- mas antes de Alice pudesse responder o filho mais novo apareceu com a irmã e atirou-se para o colo da tia.

—Tia Bel! — disse ele e sorriu deixando os seus pequeninos dentes à mostra. — Tinha sadades tuas.

—Saudades, querido! — corrigiu Bella. -Eu também tinha saudades tuas.

O menino sorriu com as palavras da Tia e abraçou-se a ela que retribui o abraço

—Tia olha o meu desenho- disse Mia chamando pela atenção da tia. -És tu e eu e vês eu escrevi o teu nome

—Muito bem princesa. Está muito bonito... achas que posso levá-lo comigo para casa? — disse Bella e a menina encostou-se a ela sorrindo.

—Sim. É para ti! — disse Mia. – Tia... Amanhã posso ir para tua casa?

—Também queo! — disse Josh interessado na conversa da irmã.

—Meninos! — repreendeu Alice.

—Se os vossos pais deixarem por mim podem ir à vontade!

—YUPIII- Gritaram os dois.

Jasper abanava a cabeça enquanto Alice ainda tentava reprender os
filhos. Rosalie e Emmett tentavam não rir.

—Porque é que os meus filhos não podem ficar um fim de semana sem ir para casa da tia Bella? — perguntou Alice desistido de dizer aos filhos que não podiam estar sempre a chatear a tia.

—Eles amam-me. — disse Bella e quando disse isso a pequena Olivia que ainda estava ao colo do pai choramingou e esticou os seus braços na direção da sua tia. -Tu também, não é pequena? — perguntou Bella enquanto pegava na menor.

—Bem... já podemos ir comer?? — perguntou Emmett.

Rosalie começou a repreender o marido que apenas dava de ombros com o que ela dizia.

O jantar foi muito divertido. Os cinco amigos riram-se várias vezes, Bella jantou com Josh ao colo sob o olhar atento de Mia que queria estar lá em vez do irmão, mas como era uma menina grande não podia. Devido aos seus três anos e ao facto de não ter dormido a sesta na escola, Josh adormeceu antes da sobremesa ser posta na mesa e Bella passou-o a Alice que foi deitar o filho no quarto de visitas de Rosalie. Mia tomou o lugar do irmão e ficou ao colo da tia até ao final da refeição.
No entanto poucos minutos depois de acabarem o jantar e de estarem na sala de estar, Mia adormeceu e tal como o irmão foi levado para o quarto de visitas. Olivia também estava a dormir pelo que os adultos aproveitavam este tempo para eles.

Jasper e Emmett estavam interessados numa conversa sobre algum jogo da NBA. Isabella, Rosalie e Alice falavam sobre o trabalho de cada uma.

—Então Bella... tens andado muito cansada? — perguntou Alice e Bella estranhou a pergunta.

—Sim... esta semana foi muito exaustiva. Depois de apresentar na segunda-feira o projeto ainda tive de mudar umas coisas... finalmente hoje aceitaram, mas ainda podem querer alterar coisas. É muita preocupação junta...

—Oh... isso parece chato. — Comentou Rosalie.

Alice e Rosalie trocaram um olhar.

—O que é que foi isso??-perguntou Bella

—Isso o quê? -perguntaram as duas ao mesmo tempo.

—Essa troca de olhares! — exclamou a morena.

—Nada... — disseram as duas.

—Desembuchem! — disse Isabella.

—Então... — começou Alice

—Nós reparámos em algumas coisas em ti... e.… achamos que devemos partilhar! -completou Rosalie

—Okay... o que é que repararam? — perguntou Bella e pelo canto do olho viu que Jasper e Emmett tentavam não ouvir a conversa, desviando o olhar do sitio onde elas estavam. — Vocês também repararam, foi??

—Belinha...- disse Emmett e ele e Jasper chegaram-se para ao pé delas

—Vocês estão-me a assustar! — disse Isabella e riu-se.

—Tu... tens andado cansada e… a comer muito...

—A comer muito? Como é que vocês podem saber se eu ando a comer muito ou não?

—Tu hoje comeste muito! Quase mais que eu! — disse Emmett com alguma indelicadeza.

—Emmett! — repreendeu Rosalie.

—É verdade... — queixou-se ele, mas Rosalie lançou-lhe um olhar aterrador fazendo-o levantar as mãos em sinal de rendição.

—Como o Emmett disse, tu hoje comeste mais do que o habitual e já na quarta quando almoçámos juntas também o fizeste. — esclareceu Alice.

—E o que é que tem? Vocês sabem que quando o Edward não está cá eu acabo por comer sempre mais um bocado e durmo muito pior. — disse Bella.

—Sim..., mas... tu também...estás... maior... aqui- disse Alice mexendo as mãos sobre o seu peito.

—Hã? — perguntou Bella.

—Tu sabes... cresceram! — disse Rosalie.

—Vocês estão a falar de que?? Podem esclarecer-me é que não entendo nada. Só nestes últimos minutos chamaram-me de preguiçosa, esfomeada e aparentemente de gorda!

—Não! Não estás gorda... ainda não... só...

—As tuas mamas estão maiores! — disse Emmett sendo direto e fazendo com que a morena arregala-se os olhos.

—Emmett que parte do ser suave é que não compreendeste??- disse Alice

—Vocês estiveram a discutir o tamanho dos meus seios??

—Bella- chamou Rosalie. -Nos achamos que tu possas estar...- e a loira hesitou. — Bem que tu possas estar grávida.

Ao ouvir estas palavras Isabella desatou-se a rir.

—Porque é que te estás a rir Bella? -perguntou Alice.

—Pode ser do choque! — disse Jasper.

—Bella... não fiques em choque! — disse Alice e Bella ainda se riu mais.

—Amor, isso não vai fazer com que ela não fique em choque! — disse Jasper.

—Olha eu só estou a tentar ajudar! — respondeu Alice.

—Meninos foquem-se! — ordenou Rosalie. -Bella nós estamos a falar muito a sério!

Bella parou de rir e respirou fundo.

—É impossível eu estar grávida. Eu tomo a pilula e nunca me esqueci. E não, eu não tomei nenhum medicamento que lhe cortasse o efeito. E os meus seios estão inchados porque a minha menstruação deve estar a chegar! — respondeu a morena calmamente.

—Nunca ouviste falar nos bebés pílula? A pílula não é 100% confiável. — disse Alice.

—Estou-vos a dizer que não estou grávida. Qual a dificuldade em acreditar em mim??

—Se estás assim tão confiante não te vais opor a que façamos um teste! — rebateu Rosalie.

—À vontade! — disse Bella.

Mas a sua mente começou a funcionar. Seria possível que ela tivesse mesmo grávida? Ela tinha tomando religiosamente a pílula todos os dias antes de se deitar! Será que estaria pronta para um bebé? Mais... será que Edward estaria pronto para ser pai? Há cinco anos que tinham essa conversa e Edward queria sempre esperar. "Vamos esperar mais algum tempo, amor" dizia “Ainda somos tão novos..." completava. E Bella acabava resignada com aquela resposta. Ela podia esperar... não podia? Mas agora os amigos vieram-lhe com aquela conversa. Ela não achava possível... não tinha qualquer enjoo, isso não era o primeiro sinal de gravidez para todas as mulheres? E a menstruação dela não estava atrasada...

Rosalie estendeu-lhe uma saca da farmácia. Bella nem a tinha visto a levantar.

—Esses testes não são os mais confiáveis Rose. — disse ela.

—Por isso é que trouxe uns também para mim. — disse ela. — Tenho a certeza que não estou grávida por isso vou fazer os testes. Aqueles que disserem a minha verdade também vão de dizer a tua.

Bella aceitou a saca, mas não se levantou do sofá.

—Bella? -chamou Alice.

—E se eu estiver grávida? — sussurrou. — Eu não... eu não sei o que fazer!

—Bella... tu és ótima com crianças. Vais ser uma ótima mãe. -disse Jasper.

—Não tens de ter medo Bella. — disse Emmett sério. -Eu também tive medo quando soube que ia ser pai, acho que toda a gente têm, mas... é uma experiência maravilhosa. Tem os seus momentos maus, principalmente para vocês as mulheres, mas no final tudo vale a pena.

Emmett embora fosse muito brincalhão era muito precetivo. Era uma pessoa sensível, às vezes desbocado, mas que sabia ler as pessoas.

—Vocês não estão a entender... — voltou a sussurrar a morena. -O Edward não quer ter filhos agora.

—Primeiro vamos ver se temos razão. Depois pensamos nisso. For qual for o resultado o Edward não te vai abandonar querida. — disse Rosalie. -E nós estamos aqui para ti.

Bella encarou os amigos e levantou-se. Rosalie segui-a. Primeiro foi a morena a realizar os cinco testes que Rosalie e Alice tinham comprado naquela tarde. Depois foi a loira. As duas amigas não voltaram para a sala, assim que Rosalie acabou abriu a porta da casa de banho e Bella entrou. As duas sentaram-se no chão e aguardaram pelo resultado.

— Isto demora muito tempo? — perguntou Bella.

—Cinco minutos. — respondeu Rosalie. -Vai correr tudo bem...

—Eu só não sei o que é que é "bem". Vai ser bom se for negativo ou se for positivo?

—Tu sabes a resposta Bella, não vou ser eu a dizer-te.

—Eu quero tanto ter um bebé. — Sussurrou a morena. -Desde que a Mia nasceu e eu peguei nela ao colo que eu sabia que queria um bebé para mim. Mas... a carreira do Edward é tão... cansativa. Psicologicamente sabes? Ele está presente, mas não está. Eu só quero esperar, falar com ele, planear as coisas...

—Às vezes as melhores coisas na vida são as espontâneas e inesperadas. — disse Rosalie. — Tu sabes tão bem como eu que o Edward adora as crianças. Ter um filho muda muita coisa, ele só vai ter de reorganizar o seu trabalho. Assim como tu vais fazer. Não é por ele ser cantor e tu arquiteta, que o trabalho dele é mais importante do que o teu. Ser um casal é isso. Os dois têm a mesma importância seja a que nível for.

Ficaram em silêncio durante algum tempo.

—Já passaram cinco minutos? — perguntou Bella.

—Até já passaram mais... vamos ver?

—Vê tu primeiro. — disse Isabella.

As duas amigas levantaram-se. Os testes que eram de Rosalie estavam no lado esquerdo do lavatório e os de Bella no lado direito.

—Deram todos negativos. — disse a loira.

—Tenho medo de ver. — disse Bella virada para a porta, de modo a não encarar o lavatório.

—Vê Bella.

A morena virou-se, respirou fundo e foi até ao lado direito do lavatório. Olhou para os testes, todos diferentes, mas com algo em comum. Todos tinham dois riscos no mostrador. Bella olhou para os de Rosalie que tinham apenas um.

—Parabéns mamã!

(...)

Isabella dormia e sonhava. Ou pelo menos pensava que sonhava. Sentia um braço quente à volta da sua cintura, sentia alguém a beijar-lhe o pescoço e sentia o cheiro que ela tanto conhecia. Remexeu-se na cama. Os seus olhos queriam abrir-se, mas estava tão bem que não queria deixar aquele sonho. Começou a piscar com a luminosidade que não devia existir, ela tinha fechado os estores e as cortinas na noite anterior antes de se atirar para a cama e adormecer. O cansaço que os seus sobrinhos lhe proporcionaram durante a tarde tinha sido muito grande, já para não falar de tudo o que fez durante o dia e de todas as emoções que a rodeavam, o que fazia com que o cansaço fosse ainda maior.

Depois de saber aquela notícia chocante a sua cabeça não tinha tido descanso. Para tirar todas as dúvidas seguiu na manhã de sábado para um dos laboratórios de análises de Nova Iorque fez o exame de sangue e pagou muito mais do que o necessário para que o seu resultado chegasse no mesmo dia e em poucas horas. Seguiu então para a galeria, para a qual ia todos os sábados de manhã. Anne e Angela já esperavam por ela. Agora Isabella não vendia apenas as obras de outros artistas, depois de algum tempo a trabalhar na galeria mostrou a Anne um dos seus quadros e a gerente mostrou-se interessada em vendê-los. Desde aí que ela vendia alguns deles. Não ganhava rios de dinheiro com eles, mas sentia-se satisfeita por partilhá-los com alguém. Mal saiu da galeria voltou ao laboratório para pegar o seu exame. Não o abriu. Seguiu para casa, almoçou e esperou que Alice fosse deixar Mia e Josh. Os dois vieram cheios de energia e Bella aproveitou a companhia dos sobrinhos ao máximo. Jogaram jogos, fizeram desenhos e quadros, viram um filme. A morena fez o jantar com a ajuda das duas crianças e, Alice e Jasper acompanharam-nos na refeição. Antes de ir embora Alice ainda insistiu para que ela abrisse o exame, mas ela só o fez quando estava sozinha, antes mesmo de se deitar. A palavra “POSITIVO” parecia maior do que realmente era. Adormeceu rapidamente ainda que a sua cabeça parecesse pesar uma tonelada.

Virou-se na cama para encarar o novo dia. A mão da sua cintura tinha desaparecido e os beijos tinham parado, mas o cheiro continuava lá. Os seus olhos abriram-se.

—Bom dia amor! — suou a voz de Edward ao seu lado. Mais rápido do que o imaginável Bella virou-se e deparou-se com o seu marido ao lado.

—Edward! — gritou e voou para cima dela. Edward era abraçado não só pelos braços como também pelas suas pernas de Bella que se encontrava em cima dele. -Tive tantas saudades tuas.

—Eu também meu amor. — disse Edward e beijou os lábios da morena com muita paixão.

—Só devias chegar hoje à noite! — acusou ela. -Era para eu te ir buscar ao aeroporto.

—Cancelaram a entrevista que eu ia dar ontem então vim mais cedo. — disse ele. — E vamos aproveitar para festejar o dia dos namorados, já que eu não estava cá no dia a sério.

Mesmo casados, Edward achava que deviam festejar o dia dos namorados. "Somos marido e mulher, ou seja, namorados para a vida toda" tinha ele dito no primeiro dia dos namorados que festejaram depois de casados.

—Estava a pensar que podíamos ir Brooklyn Botanic Garden, eu sei que gostas mais quando as cerejeiras estão em flor, mas agora também é lindo. Ainda mais com a neve que caiu durante a noite.

—Nevou? — perguntou Bella. Já tinha nevado antes naquela semana, mas depois na quinta chegou a chuva e a neve derreteu.

—Sim. — disse Edward. -Ainda bem que não foi uma grande tempestade senão não estaria aqui. — disse ele e ela abraçou-o mais. -Continuando... podemos ir dar uma voltas pelo jardim e depois vamos almoçar aquele restaurante italiano que têm umas pizzas deliciosas. À tarde vamos ao cinema e depois podemos ir passear pelas ruas de Nova Iorque de mãos dadas ou podemos vir para casa e aproveitar o tempo sozinhos...

—Tens todo planeado? — disse ela.

—Tive muito tempo para pensar durante o voo!

—Eu gostei da parte do aproveitar o tempo sozinho sabes? Também pensaste em planos para isso??

—Oh sim! Tenho grandes planos para esse tempo. Envolvem esta cama, mas não necessariamente, nós os dois... nenhuma roupa envolvida... algum suor, muitos beijos e alguns gemidos.

—Gosto desse plano. — disse ela e beijou o peito dele. Talvez pudessem já saltar para o tempo sozinhos...

—Bells...- repreendeu ele. -Vamos passear! Quero passar tempo contigo.

—E não podemos passar tempo aqui? — disse ela com preguiça de sair da cama.

—Podemos..., mas queria ir passear. — disse ele.

—Okay... Vamos passear!

Bella levantou-se e quando fez isto viu o papel do exame em cima de uma das poltronas do quarto. O pânico invadiu-a será que ele tinha lido? Provavelmente não se não teria dito alguma coisa. Ela teria de lhe contar ainda hoje, não ia conseguir esconder aquilo dele.

—Bells? Tudo bem? Ficaste parada aí!

—Sim... podes ir fazer-me o pequeno almoço enquanto tomo banho?

—Claro, amor! — disse ele e levantou-se da cama desparecendo pela porta. Bella pegou no papel e guardou-o na sua mesinha de cabeceira. Foi para o banho a pensar em como lhe contar.
Quando voltou, Edward tinha feito a cama e tinha uma bandeja em cima desta. Ele foi para junto dela e pegou-lhe na mão guiando-a até à cama.

—Oh... estás mesmo a viver o espírito do dia dos namorados! Pequeno almoço na cama... e ainda uma flor. — disse ela olhando para a bandeja. -Está lindo. Obrigada.

—De nada! — Disse ele feliz e sentou-se na cama, puxando-a para o colo dele.

Bella comeu entre muitos beijos e abraços. Ela não gostava de estar afastada de Edward, mas todas as vezes que ele voltava destas viagens se mostrava mais amoroso. Ela amava-o, independentemente de tudo.

—Eu amo-te. — disse ela assim que acabou de comer. Edward abraçou-a pela cintura e beijou-lhe a bochecha.

—Também te amo. — respondeu. Bella virou-se e os dois beijaram-se apaixonadamente. -Vou levar isto para a cozinha enquanto te vestes para sairmos. — disse ele e ela levantou-se deixando-o sair.

Mas em vez de se ir vestir, uma vez que ainda estava de robe, Bella foi à sua mesinha de cabeceira. Para além do exame que tinha feito ontem estava lá um dos testes de gravidez que tinha feito em casa de Rosalie. Segundo a loira ela deveria levar os testes porque podia precisar deles para mostrar a Edward. Bella trouxe os cinco para casa, mas livrou-se de quatro ficando só com um. Tirou-o e sentou-se na cama de pernas à chinês escondendo o teste no seu colo. Edward voltou e encontrou a mulher sentada na cama vestida do mesmo modo que a tinha deixado.

—Então? — Perguntou.

—Anda cá -chamou Bella e bateu na cama -Senta-te aqui.

Edward sentou-se, embora desconfiado.

—O que é que aconteceu? — disse ele preocupado. — Não queres ir passear? Tudo bem nós podemos ficar em casa e…

—Não é isso! — interrompeu ela.

—Então, o que foi amor?

Bella não sabia o que dizer pelo que apenas tirou o teste do colo e entregou-o a Edward. Ele não reconheceu imediatamente o que era.

—Bella? — interrogou. -O que é isto? — o ruivo observou melhor o objeto. Parecia um termómetro, mas no mostrador não apareciam números e sim dois riscos. Ele já tinha visto aquilo... na televisão. A sua mente resgatou rapidamente a cena mesmo antes de Bella responder. A sua boca abriu em choque e ele não conseguiu dizer nada. Bella percebeu que ele tinha percebido.

—Desculpa... — sussurrou. -Eu não sei como é que aconteceu. Eu tomei a pílula todos os dias, juro que sim. Não sei como...

—Isto está certo? — perguntou ele. Bella assentiu.

—Eu fiz ontem um exame de sangue para confirmar. Deu positivo.

—Nós vamos...vamos ter um bebé?

—Sim. — disse Isabella e começou a chorar. -Eu sei que tu ainda não querias, mas..., mas... eu não sei o que fazer.

—Amor... — disse ele e a sua mão levantou a cabeça de Bella que encarava as mãos. Bella olhou para ele. — Nós vamos ser pais!!! — disse ele e abraçou Bella com muito força.

—Não estás chateado? — perguntou.

—Claro que não. A partir de agora vamos ser ainda mais felizes. Eu sei que disse para esperarmos, mas não era por mim, eu queria que tu tivesses o teu tempo. Que te dedicasses ao trabalho, que tivesses espaço para ti.... Vai ser mais complicado para ti do que para mim... vais ter de passar por muitas mudanças não só físicas, mas também psicologicamente e eu queria que tivesses preparada.

—Eu estou... só concordei em esperar porque achava que tu querias dedicar-te mais algum tempo ao trabalho- disse ela e ele voltou a abraçá-la.

—Temos de apreender a comunicar melhor. — disse ele contra o ombro dela. -Andávamos os dois a adiar uma coisa que queríamos porque achávamos que o outro não queria.

—Pois temos... — concordou Bella.

A mão de Edward tocou na barriga ainda lisa da amada.

—Nós vamos ser uma família feliz- disse ele.

—Nós vamos. — Concordou Bella e os dois beijaram-se apaixonadamente esquecendo todos os planos.

(…)

—Respira fundo. – dizia Edward enquanto percorria as ruas de Nova Iorque com uma velocidade acima do normal. — Como nos ensinaram nas aulas. — E começou ele a respirar fundo.

— Nos ensinaram? — disse ela. – Para que é que tu queres saber isso?

—Para te ajudar. — respondeu ele.

—Estarias a ajudar se conduzisses mais rápido! — disse Bella e levou a mão à sua enorme barriga soltando um gemido de dor.

—Desculpa…- disse ele sentindo-se mal por não poder fazer mais nada sem ser mandá-la respirar corretamente.

— Não é tua culpa… isto só dói e eu estou a descontar em ti. — disse ela e ele estendeu a mão, massajando a barriga dela.

— Já estamos a chegar! -disse ele quando avistou o sinal luminoso que indicava o hospital. Bella suspirou audivelmente, feliz com a notícia.

Edward estacionou o carro no parque subterrâneo. Eles estavam numa das maternidades privadas de Nova Iorque. Desde que soube que a mulher estava grávida, que o ruivo sempre se esforçou não só para estar presente como também para lhe dar os melhores cuidados possíveis. Aquela maternidade era uma das melhores do país, o atendimento era excecional e a equipa médica também. Estava tudo planeado, mas o primeiro bebé Swan-Cullen teve de se adiantar aos planos dos pais e querer nascer uma semana antes do previsto.

As contrações de Bella tinham começado de manhã, mas ela não ligou. Já tinha tido as famosas contrações de Braxton-Hicks e achou que aquelas fossem iguais. No entanto a dor era maior e mesmo depois de ter caminhado para aliviar as dores, como a sua médica tinha indicado, estas não diminuíram. A sua barriga ficava toda dura quando a dor a atingia e esta estendia-se também às costas, algumas vezes. Depois da hora de almoço a dor começou a incomodá-la ainda mais pelo que ela resolveu ligar à sua médica. Depois de algumas perguntas e respostas, a doutora mandou-a ir para a maternidade e levar a mala dela e do bebé. Isabella percebeu a mensagem e o pânico tomou conta dela. O seu bebé só devia nascer dali a uma semana, só aí é que ele estaria pronto para vir ao mundo… a médica acalmou-a dizendo que ele já estava preparado para vir e ordenou que Bella ligasse a Edward.

Quando chegou a casa Edward ainda vinha meio chocado e muito nervoso, mas tentou ao máximo não mostrar isso, ajudando Bella com todo o que ela precisava. Levou-a rapidamente para o hospital, não tão rapidamente como a morena gostaria.

—Então Bella, vamos ver como estão as coisas. – disse a médica depois de que os dois estavam instalados num dos quartos da maternidade.

Depois de examinar Isabella a médica informou-os que ainda teriam de aguardar algum tempo até conhecerem o bebé deles. Bebé esse que só a médica sabia o sexo. Nem Edward nem Bella quiseram saber se iam ter uma menina ou um menino, mesmo depois da enorme insistência da família e dos amigos eles mantiveram-se fieis ao que tinham decidido. Decoraram o quarto de modo neutro, branco e cinza claro eram as cores principais. Mal se entrava na porta deparava-se com uma parede coberta por papel de parede, este era ás riscas horizontais, grossas, cinzas e brancas. O berço cinza estava encostado a esta. Um cadeirão branco, um cavalinho de madeira cinzento, um tapete branco peludo e alguns móveis do mesmo tom que o berço adornavam o resto do quarto. Havia diversos peluches espalhados pelo quarto, alguns no berço outros em estantes que existiam nas paredes brancas. Havia uma moldura preparada para receber as primeiras fotografias do novo integrante da família e onde já estavam uma fotografia de Edward com Bella, quando esta já estava grávida. O quarto tinha um toque moderno e tanto Bella como Edward adoravam o espaço para o bebé.

Passaram-se longas horas até que a médica deu o sinal positivo para que Isabella começa-se a fazer força. Edward esteve sempre ao lado dela, deu-lhe a mão e puxou pela mulher que amava. Sabia que aquele não era o momento mais fácil, mas também sabia que não podia fazer mais nada pela sua amada. Dizia o quanto a amava e o quão forte ela estava a ser. Dizia que ela podia apertar a mão dele até não poder mais e que estaria sempre ao lado dela. Bella ouvia o que o marido lhe dizia e embora quisesse muito chamar-lhe de todos os nomes possíveis e inimagináveis, sabia que ele estava a fazer o máximo que podia.

Às oito horas e dezasseis minutos do dia 14 de novembro ouviu-se pela primeira vez o choro do bebé. Isabella e Edward choraram quando ouviram aquele pequeno gemido pela primeira vez. Era o som mais perfeito e mais bonito que alguma vez tinham ouvido. Uma das enfermeiras pegou no bebé e mostrou-o aos pais que largaram ainda mais lágrimas. Edward já tinha decidido que queria cortar o cordão umbilical e por isso a médica chamou-o para ele o fazer. O bebé foi levado para ser limpo e vestido, e depois de finalmente todo o trabalho de parto estar concluído, Bella pode pegar no seu pequeno rebento embrulhado numa manta.

Tanto ela como Edward sorriram ao ver o que era. Eles tinham pedido á enfermeira que consoante o sexo do bebé vestisse ou o pequeno macacão cor de rosa, no caso de uma menina, ou o pequeno macacão azul, no caso de um menino. Quando cortou o cordão Edward conseguiu deslumbrar mais ou menos o que era, eram tantas emoções juntas que ele preferiu não dizer nada a Bella e esperar junto com ela para ter a certeza.

— Sê bem-vinda pequena Elizabeth- sussurrou Bella e deu um pequeno beijo na cabeça da filha.

—Nós amamos-te muito. – disse Edward e seguiu o gesto da morena.

A pequena bebé largou um largo suspiro, que deixou os pais derretidos. Os seus olhinhos ainda estavam fechados, mas a sua pele era muito branca, tal como a dos pais, as suas bochechas eram rechonchudas, havia alguns fios de cabelo castanho claro espalhados pela sua cabeça. Ela era linda, mesmo que ainda um pouco enrugada devido aos seus poucos minutos de vida, era perfeita.

—Obrigada- disse Bella e Edward juntou a testa dele à dela.

— Porquê?

— Por tudo o que me deste- disse ela não só referindo-se à filha.

—Obrigada eu por me deixares cuidar de ti. — disse ele e os dois beijaram-se com a sua pequena Elizabeth no colo.

Edward pôde cuidar não só de Isabella como de Elizabeth, melhor do que ninguém e ele nunca, mas nunca, deixaria que alguém ocupasse o seu lugar. Estaria sempre lá para elas porque elas eram o grande amor da vida dele. Isabella sentia que o seu coração estava maior a cada minuto que passava. Estava mais feliz do que nunca, mais feliz do que alguma vez pensou possível. O amor transforma as pessoas umas vezes para o mal, como tinha acontecido com Jacob que por amor se tinha matado, outras vezes para o bem como aconteceu com toda esta família.

Esme, Carlisle, Renée, Charlie, Alice, Jasper, Mia, Josh, Rosalie, Emmett, Olivia, Edward, Isabella e Elizabeth. Eles eram uma família que tinha tudo para ser feliz. Amor, carinho, amizade, força e coragem. E desse a vida as voltas que desse eles ter-se-iam sempre uns aos outros. Para sempre.

Notas finais
E chegámos ao final. Espero que tenham gostado deste capítulo tanto como eu gostei de o escrever. Tive de acabar a fic com o enorme cliché de eles terem um bebé só porque sim! Quero agradecer a todas as pessoas que acompanharam, leram e comentaram esta história. Um obrigado especial à Sol35 por ser sempre super querida para mim! Devo admitir que uma parte de mim não queria que ela acabasse, mas como em tudo, o final tinha de vir. Foram 16 capítulos que eu amei escrever e que amei ler as vossas reações. Desculpem por nem sempre estar escrito da melhor maneira ou por ter alguns erros. Não se esqueçam de comentar, quero saber as vossas opiniões, não só sobre este capitulo, mas também sobre a fic toda! Obrigada a todos e quem sabe, até uma próxima, Princess Of Forks ❤️
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!