I Can Feel Your Heart Beat

1 Mine Beats For You


Notas iniciais
Certo, eu nunca sei o que falar aqui, mas, aí vai: feliz aniversário, Manu! Tudo de bom pra você, que esse aniversário seja o melhor de todos até hoje, e que você sempre tenha com quem falar quando se sentir boladíssima - "I volunteer as a tribute" hehehehe - e que você sempre consiga realizar seus desejos.
Como sei que você é bem safadinha, escrevi essa aqui e pensei: "Ei, por que não mandar essa pra Manu como presente de aniversário?", e, aqui está!
Todo mundo aproveitando e mandando feliz aniversário pra Emanuella, galera! o/

Como ela chegara ali, ninguém sabia. Ela se via deitada noutra cama, que não era a dela.

Nua.

O cheiro no ar, era diferente. Este tinha cheiro de lavanda. Por mais que tentasse lembrar, nada vinha em sua mente.

O barulho do chuveiro era constante, há mais de meia hora.

A visão ainda estava turva, e os nervos sacudiam dentro de si. Os neurônios pareciam queimados, de tanta dor em sua cabeça. Os membros latejavam, e ela tinha certeza que estava de ressaca.

- Can you feel, the love tonight...! — gritou o rádio, fazendo-a sentar, puxando a coberta para que conseguisse cobrir os seios, e pôs a cabeça dentre as mãos.

As músicas repetidas de Elton John eram tocadas ao último volume. Apesar da paixão pelas músicas do britânico, ela queria que o homem que tivera dormido com ela — não precisava ser muito esperto para descobrir o que acontecera ali, de fato — desligasse o som.

Pelo menos por um tempo, até que a cabeça dela parasse de latejar.

O barulho de água escorrendo finalmente cessou, e ela ouviu a tranca da porta. Fechou os olhos, e virou de costas, para que ele não a visse.

Ou, talvez, ela não quisesse vê-lo.

Não ainda.

Por sorte, a música cessou, e ela respirou fundo, aliviada. Os passos longos do homem eram característicos, ela não podia negar.

Não conseguia se lembrar de quem eram tais passos. E, certamente, não queria vê-lo. Seria meio difícil para ela, olhar para um homem — talvez, até desconhecido -, e contar-lhe que não se lembrava de nada.

Constrangedor.

Ouviu o barulho das molas da cama, quando ele subiu. Abraçou-a.

Ei, ela conhecia aqueles braços.

Ei, ela sabia quem era ele.

Virou-se lentamente, para ver quem era, e se seus sonhos realmente haviam se tornado reais.

Mal pôde vê-lo. Os lábios furiosos dele abocanharam os dela com uma força estupenda. Não conseguiu reagir a tal ataque.

As mãos dele descobriram o corpo dela, a fim de obter um pouco mais de... Satisfação.

Separaram-se somente quando o ar fez-se realmente necessário. Ela conhecia aqueles olhos como conhecia a palma da mão. Conhecia todos aqueles músculos como a si mesma.

- El... — começou ela, podendo ver como o azul estava escuro.

Aquilo só podia significar uma coisa:

Desejo.

Cobiça.

Paixão.

- Não vá me falar de regras da polícia agora... — sussurrou ele. Ela riu.

- Que eu saiba, não somos mais parceiros. — riu novamente. Ele a acompanhou. — Apesar de estar sendo um pouco desconfortável estar nua na frente de meu melhor amigo.

- Ou... — pediu continuação.

Ela gargalhou, puxando mais as cobertas para si, revelando o corpo perfeito que ela tinha.

Olivia corou.

Ele não esperou resposta. Subiu em cima dela — literalmente — e beijou-a com toda a fúria e paixão que existia em seu ser. Olivia levou suas mãos ao pescoço dele, e ele sorriu, contra os lábios dela.

••

As respirações descompensadas, arquejantes, os olhos de ambos brilhando.

Volúpia.

Ela sorriu, e olhou para ele, que olhou-a curioso.

- O que foi? — perguntou, com palavras entrecortadas. Ela riu novamente.

- Nada... — respirou — Só nunca nos imaginei como um casal.

Mentira.

Ele riu, e concordou; mentiroso.

Deitou-se ao lado da parceira — mesmo depois de não serem mais parceiros, continuariam se chamando assim. Costume. — e puxou-a para seu peito.

Ela deitou a cabeça ali, e sussurrou a coisa mais óbvia de todos os tempos:

- Eu posso ouvir o seu coração.

Ele riu, e cobriu seus corpos.

Deitou-se por cima dela, coberta pelos lençóis.

- Também posso ouvir o seu. E, te digo uma coisa: o meu bate por ti. — riu.

Ela sorriu acanhada, quando ele pôs uma mecha de seu cabelo molhado de suor para trás de sua orelha.

- O meu também bate por ti. — sorriram juntos.

Ele aproximou seus lábios, e beijou-a. Não com voracidade, não com desejo, mas com amor. Olivia girou os corpos, e colocou-se em cima dele.

A partir de agora, uma nova cena de amor começaria.

Notas finais
É isso :) espero que tenham gostado da versão mais safadinha dos dois hehehe reviews são muito bem vindas ksapoksopks
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!