I Can Be The One Tonight

15 It Wasn't Our Last Kiss


Notas iniciais
Cheguei *---* Boa leitura! ♥

— Cooper? – Blaine perguntou nervoso, vendo o irmão sentado ao seu lado.

— Você dormiu por cinco dias e já acorda desse jeito, maninho? – Riu o Anderson mais velho, segurando a mão de seu irmão. – Também senti sua falta.

— Mas o que... como soube que eu estava aqui?

— Kurt me contou. – Explicou Cooper. – E graças a Deus que ele fez isso, porque você ignorou todas as minhas mensagens e ligações. Eu queria me desculpar, dizer que te queria de volta na minha casa, mas você simplesmente me afastou de você.

— Eu pensei que você estivesse entrando em contato para fazer com que eu me sentisse pior do que já estava me sentindo. – Se defendeu Blaine, sentando-se melhor na cama com a ajuda do irmão. – Mas eu também senti sua falta. Até demais.

— Me perdoa, maninho. Eu juro que não fiz por mal.

— Você promete que vai mudar? Porque eu realmente quero recomeçar isso tudo...

— Eu também quero e quero que volte a morar comigo. Eu prometo que vou mudar. – Cooper sentou-se ao lado de Blaine na cama e o abraçou forte, porém com cuidado para não machucá-lo. – Kurt passou todas essas noites aqui com você, esperando que você acordasse. Ele deve estar voltando para cá agora, porque eu o obriguei a ir em casa um pouco e dormir, por isso eu passei essa última noite aqui.

— Como ele está?

— Triste... o que é bem normal. – Informou Cooper, vendo o olhar de Blaine ficar mais triste. – Mas ele vai ficar bem se você desistir dessa ideia de que quer morrer.

— Eu só queria ser bom para ele... – Blaine disse mais baixo.

— Você acordou! – Kurt entrou no quarto e só faltou pular no pescoço de Blaine, que sorriu com o ato do castanho. – Te machuquei? – Perguntou ao ouvir um gemido de dor vindo de Blaine.

— Não, eu estou bem. – Riu ele. – Como estão os meninos?

Um silêncio se fez no quarto e Kurt e Cooper não sabiam como informar a Blaine que eles haviam morrido. Como falar para alguém que seus melhores amigos estão mortos? É a pior notícia para se dar a alguém.

— B...eu sinto muito, mas... – Kurt não sabia como dizer aquilo. – Sebastian ele... ele não resistiu.

— E Nick? E Jeff? – Blaine apenas viu Kurt negar com a cabeça, cabisbaixo. – Eu fui o único a sobreviver?

— Sim... – Kurt segurava a mão de Blaine, que agora estava tremendo. – Eu sinto muito.

— Eu sabia que isso aconteceria, entende? Mais cedo ou mais tarde eu só... acho que eu não estava preparado.

— Nunca estamos preparados para perder aqueles com quem nos importamos. – Afirmou Kurt. – Isso é normal. Se chama amor.

— Eles eram meus amigos, eu não os amava. Apenas isso. – Blaine disse de seu jeito frio.

— Então você não me ama também? – Perguntou Cooper. – Ou a Kurt? Ou pelo menos a si mesmo?

— Não foi isso que eu quis dizer... – Blaine tinha lágrimas nos olhos. – Quando eu vou embora? – Fugiu do assunto.

— Até o fim da semana. – O médico de Blaine informou ao entrar no quarto, sorrindo como sempre. – Fico feliz que tenha acordado.

[...]

— Maninho, você tem visita! – Informou Cooper e Blaine o olhou, vendo Kurt entrar em seu quarto com um pequeno sorriso no quarto. – Usem proteção!

Cooper disse rindo e saiu do quarto, voltando aos seus afazeres. Um mês havia se passado. Blaine já tinha tirado os gessos de seu braço e perna e suas costelas estavam praticamente no lugar certo, mas ele ainda não podia fazer muita força e fortes esforços. Nesse um mês aconteceu o funeral de Sebastian, Nick e Jeff, ao qual Blaine foi ainda de muletas. Ele e Kurt estavam bem na medida do possível, mas Blaine algumas vezes tinha alguns surtos durante a noite e acordava gritando e chorando.

Por esse motivo Kurt começou a passar todas as suas noites ali com Blaine, garantindo que ele teria uma boa noite de sono, algo que era bem difícil para o moreno.

— Acho que cheguei um pouco cedo hoje. – Kurt viu no relógio que era apenas seis horas, recém era fim de tarde.

— E eu fico feliz por isso, assim podemos fazer algo. Quer ver um filme? – Sugeriu o moreno, vendo Kurt assentir e deitar na cama com ele para ambos assistirem ao tal filme.

Era uma comédia romântica bem tranquila, com algumas partes bem divertidas e outras de um romance tão intenso que os dois imaginaram a si mesmos naquela situação do filme.

Em um momento, quando o filme estava quase acabando, Kurt percebeu que Blaine estava olhando para ele e virou o rosto em sua direção, se perdendo nos olhos do moreno. Kurt nem percebeu o momento em que esticou seu rosto e juntou seus lábios nos de Blaine. Era a primeira vez que fazia aquilo desde o “último beijo”, que agora mostrava não ter sido o último.

Eles passaram a mais se beijar do que prestar atenção no filme, sorrindo sem parar um para o outro.

— Obrigado pelo que está fazendo por mim. – Agradeceu Blaine, entrelaçando sua mão na de Kurt. – Eu costumava ser o seu super-herói, agora você é o meu, que dorme comigo e afasta os meus pesadelos. Você é o que me mantém vivo nesses últimos tempos, Kurt. Os pesadelos são tão ruins que a minha vontade é enfiar uma faca no meu pescoço, mas você impede que isso aconteça. Obrigado.

— Faço isso porque me preocupo com você, Blaine. Você não precisa me agradecer. – Kurt lhe deu um selinho, sorrindo em seguida. – E eu fico feliz de dormir aqui com você. É confortável.

— Dormir nos seus braços é a melhor coisa do mundo. – Se abriu o moreno. – É como se você e eu fossemos feitos um para o outro.

— De repente nós fomos. Vai ver isso é o destino querendo dizer algo. – Brincou Kurt. – Eu já fico feliz por saber que você está em. Isso é o mais importante para mim.

— E você é o mais importante para mim. – Blaine mais uma vez encarou aquele céu em forma de olhos e se sentiu tentado a falar mais uma coisa, porém não teve coragem. – Eu morreria se te perdesse.

— Que bom que isso não vai acontecer. – Sorriu Kurt, mais uma vez capturando os lábios de Blaine e os juntando com os seus.

Kurt acabou subindo sobre Blaine e continuando a beijá-lo. Enquanto não fosse parado, continuaria com o beijo. Não queria largar Blaine nunca mais, ainda mais agora que o moreno estava consultando um psicólogo que estava o ajudando a parar de pensar nas coisas que fazia antes do acidente.

Era difícil para ele conversar com um psicólogo, mas até que estava se saindo bem. Se ele já sabia de seus sentimentos por Kurt, depois de conversar com esse psicólogo ele tinha mais certeza ainda sobre o que sentia. E, para melhor ainda mais, se sentia imensamente feliz por estar sentindo tais novas emoções.

Era bom amar alguém.

— Kurt... – Blaine começou e se perdeu completamente ao ver Kurt parar de beijar seu rosto e o encarar.

— Sim?

— Eu nunca fui bom com palavras, nunca soube dizer o que eu sentia ou deixar que meus sentimentos falassem por mim. Eu sempre fui uma pessoa muito fechada e eu desejava que as pessoas não enxergassem o verdadeiro eu, mas você conseguiu isso sem nem se esforçar. Você foi o único que me fez pensar que a vida tinha sentido e que valia a pena eu viver. Além do mais, graças a você agora eu tenho um irmão que me ama e me protege e, tenho quase um namorado também, não é? – Blaine sorriu de maneira nervosa. – O que eu quero dizer, é que eu estou cansado de ter medo do que eu mesmo sinto e mais cansado ainda de esconder tais sentimentos de você. O que eu estou mesmo querendo dizer, é que...

— Eu te amo, Blaine. – Kurt o interrompeu, o beijando serenamente.

— Kurt... – Blaine tentou recomeçar, mas tinha perdido suas palavras. – Eu amo o seu sorriso, amo seus olhos, amo a maneira que você me olha, amo seu beijo, amo seu abraço, amo seus toques, amo sua voz, amo a maneira que você faz com que eu me sinta... eu... eu amo você, Kurt.

Notas finais
Eu ouvi um amém? Ele confessou o/ Espero que tenham gostado *-* Bjo ♥