I Belong To You
2 Capítulo 2
Notas iniciais
–Minha nossa, — Jim falou numa gargalhada ao entrar na sala. – você está quieta faz um tempinho!
Beckett estava sentada no sofá da sala, com um pequeno caderninho no colo e uma caneta na mão. Fazia já quatro dias que Beckett havia regressado de DC e ainda não tinha saído do apê do pai. Mas, o frenesim de uma vida sempre atarefada não deixava Kate sossegar nem um pouco. Ela queria fazer algo, mas também não queria sair à rua.
–É, — Kate falou de voltar, sorrindo. – sosseguei por um pouco.
–Que você tem aí? – O homem perguntou vendo a folha escrito com uma espécie de lista e muitos riscos.
–Comecei por fazer a lista pra compras mas acabei fazendo uma lista de nomes para o bebé.
Jim tomou um lugar no sofá ao lado dela, e logo Kate colocou os pés no chão, dando-lhe espaço para ele se sentar. – Mostra lá então que nomes você quer dar ao garotão!
Beckett não conseguia parar de sorrir. O pai sempre fora o seu pilar e sempre a alegrava. Além disso Jim estava completamente feliz por vir a ser avô.
–Bem, — Beckett se ajeitou no sofá, lendo a lista de entre os muitos rabiscos. – eu pensei em Darryl, Harrison, Wyatt, Bentley e David. Que você acha?
–Tenho mais sugestões só pra deixar você mais indecisa! – Ele disse, gargalhando depois.
–Muito bem, me diga suas opiniões.
–Uhm, James, não tem nada a ver com o meu nome ser James! – Jim acabou sorrindo. – Benjamin, Dominic e Lennon, nossa, como adoro Lennon pro nome do garoto!
–Tem razão, papai, me deixou mais indecisa!
Jim riu e falou. – Vem comigo à cave. Quero mostrar algo pra você.
Os dois desceram à cave com Jim segurando na mão da filha para que ela não tropeçasse ou se machucasse.
–Você quer usá-lo? – Jim disse apontando o berço de madeira desmontado.
Os olhos de Kate se iluminaram e ela sorriu. – Claro que sim, papai. Quero usar meu berço para o meu filho.
–Muito bem, amanhã de manhã monto ele então. Olha aqui.
Jim achou um pequeno baú com muitas fotos lá dentro. Ele pegou nele, bufou para afastar o pó que ele tinha e depois o abriu. Os dois sentaram nos degraus da escada, ficando a ver as fotos. Beckett ficou olhando para uma em particular: Johanna segurando Kate quando ela era ainda pequenina, talvez até, ainda acabada de nascer.
–Sabe quando foi tirada essa fotografia?
Kate virou a foto e leu no verso 17 de Novembro de 1979. – No dia em que eu nasci, por que pergunta?
–Sabe porque não estou na fotografia?
–Porque você estava tirando ela? – Ela perguntou, rindo de matreira.
–Não. — Ao ver a expressão do pai, Kate perdeu seu sorriso. – Eu estava trabalhando, não era meu dia, mas me chamaram, emergência de trabalho, sabe, e então eu fui e sua mãe não ligou dizendo que estava para ter você. Ela ficou brava comigo e não falou pra mim por uns dias, e com razão, e até hoje, é uma das coisas que mais me arrependo não ter feito. Devia ter estado lá, sabe?
–Oh, pai, não se sentia assim. – Ela disse, afagando o braço dele.
–Tenho que sentir, né? Mas sobre isto espero que você tire duas lições muito importantes. Primeira, família, especialmente filhos, estará sempre acima do trabalho. Sempre, entendeu? E segundo, não deixa que Rick venha a sentir o que eu sinto por não estar presente no dia do nascimento do filho. Não atrasa de falar com ele, Katie.
–Papai, já falei que não é fácil assim. Ele me vai odiar, e ele tem muitas razões pra isso.
–E que contará ao seu filho quando ele perguntar onde está o pai? Você quer fazer com seu bebé o mesmo que o pai de Rick fez com ele? Katie, eu sei que você sente muito a falta dele e eu sei que ele é a única pessoa que você realmente amou e esperou, e ainda espera, que a relação resulte, ou estou engando?
–É verdade, pai, mas e se-
–Deixa de pensar “e se”. Sua vida não pode ser suposições, não pensa tanto, filha. Faz o que o coração manda, e parecendo que por vezes ele é um babaca, ele é verdadeiro. – Kate pousou a cabeça no ombro do pai e ele falou. – Eu não vou pressionar você, mas fala com ele, tá bom?
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–Richard? Richard? – Martha falou entrando no escritório do filho.
Castle acordou dos seus pensamentos e olhou a mãe. Depressa escondeu o anel que olhava.
–Oh, Richard… — A atriz tomou um lugar na cadeira em frente da secretária.
–Estava pensando em vender ele. – Castle disse tentando disfarçar a tristeza.
–Não fala bobagem, Richard. Você não consegue nem largar ele da sua mão quanto mais colocar ele pra venda… Já experimentou ligar para ela, saber como ela está?
–Mãe, ela recusou meu pedido de casamento por uma proposta de casamento. – Rick levantou-se do cadeirão, caminhando para a sala. – Está muito óbvio de quais são as prioridades dela?
–Ela deixou o trabalho lá em DC. – Martha confessou.
–Como? – Castle imediatamente se virou, procurando os olhos da mãe.
–Ela deixou o trabalho na Agência umas poucas semanas após começar a trabalhar. Não chegou se quer a trabalhar um caso.
–E como você sabe disso?
–Falei com Jim. Faz quatro dias ele foi buscar ela a DC e a trouxe de volta para Nova Iorque.
–Vê o que eu falei? – Rick voltou resmungando, se achando com muita razão. – Quatro dias e ela não falou nada? Percebe as prioridades dela?
–Você também não falou com ela, Richard.
–Pra quê falar? Ela não estava lá em DC, no seu trabalho de sonho? Se ela pensa que porque se arrependeu eu a vou tomar de volta-
–Porque você fala isso, Rick? Katherine não é a única com a obrigação de ligar! Se você se sente assim tão indignado, porque nunca ligou pra ela? Eu sei que você só está magoado, mas você ainda a ama muito, eu sei.
–Eu a amo demais, e não consigo deixar de amar, essa é a verdade! Mas pelos vistos, nem um anel foi necessário pra provar isso pra ela! Me casei duas vezes, mas nenhuma dessas vezes foi verdadeiro. Pela primeira vez na vida senti algo bom e senti que era o passo certo em casar com ela. Mas o que ela fez, se fechou outra vez e foi lá pra longe! Eu passei quatro anos tentado com que ela se abrisse comigo pra depois dar nisto? Pra eu ficar de coração partido?
–Dói não dói, Richard? – Martha falou. – Você nunca se tinha sinto machucado por causa de amor, mas ela já, talvez seja essa a razão que leve ela a se fechar tanto. Sabe que eu acho que ela se arrependeu sim e voltou, porque percebeu que a vida dela não fazia sentido sem você. Ela também nunca se sentiu assim, tal como você.
–E você sabe isso como? Ela falou isso também pra você?
Martha suspirou dizendo. – O olhar dela, os gestos dela, tudo falava mais alto do que uma única palavra que ela tenha dito. Ela ama muito você, e você também ama muito ela. Deixa de ser meninão e resolve isso! Não deixa o amor da sua vida fugir de sua mão. Não quero você pensando daqui a uns anos como teria sido se tivesse feito as coisas de maneira diferente.
Martha acabou saindo e deixou Rick pensativo. Ele se sentou no sofá, jogando videogame, tentando não dar importância ao que a sua mãe lhe dissera, mas logo pensou que Kate nunca havia dito “Eu te amo” a ninguém. Só pra ele. Ele sabe que ela é cabeça dura e teimosa. Ela precisa de experimentar e ver que deu errado, ele sabia disso. Aconteceu isso toda a vez que ela botou sua vida em jogo; ela nunca ligou pro que ele falava.
Mas também, ele sempre acabou ir amparando ela. Por muito que falasse que era errado e que ela estava por sua conta, ele nunca conseguiu dar mais que um passo longe dela.
Talvez Martha tivesse razão. Ele teria que falar com ela, nem que fosse para ser rejeitado por ela, mas pelo menos havia tentado e nunca poderia pensar anos mais tarde que nada tinha feito para reconquistar o amor da sua vida.
Notas finais
Agora, vocês decidem o nome do bebé, preciso de opiniões xD
Darryl, Harrison, Wyatt, Bentley, David, James, Benjamin, Dominic ou Lennon?
Nota: algum destes nomes pode ser usado com segundo nome por isso se quiser deixar sugestão também
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