I Am a Ghost
4 Capítulo 4
.Mikey: Não, já sei! Você lê pensamentos! É uma mutante?
.Nicolle: Porra! Você acredita em mutantes, mas não acredita que eu posso falar com seu irmão?
.Gerard: Ele é nerd. Tudo pra ele é ciência.
.Nicolle: Olha, amanha eu tenho um exaustivo primeiro dia de trabalho e não tenho tempo pra isso.
E ia se retirando, com Gerard atrás de si.
.Gerard: Aonde você vai?
.Nicolle: Pra minha casa?
.Gerard: Mas eu não consigo falar com ele sem você.
.Nicolle: O problema não é meu...
.Gerard: Imprestável.
.Nicolle: Imbecil.
E a moça saiu, deixando um fantasma muito furioso para trás.
No carro, Nicolle falava sozinha.
\"Que idiota! Acha o que? Que eu tenho alguma obrigação para com ele? Enganou-se! Que morra... Ou melhor, que viva! Ahhhh, sabe-se lá! Eu não ligo mais. Mal conheço a peste e já me prontifiquei a ajudar, e fica nessa murrinhação, nessa ingratidão! Ele que não me apareça mais no meu apartamento, ou eu chamo a... Um exorcista!\"
Enquanto Nicolle dirigia para casa, Gerard tentava, em vão, entrar em contato com seu irmão.
.Mikey: Será que o que aquela garota falou é verdade?
.Gerard: É peste! Eu to aqui!! Aquii!!!! – pulava na frente do irmão, como que para chamar-lhe a atenção.
Enquanto Mikey pensava, Donna e Donald entravam no quarto.
.Donna: Alguma mudança?
.Mikey: Nada.
.Donald: O que foi meu filho? Tem o semblante perturbado!
.Mikey: Nada não dad... Nada de mais.
E Gerard, frustrado em suas tentativas, viu que o único jeito de não ficar sozinho, era ficar com a insuportável da Nicolle. Ah! Ele encheria o saco dela, até ela ir ajuda-lo! Era feito!
Olhou mais uma vez para si, na cama, e para a família, antes de ir para o seu apartamento.
Nicolle abriu a porta do apartamento e viu uma coisa roliça, que brilhava fraco.
.Nicolle: Már que eu não belivo nisso! O Water Planet é do outro lado da cidade!
.Gerard: Esse ainda é o meu apartamento.
.Nicolle: Me foi alugado. Você está morto, e por isso não tem opinião!
Gerard sentiu o sangue subir-lhe a face de tanta raiva ao ouvir aquelas últimas palavras.
.Gerard: Eu não estou morto, sua imbecil!
.Nicolle: Não fala! É um estorvo pra sua família! O que é além de um peso morto?
Gerard se calou perante àquelas palavras. Deixou-se cair no sofá, com um suspiro de exaustão.
.Gerard: Eu simplesmente não queria ficar sozinho... Bem, quando eu não estou com você é como se eu... É como se eu não existisse. Como se eu fosse... nada.
Nicolle percebeu que tinha sido muito dura com ele.
.Nicolle: Me desculpe... É que... Eu tenho estado meia surpresa, e principalmente assustada com todas essas coisas que estão acontecendo sabe?
.Gerard: Eu também. Mas, você tem razão. Eu tenho sido um estorvo há três semanas. Quero que me faça um último favor. Quero que peça a meus pais para desligar os aparelhos.
.Nicolle: Mas...
Sentia-se comovida.
.Nicolle: Não, calma! Eu já li sobre isso. Você deve estar aqui ainda, por algum motivo.
.Gerard: Dã! Eu estou em coma!
.Nicolle: Não é isso, besta! Tipo, um negócio inacabado.
.Gerard: Eu não tenho \"negócios inacabados\".
.Nicolle: Nadica?
.Gerard: Não que eu saiba.
.Nicolle: Olha, a gente pesquisa, se não acharmos nada, eu falo com a sua família.
.Gerard: Ok.
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