Notas iniciais
Oi, meus cupcakes lindos ^^ Aqui estou eu com outro capitulo, e sabem apercebi-me que acabo sempre postando antes de sexta, que é o dia em que eles deveriam ser postados......acho que vos estou deixando muito mal habituados. Enfim, como ontem fiz anos, pois é ontem foi o meu aniversario thanks, thanks , acabei fazendo outro capitulo onde vos vou apresentar os meus personagens divosos. Mas como acho que depois desse vou começar já com a viagem para a ilha, senão torna-se muito cansativo para vocês, não??? Ah mas não se preocupem que os personagem que ainda não apareceram irão ter o seu próprio pov ^^ Bom, sem mais demoras deixo-vos ler o capitulo descansados.

Brasil

Nobody's Home -Avril lavigne

Se você pode se tornar uma pessoa melhor, mais gentil e carinhosa, porque não o faz?”

POV Lilian Ribeiro

Nada como começar o dia correndo um pouquinho. É um dos exercícios que além de me fazer manter a forma física, me permite ter uma maior resistência quando quero cantar para alguém ou até dançar. Corri por volta de um quilómetro e cheguei num parque que já quase ninguém frequentava. Coloquei o som do meu telemóvel no máximo e comecei a praticar os meus passos de dança. Cada nota, palavra e o ritmo fazia que o meu corpo se movesse por si mesmo.

Acabei por perder o controlo e quando dei por mim tinha um pequeno grupo de pessoas a olhar para mim e de vez em quando alguém metia algumas moedas para cima do meu casaco que acabou caindo do banco onde o tinha posto. Quando a música acabou a pequena plateia que se juntou para me ver dispersou-se e eu que também já estava cansada decidi ir para casa.

Quando estava passando perto de uma casa vejo um pequeno rapaz brincando com a sua bola. Não pude evitar sorrir, mas expressão feliz na minha cara logo desapareceu quando dois garotos mais velhos se aproximam e lhe começam a empurrar e tirar a sua tão apreciada bola. Aproximei-me para parar aquela cena mas parece que eles perceberam as minhas intenções e deram um chute na bola a mandando para o meio da estrada. Agarrei na cabeça de cada um e choquei as duas. Começaram a chorar e eu apenas revirei os olhos, fazendo com que as pessoas que passavam ali perto me olhar de lado.

Estava pronta para agarrar cada um por sua orelha e levar às suas famílias, mas o mais novo decidiu ir atras da bola na estrada com vários carros passando. Impulsivamente, corri atrás dele, e exatamente antes de um carro que ia com excesso de velocidade o acertar, consegui empurrá-lo para longe. Infelizmente, ao não acertar o pequeno a vítima terminei sendo eu. Apenas me lembro de ouvir o som do carro a chiar, o som dos passos, provavelmente das pessoas que se aproximavam, o choro do garotinho e a voz muito desesperada de uma mulher pedindo para que alguém chamasse uma ambulância.

Estava tudo branco, aos poucos o meu redor começava a ganhar forma. Estava em cima de um degrau que pertencia a uma espécie de escada rolante e dos meus dois lados estavam imensas pessoas vestidas de branco

— Olha, mais uma que vai para lá. — Consegui ouvir dizer. Antes que pudesse perguntar para onde estava indo sinto algo forte me puxar.

Acordo meia zonza com uma garota me olhando com um misto de preocupação e ansiedade. Assim que percebe que estou acordada sai rapidamente de perto de mim. Pelo cheiro peculiar apercebo-me que estou num hospital e que provavelmente a garota foi chamar uma enfermeira. Tento me levantar mas as tentativas são em vão pois sinto o corpo demasiado dorido. Passado não muito tempo a garota, que agora que olho bem para ela, vejo que é Emily, uma de minhas amigas, a mais verdadeira me atreveria a dizer.

— Sabe onde está? — A enfermeira pergunta, analisando o meu corpo.

— Num hospital? — Ela confirma com a cabeça e escreve algo no seu caderno.

— Sabe porque está aqui? — Tentei recordar algo e o que passou no momento do acidente voltou como se visse um pequeno filme na minha cabeça. Desde os miúdos a chutarem a bola a empurrar o garotinho que seria acertado pelo carro.

Assinto com a cabeça e ela volta a escrever algo no seu caderno. O pousa em cima da minha cama e me olha nos olhos.

— Você teve muita sorte. Não é toda a gente que é atropelada por um carro e sai apenas com umas feridas leves e superficiais. — Analisa os meus braços e retira as vendas que antes os cobriam. Depois dirige-se à saída. ­— Tem alta esta tarde. — Diz e sai do quarto.

— Lili. — Emily repreendeu olhando bem nos meus olhos. — Você sabe o susto que me deu? Ou como eu fiquei quando me telefonaram e perguntaram se podia vir ao hospital.

— Os meus pais? Eles…… — Mexo no meu cabelo.

— Eles não sabem de nada. — Dou um suspiro de alívio, o que menos queria naquele momento era preocupá-los. Olho para ela e sorrio. Mas olha que bem pensei em lhes dizer.

Ela até poderia ter pensado isso, mas não o fez e é exatamente isso que importa. Não quero pensar nas consequências caso eles descobrissem o que eu fiz.

— Olhe ali. — Ela diz apontando para o canto do quarto. Olho para lá e vejo o meu violão. Emprestei-lho há um tempo atrás quando ela precisava de algo para entreter os irmãos. Ela o trouxa para o pé de mim e lhe peguei como quem pega um brinquedo novo pela primeira vez.

Estava para tocar o primeiro acorde quando uma nova enfermeira entrou no quarto dizendo que podia ir embora.

— Ainda gostava de saber do que está feita para lhe darem alta no mesmo dia em que teve um acidente. — Ri um pouco, nem eu mesma sei como apenas ai com apenas uns pequenos arranhões, mas o que interessa é que sai, o resto não importa.

— Por certo, sabia que foi escolhida para participar na viagem?

— Serio? Olha que não se devem fazer piadinhas com pessoas que acabaram de sair de um hospital. — Olhei nos seus olhos e percebi que ela estava séria.

— Legal.

Passamos por uma sala cheia de crianças, que assim que viram um violão correram atras de nós, perguntando-nos se sabíamos tocar, e se podíamos tocar para eles. Claro que um enfermeira veio correndo atras deles para os impedir, pois segundo ela ainda não podiam fazer grandes esforços.

Vendo a carinha que eles faziam terminamos cedendo. E a enfermeira derrotada, levou-nos a uma sala enorme com varias criaturinhas pequenas. Olhei bem em volta e algumas estavam numa cadeira de rodas e outras com algumas faixas pelo corpo.

— O vosso público é crianças pequenas se eles não gostarem, podem ser a certeza que eles demonstraram o seu desagrado. — Alertou a mulher com a bata branca e cheiro peculiar de hospital.

Assentimos mostrando que percebíamos as circunstâncias. Emily temendo que eu ainda sentisse dores devido ao impacto decidiu tocar o violão por mim e ser a segunda voz, enquanto eu era a voz principal. E foi assim que o nosso show começou, e novamente, me deixei levar. Quando voltei em mim os miúdos estavam com os olhos vidrados em nós as duas. Sorri e continuamos a nossa performance.

Alemanha

Alesso — Heroes (We Could Be)

“Se você é bonito e tem carisma, já tem muito. E se ainda assim você é esforçado, então pode pegar o mundo com a mão.”

POV Frederico Bowton

Entrei no pequeno edifício, que continha uma placa com o nome “Orfanato M. S. Arzberg”. As paredes pareciam desgastadas e parecia que pediam para ser reparadas o mais rápido possível ou ameaçam cair a qualquer momento. Mal meti um pé dentro, uma enorme de quantidade de crianças correu para perto de mim. Gostava de as ver felizes. Elas eram lutadoras, mesmo ainda não tendo sido adotadas sempre tinham um sorriso no rosto e entre eles agiam como uma família.

Vê-los fazia-me lembrar dos meus irmãos, Stefan e Susan, de apenas seis anos e das condições precárias que a nossa família passava. Senti uma mão tocar em meu ombro. Era Bianca, outra voluntaria que trabalhava no orfanato, fiquei com ela a semana passada, mas as coisas não deram muito certo, em um curto espaço de tempo ela se tornou muito obsessiva.

— Depois que fiquei com você não consigo gostar de mais ninguém. — Sussurrou perto do meu ouvido.

­— Entendi. Eu estabeleço padrões muito altos. — Ela pareceu não ficar muito feliz com a resposta.

— Então tome responsabilidade por isso. — Insistiu.

— Olha, eu adoraria. Mas afinal o que se passou com o namorado que arranjou no mesmo dia em decidimos dar um tempo?

— Cara legal, mas ele não sabia como me dar o que eu queria. Mas você sabe…… — Lança um olhar sedutor e se aproximou ficando nossos rostos a centímetros de distancia. E quando ela parecia que ia eliminar esse espaço, meu celular vibrou.

Uma garota da minha lista de contatos me ligou, porem no momento que ia para atender ela desliga.

— Olha Bianca, eu entendo, mas não dá! Estou ficando com outra garota. — Menti. A verdade é que se fosse para a frente com esta conversa dar-me-ia muito mal. Tirei um chocolate que tinha no bolso e entreguei para ela, que aceitou e ficou me olhando sem entender.

— Para você se lembrar do gosto do meu beijo.

Sai dali e fui fazer algumas tarefas. Estava cozinhando algo para os pequenos quando me lembrei da garota que me tinha ligado. Como demoraria um tempo até a comida ficar pronta liguei de volta. Não demorou muito até ouvir alguém respondendo.

— Alô? — Uma voz feminina apareceu do outro lado.

­— Porque me ligou no Whatssap?

— Foi engano. Hahahaha

— Tô ligado que você só queria ampliar a minha foto para apreciar a minha beleza.

­— Convencido…….

— Linda, não precisa ter vergonha, toda a mulher se sente atraída por mim.

Ela ia para responder algo, mas ai ouço uma voz grossa do outro lado da linha, o que deduzi ser o namorado. Ouço o apitar que mostra que ela desligou o celular. Voltei a me focar na comida. Não demorou muito até ela ficar pronta. Acabei as minhas tarefas e fui ao ginásio de boxe perto de minha casa. É um sítio acolhedor, e o treinador é muito boa pessoa. Quando cheguei lá, o treinador, um homem alto e robusto, mas já de alguma idade, perguntas se estou pronto para a luta que ia acontecer esta tarde.

Assinto com a cabeça e fui para dentro do ringue treinar com outro elemento do ginásio. Quando chegou a hora fomos de ónibus até ao local onde ocorreria a luta. Descemos um lance de escadas que davam ao subsolo e demos de caras com um sítio enorme. Algumas pessoas já estavam sentadas, conversando entre si, como seria o combate. Pelos vistos este desporte tem ficado muito popular ultimamente e as pessoas não perdem um único combate.

Aproximei-me do ringue, que estava em muito, mal estado. As cordas estavam muito gastas e ameaçavam cair. Perguntei-me a mim mesmo se seria um bom lugar para ter uma luta. Olhei para o treinador e pelo seu ar, quase que aposto que pensava o mesmo. Fizemos todos os preparativos antes da luta, e num piscar de olhos, já ouvia chamarem o meu nome.

Entrei e esperei que o meu oponente fizesse o mesmo. Não posso me dar ao luxo de perder o dinheiro que ganharei com esta vitória irá ajudar muito lá em casa. Ele entrou e ficamos nos encarando o tempo todo. Pelos vistos ele também não tinha intenção de perder. O som da campainha fez-se notar e começamos uma intensa troca de golpes. Ele é bem ágil, mas consigo desviar da maioria. Os poucos que me acertaram tinham uma força extrema e não demorou muito até sentir os efeitos. Permaneci na defesa até recuperar alguma força que fora arrebatada com aqueles golpes.

Em pouco tempo a campainha voltou a soar. Sentei-me no banco pensando em alguma estratégia, mas a única conclusão a que cheguei foi que devia atacar com tudo o que podia no próximo round. O treinador deu-me alguns conselhos e voltei para o campo de batalha. Desta vez ele que se pôs na defensiva, pois aproveitei cada oportunidade que tinha.

Quando vi que ele já não tinha forças para receber outro golpe, dei o ponto final no combate. Pensava que ele cairia redondo no chão, no entanto, num último esforço agarra-se às cordas que acabam por se desprender. Ele acabaria em cima de um espectador. O segurei pela mão para que não caísse. O som que marcava o final do round tocou, mas aquele combate acabou quando viu que o meu adversário caiu inconsciente no exato momento que se sentou no banco da sua esquina.

Fui-me vestir e quando sai do quarto uma garota se aproximou de mim agradecendo-me pois se não tivesse segurado o meu oponente, ele acabaria caindo em cima dela. Deu-me um buque de flores o qual agradeci gentilmente e se foi embora. Reparei que entalado nas flores estava um cartão com o seu nome e número.

Voltamos para o ginásio com o dinheiro da minha vitória e logo depois fui para casa. Quando cheguei lá toda a família estava reunida. Deram-me todos, uma bem-vinda a casa e entrego o dinheiro do combate ao meu irmão mais velho. Passou-se um tempo e fomos todos jantar. Um jantar animado de família. Passo perto de minha mãe para a ajudar a levar as coisas para a mesa.

— Que chupão é esse no seu pescoço, filho?

— Que chupão, mãe? — Encolho a cabeça para trás numa tentativa fracassada de esconder a marca roxa. — Não sei de que me fala.

— Ah! — Gritou o meu irmão na mesa. — Quase me esquecia. Você está na lista de quem vai participar na viagem.

— Não pode ser…

Notas finais
Fred -http://hdwallpapersfit.com/wp-content/uploads/2015/02/hot-alexander-ludwig-hd-wallpapers.jpg Lili - http://www.imdb.com/media/rm314498304/nm3614913 Gostaram??? Amaram??? Não??? Odiaram??? Sugestões??? Estão todos gostando dos capítulos até agora??? Dos personagens?? Digam tudo isso nos comentários, meus leitores lindos maravilhosos. Próximo capitulo : Quem sou eu? Pessoas calmas são as piores quando ficam irritadas