Hurt

4 Declaraçoês


Notas iniciais
OutsideAnd you can bring me to my knees...AgainAll the times when I could beg you please....In vainAll the times when I felt insecure....For youAnd I leave my burdens at the doorBut I'm on the outsideI'm looking inI can see through youSee your true colorsCause inside you're uglyYou're ugly like meI can see through youSee to the real youAll the time that I felt like this won't endIt's for youAnd I taste what I could never haveIt was from youAll the times that I've triedMy intentions, full of prideBut I waste more time than anyoneBut I'm on the outsideI'm looking inI can see through youSee your true colorsCause inside you're uglyYou're ugly like meI can see through youSee to the real youAll the times that I've criedAll this wasted, it's all insideAnd I feel, all this painStuffed it down, it's back againAnd I lie, here in bedAll alone, I can't mendBut I feel, tomorrow will be okBut I'm on the outsideAnd I'm looking inI can see through youSee your true colorsCause inside you're uglyYou're ugly like meI can see through youSee to the real you

O pequeno restaurante em que entramos era adorável. Imediatamente o garçom nos acomodou em uma sala reservada com luz suave e aconchegante.

-É um lugar muito bonito.

Aparentemente ele ficou contente que eu tenha gostado, sorriso atraente apontando em seu rosto.

-Eu sempre venho aqui.É tranquilo ,sossegado...

As vezes era difícil acreditar que alguém tão tranquilo se apresentava diante de centenas de pessoas.

Jantamos em meio a conversas e sorrisos. Quando me dei por conta já estavamos ali a duas horas e meia.

-Nossa! Já é bem tarde...-Falei olhando brevemente para meu relógio ,um pequeno dasapontamento na voz.

-Você acorda cedo amanha? Tem compromisso com o trabalho?

Ele também estava desapontado.

-Não...Na verdade a agencia de publicidade que me contratou só me espera daqui a alguns meses. Eu é que decidi vir para a Alemanha antes.

Não pude deixar de abaixar os olhos enquanto falava .Já estava claro para ele que eu estava na Alemanha mais pela fuga do que por qualquer outra coisa.

-Bom...Quem sabe o que está reservado para você por aqui...

Neste momento seu olhar doce era direto para mim. Um arrepio percorreu meu pescoço.

Não podia me permitir ter este tipo de reação. Já pensava nele muito mais do que devia .Ele mesmo me dissera que viajava muito...Podia sair da minha vida tão de repente quanto entrou e se eu cedesse a ale de alguma forma ,sairia magoada. Engoli a seco:

-Mais frustração se eu não fizer as escolhas certas...

Um segundo de silêncio pairou sobre nós.

-Eu gostaria de ir agora...

-Tudo bem...-Pude sentir a amargura em seu tom de voz.

O caminho até a minha casa foi silencioso até demais. Sentia uma angustia crescendo no peito.

Quando ele estacionou em frente ao meu prédio já tinha um nó instalado na garganta.

-O jantar estava ótimo Gustav...

-Estava sim.

Já tinha a mão na maçaneta do carro quando me despedi.

-Tchau.

Já estava me dirigindo para a entrada quando o ouvi fechar a porta do carro.

-Do que é que você tem tanto medo?

Já na porta me virei em sua direção.

Não houve tempo para que eu falasse nada e ele já estava perto de mim. Segurou meu rosto em suas mãos e olhou firme em meus olhos ao falar:

-Não ,eu nunca tomo um café com estranhas...Desde aquele dia eu não paro de pensar em você.

Ele aproximou-se mais .Seu corpo junto ao meu embaralhando meus sentidos.

Ele liberou uma de suas mãos de meu rosto e afundou em meus cabelos chegando em minha nuca.

Suspirou e continuou:

-Eu sei que estar com alguém não deu certo pra você, não posso nem dizer que lamento, se fosse diferente eu não estaria aqui com você agora.

Ele encostou sua testa na minha e fechou os olhos.

-Não fuja de mim...

Aquilo tudo ,tudo o que ele me disse não deixava mais espaço para palavras.

Sem nenhum receio ofereci meus lábios a ele. Não podia mais negar ,esperava por aquele beijo desde o primeiro instante.

Seus lábios estavam nos meus. Sua língua encontrava a minha. Nossos corpos estavam juntos.

Aquele beijo já não era o suficiente para nenhum de nós dois.