Huntskid
3 Capítulo II
Após alguns dias, os guardas imperiais retornaram com o Caçador. Ninguém sabia por que a Rainha o havia solicitado se seu trabalho já fora cumprido.
– Vossa Majestade, o Caçador a espera no salão de Inverno. — Suzzie fechava o zíper do novo vestido, já que os velhos não serviam mais enquanto um dos guardas entrara.
Regina afastou a criada e a agradeceu, enquanto ia para o salão.
Era uma sala extremamente grande, com uma enorme mesa e um piano, branco, como a neve. O caçador estava de pé, olhando a paisagem. Sabia que não havia sido chamado por um motivo ruim, a Rainha gostava dele, não havia porque querer matá-lo nem nada parecido.
Regina adentrou no cômodo e o homem se virou.
– Vossa Majestade. — Ele curvou-se e ela sorriu.
– Quanto tempo, querido. — Ela se aproximou e sentou-se numa das cadeiras, apontando-lhe ao homem outra, no qual, ele se sentou.
– A que devo vossa honra?
– Graham, querido, aposto que ainda se lembra o que aconteceu alguns meses atrás, estou certa?
– Com certeza.
– Então... Em relação a isso... — Ela se levantou e deu algumas voltas pelo salão — Temo dizer que... Teremos de nos casar.
O homem levantou-se num segundo: — O que?
– É só uma fachada, querido. Terei um herdeiro ou uma herdeira e não quero que seja um filho bastardo, quero alguém para assumir o trono após a minha morte e quero que seja meu primogênito e bem, ele será seu filho. Após o nascimento dele, podemos nos separar novamente.
Graham andou até Regina e segurou seus braços.
– Você está grávida?
– É o que estou tentando dizer, Graham.
– Isso é maravilhoso! Sempre quis ter um filho e seria uma honra que ele fosse seu, e como você quer conceber, fico extremamente feliz.
– Ótimo! Só tem um porém...
– Diga. — Graham não conseguia parar de sorrir.
– Eu sempre governei sozinha e, assim será. Mesmo depois de nos casarmos, eu comando e você apenas assina os papéis. Essa é a única condição que estou impondo. E, como sou uma Rainha muito justa, você pode sugerir uma condição, também.
– Eu escolho o nome do nosso filho.
– Tudo bem, é bastante justo. Eu o ensino a comandar o reino.
– Você disse uma condição, Vossa Majestade. — E a beijou. Regina o afastou.
– O que está fazendo?!
– Vamos nos casar, temos de ser convincentes. — O rapaz sorriu sabendo que a Rainha aceitaria o motivo do beijo.
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