Hunters Love - O Assassino E A Agente
4 Parte Quatro
Notas iniciais
Sea no Hime, sua gata, só falta pagar o boleto agora kk
Well, people, enjoy.
O olhar indiferente fez Frank pensar duas vezes, mas ainda queria salvar Hazel, que era sua amiga acima de tudo.
– Não.
Thalia abafou uma risada.
– Nico, preciso ajudá-la.
– Um é pouco, dois é bom, três é demais. Frank Zhang, você fica. – ele pegou o notebook na mesa sem nem pedir permissão e conectou o comunicador fazendo uma vídeo chamada para Ohio, mansão Ghostking.
– Problemas, criança? – perguntou um homem de cabelos brancos.
– É a primeira vez. – olhou para Thalia que estava sentada ao seu lado. – Minos, esta é Thalia Grace.
– De onde surgiu essa garota, você nunca me apresentou uma mulher antes, vai começar a ficar igual o Hades?
– Relaxa, Minos. Nós dois temos um problema em comum. Preciso que contate o espião da DISK.
– Por que?
– Cazzo! Coloca o cara no vídeo, eu preciso falar com ele.
– Cuidado, irmão, você pode ter um ataque. Imagina isso na sua idade, principalmente considerando o fato de que você não tem filhos.
– Para, Minos, onde está Pasífae pra te pôr no freio? Cadê seus irmãos?
– Um está enterrado na Itália. – o velho sorriu.
Nico apertou ‘esc’ e desligou o aparelho. Ficou parado olhando para o nada enquanto Frank e Thalia olhavam para ele esperando alguma coisa.
– Quem devo procurar para vocês? – Frank perguntou.
– Desculpe, acabei não perguntando, Minos... Distraiu-me.
– É, eu ouvi.
Nico saiu andando sem falar mais nada. Thalia virou-se para o chinês e o interrogou com os olhos, habilidade naturalde uma agente.
– Minos é tio do Nico, o pai dele é o irmão enterrado na Itália, ele odeia que falem no Hades.
– O pai dele realmente chamava Hades?
– É parece que ninguém é muito normal na família, são Hades, Minos, Sarpédon e Radamanto. A esposa de Minos chama Pasífae e é uma prima meio distante.
– Nossa. Tem algum caso de incesto na família, explicaria a profissão de mercenário de assassinatos?
– Provavelmente. Acho que você deve ir atrás dele.
– Eu?
– É, ele parece estar te aturando. – disse rindo.
Thalia entrou na saleta onde Nico tinha entrado. Ele jogou uma muda de roupas para ela. Quando tirou as roupas do rosto o viu, estava sentado sem camisa tirando as botas.
– Tome um banho, vemos o que podemos fazer depois.
Ela reparou que a saleta era um vestiário, com os boxes sem portas, pouquíssimos armários apertados e um banco no meio. Jogou as roupas sobre o banco e começou a se despir. Nico não acreditou que ela realmente fosse fazer aquilo, até ficou olhando para ter certeza.
– Perdeu alguma coisa em mim, Nico Di Angelo? – ela notou o olhar. Ele deu de ombros e voltou a tirar a roupa.
Afinal, sua mente ainda trabalhava como a de uma agente, não tinha malícia ou desejo que tirasse seu foco. Estava acostumada a ficar nua na frente das companheiras e, às vezes, na frente dos companheiros, era matura o suficiente e esperava que Nico também o fosse.
– Você me enrolou, sabia? – ela reclamou já entrando no box.
– Por que?
– Disse que ia me contar algo interessante.
– Perdão, srt. Grace. – resmungou irônico entrando no box ao lado — O que quer saber?
– Quem fazia isso antes de você? Como você se envolveu nisso? Por que os casos pararam há alguns anos e voltaram com tudo?
– Resumindo, tudo?
– Eu te contei tudo da minha vida.
– Não.
– Tudo o que era relevante e, talvez, interessante.
– Não acho nada na minha vida relevante e/ou interessante.
– Você é o maior assassino do mundo, com certeza tem algo pra contar.
– Sinta-se honrada por topar comigo, saber minha identidade e estar viva.
– Se não me contar nada vou cansar de pedir e matar você de uma vez.
– Tente a sorte, Thalia Grace.
Ela aceitou com um desafio, mas ele riu quebrando as intenções dela.
– Meu pai era Hades. Não existia codinome, o nome dele realmente era Hades. Ele não pensou muito, nossa família já era meio louca, simplesmente decidiu que queria ser assassino. Dinheiro a gente tinha, e ainda tem.
– Sua família é tradicional? Nunca ouvi falar nos Di Angelo.
– Minhas famílias são tradicionais, os Di Angelo são por parte de mãe, somos italianos. Hades se envolveu com ela durante uma missão com a máfia. E eu não sou louco o bastante pra contar para uma ex-agente o nome da família americana, eu nem a tenho na certidão mesmo.
– Sua família inteira faz parte?
– Os meus tios, Minos, Radamanto e Sarpédon. Hazel Levesque sabe, mas geralmente não se envolve. Tenente Perseus Jackson, nem toca no assunto.
– Por que Hazel tem o sobrenome diferente do seu?
– Fala sério, todo mundo já especulou o fato de Hades ter filhos, o quanto sabe sobre isso?
– São dois, um italiano e um americano.
– São três, eu, o italiano, Bianca, a princesa da máfia e Hazel, a americana. Ninguém conta principessa¹ Bianca como algo não puramente italiano, ela é a típica riquinha, ela nem sabe que Hazel e eu somos seus irmãos. A última vez que eu a vi ela disse, por favor querido, mande trazerem mais chá gelado.
Thalia gargalhou.
– Seu primeiro caso?
– Não foi um caso, foi por acaso. Qualquer realmente interessado suspeitava que Marie Levesque tinha alguma ligação com Hades, eu tinha quinze e Hazel já morava comigo na casa dos nossos tios. Meu pai ligou da Itália e disse, alguém precisa salvar a Rainha Marie, como ela era chamada.
– Você simplesmente foi atrás?
– Exatamente, confesso que eu tremi e quase errei, mas tudo isso já estava no sangue, passou a se tornar quase natural.
– E por que você parou há alguns anos?
Silêncio. Aquele era o único assunto que Nico jamais falara com ninguém. Hazel, Frank, Minos. Ninguém tinha conseguido arrancar de Nico uma palavra sobre o que quase arrasou a vida dele e a carreira do pai.
– Nico?
Ele terminou seu banho quieto e saiu ainda se enxugando vestido apenas com a calça. Thalia não se abalou pela reação estranha de Nico, na verdade a ignorou. Simplesmente terminou seu banho e vestiu a roupa que o mestiço lhe dera, um uniforme do exército nacional.
– Roupa interessante. – resmungou quando saiu.
– Frank serviu, por dois anos.
– Não vai me contar o que aconteceu?
Frank olhou de relance para os dois e decidiu que era um ótimo momento para sumir.
– Acho que minha avó vai precisar da minha ajuda, me chamem se necessário. – e saiu.
– É sério, te juro que isso você não quer saber, Thalia.
– Acha que alguma tragédia na sua vida vai me abalar? Eu só quero matar a curiosidade, sei lá, talvez um dia eu escreva sobre você. Sem falar que encarar é melhor que recolher.
– Para.
– Você está sendo infantil.
– Tudo bem, você pediu. – ela o encarou séria. – Eu matei seu pai.
Notas finais
Eu gosto desse capítulo, apesar de ser curto eu acho que ele serve para introduzir o passado sombrio do Nico. Sim, ele precisava ter um passado sombrio e todo ele será revelado na parte cinco. Portanto, até lá.
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