Hunter
30 Long Hard Road Out of Hell
Notas iniciais
1: A fic recebeu sua segunda recomendação, CARA, TÔ MUITO FELIZ! Obrigada :DDDD
2: Então, como alguns já sabem (quase ninguém), eu tô reescrevendo a história no animespirit por alguns motivos: O Nyah! anda me fazendo um pouco de raiva, meu jeito de escrever mudou muito e quero fazer outras fanfics sobre bandas, o que não é permitido aqui no Nyah!. Então, esse é o último capítulo que estou postando aqui, e quando o número de capítulos estiver igual ao do AS, acho que vou excluir minha conta. Pra quem tiver paciência de reler fico feliz, mudei algumas coisas mesmo, se não esperem até os capítulos se igualarem, ficarei feliz do mesmo jeito, hehe.
Link: http://animespirit.net.br/fanfics/historia/fanfiction-supernatural-hunter-1128553
Podem acompanhar, comentar, favoritar, etc. por lá também, adorarei c:
3: Capítulo cheio de fortes emoções (que gay), então não vou enrolar mais vocês, boa leitura :DDD
POV Valary
Descemos as escadas abraçados como dois adolescentes apaixonados naquele clima de início de namoro. Era engraçado... Tudo que passamos juntos, todas as brigas, mentiras, discussões... Qualquer casal normal já teria se separado há muito tempo, mas nós não, muito pelo contrário. Rompíamos e voltávamos cada vez mais fortes, nos amando cada vez mais... E isso já era o suficiente para me fazer pensar que eu o queria pro resto da minha vida.
Depois de Dean me fazer quase cair, finalmente chegamos à cozinha, onde fomos recebidos com olhares maliciosos.
_ Que coisa mais linda! Ontem teve não é, cara? – Sam deu o ar de sua graça aparecendo não sei de onde quando nos viu entrar. E deve ter se arrependido amargamente, pois Dean deve ter afundado seu nariz. – Ai! Não sabe brincar fala, apelão!
_ Meu Deus do céu, finalmente! – Dessa vez foi Amy. Ao contrário de Sam ela foi muito carinhosa, nos enchendo de abraços e beijos. Cara, eu podia falar que ela era a mulher da minha vida, no bom sentido é claro. – Eu torcia tanto por vocês.
_ Obrigada Amy! Eu te amo. – Disse. De onde surgiu aquilo? Que gay, cara.
_ Eu também te amo, Val... Muito. – Disse ela me abraçando.
_ Será que dá pra vocês pararem com esse lesbianismo e virem comer? Estou morrendo de fome. – Disse Dean. Era estranho dizer isso, mas como eu sentia falta de seu jeito ogro.
Sentamos à mesa. Acho que foi o melhor café da manhã da minha vida. Nem com minha família eu havia rido tanto. Sam fazia palhaçadas, imitações... Ele era quase um irmão pra mim. Aquele cara era a melhor pessoa que eu já havia conhecido na vida. Amy o olhava de um jeito tão apaixonado... Seus olhos brilhando eram tão estranhos, ficavam ainda mais vermelhos pelo desejo que ela possuía por aquele rapaz. Mas dava pra ver que ela sentia o mesmo que eu sentia por Dean, amor. E falando nele senti uma mão grande dar a volta em minha coxa. O olhei e ele me encarava sorrindo, com aquelas esmeraldas vidradas em meu rosto.
_ Eu sei que você está apressada em tentar me salvar, mas ainda temos tempo. Você pode, pelo menos por hoje sair comigo como um casal normal? Precisamos muito conversar. – Como recusar com ele me olhando daquele jeito? E na verdade eu não via mal nenhum, o que eu ia perder?
_ Quero sim! – Disse beijando seu rosto.
_ Ótimo. – Ele sorriu – Vai se trocar, já sei onde vamos.
Levantei-me da cadeira e fui até meu quarto escolher uma roupa para vestir. Senti algo peludo passando em volta das minhas pernas.
_ Oi meu amor! Como você dormiu? Eu sou má em te deixar sozinha, não é? – Reparei bem em John, como ele tinha crescido. Acho que durante aquele coma eu perdi o amadurecimento de todos.
Deixei John em cima da cama e escolhi uma roupa bem básica: short, uma regata de caveira e sapatilha. Baguncei os cabelos e os prendi em um coque, logo em seguida peguei meus óculos escuros. Desci as escadas e esperei Dean na garagem, observando a praia em minha frente. Que saudade de Huntington Beach, cara... Eu poderia chamar aquele lugar de minha casa sem problema algum.
_ Desencosta do meu amor. – Dean havia chegado, como sempre tratando aquele carro melhor que pessoas.
_ Desculpa, não sou de mexer com a mulher dos outros.
_ É bom mesmo. – Disse ele me aproximando de seu corpo e me dando um selinho. – Vamos?
~Dê play em Have You Ever Seen The Rain e continue lendo : http://www.youtube.com/watch?v=cuyl82hPBkc ~
Entrei no carro e apoiei os pés no painel, ignorando seus olhares de ódio para mim. Ele arrancou o carro e deu a partida. Comecei a prestar atenção nos lugares, nas pessoas... Tanta gente, cada um com sua história, sua vida... Aquilo era impressionante, naquele lugar realmente tinha de tudo. Principalmente as praias. O mar era tão azul, e tão grande que parecia não ter fim. Quando eu era criança achava que o mar acabava no horizonte, e lá havia uma grande cachoeira onde toda a água ia para o cativeiro das fadas d’água, que transformavam aquilo em sabe-se lá o que. Que saudades daquela inocência... Mergulhei tanto naquela nostalgia que não ouvi Dean me chamar.
_ Ei, estou falando com você! – Disse no que parecia ser a milésima vez.
_ O que foi?
_ Gosta de frutos do mar?
_ Muito, por quê?
_ Então é aqui mesmo. – Só naquele momento me dei conta de que o carro estava parado.
POV Dean
Desci do carro e abri a porta para ela descer. Se aquilo era um encontro, era pra ser feito direito. Eu precisava falar com ela, sentir a voz dela entrando em meus ouvidos por todo aquele tempo que me restava, porque cá entre nós, o que eu fiz era pra não voltar atrás. Nada no mundo poderia me salvar. Nem mesmo ela. Mas enfim, ficar martelando isso não me ia adiantar de nada, a escolha já havia sido feita naquele mesmo dia que eu a salvei. Pedi uma mesa e sentei-me. Ela se sentou logo em seguida.
_ Então... – Tentei puxar assunto.
_ Eu sei que não é a hora mais apropriada para falar disso, mas... – Ah não, esse assunto não.
_ Valary, para com isso. Nada que você fizer vai adiantar, eu fiz aquele pacto pra não ter volta.
_ Você fala como se sua vida não tivesse valor algum, como pode ser tão egoísta? – Seu tom de voz já estava levemente alterado.
_ Eu sendo egoísta? Valary, se não fosse por mim você nem aqui estava, para de ser ingrata. – O clima já havia ficado tenso.
_ Você devia ter pensado em alguma coisa pra NINGUÉM sair prejudicado, talvez alguma coisa do bem te devesse alguma coisa e pudesse fazer algo.
_ Valary, entenda, pelo amor de Deus, não havia mais nada a ser feito.
_ Com licença. – Nossa discussão havia sido interrompida por uma garçonete, e só agora percebi que o restaurante inteiro prestava atenção em nós dois. A moça, que era pra lá de estranha, nos serviu uma porção de camarão com fritas e uma caipvodka de abacaxi. Mas que estranho, eu não havia feito pedido algum, mais estranho ainda que era exatamente camarão com fritas que eu tinha em mente.
_ Eu vou ao banheiro. – Percebi que Valary já havia esquentado a cabeça. Pra que fui prolongar o assunto? A única chance que tínhamos de nos readmitirmos havia ido embora naquele momento. Merda!
Narração em 3ª pessoa
~Dê play em Long Hard Road out Of Hell e continue lendo: http://www.youtube.com/watch?v=THNEolxBmso ~
Valary havia perdido toda sua paciência, não entendia como a vida de Dean podia não fazer a menos diferença pra ele. Já havia perdido a cabeça várias vezes e podia perder de novo, só de pensar em deixá-lo ir, ainda mais junto com aquelas coisas que destruíram toda sua vida. Ela ia fazer alguma coisa e iria ser agora. O que ela não sabia é que não iria precisar de muita coisa.
_ IDIOTA! – Disse socando a parede do banheiro, quando entrou. – CADÊ VOCÊ, LILITH? EU SEI QUE VOCÊ ESTÁ AÍ! – Ela gritava e ao mesmo tempo chorava, puxando seus próprios cabelos e sentando-se no chão do banheiro, desabando ali mesmo.
Depois de 5 minutos e nada do demônio, Valary percebeu a burrice que havia feito e se levantou. Lavou o rosto e em seguida viu uma figura medonha no reflexo do espelho.
_ Acho que você me chamou, não é? – O demônio revelara seus olhos brancos. Estava no corpo da garçonete que havia o servido. Bem que Valary não havia sentido positividade naquela mulher.
_ Ah, então você realmente estava aí o tempo todo. – Disse se recuperando do susto. Ela havia perdido o medo daquela espécie há muito tempo.
_ É claro que estava. E por falar nisso, você está pensando em salvá-lo? Acho que avisei para vocês não tentarem nenhuma gracinha, ou iam todos embora junto comigo, ou será que estou enganada?
_ É justamente por isso que te chamei. – A moça suava frio. – Quero a vida dele de volta, e vou com você. Não era eu que vocês tanto queriam? Então. Podem me levar com vocês.
_ Mas que indecisão! Cada hora é um que quer morrer nessa história. Vamos fazer o seguinte, nós duas vamos fazer uma viagem e seu namoradinho e o irmão idiota dele obviamente irão atrás de você. Provavelmente não irão acha-la, e se isso acontecer você vai comigo. Caso eles te achem nós decidiremos todos juntos? Feito?
Valary suspirou fundo.
_ Tudo bem...
_ Então durma bem, menina. Será uma longa e difícil estrada para fora do inferno.
Lilith hipnotizara Valary, para que ela entrasse em sono profundo. A menina desfaleceu no chão e Lilith fizera um pequeno corte em seu pulso esquerdo, bebendo seu sangue.
_ A caçadora topou, mestre. – O homem aparecera ali mesmo, em forma de uma sombra negra.
— Ótimo. Agora vamos. Tenho em mente um lugar que ela irá conhecer perfeitamente bem.
— É claro, Lúcifer.
POV Dean
Sentia-me mal, e agora preocupado com Valary. Ela saíra daqui quase chorando, e agora demora? Eu não queria estragar aquele encontro, muito pelo contrário. Que merda.
Parei pra raciocinar e lembrei que a mulher estranha que nos atendera entrara no banheiro alguns minutos depois. Essa não. Levantei-me da mesa, deixando os camarões pela metade. Pedi informação a uma moça que servia alguns clientes de outra mesa.
— Moça, por favor. Pode olhar se no banheiro feminino há alguma moça branca, magrela, óculos escuros para mim?
_ Claro, moço.
Esperei impacientemente pela mulher na porta do banheiro, que voltou alguns (longos) minutos depois.
_ Não há ninguém assim não, moço, me desculpe.
_ Como não há? Ela não saiu de lá depois que entrou. E a senhora viu alguma de suas funcionárias brancas baixinhas com batom vermelho por lá?
_ Moço, desculpe, mas as únicas mulheres que trabalham aqui são praianas. Pele bronzeada de sol, cabelo queimado, surfistas... Aqui é um restaurante de clima praiano, não trabalha nenhuma mulher de cor branca aqui.
_ Ah não... Obrigado!
Saí do restaurante às pressas. A única coisa que não podia acontecer naquele momento era Lilith conseguir pegar Valary. Tirei meu celular do bolso rapidamente, sem pensar em muita coisa e liguei para Sam.
_ Alô? – Ele respondeu do outro lado da linha.
_ Sam, ela sumiu...
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