Hunter

6 Hunting (parte 2)


Notas iniciais
Eae
Esse cap. ficou pequeno, foi mais p encher linguiça mesmo, ficou mais filosofico do que tudo pq eu tava inspirada u.u

POV Dean

Senti meu sangue fugir das veias e meu coração parar na garganta. Ela não podia pegar a Valary, MINHA Valary. O quê ela queria com isso? A Colt? A alma de Sam? Seja lá o que fosse, eu ia dar meu corpo e alma pra impedir aquela vadia. Porém agora ela estava ao lado de um aliado mais forte, Azazel, o demônio de olhos amarelos, assassino de minha família, de Jessica e de minha bondade. Ele não ia tirar mais nada de mim, o que quer que fosse.

_ O que aconteceu, Dean? – Sam pareceu decifrar tudo pela minha cara de preocupado.

_ Ela está com as meninas... Azazel está com ela...

_ Ela quem, cacete?

_ A rainha malvada da Branca de Neve... Lilith né, Sam?

_ Onde eles estão?

_ Se eu soubesse já tinha ido atrás deles. Só sei que estão na parte norte de Houston

_ Legal, podem estar em qualquer lugar.

_ Então ta esperando o que? Me ajude a abastecer essa porra e vamos atrás delas.

Tentamos abastecer meu carro o mais rápido possível e partimos para a zona norte. Nenhuma palavra foi dita no caminho, o clima era de pura tensão, medo de perdê-las, a ânsia de reencontrá-las, e ao mesmo tempo de matar aquele que destruira nossa vida desde sempre. Não ia medir forças para acabar com aquele desgraçado, torrar até o ultimo pedacinho dele.

_ Dean, você está tenso – Sam quebrou o silêncio quando olhou pro meu rosto. Devia estar com o cenho franzido, e na pior das hipóteses, suando frio

_ Como você queria que eu ficasse, Sam?

_ Calma, vamos acabar com esse desgraçado ainda hoje.

_ Não vai adiantar Sam, existem milhares deles, Lúcifer devia ser nossa preocupação maior.

_ Você está pessimista hoje, viu, garoto.

_ Pelo contrário, estou tentando pensar apenas no lado bom.

_ Tem lado bom nessa história?

_ Por incrível que parece, sim, tem. Se não esses demônios, Lúcifer, se não houvesse o mal não teríamos por quem lutar ou proteger

_ Está se referindo à Valary, não é?

_ Não só ela quanto a você e a mim.

Ora porra, ele estava lendo meus pensamentos agora? Filho da mãe...

O norte não estava muito longe, não com a velocidade em que eu estava, devia ter avançado uns cinco semáforos e causado pelo menos um acidente. Não me importava, não me importava porra nenhuma naquela hora, eu só queria matar aquele filho da puta.

Depois de uns 15 minutos chegamos, chegamos a maldita e imensa zona norte. O mais difícil daqui pra frente era descobrir onde ela estava, já que aquela desgraçada não havia dado nenhuma pista. Senti meu celular vibrar no bolso e o atendi rapidamente.

_ Está demorando, Dean. Não tem medo de perder a vadiazinha?

_ O que você quer, Lilith? Onde você está? Abra o jogo

_ Quantas perguntas, vai devagar – Só eu sabia o quanto aquela voz fina sarcástica me irritava. – Acho que você sabe muito bem o que eu quero.

_ Está se referindo a arma ou meu irmão?

_ Vou deixar o Sam livre por enquanto. Por enquanto. Dê-me a arma e solto suas duas vadias e ainda poupo a vida do seu irmão, sou muito boazinha.

_ Onde você está?

_ Vai até o Thyme Square. Depois vire a direita e você vai achar um beco do lado do restaurante francês. Entre nele. Um dos nossos vai estar na porta. Diga à ele: demonem umbras e ele te deixará entrar. Você vai entrar em uma espécie de laboratório abandonado. Estaremos lá com suas vadias. Traga a arma e ninguém sai machucado, entendeu bem?

_ Entendi.

_ Então nos vemos lá. Antes de qualquer coisa, não tente nenhuma gracinha.

Ela desligou o telefone e franzi o cenho de novo. Dessa vez parece que ela não estava de brincadeira: ou a arma ou a vida de Valary e Amy.

_ O que ela disse?

_ Ou a Colt ou as meninas. Dessa vez ela falou sério.

_ Onde estão?

_ Perto do Thyme Square.

_ Você já sabe o que fazer não é Dean?

_ Perfeitamente.

Eu precisava ceder dessa vez. Lilith era muito esperta, então por que não acabar com ela de uma vez? O problema era que eu tinha que arranjar um jeito de bloquear minha mente, tentar não pensar em nada, aquela coisa lia mentes. Se eu quisesse acabar com ela, eu ainda ia precisar de muito mais esperteza. Muito mais.

Cheguei ao Thyme Square. Aquilo não era tão agradável quanto eu sempre pensei que seria. Não naquele momento

_ Ela falou Thyme Square não é, Dean?

_ Virar a direita, onde tem um beco perco de um restaurante francês. Entrar nele até achar um demônio, e dizer a ele demonem umbras e entrar. Vai ser uma espécie de laboratório abandonado, todos estarão lá.

_ Então, rápido, temos apenas 15 minutos.

Sam estava quase tão tenso quanto eu. Ambos sabíamos como era ter a vida de alguém por um fio, e tudo dependia de nós para que aquele fio não fosse cortado. Apesar de que aquele lugar estar provavelmente muito perto de mim, tudo parecia uma eternidade. Eu apenas queria ver Valary de novo, apesar de não vê-la faz cerca de uma hora, o que me importava naquele momento era que ela estava com os dois que desgraçaram minha vida inteira, e como eu já disse milhares de vezes, não ia perder mais ninguém pra aquele bando, nem que isso custasse minha vida. O mais estranho é que eu conhecia Valary há pouco mais de um dia, e ela bagunçou tudo. Eu nunca havia me apegado as pessoas que conheci de passagem durante minha vida, mas ela era... A exceção. Parece que toda vez que eu via aquela mulher sorrir eu ia no inferno (de novo) dar um abraço no diabo, mergulhar em um vulcão se minha recompensa fosse aquele sorriso me atormentar pelo resto da vida. Eu já estava envolvido demais com aquela magricela, bem vindo ao mundo dos amantes platônicos babacas, Dean Winchester.

Dirigi mais uns cinco minutos e vi o tal restaurante francês, e o tal beco do lado.

_ É aqui.

Saí do carro e abri o porta malas. No fundo havia uma caixa de veludo com engenhos dourados. Era aquela caixa em que estava meu futuro. Eu podia decidir entre acabar com a vida deles de uma vez, ou poupar a vida de Valary. E eu escolhi a segunda opção. Aquela magricela me deixou louco.

_ Você tem certeza disso?

_ Mais do que nunca.

Entramos naquele beco sinistro, havia um homem de preto alto e bombado vigiando uma porta. Ele fuzilou-nos com o olhar quando nos viu.

_ Com licença rapazes, isso é propriedade de...

_ Demonem Umbras

Vi seus olhos ficarem completamente negros, enquanto dava um sorriso sarcástico, o que confesso que me deu um pouco de medo.

_ Sam e Dean Winchester, meus patrões já estavam esperando por vocês.

Ele abriu a porta, nos olhando com a mesma cara de canalha, como se nós fossemos cordeirinhos prontos para serem devorados pela matilha.

O lugar se parecia mesmo com um laboratório abandonado. Era escuro, iluminado apenas por velas que estavam em toda parte. Havia teias de aranha e poeira no ambiente inteiro, com algumas máquinas e engenhos estranhos e enferrujados, o que me levou a pensar de que o lugar não havia sido utilizado há anos. Havia também alguns pentagramas e símbolos satânicos desenhados no lugar, aqueles filhos da mãe foram espertos em transformar aquele lugar em seu covil. Sinto algo pegando em meu ombro e ouço a voz fina que eu mais odiava na face da terra.

_ Olha só quem chegou, bem vindos, Winchesters.

Olho pra trás e me deparo com aqueles olhos brancos. Ok, Dean, se segure de socar aquela cara de vadia.

_ Sem mais papo, onde estão Amy e Valary, sua cachorra?

_ Olha o respeito. É bom você se comportar direitinho porque suas vadias estão nas mãos de meu amigo com olhos cor de fogo.

Olho mais adiante. Não posso acreditar no que vejo. Azazel mantia Valary presa em volta de uma fumaça negra poderosa, com uma mordaça na boca, aparentemente tentando soltar todos os palavrões que sabia contra os dois. Amy estava sonolenta, fraca, mantida dentro de um círculo com alho e poças de água benta em volta. Eu sabia... Mas agora nada interessava, eu precisava livrá-las das mãos daqueles dois o mais rápido possível, pra depois poder mandá-los de volta para o lugar de onde nunca deveriam ter saído: o inferno.

Notas finais
Reviews? (estou fazendo aquela carinha de sedução nesse exato momento)