Humans
6 V - Mayumi
Notas iniciais
“Tudo não passa de uma mera ilusão, não crie expectativas, apenas viva a realidade.”
***
— Atrasada pela a quarta vez. — disse um garoto de cabelos negros sentados na beirada do palco, olhando umas folhas de uma próxima peça que eles iam fazer.
Ito Mayumi parou de correr quando chegou à frente do líder do clube de música e colocou as mãos no joelho, recuperando o fôlego. Alguns membros do clube de teatro a olhavam normalmente, e outros a olhavam tristes por ter que encarar o presidente do clube que, por sua vez, era alguém meio sinistro e sério demais.
— Desculpa Victor! — disse fazendo carinha de cachorro que caiu da mudança. — É que eu fiquei presa no banheiro com a sua irmã.
Óbvio que era mentira, ela nem foi no banheiro ou sequer viu Lorelai hoje na escola. Apenas queria arranjar uma desculpa e ainda por o nome da irmã do chefe no meio, apenas para ver se ele aceita as desculpas.
— Sério? Então quem é aquela, a irmã gêmea perdida da Lorelai? — ele apontou para uma cadeira no teatro, o que fez Mayumi se erguer e olhar para trás, vendo Lorelai e Katherine sentadas e conversando. Elas pararam ao perceber que estavam as encarando, sorriram e acenaram depois se levantando e saindo logo de uma vez. — Eu tenho um irmão gêmeo, meus irmãos Souji e Michael são gêmeos e eu acho que a minha mãe já tinha dado a louca se ela tivesse três pares de gêmeos, já que ela quase deu a louca com dois pares.
Mayumi fez bico.
— Ok. — cruzou os braços. — Eu cheguei atrasada porque eu fiquei conversando com o Hikaru na frente da escola. — disse honestamente, vendo Victor cruzar os braços.
Ele ficou calado por um tempo e fez sinal para ela subir logo no palco, o que a mesma fez com a ajuda do garoto.
— Diz a verdade, eu não mordo como muitos dizem. — sussurrou Victor se levantando após a ajudar a subir no palco.
Mayumi se levantou e foi até os outros membros do grupo, sorrindo brevemente e acenando a eles. Victor olhou os papéis e fez uma breve cara de desgosto, e logo olhou a todos.
— Vocês sabem do “Teatro de Boas Vindas”? Ou melhor, o teatro que temos que fazer apenas para os pais e os alunos verem apenas para participarmos da Feira de Início de Ano. — disse Victor. — Para quem não sabe, a Feira de Início de Ano é quando alunos antigos, pais de alunos e outras pessoas diversas vêm à escola para ver várias atrações feitas pelo os clubes do colégio. Nunca somos nós, membros do grupo, que escolhemos, e sim o diretor e toda a gestão do colégio.
Mayumi se lembra do seu primeiro teatro e da sua primeira feira, ela tinha ganhado o papel da irmã da principal. Ela era nova no clube, então não se considerava confiante o suficiente para nenhum papel, por isso agradeceu ter feito o papel da irmã e não da principal.
A peça era “Um Litro de Lágrimas”, do tema drama como pode perceber claramente pelo o nome. Ela é sobre uma garota com uma doença degenerativa, e a história conta do momento que ela descobre até a sua morte. Infelizmente, essa história é real e bem triste.
O ruim foi que: Ela estava ficando resfriada no dia, então quando ela começou a falar uma das falas, a mesma espirrou fortemente no meio da fala. Podia improvisar... Mas veio mais dois, três e quatro espirros, o que fez todos ficarem olhando-a tensos. Por fim, ela terminou de falar e saiu correndo do palco assim que acabou a cena.
Por fim, ninguém reclamou dela e Mayumi agradece até hoje por ninguém ter reclamado.
— E qual é a peça desse ano? — perguntou uma garota de cabelos curtos e negros, com olhos da mesma cor, de estrutura baixa e a pele branca como papel. Ela se chama Haruka Sayori, e a mesma foi a principal no ano passado e foi considerada a melhor atriz daquela peça, junto ao Victor, que fez o par da principal.
O Salazar ficou calado e um garoto de cabelos roxos, olhos azuis e um belo sorriso encantador olhou a folha. Esse garoto era o vice-presidente do clube, Tsubasa Haru, que fez uma péssima careta.
— Que droga... — disse Haru. — E é o seu último teatro de início de ano.
Pois é. Victor ia se formar naquele ano no colégio, sendo assim Haru, o menino do segundo ano carismático que consegue conquistar todos com um sorriso gentil, se tornaria o presidente enquanto outra pessoa iria ser o vice-presidente.
Mayumi olhou Sayori, que fez sinal para ela que provavelmente era um drama como no ano passado e que isso era uma droga. A Ito fez uma breve careta com os sinais codificados que ambas tinham feito juntas e foi até a mesma, encostando a cabeça no ombro dela e suspirando levemente.
— Vamos fazer... Clube dos Cinco. — disse Haru dando breves pulinhos. — Quero o papel do Atleta!
— Victor faria uma boa versão masculina da estranha. — disse Sayori fazendo Victor dar o dedo do meio para ela e revirar os olhos.
O garoto cruzou os braços.
— O diretor me colocou como John Bender, mas os outros principais além do professor estão livres para vaga. As audições são na próxima semana, aconselho a vocês verem o filme e eu mandarei um e-mail com uma parte do roteiro que vocês vão ter que encenar de acordo com o papel que querem fazer. — disse Victor. — Quem quiser se inscrever, eu darei uma folha para assinarem e até o final da semana vocês tem que me entregar.
Haru estendeu a mão e Victor o entregou um papel, assim entregou a todos o mesmo. Mayumi pegou aquela folha e pensou um pouco seriamente se queria participar ou não. Não teve uma boa apresentação no último teatro do projeto.
Sayori sorriu e a olhou.
— Espero que ganhe o papel do par do Victor. Acho que ele irá notar que eu sou feita para ele. — disse a mesma. Mayumi fez um breve bico.
Sayori era legal... Até ela se tornar competitiva e falar de Victor Hugo Salazar.
— Ele tem namorada, a Yuuki. — disse Mayumi. Ela nunca disse a mesma coisa para a mesma pessoa tantas vezes que ela falou para a garota.
A mesma fez sinal de “dane-se” e saiu andando, indo falar com Haru e Victor. Mayumi escutou Victor dizendo que estavam liberados e a garota pegou sua mochila caída no chão do palco e saiu do mesmo, indo na direção da sala de aula.
***
Ela estava a caminho da sala quando passou pelo o corredor da sala de música. Assim que passou, ela pode escutar alguém tocando violão, o que a fez parar por um segundo e olhar para o local. Era estranho ter como escutar, já que a sala de música é a prova de som.
Andou um pouquinho e viu que a porta estava meio aberta, assim explicando como podia escutar. A garota foi até a mesma e pensou em fechar, quando escutou uma voz suave cantando enquanto tocava.
I couldn't tell you
Eu não saberia te dizer
Why she felt that way
Porque ela se sentia daquela maneira
She felt it everyday
Ela se sentia assim dia após dia
And I couldn't help her
E eu não podia ajudá-la
I Just watched her make the same mistakes again
Eu só a via cometer os mesmos erros novamente
What's wrong, what's wrong now?
O que está errado, o que está errado agora?
Too many, too many problems
Tantos e tantos problemas
Don't know where she belongs, where she belongs
Não sabe aonde pertence aonde ela pertence.
Por um segundo, Mayumi se viu voando em pensamentos enquanto começava a tocar o refrão da música. Problemas e mais problemas vieram em sua mente em forma de flashbacks dolorosos que a fizeram sentir uma breve vontade de chorar.
Até os seus nove anos, Mayumi teve uma vida normal e acreditava que seus pais se amavam. Afinal, era uma criança e via tudo no mundo na mais pura inocência do mundo, mas quando começou a perceber que a vida que levava não era um mar de rosas... Foi um choque de realidade.
Parou de ser próxima de seu pai ao se dar conta que ele bebia, e muito. Desde aquele dia em dia se arrepende por não ter reparado muito antes e ter dado o apoio que a sua mãe mais precisava naqueles momentos. De repente ela começou a ver que as lembranças lindas que tinham eram apenas vazias: Seus aniversários que tanto amavam não eram um mar de rosas, já que seu pai estava sempre bebendo com os amigos à vontade e a sua mãe tinha que aguentar isso calada.
Admira a mãe por isso. Por ser tão forte.
Aos onze, ela começou a se afastar de seus amigos e a sua vida virou do avesso.
Sua melhor amiga já não era tão sua amiga agora, e era capaz dela ser mais amiga da faxineira que vivia de fones de ouvido do que de qualquer outro aluno. Passou a se sentar mais com os professores do que com seus amigos, que já não ligavam mais para ela. Ela já não conseguia sorrir muito bem, e quando sorria era por conta de um colega de classe que era um tremendo idiota e protagonizava os diálogos mais cômicos da sala.
No mesmo ano, e o que tornou a vida dela uma bagunça, foi quando descobriu que a sua mãe não era bem paga e que o dinheiro que tinha frequentemente era o que o pai roubava. “Então temos um ladrão em casa?” foi à pergunta que mais marcou em sua vida.
Se lembrar de tudo aquilo e muito mais a deixava com vontade de chorar, por isso a mesma parou na hora que sentiu as lágrimas caindo. Ela engoliu em seco e fechou os olhos.
Para tentar aguentar tudo aquilo, ela vivia na ilusão. Nessa ilusão, ela é feliz.
Sentiu alguém botando a mão na porta e a abrindo, fazendo-a ir junto por estar segurando a maçaneta. A mesma abriu os olhos levemente por ter medo de ser alguém que poderia a matar.
Mas era apenas uma alta e morena garota, sorrindo curiosa para ela como se tivesse notado que ela estava chorando. Era Lorelai.
— O que houve? — perguntou e percebeu que estavam no corredor. — Entra, ninguém passa por aqui. — disse a puxando para dentro da sala e a fechou.
Mayumi olhou Lorelai que coçava levemente a cabeça.
— Não houve nada. — disse sorrindo e a morena negou. — Sério. Não houve.
— Eu convivo com o Victor todo dia, você não me engana. — disse Lorelai cruzando os braços.
Mayumi ia abrir a boca, mas a porta foi aberta. Uma garota de cabelos roxos e olhos azul safira entrou saltitando na sala ao lado de um garoto de cabelos azuis escuros que Mayumi reconhece muito bem.
— Oh, Mayu! — disse Hikaru sorrindo e acenando, e então a garota encarou Lorelai que estava extremamente séria e foi até o mesmo, o dando um rápido abraço.
— Eu também quero abraço. — disse a garota, Zakuro Maddison Noir, ou apenas Mad, num tom mais elevado que o tom normal de voz, abrindo os braços.
Mayumi riu e abraçou a de cabelos roxos, que a apertou com bastante força e foi até a Salazar, que deu dois pulinhos e a abraçou fortemente. Mayumi era mais baixa que a Salazar, algo que não é tão difícil pelo o 1,85 cm da menina, por isso quando a roxa deu o abraço, Mad enfiou a cara nos seios da mesma de brincadeira, cujo não existem ao ver de Nagumo, os irmãos da garota e Dimitri.
— Macios... — brincou e Lorelai deu um riso, sorrindo inocente e fazendo carinho na cabeça da mesma.
— Pelo menos alguém reconhece que eu tenho peito.
Ela disse e Mayumi olhou Hikari meio envergonhado com a situação e a garota caiu na gargalhada, fazendo às outras duas repararem a situação e começarem a rir também. Lorelai a olhou, mexendo os lábios em forma de “Conversamos depois, ok?” e Mad deu a ideia da mesma ir com ela até a cantina.
***
— ITO MAYUMI, EU ESTAVA LHE PROCURANDO! — gritou Claudine assim que Mayumi entrou na sala de aula ao lado de Hikaru.
O garoto foi andando até o seu lugar junto a Zakuro, que no caso foi falar com as Gêmeas Park, Kim e Yang-Mi, que estavam sentadas. Claudine foi até a morena, a puxando para fora da sala de aula e olhando para os lados, enquanto comia um bombom que provavelmente foi Dimitri que deu.
Dimitri a lembrava o Mello de Death Note às vezes. Come chocolate, parece a Madonna queimada... Será que ele é o Mello? Ele não morreu? Aquele pensamento na cabeça de Mayumi a fez dar um breve riso e pensar que daria em uma bela fanfic. Talvez pudesse escrever um pouco também.
— Está me escutando ou viajando? — perguntou Claudine e a Mayumi deu um breve pulo para trás. — Desculpa. Deve ser os hormônios ou eu estou irritada mesmo, não sei.
— Tudo bem... — sussurrou Mayumi, agora se focando em Claudine.
— É que... — ela olhou para os lados novamente. — O Minamisawa foi assaltado ontem.
Mayumi fez uma cara de confusão.
— Oi? Como?
— O motivo dele não aparecer ontem é que ele foi assaltado dentro de uma mercearia para comprar chocolates. O assalto foi muito assustador e o cara estava armado, e quando a polícia chegou ele teve que ir junto aos que estavam no local. — explicou Claudine. — E lá eles demoraram e muito para serem atendidos porque iam conversar com cada um separadamente, além de que era um monte de pessoas.
— Quem falou isso? — perguntou Mayumi e Claudine olhou para Fudou, que estava com dois amigos conversando.
— Ele e Minamisawa estavam no mesmo local.
— Fudou assaltou? — perguntou Mayumi de brincadeira, fazendo Claudine rir brevemente.
— Não, ele estava comprando refrigerante para ele e alguns amigos. — disse Claudine.
— Ele bebe refrigerante? — perguntou Mayumi olhando Fudou.
Naquele momento, o irmão mais velho dos Morozov, Yuri, estava passando por eles. O moreno de moicano deu uma longa olhada para o garoto, que retribuiu e continuou a andar ao lado de outro menino que Mayumi não sabe o nome exatamente. Isso foi suspeito. Foi tudo que ela conseguiu pensar.
— Eu sei, também fiquei surpresa. Achei que ele só bebia cerveja ou coisas do tipo. — comentou Claudine. — Ele encontrou com o Minamisawa, o irritou um pouco e foi quando escutaram um tiro e que aquilo era um assalto. Além disso, ele falou que eles dois foram quase os últimos a serem chamados. E era sete e quarenta da noite quando eles saíram, sem falar que a mãe dele foi até lá e o levou para casa.
— Wow... Então ele não desistiu de você. — disse Mayumi. — Ele chegou?
— Não. Eu tentei ligar, mas está dando desligado. — disse Claudine.
— É que meu celular quebrou. — disse uma voz masculina na direção das duas. Elas olharam para onde a voz vinha e viram um Minamisawa andando até elas e olhando Claudine. — Precisamos conversar. Eu tenho uma lon...
— Fudou explicou essa história do assalto. — disse e Minamisawa olhou para o Fudou conversando com os amigos e ficou confuso. — Eu perguntei até para a faxineira nova do colégio se tinha o visto, porque queria falar cara a cara com você e... Bem, eu encontrei com ele e o mesmo disse que a última vez que o viu foi na delegacia. E então contou a enorme história do assalto.
— Fudou? Wow... — disse Minamisawa, ainda surpreso. —Ele contou à parte que ele estava comprando refrigerante?
— Eu ia perguntar agora se era verdade. — disse Mayumi se metendo no meio da conversa de ambos.
— Oh, olá Mayumi. — disse Minamisawa, percebendo agora que ela estava ali. Talvez estivesse com tanta vontade de falar com Claudine que nem a notou naquele momento. — Essa é a parte mais reveladora da histó...
Foi então que Claudine o abraçou, encostando a cabeça no ombro do mesmo. O garoto retribuiu o abraço e respirou fundo.
— Vamos faltar o primeiro tempo. — disse o mesmo. — Podemos ir para o terraço.
Ela os viu se afastarem aos poucos, mas logo se lembrou de algo que Lorelai tinha dito antes e deu dois pulinhos.
— Vão para a sala de música. Ela está sempre aberta e quase ninguém vai naquele corredor, apenas os membros do clube de música e o Shindou, que vive por lá nos tempos livres para tocar piano. — disse Mayumi e ambos a olharam, sorrindo e agradecendo, indo na direção da sala de música.
Ela respirou fundo e olhou para dentro da sala, sentado na hora que o sinal toca. Em sua frente encontrava-se Hikaru, enquanto dos lados tinham Yang Mi e Kim, que por sua vez tinha a sua frente Zakuro ou Mad, como preferirem. Atrás dela ficava sempre vazia, então ela não fez esforço para olhar atrás da mesma.
Assim que o professor entrou, viu Hikaru fazer cara de sofrimento. Era aula de Geografia e, bem, ele odeia geografia desde o ano passado. Retirou as suas coisas de sua mochila e a colocou no canto da cadeira, se ajeitando na mesa.
— Bom dia, alunos. — disse o professor alegremente.
— Mau dia, professor. — disse uma voz alta e masculina atrás dela, que a fez tomar um leve susto e se virar para trás, encarando nada mais e nada menos que Tsubasa Haru.
— Oh, ai atrás. Não acredito que hoje eu não terei o meu comentarista favorito? — disse o professor, fazendo uma cara de quem estava cantando aleluia em mente. Haru deu um sorriso aberto e sapeca.
— Eu acho aqui mais divertido. E não se preocupe, eu vou comentar daqui. — disse o mesmo sorrindo e se apoiando em Mayumi para colocar algo em sua mesa. Um bloco de notas. — Você deixou cair. — disse sussurrando em seu ouvido e depois voltando a se sentar normalmente em sua mesa.
Bem, ela e Haru nunca foram próximos. Ele entrou no ano passado no colégio assim como ela, mas foi em uma não era a dela, então apenas se falavam no clube de teatro e os papos sempre foram relacionados ao clube. Mas uma coisa é certa: Tsubasa ama sentar na frente, pois ele adora dialogar com os professores e isso torna a aula um pouco mais divertida, sem falar que o mesmo sabe a hora de parar e ficar calado durante a explicação.
Mayumi pegou o bloco de notas e viu que o mesmo estava aberto e virado para baixo. Olhou para trás, vendo Haru equilibrar a lapiseira em seus lábios e voltou a olhar para frente, olhando o bloco de notas com algo escrito em garranchos.
Você pode fugir da realidade...
Ela viu uma seta apontando para uma dobra da folha, o que provavelmente significava que tinha que virar, e assim a mesma virou. Quando virou, Mayumi viu o que aparentava ser o resto da frase.
... Mas a realidade nunca foge de você.
Por causa disso, apenas a enfrente.
— T. H.
A morena deu um breve sorriso com a frase e viu que tinha mais coisa no canto da folha.
OBS: Não sei por que escrevi isso, apenas fiquei com vontade. E por favor, não arranque e jogue fora, vai acabar com os meus sentimentos.
— Idiota. — sussurrou baixinho e guardou o bloco dentro do estojo, olhando para trás e dando um breve sorriso a Haru, que piscou levemente para ela.
Aquele bilhete foi algo inesperado e que ele escreveu sem motivo algum? Óbvio. Mas de algum modo, ele tocou bem lá no fundo do coração dela. Deu um breve sorriso, voltando a prestar atenção na aula.
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