Humans
2 I - Lorelai e Dimitri
Notas iniciais
“Não há nada como uma respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pela as razões certas.”
— As vantagens de ser invisível.
***
Os ventos da moto batendo nos fios de cabelos negros os fazia mexer rapidamente, os braços magrelos da garota seguravam-se no tronco do menino a sua frente que a dava carona. Pela a primeira vez andava de moto, então era tudo novo. O segurava fortemente com medo de cair enquanto olhava tudo ao redor passando mais rápido que olhar pela a janela do carro. A sensação de voar era tão boa.
E logo a mesma acabou, já que o motorista começou a diminuir a velocidade e parou na frente do colégio, na área de estacionamento de moto. A garota fez uma breve careta quando ela reparou onde estavam e desceu da moto, retirando o capacete.
— Obrigada por me pegar de moto. Foi bem divertido! — disse sorrindo ao mesmo. O garoto desceu da moto, ajeitando-a no estacionamento e retirando a chave. Ele abriu o porta-malas da moto e a entregou a bolsa da mesma, pegando a dele também.
O garoto, ainda em silêncio, pegou o capacete dela e colocou no porta-malas da moto. Ele olhou para algumas garotas passando e os encarando, fazendo-o dar um suspiro de irritação e retirar rapidamente o capacete, deixando-se mostrar os fios dourados do cabelo e os olhos azuis que pareciam invadir a sua alma de tão belos eram. Portanto, o que mais se destacou foi à cicatriz do lado esquerdo de seu rosto, ganhada em um acidente que ocorreu quando o mesmo era pequeno.
As meninas pararam e ficaram o olhando, assim saíram correndo quando o mesmo fez um pequeno gesto de quem iria olhar fixadamente a elas.
— Que bom que… — disse o garoto com um breve sotaque russo. Ele respirou fundo, olhando-a e sorriu de leve. — Que bom que você gostou Lorelai. —o mesmo disse ocultando o sotaque.
— Que fofo o sotaque do Dimitri Morozov! — disse e o loiro revirou os olhos, imitando a garota com o sotaque russo.
A morena inglês-japonesa esperou ajeitar todas as suas coisas, logo terminando de verificar se a moto estava segura e eles começaram a andar em direção a entrada da escola, para irem direto para a sua sala.
Andavam sem muita animação, com um sentimento de quem daqui a pouco eles iam entrar no matadouro. O fato das pessoas a olharem a incomodou,assim como olhavam para Dimitri, mas o mesmo não ligava tanto por ser… Bem, por ser simplesmente o Dimitri. Era para a mesma está acostumada com os olhares, afinal: são as duas “aberrações” do colégio juntas, chegando ao mesmo momento depois de descerem de uma moto preta.
Porque aberrações? A explicação é simples:
Lorelai Jean Salazar, de pai inglês e mãe japonesa, tinha cabelo longo e negro que ia até o final das costas, com uma franja que tampava toda a sua testa. Pálida como um defunto, a menina podia ser facilmente considerada a irmã gêmea de Sadako, mais conhecida como Samara por conta do sucesso da adaptação estadunidense do filme de terror japonês, ou também como Kayako, conhecida como ser o fantasma do filme “O Grito”.
E Dimitri era considerado aberração, mas também era bem popular entre as meninas. A famosa cicatriz de queimadura na cara dele já foi alvo de várias fofocas, como que ele teve aquela cicatriz quando colocava fogo na casa de um garoto que tentou o bater. Mas na realidade, ele ganhou a cicatriz em um incêndio que ocorreu na casa dele aos cinco anos, bem antes dele ser adotado pelo os Morozov.
Além disso, Dimitri naturalmente é visto andando de moto, tem uma aparência fria e assustadora, consegue se irritar facilmente, e quando isso acontece, não existe nenhum ser vivo ou espiritual que teria coragem de pará-lo, já que o garoto consegue ser bem assustador e violento quando quer.
Na realidade, Dimitri é a pessoa mais violenta do mundo, então o ver irritado não é algo que alguém queira. E, para a infelicidade de todos os seres vivos e não vivos, ele se irrita facilmente.
Por isso muitos o chamam gentilmente de “Bomba Relógio”.
Lorelai respirou fundo e olhou para frente, começando a tentar ignorar as pessoas enquanto andava. Fingia entender o que Dimitri dizia algo sobre Green Day e uma música nova deles que aparentemente iriam lançar esse ano, mas a mesma não prestava muita atenção.
Respirou fundo, enquanto mexia nas mangas do casaco da mesma, as puxando para quase tampar suas mãos quando sentiu uma pessoa colocar o cabelo dela atrás das orelhas e colocar um headphone rapidamente em sua cabeça, começando a tocar uma música alta. Ela olhou para Dimitri, que deu um breve sorriso malicioso do mesmo modo que ela dava ao assistir GLEE e tinha cenas de seu casal favorito, Klaine.
— Posso pegar a Lori emprestada? — perguntou a pessoa, que segurava o braço de Lorelai. A morena olhou para o lado, vendo um ruivo com os olhos cor de âmbar que a deixava hipnotizada.
Nagumo Haruya, o guitarrista do clube de música que ninguém sabe qual foi o pacto que ele fez para conseguir passar de ano. Talvez fosse com a dona do inferno, conhecida popularmente como Irene Ygorevna Morozova.
—Toda sua. — disse Dimitri, dando um aceno a ela. Lorelai o olhou com o olhar de alguém que foi traída. — Casem-se, ok? E coloque o meu nome no filho de vocês.
— Pode deixar! — brincou Nagumo e começou a puxar pelo os corredores, e Lorelai deixou-se ser levada pelo o mesmo.
Ele abriu o caminho entre as pessoas, esbarrando em algumas e cumprimentando rapidamente outras. Assim que viu a sala do faxineiro, Lorelai sentiu o ruivo apertar o passo e ir à direção da mesma, logo a abrindo e a empurrando gentilmente para dentro, entrando atrás dela e fechando a porta por dentro com a chave que provavelmente pegou do faxineiro.
No final, já sabia o que ele queria.
— Nagumo… — ela disse ao garoto ao olhar a chave, retirando os fones de ouvido e o entregando, que colocou em volta do pescoço.
— Cala a boca, temos dez minutos para as aulas começarem. — o mesmo disse a empurrando levemente contra a parede. A morena sentiu suas costas baterem em um cabo de vassoura e logo escutou a vassoura caindo. — Lori fazendo Lorices…
Ele disse e a olhou, colocando a mão no queixo dela.
— Você está realmente na ponta dos pés. Porque não aceita que é mais fácil eu o beijar desse modo que você dar uma de galã de novela e tentar fazer isso? — comentou Lorelai baixo, fazendo Nagumo chegar mais perto dela e a beijar. A garota demorou um tempo, mas logo retribuiu o beijo, colocando uma das mãos na nuca do garoto.
Não. Por mais que Lorelai goste dele, Nagumo e ela não tinham nenhum tipo de relação amorosa concreta.
Não são oficialmente namorados, é o que podem definir como “Amigos coloridos”. É isso há um ano, e muitos perguntam o motivo deles ainda não se tornarem namorados, já que ambos aparentam claramente estarem apaixonado um pelo o outro. Eles nunca sabem exatamente o que responder, então sempre fala que eles apenas não querem.
Mas o maior fator para Lorelai não dar a ideia de namorarem, sabendo que o ruivo é um tanto lerdo para dar o primeiro passo, deve ser porque Lorelai não quer se envolver tão emocionalmente com ruivo.
— Idiota. — comentou quando ambos pararam de se beijar. Nagumo riu de leve e a deu um breve selinho na mesma, passando os braços na cintura da garota. — Ainda o acho um idiota.
— Você me ama. — comentou Nagumo, que fez a menina rir, como se ele tivesse contando uma piada. — Eu a faço rir. Você me ama. Admita.
— Eu não o amo. — ela disse sorrindo.
— Eu te amo. — ele disse e a garota revirou os olhos.
— Não me ama. — disse Lori ao mesmo. — Eu não acredito. — sussurrou fazendo rapidamente beijo de esquimó no garoto, que a olhou dizendo aquelas palavras e pareceu levemente surpreso.
Nagumo deu uma breve encarada a mesma e ambos ficaram em silêncio. Lorelai tombou a cabeça para o lado e o ruivo saiu do transe, sorrindo a mesma e se afastando um pouco dela e colocando o MP3 dentro do bolso do casaco da menina, colocando os fones em suas orelhas e dando play, assim abaixando o volume um pouco. Ele piscou os olhos quatro vezes seguidos e a olhou.
— Falarei a mesma coisa que falo toda volta às aulas: Ignore o que todos estão lhe chamando. — disse Nagumo e Lori afirmou com a cabeça. — Não se abale por isso, ok? Escute essa música andando até a aula, fique ao lado dos seus amigos e somente tire quando a aula começar. Eu irei pegar as suas coisas para a primeira aula, e a sua sala é a 2-B, estamos na mesma sala.
Lorelai o olhou.
— Está tudo bem? — perguntou, o vendo ajeitar o casaco da garota. Ele a olhou e sorriu.
— Porque não estaria? — perguntou Nagumo a ela, que deu um breve sorriso.
Ele se virou e abriu a porta do local que estavam assim a pedindo para sair primeiro e depois saindo atrás dela, fechando a porta atrás dele. O mesmo beijou a mão da garota rapidamente e acenou à morena.
— Oh, eu adoro essa música. — ela disse ao garoto, que deu um breve riso e saiu correndo, provavelmente indo pegar os livros da menina.
E a garota se virou e olhou ao redor as pessoas a encarando, mas por conta dos fones, ela não escutava nada além de uma música que adorava. Sorriu levemente e saiu andando em passos rápidos em direção à sala 2-B, cantarolando a música American Idiot do Green Day.
***
“Quando eu sair, não quero ser diferente, quero que o mundo lá fora seja diferente.”
— Skins (série)
***
Dimitri olhou a irmã em sua frente e respirou fundo, chegando à conclusão que quanto ele mais reza, mais assombração o aparece. Todavia, dessa vez Jesus passou dos limites.
— Não acredito que estamos na mesma sala de novo. — comentou Dimitri.
— Também não. — disse Irene e a garota olhou para o menino de cabelo rosa conversando com os amigos, assim se sentando na frente do irmão.
O russo respirou fundo e revirou os olhos, voltando a olhar a janela que tinha na sala após ver a irmã começar a ler um livro qualquer na cadeira a sua frente.
— Dimitri, meu russo favorito. — disse um menino de moicano se sentando em cima de sua mesa.
O loiro viu a irmã olhar para trás e fazer uma careta de nojo, se afastando um pouco da mesa, talvez porque o cheiro de Fudou a incomodava até na morte. E como Fudou era seu amigo…
Quem ele quer enganar? Ele apenas tentou ajudar o menino a parar de fumar, e no final o menino não o fez e quase o envolveu com tráfico de drogas. Dimitri odeia o menino de moicano, e talvez Fudou também o odeie.
Não sabe nem como as pessoas dizem que eles são amigos. De onde eles veem a amizade no olhar de morte que Dimitri dar a Fudou quase todos os dias?
— Se mesa fosse lugar para sentar, se chamaria cadeira. — disse Dimitri ao garoto, que engoliu em seco e saiu de cima da mesa.
Fudou ia falar algo com ele, mas uma garota pulou nas costas do mesmo e fez com que o garoto a abraçasse pelo o canto do corpo. Dimitri olhou a garota, comentando um “Era só o que me faltava”.
— Olá, Dimitri.
A garota se chama Yasmin Atsuki, uma japonês-brasileira. Ela era bonita, tinha que admitir, mas a sua personalidade e a vontade de andar com pessoas que não deve é algo meio chato da parte dela. O loiro não é íntimo dela, mas a garota era amiga de Lorelai e brevemente de Irene, então ele está quase sempre perto dela mesmo não querendo, só não se falam tanto.
A morena acenou a Dimitri, que apenas fez o mesmo. Fudou disse para a mesma o esperar fora da sala, e assim a garota o fez, saindo junto a um colega de Fudou.
— Fale logo o que você quer. — disse a Fudou. Olhou a irmã conversando com Kirino, olhando para trás.
— Quero saber se você foi quem contou a minha mãe que vendo drogas.
Dimitri respirou fundo e pegou o caderno da primeira aula e abrindo na primeira folha. O loiro mexeu no cabelo e olhou Fudou.
— E se foi?
— Eu farei a sua vida um inferno, e de quem você gosta também. — ele ameaçou. O loiro se levantou batendo na mesa, fazendo todos na sala se calar e Fudou dar um breve riso, como se quisesse que ele se descontrolasse.
Sem paciência, a bomba relógio russa já estava prestes a explodir.
— Eu já vi e senti coisas piores que o inferno. — disse Dimitri com os olhos assassinos como se estivesse prestes a matá-lo naquele momento. — Tente fazer a minha vida um inferno para ver se eu não lhe mando para o verdadeiro inferno.
— Dimitri. — chamou uma voz feminina, assim o fazendo voltar a se acalmar um pouco e olhar para onde vinha à voz, vendo Lorelai com os fones de Haruya. — Está tocando Imagine Dragons.
Ela falou e depois olhou Fudou, que sussurrou “aberração” para a menina, que apenas fez a leitura de lábios.
— No final, não fui eu que contei. Gostaria de ter sido, mas não fui eu. — disse Dimitri, se sentando novamente e olhando Lori. — Qual música do Imagine Dragons?
Fudou o olhou brevemente e depois para a saída, vendo Yasmin. Sorriu de leve a mesma e saiu andando ao encontro da garota, que sorriu e conversou com ele.
Lorelai o entregou o fone e o garoto colocou. Estava tocando Radioactive.
— Olá pessoal! — disse dois loiros ao mesmo tempo com um sotaque australianos. Dimitri acenou a ambos e Lorelai sorriu a eles, e então a garota deu um abraço nela e se sentou do lado do loiro.
Esses dois loiros australianos são Katherine Bell e Jake White, ou como Dimitri chama: Tinker Bell e “Australiano não vacinado”, vulgo ANV.
Jake era o seu futuro cunhado. Segundo o radar ambulante de Yaoi, Irene Morozova, ele gostava de Pavel, e sabia disso desde que ele fez uma breve comemoração que quase ninguém viu quando Pav disse que terminou com a Midori. E a Katherine era… Apenas a Kat. Ela se dava bem com a Irene, por mais que a garota tem certo medo da albina.
Mas afinal, quem não tem ou já teve medo da Irene?
Eles são amigos desde infância, e acabou que Jake veio junto a Kat quando ela se mudou. Não tem muitos detalhes sobre os motivos, mas era algo a ver com a máxima relação que Kat tem com a avó.
— Pavel cortou um pouco do cabelo. — comentou Irene em alto.
— E eu com isso? — perguntou Jake.
A albina o olhou enquanto desenhava algo na última folha do caderno.
— Quem disse que eu estava falando com você? — disse Irene e ela olhou Kirino. — Eu estava falando com o Kirino. O fato de ter o nome do Pavel na conversa não quer dizer que eu esteja falando com você.
Jake fez um breve bico e escutou Kat cantarolar “TURN DOWN FOR WHAT”. Dimi deu um sorriso de canto.
— Quem mais está nessa sala? — perguntou Lorelai.
— Bem, além de nós, está o Allen, mas parece que ele vai se atrasar no primeiro dia de aula. A Yasmin também está nessa sala, provavelmente já vai entrar daqui a pouco. Foi por sorte que ficamos na mesma sala. A Mayume esta na 2-A junto a Claudine, Zakuro e as gêmeas Park. — disse Kirino e a Irene ajeitou o cabelo.
— Nem para tanto. Ficar na mesma sala que a maioria de vocês não é algo que eu considero como sorte. E ah! — ela se virou a Dimitri. — Sabe quem entrou na escola também porque o tio se mudou para o Japão devido o trabalho?
O russo piscou os olhos duas vezes com as falas da irmã e repassou duas vezes a fala da mesma em mente, depois parando e olhando Jake.
— Nikolai? — perguntou e Irene afirmou com uma leve balançada na cabeça. — Oh, meu ANV favorito, você perdeu as chances de namorar o meu irmão. — ele brincou e viu Kat fazer cara de espanto.
— Eu já disse que não gosto do Pavel! — exclamou Jake. — Mas quem é Nikolai? — perguntou curioso. Típico de Jake White, o maior curioso que Dimitri pode conhecer.
Dimitri ia falar na hora quem era o famoso Nikolai Romanov quando uma voz masculina chegou perto deles e explicou rapidamente.
— Niko é um dos meus melhores amigos, e ele tem a idade de vocês. — disse o garoto alegre. Era Pavel.
— Olá Pavel. — disse Jake e Irene deu uma olhada maliciosa ao mesmo junto a Lorelai, fazendo o loiro revirar os olhos.
— Olá Jake. Como vai? — ele disse sorrindo e bagunçando levemente o cabelo dele.
— E você… Gosta desse Niko? — perguntou Kat e Pavel pensou um pouco.
Quando ele ia responder, o sinal tocou e o mesmo acenou a todos, indo embora. Irene cantarolou algo e Jake revirou os olhos, perguntando se alguém poderia o acordar depois do final daquela aula.
— Sentem-se para a aula de História, classe. — disse o professor, batendo o livro da matéria levemente na mesa para chamar a atenção de todos.
Viram um garoto ruivo, Nagumo, entrando na sala de última hora e atrás dele estava Yasmin, que correu para a cadeira ao lado de Dimitri onde tinha suas coisas. Nagumo entregou o material a Lorelai e se sentou duas cadeiras atrás dela, junto a um loiro e um garoto de cabelos grisalhos, Afuro Terumi e Suzuno Fuusuke.
Ele a olhou por um tempo e a analisou. Cabelos morenos, olhos castanhos claros e um corpo definido. Não é de se esperar que as pessoas digam que ela é bem bonita, ou que Fudou não iria aproveitar a menina quando ela está apenas brincando com ele.
— O que foi? — perguntou Yasmin a Dimitri, mexendo no cabelo e o amarrando. — Está me olhando. Quer falar algo comigo?
Dimitri arqueou a sobrancelha.
— Eu olho para muitas pessoas, Yasmin. — disse Dimitri. — Mas isso não significa que eu quero falar com elas.
Ele sentiu Lorelai chutar a sua cadeira com o pequeno fora que o mesmo deu na morena e o garoto se virou para a mesma. A garota tinha arregaçado as mangas do casaco preto, e agora podia ver os braços branquelos e meio magros da garota.
Nesses braços, ele reparou marcas de cortes nos braços.
— O que foi isso? — perguntou ignorando a garota o chamando a atenção por ter sido mal educado.
Lorelai olhou aquilo e abaixou a manga do casaco, depois o olhando e passando as mãos no cabelo.
— O meu gato me arranhou ontem. Eu o provoquei. — disse sorrindo desajeitada.
— Você tem um gato? — perguntou Dimitri arqueando a sobrancelha.
A menina afirmou e disse para virar para frente, já que o professor começou a colocar matéria no quadro, assim o garoto se virou hesitante. Olhou o quadro, pegou um lápis e riu de canto.
O irmão mais velho de Lorelai, Victor, é alérgico a gatos e quase tem uma crise alérgica somente de olhar a sombra do animal, então não tem como ela ter um. Lori estava mentindo sobre um gato ter feito aquilo no pulso dela.
Ele deveria ficar preocupado?
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