Hug Me
2 Extra
Notas iniciais
Você ainda brilha
Você ainda é como uma flor perfumada
Agora eu não posso viver um dia sem você
Por favor, por favor, por favor, me puxe e me abrace
Sem você eu não consigo respirar
Eu não sou nada sem você
Abra meu coração fechado, embebede meu coração
Assim eu posso sentir você me abraçar
Taehyung despertou ao som de uma voz conhecida. Abriu os olhos lentamente, acostumando-se com a claridade do quarto, e viu Hoseok sentado na beirada da cama.
Não demorou para que ele percebesse que Taehyung já havia acordado.
— Desculpa se eu te acordei, amor – deixou de lado a caixa que estava em seu colo e engatinhou na cama até chegar perto o suficiente do namorado para depositar um beijo rápido em sua bochecha.
— Que horas são? – disse com a voz arrastada de sono.
— Quase duas da manhã.
Taehyung sentou-se na cama e se espreguiçou, dando um longo bocejo.
— Perdeu o sono, hyung? – esticou os braços até suas mãos encontrarem-se atrás do pescoço de Hoseok, deixando uma caricia nos fios macios que haviam ali.
Hoseok confirmou em um tom manhoso, levando sua cabeça até a briga do outro e a roçando ali.
— Eu te ouvi cantando, o que era?
— O que você estava escrevendo mais cedo.
— Ya! Eu não te dei autorização para ler nada! — Bufou irritado, cruzando os braços e se afastando.
— Não faz assim amor — tentou descruzar os braços do outro, e ao não conseguir, colocou-se entre o espaço que havia atrás de Taehyung e enlaçou seus braços sobre os do outro, depositando vários beijos no maxilar dele. — Eu tava cantando porque o que você escreveu se encaixa perfeitamente na música que eu, o Namjoon hyung e o Yoongi hyung estamos compondo, você precisa mostrar pra eles.
— Você acha que está boa o bastante pra eles aprovarem? — Descruzou os braços.
— É claro que eles vão aprovar. Essa está ainda melhor que as outras lindas que você já jogou fora. E dessa vez não vou aceitar um não como resposta, se você não mostrar, então eu mostro.
— Ta bom, eu mostro – abaixou a cabeça e sorriu fraco. — Canta uma parte pra mim?
— A minha? – Taehyung maneou a cabeça em positivo. — Ok, eu não consigo te negar nada mesmo – sorriu antes de se preparar para cantar.
O seu abraço, o seu calor, o seu coração
Eu rezo para que eu o veja novamente
Agora nesse momento, até a brisa quente de aroma de flores
Até o céu sem uma única nuvem
Tudo está frio
Aquele céu claro está todo escurecido
Sem você, qual fôlego esse meu cadáver pode respirar?
Eu sempre me machuco, eu sempre choro choro choro
Eu fico louco, e sem você eu fico exausto
Pela frequência dos meus pensamentos em você
Eu odeio tudo, eu odeio todos os dias
Me ligue, trim trim trim
Se houver uma oportunidade, eu te abraço...
Antes que Hoseok pudesse terminar de cantar o trecho que havia escrito, ele ouviu um soluço vindo do maior e parou imediatamente.
Taehyung estava se esforçando para não chorar, mas não estava sendo nada fácil para ele. Uma onda de culpa invadia seu ser com uma força arrasadora.
— O que foi, amor? – afagou o rosto do outro, limpando a lágrima solitária que ele não conseguiu segurar.
— A música é linda, linda mesmo, mas... mas ela me lembra do inferno que foi esse último mês sem você e de que isso foi tudo minha culpa. Eu preferiria que ela não existisse – Taehyung falava com dificuldade, pois não mais conseguia segurar as lágrimas.
— A culpa não é sua, é nossa. Nós erramos! – limpou o rosto do namorado e o envolveu em seus braços, o abraçando forte. — Eu entendo como você se sente, TaeTae. Ler o que você escreveu me destruiu por dentro, esse mês foi o pior que tive na minha vida, mas também me fez ver que a vida sem você do meu lado não tem a mesma graça. Agora, mais do que nunca, eu sei que você é e sempre será o amor da minha vida. Então não precisa chorar, eu estou do seu lado agora e nunca mais vou sair, eu prometo! – dizia enquanto acariciava seus cabelos.
Taehyung desvencilhou-se dos braços do menor, ficando de joelhos em sua frente. Levou as mãos até os ombros largos do outro, os alisando e em seguida levando-as até o rosto de Hoseok, segurando de uma forma carinhosa.
— Eu te amo, Hobi hyung.
— Eu também te amo, TaeTae.
Aproximaram-se vagarosamente um do outro e selaram seus lábios, iniciando um beijo calmo e repleto de paixão.
Depois daquele dia, o namoro deles ficou cada vez mais sólido. Ainda haviam o ciúmes, os desentendimentos e as brigas, mas era questão de minutos para que se entendessem e voltassem a ficar de bem.
Um único mês de dor e sofrimento foi capaz de lhes mostrar que já não podiam mais viver um dia se quer sem se abraçarem.
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