How should happen
12 Capítulo 12
Notas iniciais
– Mrs. Hudson, já pode entrar?- Informou a enfermeira. Rachel e Finn estavam à vinte minutos à espera no consultório médico, da sua médica. Era hoje o dia em que ambos iam saber o sexo dos bebes. Rachel estava no quarto mês, e esperava que nesta consulta eles pudessem ‘’abrir as pernas’’ para poder ver o sexo, os bebes nas consultas anteriores estavam sempre com elas fechadas, para infelicidade dos pais que estavam ansiosos para o que descobrir o que afinal iam ter. Eles não tinham preferência, já tinham uma menina de 9 anos, Sophie, e um menino, de 2 anos, Chris. Esta gravidez foi inesperada, assim com as anteriores, eles sempre quiseram ter uma família grande com filhos, mas nunca chegaram a pensar numa idade para continuar a ter depois de Soph nascer, deixaram a penas rolar.
– Esperamos que hoje esses bebes sejam generosos com os pais e deixam ver finalmente o que são.- Disse o médico, quando Rachel se deitou na maca, sempre de mão dada com Finn.- Pelo que me está a parecer hoje já vai dar para saber o sexo.- Afirmou ele dando uma pequena olhada.
– Espero bem que sim, estou muito ansiosa, porque assim nem posso decidir nomes, nem comprar as coisinhas.- Disse Rachel, agindo como qualquer mãe ansiosa para saber os sexos dos seus bebes.
– Acho que não tem mais que se preocupar, elas finalmente perderam a vergonha. Parabéns vocês vão ter duas meninas.
Enquanto caminhavam para o carro, depois da consulta, Finn tinha uma cara de preocupado, o que não passou despercebido por Rachel.
– O que foi amor? Estás triste por ser duas meninas em vez de meninos?- Perguntou Rachel preocupada com a feição do marido.
– Claro que não, só estou preocupado em não conseguir dar conta do recado. Quando tivemos a Soph foi diferente, só era uma e tínhamos uma grande ajuda dos nossos pais e amigos. Agora já somos bem grandinhos para andar a pedir ajuda aos nossos pais. Tenho medo, percebes?
– Claro que percebo, mas não precisas de ter, já estamos habituados com crianças. Vais ser o melhor pai para elas como tens sido para a Soph e o Chris. Basta não teres medo.
Depois de Finn ter relaxado um pouco, foram buscar a Soph à escola e depois passaram pela casa de Santana para ir buscar o Chris, como ainda só tinha 2 anos ainda não andava na escola nem os pais queriam pô-lo numa creche e quando nenhum dos amigos podia ficar com ele contratavam uma baby-sitter.
Contaram a novidade às crianças de que iriam ter mais duas irmãs, que ficaram bastantes animadas.
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Era uma sexta feira quando Rachel finalmente conseguiu um tempo para sair com Santana sem os filhos, tinham-nos deixado com a baba enquanto Sebastian e o Finn não chegavam a casa.
– Tou amor.- Atendeu Santana a chamada do seu namorado.- Está ao meu lado, vou já passar. Rach o Sebastian quer falar contigo.
– Tou Sebastian- Falou Rachel ao telemóvel.
– Rach, preciso que fiques calma, recebi agora um telefonema do hospital de Los Angeles.- Disse Sebastian com a voz preocupada.
– Sebastian, tás-me a deixar nervosa. Desembucha tudo de uma vez.
– O Finn teve um acidente de carro e entrou no hospital em estado grave, já estou aqui à espera de noticias, não sei de mais nada.
– Não saias dai eu daqui a 10 minutos estou ai.- Desligando o telemóvel já com lagrimas escorrendo pela face, contou á Santana que olhava para a amiga com lágrimas nos olhos.- Santana temos que ir para o hospital, o Finn teve um acidente de carro grave, conto-te o resto no caminho.
Chegando ao hospital, Rachel nem esperou a Santana acabar de estacionar e correu para a receção do hospital, logo encontrou um Sebastian bastante preocupado.
– Sebastian como ele está? Como isto aconteceu?- Perguntou Rachel encontro saia do abraço do amigo.
– Segundo consegui perceber, um condutor de condutor embriagado perdeu o controle da viatura e foi para a outra faixa batendo de frente com o carro em que o Finn seguia.
POV Rachel
Às próximas horas passei a rezar, para que não acontecesse nada de grave com o Finn, que ele conseguisse superar isto. Estava sentada numa cadeira, na sala de espera isolada, não estava com disposição para falar com alguém. As crianças estavam em casa com a baby-sitter, o hospital não é um lugar para crianças, sendo elas ainda muito pequenas.
– Rachel, é melhor ires a casa descansares e comeres alguma coisa.- Disse a Santana, quando se sentou ao meu lado, abraçando-me pelos ombros, como o Finn costuma fazer.
– Não vou sair daqui sem o Finn, muito menos sem saber se a cirurgia correu bem ou não.- Afirmei. À pouco apareceu um doutor informar-nos que o Finn ainda não tinha acordo e que ia ter que fazer uma cirurgia, visto que tinha partido o braço e algumas costelas.
– Pelo menos, é melhor ires ao refeitório comer alguma coisa, querida. Lembra-te que ainda estás grávida de gémeos.- Disse a mãe do Finn, como ela estava aqui, em Los Angeles, a passar uma temporada connosco antes de as gémeas nascessem, não podemos esconder que o filho tinha tido um acidente.
Depois de insistir mais uma vez que não ia a lado nenhum, lá foi o meu querido Sebastian buscar alguma coisa ao refeitório, quando chegou até nós, parecia que trazia comida para uma festa, com tantas coisas.
Passaram-se mais duas horas e finalmente um médico aparece, com roupas do bloco operatório.
– Como é que está o Finn?- Perguntei, assim que percebi que ele era o mesmo doutor que nos informou do estado do Finn mais cedo.
– A cirurgia correu bem, mas ele ainda está inconsciente, por causa da anestesia. Mas dentro de poucas horas, talvez, nem tanto ele acorde. O quarto dele é o 410, podem ir todos, mas cuidado, quando ele acordar pode estar com algumas dores, peço que me chamem.
Mal ele parou de falar, corri, o quanto a minha barriga, não muito grande, permitia, para o quarto indicado pelo médico.
Quando abri a porta, encontrei um Finn desacordado, com o braço esquerdo com gesso, a alguns pequenos arranhões na testa dele, tirando isso, estava igual ao meu Finn.
–Meu amor, acorda por favor, já nos pregas-te muitos sustos hoje, pelo menos até aos próximos anos.- Falei perto da sua orelha.- Tu sabes que eu não consigo viver sem ti e as gémeas também não, desde que soube o que aconteceu elas não pararam de chutar, preocupadas com o papai.- Falei pondo a mão dele no local onde se sentia dos pequenos chutes.
Mais alguns minutos a observa-lo, com a Santana, o Sebastian e a Carole também ao seu lado, sentia a sua mão se mexer na minha barriga, olhei para ele e vi que ele começava a abrir os olhei, não me consegui segurar mais e deixei que as lágrimas escorressem livremente pela minha face.
– Oh meu amor, finalmente que acordas-te.- Disse assim que ele abriu por completo os olhos e olhasse ao seu redor, levantei-me da cadeira que estava sentada e lhe beijei os lábios. – Espero que não me faças por isto de novo, estamos entendidos.- Falei, com o meu olhar de mandona.
– Não percebi muito bem o que aconteceu, só me lembro de estar a caminho ed casa e de repente vi um carro vir contra mim.- Explicamos-lhe tudo o que tinha acontecido desde a, até ele ter acordado.
– Filho, tu qualquer vais matar a tua mãe do coração, isto que não se repita.- Disse a Dona Carole, no seu papel de mãe super preocupada.
– Vocês estão a dramatizar muito, não foi quase nada, até posso dizer que estou próximo para outra, mas como amo muito a minha mãe e a minha mulher não vou dizer mais nada.- Disse ele, completamente descartando o braço e as costelas partidos.
Depois de mais três dias internado, finalmente ele pode voltar para casa, com muitas recomendações do médico, mal a Soph e o Chris o viram correram para ter colo do pai, já não estavam com bastante saudade dele, só o tinham visto uma vez no hospital e estiveram muito pouco tempo. Com bastante cuidado ele deu um abraço a cada filho e segui para o nosso quarto seguido de nos três, para poder descansar, o próximo mês previa-se que fosse assim, só descanso, pelo menos até o braço e as costelas estarem completamente curadas.
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