Notas iniciais
Aii :3 , tudo bem? Com tanta fic para atualizar, né mesmo? Venho eu com um one-shot que estava na gavetinha a um tempinho, mais por insegurança da escritora em escrever algo relacionado a Yaoi do que outra coisa, mas eu shippo esses dois e amo de paixão 3.3 dai fiz um esforcinho, se tiver ficado uma ca**** me avise '-' , ou deixe para lá também ahauhau É meio que intuitivo o momento da fic, não preciso dizer né?? ahuahau Enjoy it!

" — Quanto tempo dura o eterno?

— Ás vezes, apenas um segundo..."

Alice no País das Maravilhas

Seria o seu fim, ele assim havia predimitado, ele assim o quisera. A varinha negra de Snape tremia algo que imperceptível, mas diz-se que quando você sabe que será seu fim, você fica mais preceptivo, mais vivo do que nunca.

Dumbledore olhava a mão de Snape, ele estava vacilando, isso não poderia acontecer, não podia.

“Severus, por favor…”

E entre aquela fracção de segundo que ele fizera o movimento da varinha e o feitiço final, é engraçado como a sua mente começa a andar velozmente, como se uma fome de vida consumisse sua cabeça.

Imagens desconexas e cheias de cor, preenchiam cada recanto obscuro de sua mente, seu olhar erguera na direcção da varinha e da luz verde que vinha na sua direcção.

E uma pergunta algo curiosa, ressoara a sua mente naquele momento, “Quantos segundos há na eternidade? “ *

E como em resposta, uma memória ficara mais nítida que as outras, mais do que nenhuma outra.

“ _ Nós estamos perdidos, sem saber como nos achar…Albus…- Um homem de cabelos aloirados e expressão aloucada era levado por aurores, após o que havia sido o pior duelo de sua vida, era um misto de emoções que ele não conseguia suportar, ele não conseguia encontrar voz para responder ao que seu ex-amigo dizia, algo no seu coração quebrava, ao vê-lo gritar e sendo preso dentro de sua própria prisão e de sua própria loucura.- Mas há algo que eu...tenho que te dizer…

—O que, Gellert?

—Eu…não…matei…Ariana… há culpas que não são minhas, Albus…você o fez…

Ele não desejava aquela confirmação, por amor de Merlin, ele não desejava que isso acontecesse, ele não podia…oh, Merlin, que ele havia feito? Sua dor deve ter transparecido em seu rosto, pois Gellert dera leves sinais de lucidez, seguidos de um olhar igualmente doloroso, com um misto de raiva.

—Você…ma…

—NÃO…foi…um acidente…eu não…

—Sim… eu sei!...- Ele estava atrás das grades naquela hora, olhando por entre os ferros que lhe deixavam angustiado. Ele nunca desejara esse fim para Gellert, mas ele o procurara.- Eu enlouqueci a mim mesmo…pensando que tinha sido o responsável…pela morte…da doce Ariana…você viu, o que aquele muggles fizeram a sua…irmã…eles deviam de ter sido purgados desse Mundo, mas não…você se acovardou…você deixou a morte…dela ter sido em vão…vergonha de você, velho amigo…

Albus engoliu em seco, colocando as mãos nas grades e olhando bem fixamente nos olhos de Gellert, que não desviara um segundo, naquele olhar tinha sentimentos que o ruivo pensara ter perdido no tempo, mas havia coisas que nunca mudariam cada vez que olhava para ele, não via o seu maior inimigo desde que haviam voltado costas um ao outro naquele dia, não via o louco maníaco que queria praticar genocídio com os trouxas, não ele via somente Gellert aquele que amava á anos, por mais que isso o atormentasse.

E pelo o olhar mais sério, que o outro fizera, pensamentos similares talvez passassem por sua cabeça, ele nunca conseguira entender a profundidade e a mente dele.

—Nos perdemos, Albus, tivemos nossos momentos e nos perdemos…mas há algo que aprendi, ao longo de toda uma vida…nunca olhe para trás…continue vivendo…e nunca pense no que poderia ter sido…

Fora nesse momento, que lágrimas que ele cria ter extinto ao tempo, quando perdera a sua irmã e a ele de uma vez, voltaram e Gellert somente limitara-se a olhar para o outro lado, analisando a sua cela em Nuremberg.

—Adeus, Albus…

—Adeus, Gellert…

—Cuide bem do nosso tesouro…e nunca mais volte…- Este voltara costas, sem voltar resposta, eximindo seu cérebro de pensar sobre os gritos que voltaram na cela e na repressão que os aurores faziam para o controlar.

Ele sabia que tesouro , ele referia-se, colocara a mão dentro de seu manto, vendo duas varinhas, a sua antiga e leal varinha e uma que ele tivera uma cega ambição e desejo, a varinha das varinhas.

Aparatara para bem longe e sem rumo fixo, ele simplesmente precisava reflectir no que fazer de agora em diante. “

E a luz verde o atingira e lágrimas de tristeza caiam do rosto de Albus Dumbledore á medida que a luz e a vida se esvaiam de seu corpo.

Tanto que ele queria ter feito, tanto que ele se arrependera, tanto que poderia ter alcançado, tanto que poderia ter vivido.

Mas no final de contas entendera que o tempo é o bem mais precioso e efémero que temos, e que há momentos que duram uma eternidade e ás vezes, há segundos que valem a pena por toda uma vida.

E esses momentos, ele com certeza havia vivido.

Notas finais
* Essa frase é uma referência poderosa a Doctor Who, minha série predileta e meu xodô :3, 12th Doctor que fala Espero que tenham gostado! Kiss kiss *-*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!