Notas iniciais
Olá leitores! Heloise aqui! Sabiam que segundo fontes, o aniversário do Soluço é dia 29 de fevereiro? Ou seja, hoje? POIS É! VAMOS CANTAR PARABÉNS PRO NOSSO QUERIDO PILOTO DE UMA PERNA SÓ!! Sem querer ofender, é claro. kkkkkk E a April? Ela está... cansada? Com certeza, vocês não sabem quanto ela escreveu só nesse final de semana. A garota escreveu NOVE capítulos! ISSO MESMO, NOVE FUCKING CAPÍTULOS!!! Então parabenizem ela!! Se não ela vai puxar o pé de vocês de noite, ouviram? Kkk ...Eu to falando sério... Brincadeiras a parte, agora vamos para o capítulo! Boa leitura!

Capítulo 12 — Não se preocupe, criança.

Você deve estar se perguntando qual o motivo ou a emergência que fizera com que Astrid saísse correndo assim de Soluço na última vez em que nos encontramos. O que exigiria uma caixa de primeiro socorros, armas e toda essa correria?

Tudo começou naquela manhã...

Sarah estava treinando na floresta com o sol nascendo atrás de si, às luzes tocando as árvores, iluminando o rosto suado da Hofferson e a espada que empunhava com uma ferocidade na face. Queria que pudesse ver aquela cena, como eu desejo...

Ela treinava posições avançadas de combate em um duelo de esgrimas, sua habilidade era tão impecável quanto à paisagem despercebida por ela.

Então ela ouve um som estranho que a interrompe, parecia um gemido de dor de algum animal da floresta, ela segue o som torcendo para que não fosse uma cobra (embora uma cobra não gema de dor). No fundo da floresta, perto de uma cachoeira ela vê um belo dragão azul. Astrid quase cai para trás de susto, ela realmente não se dava bem com dragões como os outros. No fundo ela sabia que tinha medo.

O dragão a vê e atira um dardo venenoso contra ela, a garota desvia perfeitamente, porém percebe que o réptil está com uma asa machucada. Era melhor chamar Soluço, com certeza.

Quando ela pensou em ir, o dragão ruge de agonia, talvez morresse se a garota não tivesse visto uma flecha atravessada na asa da criatura assim como muitos galhos e até uns pedaços de tronco espalhados aqui e ali.

Astrid respirou fundo e se aproximou largando a espada no chão (assim como Soluço dissera que era correto fazer. O dragão atirou um dardo, ela desviou e mesmo que jogasse mais dardos, o animal parecia cansado.

—Eu só quero ajudar – disse ela – Confie em mim...

Astrid se aproximou e retirou os troncos e a flecha do jeito mais indolor que ela pôde.

— O sangue vai jorrar mais se eu não arrumar curativos – Murmurou ela – Eu vou tentar correr e pegar alguma coisa.

Astrid se afastou e percebeu o jeito como aquela bela criatura lhe olhava, como se estivesse com medo de ser deixada a só ali. Felizmente, a garota sabia como era se sentir assim. Então ela acariciou a cabeça do dragão que pareceu até feliz de certo ponto de vista.

Então aqui estamos... Astrid corria pela floresta tentando se lembrar as coordenadas exatas do dragão azulado.

Após algum tempo, ela chega e vê que o sangue dos ferimentos do dragão já jorrava. Astrid pega a caixa de primeiros socorros e tenta ajudá-la como pode.

— É bem diferente de concertar a asa de um passarinho – Comentou ao finalizar – Mas acho que isso vai te ajudar por enquanto.

Você deve estar se perguntando por que ela não chamou Soluço para ajudar. Eu também não sei. Pergunta pra ela. Eu não tenho a obrigação de saber de tudo ou talvez eu saiba e queira deixar você refletir um pouco sobre isso...

O dragão conseguiu levantar-se por conta própria e Astrid achara a criatura, particularmente, bela. Seu tom de azul e amarelo, a coroa de ossos ao redor da sua cabeça e até mesmo o jeito fofo que a criatura a olhava perifericamente.

Astrid lavou as mãos, arrumou suas coisas e partiu de cabeça baixa pegando sua espada, o dragão começou a segui-la.

— Você realmente vai me seguir por aí? – Ela riu – Isso é uma gracinha, mas você não tem uma vida, não? Não precisa se prender a mim. E eu realmente não gosto muito de dragões...

***

Astrid se encontrava em seu quarto no palácio flutuante, onde se preparava para a sua “partida” de Berk.

A jovem estava animada e um tanto nervosa. Animada por a princesa não estar mais no caminho de Sarah quando partir, isso deixaria a rotina de vida dupla de lado por um tempo. E tanto nervosa por Soluço e Valka estarem vindo ao seu encontro para se despedirem da princesa, por educação do líder de Berk e sua mãe.

Ela não iria admitir, mas sempre ficava nervosa quando as pessoas que ela conhecia como Sarah a viam como Astrid. Tinha medo deles descobrissem sua identidade, o que seria algo muito, mas muito ruim.

Astrid se sentou em sua cama e suspirou esperando ansiosamente pela chegada dos Haddocks. Então ouviu uma batida na porta.

— Senhorita?

—Pode entrar, Baled. – Respondeu se levantando de sua cama.

O mordomo abriu totalmente a porta dando espaço para Valka e Soluço entrarem no quarto.

—Os Haddocks estão aqui para se despedirem.

Os dois fizeram uma reverência, a princesa que devolveu o gesto.

— Muito obrigada, Baled. – Astrid agradeceu ao velho mordomo. Ele assentiu e se retirou fechando a porta atrás de si.

Astrid guiou os Haddocks até uma mesinha de chá que havia ali e sinalizou para eles se sentarem, um leque branco cobria seu rosto. Em seguida fez o mesmo.

— É agradável vê-lo novamente, Sr. Haddock. – Astrid disse educadamente.

—Digo o mesmo, princesa.

— É uma honra te conhecer princesa Astrid. – Disse Valka a encarando.

— O prazer é meu Sra. Haddock. – Disse Astrid. – Agradeço pela visita.

— Era o mínimo que podíamos fazer, princesa. Já que a senhorita não costuma sair do Palácio Flutuante. – Comentou Soluço, o que chamou a atenção de Valka.

— Desculpe a curiosidade, mas por que você não sai do navio? – Perguntou Valka – Ver o mundo lá fora, sabe...

Astrid abriu mais o leque soltando uma risadinha tímida.

— Peço perdão por tal reação, porém apenas digamos que sou uma jovem tímida – Explicou a princesa revelando um pouco mais o rosto –Embora seja algo que eu deseje com certa freqüência, acredite, terceira princesa pode ser algo, mas não querida.

— Ora, por que não? – Questionou Valka observando atentamente a princesa. Deu para notar que ela é o tipo de curiosa que não liga para a zona pessoal, não se esqueça disso – As pessoas podem gostar de você.

— As pessoas me entenderão um dia, mas eu estou meio que presa aqui – Astrid dá um gole em seu chá — Deixe a glória para minhas irmãs postiças, elas nasceram princesas e ambas sabem quem devem ser. Eu era uma simples camponesa e me tornei princesa quando criança e vim para o lado dos importantes sem saber – Ela parecia tão habituada em dizer aquilo, nem parecia magoar.

— Entendo como é isso – Valka sorri – Me casar com Stoico teve o desafio de que eu também teria minhas responsabilidades com o povo, isso meio que te faz abandonar a vida normal de sonhar em ser algo e realizar...

Valka toca o braço do filho por debaixo da mesa.

— Qual é o motivo da viagem, princesa? – Perguntou Soluço tentando mudando o assunto.

— Resumindo a questão, Rosabelle e Belle tem uma mãe e eu tenho outra. Isso é um dos motivos delas me chamarem de terceira princesa. Eu estou indo para passar um tempo com minha outra parte da família — Explica – Ambas não eram tão próximas assim de minha mãe.

Antes de Valka ou Soluço conseguirem dizer algo, alguém bateu na porta.

— Pois não? Podem entrar – Disse Astrid.

Então dois guardas, um baixinho e outro alto e magricela entraram no quarto.

— Com licença, princesa. Seu navio está a sua espera para partir. – Disse o magricela com a voz grave.

Astrid assentiu com a cabeça e se virou para os Haddocks.

—Perdão por tão breve conversa, eu voltarei em breve para que possamos interagir-nos novamente – Se desculpou levantando de sua cadeira.

— Não se preocupe princesa. – Disse Valka sorrindo. Astrid devolveu o sorriso e se pôs a andar cobrindo o rosto com o leque.

— Foi um honra conhecê-la, Sra. Haddock. – Astrid fez uma reverencia e se virou para Soluço. – E um prazer revê-lo Sr. Haddock. Espero que nos vejamos novamente.

—Muito obrigado, princesa. – Soluço fez reverência.

A princesa sorriu pela última vez timidamente para os Haddocks antes de se retirar do quarto seguindo os dois guardas. Por onde ela passava, alguns empregados a desejavam boa viagem, pois a princesa Astrid era querida por todos eles.

Os dois guardas a levaram até o convés do Palácio Flutuante, onde havia uma pequena “ponte” que o ligava para um navio um pouco menor e o soldado baixinho a ajudou passar pela “ponte” e a descer ao outro navio. Soluço supôs que os guardas que a acompanhariam estariam dentro do navio, pois nem mesmo capitão havia lá, era um navio simpático, mas não havia guardas reais por ali.

Não ouve festa ou despedidas formais, para a sorte da princesa, pois Belle e Rosabelle nem se quer trocaram uma palavra com Astrid, o que já era comum.

Assim que os guardas retiraram a “ponte”, o navio começou a mover. Os dois mais a princesa entraram dentro do navio e fecharam a porta.

— Ai ai... finalmente isso acabou! – Disse o baixinho tirando a armadura de guarda e arrumando o cabelo topete.

— Nem me fale, não agüentaria ficar mais um segundo nessa roupa horrorosa, argh! Nada combina nela! – Exclamou o alto e magricelo chamado Calid.

— Eu adoro te ajudar senhorita Astrid, mas se eu fizer isso novamente eu vou... – Disse o baixinho nomeado de Dave, mas o magro o interrompeu.

— Calma, amor, tudo pelo bem da nossa princesa favorita. – Disse passando o braço ao redor dos ombros do baixinho.

Vocês caros leitores não devem estar entendendo nada do que está acontecendo, não é mesmo? Irei explicar. Esses dois “guardas” na verdade são os estilistas particulares da Astrid e da Sarah. Sim, eles sabem sobre a dupla identidade da garota, e eles a ajudam muito em qualquer coisa. Calid, por exemplo, criou as roupas fabulosas de Sarah e a ensinou a como parecer diferente enrolando os cabelos, colorindo mechas, mostrando a personalidade de durona numa roupa, escondendo e realçando partes do corpo na chamada “ilusão da roupa” enquanto Dave, embora tenha um pé atrás com essa história toda, a ensinou como criar apetrechos nas roupas, como esconde armas e cada mínimo detalhe que a ajudava no porte de armas e configurações na sua roupa... Eles foram os que mais a ajudaram na vida naquele palácio, eram sua família.

Astrid riu com a cena dos dois estilistas e se aproximou deles e colocou sua mão no ombro do baixinho.

— Muito obrigada novamente, Dave. – Agradeceu ao baixinho e se virou para o magricela. – A você também, Calid.

Dave tinha olhos cinzas e cabelos pretos, tinha uma barba rala quase invisível e como muito já dito baixinho e fortinho (no sentido musculoso). E Calid era alto e magricela, com olhos verde azulados, cabelo loiro bem claro presos em um rabo de cavalo e uma barbicha.

Os dois se dão muito bem juntos, bem até demais...

— Não há de quê, lindinha. – Disse Calid apertando as bochechas da princesa que revirou os olhos – O que não faríamos por você?

— Eu ainda acho esse assunto de dupla identidade algo muito perigoso. – Comentou Dave cruzando os braços, ele podia apoiá-la o máximo que conseguia, mas sempre que podia a trazia para a realidade o que era até saudável.

— Você sempre acha isso, querido! – Calid colocou as mãos na cintura – Atualiza o livro, por favor!(expressão).

— Só estou preocupado com o bem estar da nossa princesinha. – Disse revoltado Dave – Você viu quando ela lutou com aquela tal Brisa? Ela poderia ter morrido!

— Agradeço sua preocupação Dave, mas você sabe que eu vou continuar com isso – Astrid andou até o quarto. – Agora com licença que irei trocar de roupa.

Ela fechou a porta do quarto deixando os dois sozinhos.

— Ai como eu estou cansada! – Calid se sentou no sofá. – Aquela roupa além de ser cafona é pesada.

—Mas como você disse, tudo pelo bem da princesinha. – Dave se sentou ao lado de Calid que passou o braço em sua volta imediatamente – Você está muito sedentário, faz uns agachamentos.

— Nossa amor, como você é bipolar. – Riu Calid.

— Eu só estou preocupado com ela. – Admitiu Dave – E a sua saúde anda uma droga.

— Mas não precisa, nossa princesinha e eu somos de puro ferro.

Logo Astrid saiu do quarto já vestida de Sarah.

—Assim é bem mais confortável. – Admitiu ela.

— E bem menos elegante também, querida. – Comentou Calid fazendo Sarah revirar os olhos rindo – Quem foi o designer brilhante que criou tal peça? Ah, é mesmo! Eu! Eu sou demais, eu sou amazing (incrível). Mas já está na hora em mudarmos essa, qualquer dia deveríamos dar uma repaginada novamente.

Amazing man!— Responde Astrid.

Tempo depois em Berk...

Sarah caminhava tranquilamente pelas ruas de Berk em direção a sua casa.

Há alguns minutos atrás, ela, Calid e Dave haviam voltado para a ilha em uma canoa salva vidas que havia no navio. Eles chegaram a terra no outro lado da ilha em uma praia deserta onde seguiram em caminhos separados. Calid e Dave de volta para o Palácio Flutuante e Sarah para a vila.

Sarah teve que admitir, ela tinha ficado nervosa quando Valka e Soluço apareceram em seu quarto, mas ficou aliviada logo quando percebeu que nenhum dos dois a reconheceu.

Estava tão perdida em seus pensamentos que quando se deu conta de si, já estava na frente de sua casa. Onde logo entrou e fechou a porta atrás de si. Caminhou até a cozinha em busca de algo para beber, pois estava morrendo de sede e lá encontrou Valka sentada a mesa bebendo um copo de hidromel.

— Saudações, Valka! – Cumprimentou Sarah também se sentando a mesa.

— Olá, Sarah. – Cumprimentou de volta. – Por onde esteve?

— Por aí, treinando. – Sarah responde naturalmente.

— Certo. – Valka pegou a jarra de hidromel, colocou um pouco em outro copo e serviu a Sarah.

— Obrigada – Agradeceu a garota dando um gole na bebida.

— Não há de que Sarah. – Disse Valka. Então se inclinou um pouco para a cadeira. – Ou devo dizer princesa Astrid?

Sarah engasgou com a bebida.

—W-what?!

Notas finais
Esperamos que tenham gostado do capítulo! Lembrem-se de parabenizar a April por escrever tanto e comemorar o aniversário do nosso querido herói de Berk! Próximo capítulo: 04/03/2016 Até lá!