How To Save Two Lives
6 Capitulo 5: Into my Arms
Notas iniciais
"Eu não acredito em um Deus intervencionista
Mas eu sei, querida, que você acredita
Mas se eu também acreditasse, eu ajoelharia e rogaria a Ele
Que não intervisse quando se tratasse de você
Que não tocasse num único fio de cabelo de tua cabeça
Que te deixasse do jeito que você é
E se Ele sentisse que precisa te guiar
Que te guie direto para os meus braços"
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Brienne se precipitou para a porta assim que ela se fechou. Hans apenas a encarou com os olhos esbugalhados e tentou perguntar algo, mas já era tarde. A jovem já se encontrava muito adiantada no corredor, ao ponto de ver as tranças ruivas em frente ao escritório de Elsa, não iria demorar para que ela entrasse.
— Anna — gritou enquanto corria para pegar a outra e a segurou na mesma hora que Elsa abriu a porta.
— O que está havendo aqui fora? — perguntou a loira emoldurada pela porta.
— A Brienne, na biblioteca — a sorte da inglesa era de que a princesa falava coisas demais em pouco tempo e isso tornava mais difícil de entendê-la, mesmo assim se sobrepôs.
— Eu estava conversando com Hans — ela disse de forma incisiva e clara — E Anna estava ouvindo, atrás da porta. — nesse momento Elsa fechou a cara e Anna aumentou a voz.
— Mas Elsa — ela disse — A Brienne está…
— Anna, vamos conversar — disse a outra a afastando da irmã mais velha — Tenho certeza que Elsa tem muito o que fazer e você deve ter entendido tudo errado.
— Não! Eu não entendi nada errado, eu ouvi… — ela voltou a dizer, apenas para ser empurrada para longe pela morena.
— Tchau Elsa! — respondeu com um sorriso enquanto sumiam da visão da rainha.
A mulher ainda olhou por mais tempo, até que as duas sumiram em uma dobra do corredor e voltou para a sala, tentando se concentrar em seus deveres reais.
— Você é uma mentirosa — acusou Anna, com um dedo apontado para a jovem em sua frente — Você mentiu para Elsa, ela confiou em você, nós confiamos em você — ela reclamou um pouco irritada.
— Anna! Acalme-se — ela chamou baixinho, sem que ninguém ouvisse, mas a princesa continuava a aumentar a você.
— Não! Você enganou a todos nós — ela resmungou enquanto encarava a mais velha com olhos lacrimejantes — Eu nunca tinha entendido porque você havia sido exilada, mas agora eu sei.
— Anna, você não está me deixando explicar — ela disse segurando a mais nova pelos ombros — Por favor, me deixe explicar.
— Você está conspirando para entregar o trono á Hans — ela disse um pouco mais alto e alguns criados que passaram ouviram.
A princesa deixou o lugar a passos largos enquanto seguia para a rua, mas Brienne não poderia deixar que os criados saíssem para espalhar aquela história e perdem algum tempo para limpar-lhes a memória.
— Sinto muito — disse ao colocar os dedões contra a testa de cada uma delas, mas eu preciso fazer isso.
Um calafrio percorreu os dois corpos e elas piscaram um pouco e então a encararam.
— Olá, Lady Brienne! — cumprimentou as duas com uma reverencia singela, comprovando que o feitiço havia dado certo.
— Bom-dia — ela respondeu, passando com presa entre as duas criadas e correndo as escadarias, por onde a princesa havia passado pouco tempo antes e sumido pelas portas principais — Com licença.
Brienne continuou correndo até que encontrou a princesa estava conversando com Kai, parecia que já havia contado tudo a ele, pois este vinha com passos pesados e um rosto vermelho de raiva.
— Sinto muito Kai — suspirou Brienne apertando o centro da testa do conselheiro corpulento que piscou e a cumprimentou gentilmente, com o sorriso que lhe era comum. — Eu preciso levar a princesa para falar sobre…
— O casamento — ele sugeriu com um sorriso grandioso — Será um grande casamento, eu tenho certeza.
— Com toda certeza — respondeu com um sorriso forçado nos lábios e carregou Anna escada acima — Está bem, você nunca ouviu aquilo — ela disse apoiando o dedo na testa da princesa que ainda relutava — Eu não queria fazer isso, mas você não me deu escolas Anna, sinto muito.
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A saída de Arendelle fora a parte mais fácil.
O comandante deixou o país com a previsão de viajar pouco mais de seis dias, no máximo dez, mas não contou com o inesperado temporal que os abordou no estreito entre a Inglaterra e a França. Os ventos fortes os levaram para a costa e o casco do navio sofreu diversas avariações e por fim, após todos os reparos, haviam atrasado a viagem em três dias, pelo menos, agora os homens estavam alimentados, hidratados e mais animados em voltar ao mar agora que as dispensas estavam abarrotadas de comida, vinho e água.
Seguiram por mais três ou quatro dias sem maiores problemas, mas quando já se aproximavam da costa de Aliours, uma calmaria tomou os céus. Pelo menos esse problema era mais fácil de resolver. Aliours ficava a menos de um dia de viagem por mar das Ilhas do Sul, já estavam próximos e podiam remar até que o cento voltasse, mas a sorte não parecia a fim de colaborar, em poucos segundos, os homens já se encontravam cansados demais de remar e nem sinal de um fim na calmaria.
O príncipe Rayne já se encontrava perturbado, andando de um lado para o outro da grande sala do trono, preocupado demais para se ocupar com qualquer outra responsabilidade que poderia ter. A mãe havia viajado até Arandelle para saber de Hans e prometera lhe mandar uma carta sobre a situação com o país assim que chegasse. Não queria que a mãe servisse de espiã, mas não podia deixar de pensar que seria uma mão na roda compreender mais daquele país tão misterioso.
Mas sua maior preocupação eram Hans e seus homens. Hans, em primeiro lugar, por ser seu irmão, lhe dava um desconforto maior, sabia que o irmão havia errado e muito quando tentou se aproveitar das herdeiras, mas não podia deixar de se sentir culpado por conta disso, tinha quase certeza que Hans havia entendido mal o seu interesse com Arandelle.
Outra coisa que lhe incomodava muito, era não receber noticias da tripulação que fora com a mãe. Sabia que havia tido calmarias próxima ao reino e isso já era o suficiente para torna-lo ainda mais agitado. E se sua mãe tivesse lhe mandado uma carta que ficara presa nas calmarias? E, pior, se estivesse pedindo ajuda para salvar Hans? Não que Elsa houvesse lhe parecido uma governante terrível, mas no mundo dos tronos e coroas todo o cuidado era pouco.
— Príncipe Rayne, regente e protetor das Ilhas do Sul — anunciou um arauto o assustando rapidamente quando bateu a porta contra a parede — Sir Calleid da tripulação que foi à Arendelle traz uma mensagem da rainha Wanda.
— Avise-o que quero vê-lo assim que possível — respondeu o regente e antes que o arauto pudesse fechar as portas ele emendou — E tente não ser tão formal da próxima vez, não há essa necessidade.
Voltou a sentar-se na cadeira ao lado do trono, não gostava de sentar no lugar do pai, havia algo ali que o incomodava profundamente, talvez o fato de ser obrigado a admitir que ele não estava mais lá.
Após longos minutos de reflexões, tornou a se levantar, andando em círculos no meio da sala, onde uma grande imagem do rei Bertram quando ainda jovem e em seu auge. Parecia-se um pouco com o filho mais velho e com uns bons seis ou sete de seus outros filhos, tinha o cabelo vermelho cortado na altura dos ombros e longas suíças que emolduravam o rosto branco de olhos de um verde profundo e brilhante.
Poucos minutos depois, sir Calleid entrava pela porta principal da sala.
— Senhor? — chamou ao perceber a concentração de sua majestade no retrato — Trago noticias do norte.
— Sim Calleid — respondeu ele — Onde está o resto da tribulação?
— Estão presos em uma calmaria terrível — respondeu antes de começar a contar a história desde sua saída de Arendelle — E como era o único que ainda tinha forças para remar, fui encarregado de lhe entregar a carta de sua mãe.
O príncipe correu os olhos rapidamente pelo pedaço de papel que o marinheiro havia lhe entregado e fez um gesto largo, chamando o criado que se encontrava parado junto à porta.
— Preciso que chame meus irmãos — o jovem o encarou com uma interrogação clara no cenho franzido, mas Rayne não estava lhe dando atenção quando falou — Apenas os dez, deixe Freya de fora.
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— É lindo! — exclamou a princesa enquanto rodava sobre o pequeno púlpito onde experimentava o vestido branco com pequenos veios cor de rosa formando desenhos intrincados, tão cuidadosamente bem feitos que se destacavam com sobriedade.
— Você está linda — respondeu a irmã com um fôlego preso e os olhos lacrimejando de orgulho — Mamãe ficaria tão orgulhosa. — respondeu com um sorriso enquanto secava as lágrimas que teimavam em escorrer pelo rosto branco como neve.
— Oh não, irmã! Não chore, eu não sei se vou aguentar se você chorar — ela disse se aproximando para um abraço — Está tudo tão lindo — disse secando as lágrimas da irmã mais velha — Obrigada, por tudo!
— Você é tudo o que eu tenho — disse a rainha apoiando a cabeça em seu ombro e alisando os cabelos ruivos como se ela ainda fosse uma criança, não queria que Anna tivesse crescido ou, pelo menos, queria ter estado lá para ver. Mas agora ela estava casando e indo embora e tudo estava sendo tão rápido e inevitável. — Você merece tudo de melhor e eu nunca vou me perdoar pelo tempo que perdi.
Elsa pode sentir as lágrimas quentes de Anna contra o tecido fino de seu vestido.
— Anna! — chamou uma voz feminina da porta, apenas o rosto e os cabelos podiam ser vistos — Pela Deusa! Você está tão linda! — exclamou a jovem entrando com um pedaço de papel na mão — De volta, deixe-me ver — o sorriso se pronunciava claro no rosto escuro quando a ruiva girou lentamente sobre o púlpito exibindo a peça. — Céus eu amei esses detalhes — ela disse analisando a barra do vestido — Você está tão linda.
— Obrigada — ela respondeu com um sorriso, mas não devolveu o elogio, não por falta de vontade, pois mesmo em calças de lã e camisetas de linho Brienne conseguia parecer real, mas porque sabia que a jovem não o receberia bem.
— Mas eu não vim aqui apenas por conta disso. — ela disse de repente, cortando o clima que se encontrava ali.
— Más noticias? — perguntou a rainha encarando, um pouco assustada com a mudança do tom.
— Não! — respondeu incisivamente — Recebi uma carta de meu primo Henry na Inglaterra, ele falou sobre a tripulação das Ilhas do Sul, parece que passaram três dias atracados por conta de um temporal, mas voltaram ao mar inteiro e, se os ventos tiverem sido bons, já chegaram às Ilhas. Caso tenham partido imediatamente, em menos de uma semana já devem estar aqui. — ela suspirou aliviada em saber que logo estaria livre do peso de falar com Hans — Mas ainda é prudente que fale com o prisioneiro.
— Sim, mas só a previsão de estarem para chegar já me alivia os nervos — ela respondeu com ares muito mais aliviados e por um segundo toda a rigidez do reinado pareceu deixar seus ombros.
— Eu posso adiar o casamento — disse Anna, fazendo Elsa olha-la sem entender — Assim não teremos de dar duas festas e estarei aqui para lhe ajudar, se precisar claro!
— Eu fico agradecida — disse ela — Se não for qualquer incomodo para você, eu preferiria assim. — um sorriso surgiu nos lábios da mais nova, um ainda mais feliz do que seria de se esperar de uma jovem apaixonada, obrigada a adiar o casamento.
Mas Brienne a conhecia o suficiente para saber que sua maior paixão era se fazer útil para a irmã.
— Há apenas mais uma coisa — disse a bruxa, interrompendo as irmãs e fazendo Elsa a encarar com medo claro nos olhos — Terei de me ausentar de Arendelle por tempo indeterminado.
— Você não pode ficar para o casamento? — perguntou Anna, um pouco decepcionada.
— Eu enviei uma carta ao rei — ela disse com suavidade — E falei com meu pai, aparentemente é um assunto sério de Estado, alguns problemas com reis-vassalos, mas eu lhe disse que Arendelle receberia como uma afronta se não houvesse um membro da família real no casamento da princesa — um sorriso alegre surgiu no rosto, segundos antes, decepcionado — Ele concedeu, mas deverei partir junto de Anna, assim que o casamento terminar.
A princesa não se conteve e abraçou a outra com força — Você não sabe como isso me faz me feliz, você é como uma irmã para nós Brienne — nesse momento, um peso caiu em seu coração, que tipo de irmã brincava com a mente da outra?
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Rayne havia reunido os dez irmãos homens na sala, alguns vieram das ilhas vizinhas, onde tinham seus condados, mas a maior parte se encontrava na capital. O reino das Ilhas do Sul nunca se tornará grande como Albion, por mais que esse houvesse sido o sonho dos primeiros Soutrsland a ocupar o trono das ilhas e esse desejo passara de pai para filho durante toda a eternidade e o tamanho do reino seguiu o mesmo curso crescendo e decrescendo conforme a força de seu rei. Apenas quando o rei Bertram terceiro subiu ao trono, as ilhas começaram a se preocupar mais com política econômica do que bélica e Rayne havia aprendido bem com o pai.
Hoje o reino, que já contara com cerca de 20 ilhas e quase 100 km² da península, estava restrito a cinco ilhas grandes e nem um metro na península, mas o povo não reclamava em tudo, os mais velhos estavam apenas satisfeitos de não ter de mandar seus filhos para guerra a cada mês a fim de repor forças e os mais novos simplesmente haviam nascido naquele sistema. Apenas os nobres reclamavam da gerencia e por vezes tentaram arrancar o trono de Rayne a força, alegando que ele, como o pai, era um frouxo que não sabia governar com os punhos de ferro do avô e dos antepassados.
Aspirou uma vez e se levantou, na mesa estavam todos os irmãos e se organizavam do mais velho para o mais novo:
A sua direita sentava-se Marten, o segunda na linha de sucessão, e a esquerda, Bertel, o terceiro. Anders, sentava-se ao lado de Marten e ao lado dele estava Garth e Ingvar. Enquanto que no lado de Bertel, estavam Balder, Jansen e Manfred.
Bjorn e Alvan sentavam-se lado a lado, uma vez que nem Hans, nem Wanda, tão pouco Freya estavam lá para ocupar seus lugares.
Com um olhar geral, Rayne começou — Estamos reunidos meus irmão, pois mamãe mandou uma carta comunicando que Arendelle não possui condições de sustentar um prisioneiro como nosso irmão — ele disse, observando que alguns se agitavam, pareciam bastante perturbado — Ela também fala que a rainha Elsa está tratando bem de nosso irmão…
— O pobre Hans deve estar sofrendo tanto — brincou Bjorn, o único que realmente havia posto os olhos na autoridade de Arendelle.
Rayne o encarou com censura, mas logo tornou a falar — Ele tem comida e água e, aparentemente, passou por um caso bastante grave de hipotermia, mas já está se normalizando, segundo a própria rainha.
— A mãe o viu? — perguntou Ingvar, tentando por mais lenha na fogueira, Rayne sabia que, quando se juntava com os três irmãos mais novos Ingvar era perigo certeiro, mas desde que se casara estava mais preocupado em engravidar a esposa do que em arranjar problemas — Como vamos saber se não foi a própria rainha do gelo que o congelou.
— A mãe não entra em detalhes quando a isso — mentiu o jovem, havia, sim, um longo parágrafo contando que a rainha nem ao menos sabia que Hans estava preso nas imediações do país — Mas garante que tem certeza que não foi Elsa que o congelou. Mas estamos aqui para tomar uma decisão importante: O que faremos com Hans. — ele fez uma pausa ao perceber que todos se encaravam e Manfred fora o primeiro a se erguer.
— Hans é um ladrão — disse ele em alto e bom som — Um aproveitador que tentou matar as realezas de Arendelle, não podemos trazê-lo de volta e manchar a imagem das Ilhas.
Um muxoxo de concordância correu a mesa redonda, mas morreu antes que ganhasse alguma proporção importante quando Garth se levantou — Não podemos deixar Hans, eu concordo com a mãe — e se virando para Manfred falou — Como você mesmo salientou querido irmão, Hans é um ladrão, um aproveitador que tentou tomar Arendelle pela força, assim como você, Bjorn, Alvan, Ingvar — disse encarando os quatro que, sem sombra de duvidas, tentariam voltar às eras de selvageria dos Soutrsland antigos — Tentariam. Hans é sim uma mancha para o nosso nome e reino, mas será uma mancha maior ainda se o deixarmos lá.
O muxoxo ganhou força e as discussões começaram a correr com mais força, enquanto os dez mais novos lutavam entre si para saber quem estava mais certo.
— Calem-se — disse Rayne levantando a voz — Se não podemos nos entender, então façamos um acordo maior. Quantos estão de acordo em deixar Hans em Arendelle — apenas quatro mãos subiram, os outros se mexiam, um pouco incomodados em suas cadeiras — Quantos acham mais certo trazê-lo de volta para a prisão das Ilhas? — Seis mãos se ergueram e Rayne deu o veredito — Se vamos buscar Hans, será preciso que um de nós vá tratar com Elsa, quem está disposto a fazer isso.
Todos os que aprovaram a ideia se calaram de repente e Manfred tomou a frente. — Vocês decidem o que deve ser feito, mas não dão seus passos para fazer o que precisa ser feito. — levantou com raiva nos olhos verdes — Que seja! Eu irei busca-lo então. Bjorn e Alvan se ergueram em seguida.
— Eu irei junto — disseram em coro e Garth rolou os olhos nas orbitas.
— Porque não me surpreendo — resmungou levando uma taça de vinho aos lábios — Manfred e suas sombras.
— Eu também quero ir — uma voz fina e feminina se fez ouvir no canto da sala e oito dos dez presentes se levantaram para encarar a jovem que se encontrava em pé, apoiada na pilastra.
— Não é seguro Freya — censurou Anders que havia estado quieto o tempo todo.
— Não é segurou…! — ela começou a falar, mas mudou a entonação antes de continuar — Mamãe estará lá e eu sei me cuidar — ela disse respirando rapidamente — E tenho meus três irmãos mais velhos para cuidar de mim, o que poderia dar errado?
Sabia que era uma questão difícil, não confiava em Alvan ou em Bjorn e muito menos em Manfred, mas sabia que era preciso ir junto.
— Está bem — respondeu Rayne enquanto todos o olhavam perplexos, conhecia bem a irmã mais nova, se aproximou e a puxou para um abraço com um beijo na cabeça — Pode ir, desde que prometa que ficara bem.
Ele a segurou com força, Freya era sua única irmã mulher e, por isso, a protegida do reino, o seu pequeno anjo com os cabelos encaracolados e olhos claros na pele de porcelana e já havia passado por coisas demais e dado muitos sustos em todos, mas era inevitável, toda vez que botava algo na cabeça, fazia.
— Eu prometo — disse um pouco incerta, enquanto enrolava os dedos no ombro do irmão.
"E eu não acredito na existência de anjos
Mas ao te olhar, me pergunto se não é verdade
Mas se eu acreditasse, eu convocaria todos eles juntos
E pediria que te guardassem
Que cada um lhe acendesse uma vela
Para fazerem o teu caminho limpo e iluminado"
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